Olá a todos,
O meu nome é André e decidi inaugurar o diário de restauro do meu velhinho BX.
Sou um novato nestas andanças pelo que este diário será, para mim, também uma forma de recolher alguns conselhos e aprender um pouco mais. Espero conseguir ir atualizando e apresentar tudo de forma interessante.
Vou começar por recuperar os passos que fui dando, no último par de meses, na recuperação do meu carro até ao presente. Espero que gostem.
O carro foi comprado em meados de março.
Entre as primeiras peripécias, na viagem inaugural para casa, infelizmente, perdi 2 tampões originais. O carro só trazia 3 tampões e não me lembrei de os retirar por precaução. Erro de principiante.
Guardei o último tampão e gostava de encontrar 3 tampões originais para conseguir completar.


A nível interior o carro encontra-se razoavelmente bem estimado, tirando alguns pequenos detalhes que comecei por tentar resolver.
O volante original já viu melhores dias, por isso foi uma das primeiras peças que decidi trocar. A missão parecia simples: encontrar outro em melhor estado. Mas o problema é que os anos também passaram pelos outros BX, e a oferta não é propriamente abundante. O único volante que acabei por encontrar, num estado impecável, é castanho. Não combina totalmente com o interior, mas é melhor do que o antigo. Vai ficar em funções provisoriamente, à espera que apareça um volante cinzento, ou, em alternativa, preto, que esteja em bom estado.
O relógio digital já acusava a idade: vários segmentos do visor não estavam a funcionar. Ainda tentei dar-lhe uma segunda vida com limpeza e substituição das lâmpadas, mas o resultado foi o oposto do esperado e deixou de funcionar completamente. Decidi procurar um relógio de substituição, instalei-o e ficou impecável. Além de devolver alguma dignidade ao tablier, garante que, daqui para a frente, não chego atrasado às reuniões.



Outro pequeno detalhe no interior que me estava a chatear sempre que conduzia: o botão do desembaciador do vidro traseiro. À primeira vista parecia avariado, pois carregava nele e não fazia o característico “click” nem acionava a função. Ao investigar melhor, descobri a razão. Debaixo do volante estava escondido um interruptor improvisado, instalado pelo antigo proprietário para contornar o problema do comando original. Pensei que fosse o botão de Ejectar o passageiro à 007, mas não.
Não gostei da solução e encomendei um mecanismo usado de substituição que, apesar de vir com um botão preto, tinha a parte mecânica em perfeito estado. Bastou transplantar o botão cinzento original e voltar a montar tudo no lugar. O botão voltou a funcionar exatamente como devia e o interruptor improvisado passou finalmente à história. Mais um pequeno pormenor resolvido e uma satisfação por resolver esta engenhoca e restaurar um pouco da originalidade do carro.



Após estes pequenos melhoramentos, decidi renovar a placa da matrícula traseira, que estava em péssimo estado.
As perfurações eram cima dos caracteres. Para não os estragar decidi aproveitar apenas o parafuso central e fixar tudo com fita de dupla face. Ficou mais limpo e está bastante seguro. A traseira começa a parecer menos cansada.
No exterior há vários detalhes por resolver. O carro trouxe um aileron de borracha desmontado e os furos estão expostos. Os retrovisor muito riscados e o esquerdo está solto e a cair, faltam frisos de borracha, faróis traseiros diferentes, pintura do guarda-lamas esquerdo e porta do condutor completamente baça. Os pára-choques estão a descascar, riscados e descaídos.
No que diz respeito à mecânica, sou um perfeito zero à esquerda. A prioridade passa por verificar correias, sistema hidráulico? O carro está a travar muito bem, direção assistida suave e a suspensão a funcionar. Não faço ideia do que se passará debaixo do capô e o desafio, aparentemente, passa por arranjar uma oficina ou um profissional que me possa ajudar com o carro. Tenho feito alguns contactos na minha zona, mas fica a sensação que só querem ver estes carros ao largo.
É este o cenário atual.
E com isto, pausa… mas só por um bocadinho!

