Houve um tempo, não muito distante, em que a quilometragem de um carro antigo era apenas mais uma informação entre muitas. Um detalhe, um dado bruto, por vezes aproximado e frequentemente impossível de verificar. Hoje, tornou-se quase um fetiche, um símbolo e um veredicto absoluto.
100 000 km? Demasiado. 150 000 km? Fuja. 200 000 km? “Sucata”, mesmo que o motor funcione como um relógio suíço.
Estamos na era da obsessão pela quilometragem, um fenómeno estranho em que um número apresentado...