- Autor do tópico
- #61
Boas illustres membros deste portal,
Este tópico começou por ser sobre o meu Volvo 850 T5, mas a verdade é que nos últimos tempos pouco havia para contar. Em agosto do ano passado nem sequer peguei no carro, o carro estava praticamente parado desde princípios de setembro 2024 e, até esta terça-feira, fez praticamente dois anos que esteve arrumado na garagem do meu sogro a apanhar pó. A atenção que lhe dei durante esse período foi pouca ou nenhuma.
Mais tarde, um grande amigo meu o @João Luís Soares comentou algo que me fez pensar. Quando fui ter com ele para um encontro do Portal, ele não me disse nada na altura, mas percebeu logo que eu já não estava propriamente entusiasmado com o carro. Tanto assim foi que acabei por deixar o Volvo à porta de casa dele e seguimos no carro dele para o encontro. Nem me preocupei nem olhei para trás. Também sabia que ninguém lhe ia mexer; quem tentasse provavelmente saía mais estragado do que o próprio tanque.
A verdade é que os interiores estavam numa desgraça e a pintura exterior não ajudava em nada. Foi um daqueles trabalhos em que pintaram tudo e mais alguma coisa, incluindo borrachas, e o resultado final ficou muito longe do bonito e bom.
Falei com um pintor e bate-chapas que conheço e em quem tenho total confiança. É alguém que trabalha extremamente bem, mas nunca quis pegar no carro. Foi sempre adiando porque sabia perfeitamente a quantidade de trabalho que ali estava. Mesmo tendo eu um segundo carro para peças, bastante mais direito e em muito melhor estado geral, ele não mostrou interesse em avançar.
Cheguei até a ponderar passar toda a mecânica do meu para esse outro carro — motor, transmissão e restantes componentes — mas havia um problema: o carro era francês. Além disso, eu não tinha tempo nem disponibilidade para embarcar num projeto dessa dimensão. Já me basta o Carocha, onde vou corrigindo um ou outro pormenor quando posso. Não fazia sentido gastar as férias inteiras à volta de mais um projeto complicado.
O Volvo cumpriu o seu propósito e proporcionou-me muitos bons momentos. Mas, por mais que tentasse encontrar o lado positivo da situação, a realidade é que havia demasiado trabalho por fazer e eu não conhecia ninguém de confiança que estivesse disposto a assumir essa recuperação.
Foi então que falei com o @João Luís Soares sobre a possibilidade de vender o carro. Entre telefonemas, conversas informais e alguma pesquisa, acabou por encontrar um rapaz na zona de Sintra que estava interessado nele. Trata-se de alguém especializado em Volvos, um excelente mecânico e um verdadeiro profissional. Uma pessoa impecável.
Acabou por ficar com o meu carro e com o carro de peças pelo valor que eu tinha pedido. No fundo, vendi tudo praticamente pelo preço que me tinha custado quando o comprei.
Durante a conversa expliquei-lhe quanto tinha pago ao outro mecânico para me arranjar o carro e aquilo que efetivamente tinha sido feito. Quando ouviu os valores, levou as mãos à cabeça. Depois de falarmos mais um pouco, disse-me algo que me deixou a pensar: foi pena não nos termos conhecido quando comprei o carro. Segundo ele, por menos de metade do dinheiro que gastei, teria conseguido deixar o Volvo impecável mecanicamente e com os interiores em muito melhor estado, faltando apenas tratar da pintura.
Mas pronto, são águas passadas. As coisas acabaram por seguir este caminho e não vale a pena olhar para trás.
O Volvo saiu de casa e fecha-se assim mais um capítulo. Agora virá outro clássico para ocupar o lugar dele, desta vez sem trabalho para fazer e pronto a desfrutar desde o primeiro dia.
Vamos ver o que o futuro reserva.
Este tópico começou por ser sobre o meu Volvo 850 T5, mas a verdade é que nos últimos tempos pouco havia para contar. Em agosto do ano passado nem sequer peguei no carro, o carro estava praticamente parado desde princípios de setembro 2024 e, até esta terça-feira, fez praticamente dois anos que esteve arrumado na garagem do meu sogro a apanhar pó. A atenção que lhe dei durante esse período foi pouca ou nenhuma.
Mais tarde, um grande amigo meu o @João Luís Soares comentou algo que me fez pensar. Quando fui ter com ele para um encontro do Portal, ele não me disse nada na altura, mas percebeu logo que eu já não estava propriamente entusiasmado com o carro. Tanto assim foi que acabei por deixar o Volvo à porta de casa dele e seguimos no carro dele para o encontro. Nem me preocupei nem olhei para trás. Também sabia que ninguém lhe ia mexer; quem tentasse provavelmente saía mais estragado do que o próprio tanque.
A verdade é que os interiores estavam numa desgraça e a pintura exterior não ajudava em nada. Foi um daqueles trabalhos em que pintaram tudo e mais alguma coisa, incluindo borrachas, e o resultado final ficou muito longe do bonito e bom.
Falei com um pintor e bate-chapas que conheço e em quem tenho total confiança. É alguém que trabalha extremamente bem, mas nunca quis pegar no carro. Foi sempre adiando porque sabia perfeitamente a quantidade de trabalho que ali estava. Mesmo tendo eu um segundo carro para peças, bastante mais direito e em muito melhor estado geral, ele não mostrou interesse em avançar.
Cheguei até a ponderar passar toda a mecânica do meu para esse outro carro — motor, transmissão e restantes componentes — mas havia um problema: o carro era francês. Além disso, eu não tinha tempo nem disponibilidade para embarcar num projeto dessa dimensão. Já me basta o Carocha, onde vou corrigindo um ou outro pormenor quando posso. Não fazia sentido gastar as férias inteiras à volta de mais um projeto complicado.
O Volvo cumpriu o seu propósito e proporcionou-me muitos bons momentos. Mas, por mais que tentasse encontrar o lado positivo da situação, a realidade é que havia demasiado trabalho por fazer e eu não conhecia ninguém de confiança que estivesse disposto a assumir essa recuperação.
Foi então que falei com o @João Luís Soares sobre a possibilidade de vender o carro. Entre telefonemas, conversas informais e alguma pesquisa, acabou por encontrar um rapaz na zona de Sintra que estava interessado nele. Trata-se de alguém especializado em Volvos, um excelente mecânico e um verdadeiro profissional. Uma pessoa impecável.
Acabou por ficar com o meu carro e com o carro de peças pelo valor que eu tinha pedido. No fundo, vendi tudo praticamente pelo preço que me tinha custado quando o comprei.
Durante a conversa expliquei-lhe quanto tinha pago ao outro mecânico para me arranjar o carro e aquilo que efetivamente tinha sido feito. Quando ouviu os valores, levou as mãos à cabeça. Depois de falarmos mais um pouco, disse-me algo que me deixou a pensar: foi pena não nos termos conhecido quando comprei o carro. Segundo ele, por menos de metade do dinheiro que gastei, teria conseguido deixar o Volvo impecável mecanicamente e com os interiores em muito melhor estado, faltando apenas tratar da pintura.
Mas pronto, são águas passadas. As coisas acabaram por seguir este caminho e não vale a pena olhar para trás.
O Volvo saiu de casa e fecha-se assim mais um capítulo. Agora virá outro clássico para ocupar o lugar dele, desta vez sem trabalho para fazer e pronto a desfrutar desde o primeiro dia.
Vamos ver o que o futuro reserva.