Chegou a altura de levar o carro à inspeção, por isso os trabalhos ficam em pausa por um instante.
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O meu nome é André e decidi inaugurar o diário de restauro do meu velhinho BX.
Sou um novato nestas andanças pelo que este diário será, para mim, também uma forma de recolher alguns conselhos e aprender um pouco mais. Espero conseguir ir atualizando e apresentar tudo de forma interessante.
Vou começar por recuperar os passos que fui dando, no último par de meses, na recuperação do meu carro até ao presente. Espero que gostem.
O carro foi comprado em meados de março.
Entre as primeiras peripécias, na viagem inaugural para casa, infelizmente, perdi 2 tampões originais. O carro só trazia 3 tampões e não me lembrei de os retirar por precaução. Erro de principiante.
Guardei o último tampão e gostava de encontrar 3 tampões originais para conseguir completar.


A nível interior o carro encontra-se razoavelmente bem estimado, tirando alguns pequenos detalhes que comecei por tentar resolver.
O volante original já viu melhores dias, por isso foi uma das primeiras peças que decidi trocar. A missão parecia simples: encontrar outro em melhor estado. Mas o problema é que os anos também passaram pelos outros BX, e a oferta não é propriamente abundante. O único volante que acabei por encontrar, num estado impecável, é castanho. Não combina totalmente com o interior, mas é melhor do que o antigo. Vai ficar em funções provisoriamente, à espera que apareça um volante cinzento, ou, em alternativa, preto, que esteja em bom estado.
O relógio digital já acusava a idade: vários segmentos do visor não estavam a funcionar. Ainda tentei dar-lhe uma segunda vida com limpeza e substituição das lâmpadas, mas o resultado foi o oposto do esperado e deixou de funcionar completamente. Decidi procurar um relógio de substituição, instalei-o e ficou impecável. Além de devolver alguma dignidade ao tablier, garante que, daqui para a frente, não chego atrasado às reuniões.


Outro pequeno detalhe no interior que me estava a chatear sempre que conduzia: o botão do desembaciador do vidro traseiro. À primeira vista parecia avariado, pois carregava nele e não fazia o característico “click” nem acionava a função. Ao investigar melhor, descobri a razão. Debaixo do volante estava escondido um interruptor improvisado, instalado pelo antigo proprietário para contornar o problema do comando original. Pensei que fosse o botão de Ejectar o passageiro à 007, mas não.




Após estes pequenos melhoramentos, decidi renovar a placa da matrícula traseira, que estava em péssimo estado.
As perfurações eram cima dos caracteres. Para não os estragar decidi aproveitar apenas o parafuso central e fixar tudo com fita de dupla face. Ficou mais limpo e está bastante seguro. A traseira começa a parecer menos cansada.
No exterior há vários detalhes por resolver. O carro trouxe um aileron de borracha desmontado e os furos estão expostos. Os retrovisor muito riscados e o esquerdo está solto e a cair, faltam frisos de borracha, faróis traseiros diferentes, pintura do guarda-lamas esquerdo e porta do condutor completamente baça. Os pára-choques estão a descascar, riscados e descaídos.
No que diz respeito à mecânica, sou um perfeito zero à esquerda. A prioridade passa por verificar correias, sistema hidráulico? O carro está a travar muito bem, direção assistida suave e a suspensão a funcionar. Não faço ideia do que se passará debaixo do capô e o desafio, aparentemente, passa por arranjar uma oficina ou um profissional que me possa ajudar com o carro. Tenho feito alguns contactos na minha zona, mas fica a sensação que só querem ver estes carros ao largo.
É este o cenário atual.
E com isto, pausa… mas só por um bocadinho!
Chegou a altura de levar o carro à inspeção, por isso os trabalhos ficam em pausa por um instante.
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