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Ignição Electrónica Universal Para Clássicos

Tópico em 'Sistemas Eléctricos' iniciado por António Barbosa, 28 Set 2013.

Tópico em 'Sistemas Eléctricos' iniciado por António Barbosa, 28 Set 2013.

  1. Ok, este tópico vai ser pouco adequado a puristas/originalistas.

    Tudo começou em 2009 num Track Day no autódromo de Braga quando em plena reta da meta e de 'pata a fundo' em 3ª no ´red-line' +/- 7000rpm, um dos pesos do avanço centrifugo do distribuidor lembrou-se de sair, como não tinha por onde, e porque o aço por norma vence o aluminio, fez um buraco no corpo do distribuidor e cravou-se feito maluco no alcatrão.
     

    Ficheiros Anexados:

  2. António, e essa esfera saiu a que velocidade?
     
  3. Não é esfera, é mais um feijáo... se o distribuidor rodava a 3500rpm e o eixo dos pesos tem cerca de 5cm (2 polegadas com certeza) dá para calcular.
     
  4. Assim de cabeça... dá... uma velocidade do caraças!

    Ou praí uns 65 km/h em contas de merceeiro.
     
    M Bento Amaral gostou disto.
  5. Um verdadeiro projetil! Aliás o referido feijão (de aço) ficou plantado no alcatrão, não o consegui tirar de lá nem com um alicate de pressão!
     
    M Bento Amaral gostou disto.
  6. Isto tudo para dizer que fiquei com a ideia de que o sistema embora 'original', não era muito adequado à utilização que pretendo dar a este Mini.

    As ignições electrónicas existem desde os anos 60, na altura apenas para substituição do platinado, a questão do avanço da ignição ao longo da rotação, da carga do motor, e da posição do acelarador, só veio mais tarde, nos anos 80, com os mapas de injeção e de ignição.

    O que pretendo é libertar-me do sistema de avanço mecânico centrifugo, (do avanço por vacuo já me tinha livrado quando arranjei um distribuidor LUCAS 23D4, agora com um buraco), utilizando a ignição electrónica já referida num tópico antigo que embora feita por mim, e por incricel que pareça, tem dado boas provas de durabilidade e pelo menos de facilidade a pegar a frio.

    A ideia começou quando num catalogo para Minis dos anos 90, já com injeção e ignição electronicas, vi este 'acessório' extra para monitorizar a posição da cambota. Este sistema utiliza o electro-magnetismo para 'contar' os 'dentes'.
     

    Ficheiros Anexados:

  7. António, o teu problema é simplesmente isso não ser material italiano... não foi desenhado de raiz para viver a altas rotações!tongue.pnglaugh.png

    O meu 127 já passou centenas (se calhar até milhares) de horas acima das 6,000 rpm, e continua impecável.

    Bom, mas fora de provocações, quer dizer que vais montar um sistema totalmente mapeado? Já vi várias coisas dessas por aí, já escolheste um?

    Um abraço!
     
    Pedro Pereira Marques gostou disto.
  8. Existe sempre esta solução:

    http://www.123ignition.nl

    Os distribuidores são de boa qualidade, o problema é que têm sempre uns "presets" para "race" ou "fast road" que são muito vagos e não sabemos qual o conceito deles para esses "presets". Que válvulas, que árvores de cames, qual o avanço, etc. Têm também uma outra opção á disposição USB para mapear de acordo com a nossa configuração. É mais caro, mas vale a pena. Uma boa bobine, uns excelentes cabos e umas boas velas em conjunto com este distribuidor é, na teoria, material para durar uma vida.

    Falou o gajo da originalidade! Sinceramente não me incomodam este tipo de modificações.wink.png
     
  9. Ficheiros Anexados:

  10. Obrigado pelas vossas opiniões, mas quem já viu o meu Mini, deve ter reparado que há ali muito material pensado/concebido/adaptado por mim, pois além de uma fonte de adrenalina, aquele Mini também é um laboratório de experiencias.

    Noutros tópicos, também já referi uma filisofia/necessidade low-cost.

    Por ultimo, ainda há a questão profissional, a minha formação é em electrónica e este projeto, que espero que sigam, tem a haver com o desenvolvimento tecnológico nesta área.

    O resultado será muito próximo dos sistemas já conhecidos da Megajolt, mas com uma componente DIY e low-cost, não sei quanto custa exatamente um conjunto completo Megajolt, mas vejo-os na casa dos 300eur, isso de low.cost não tem muito...
     
  11. O Megajolt é um projecto desenvolvido em regime open source, ou seja, podes aceder a tudo gratuitamente e fazer em casa. Não precisas de o comprar feito nem sequer o kit básico, podes fazer tudo de raiz, mas tens uma comunidade inteira pro trás que se entreajuda. É basicamente um derivado do projecto Megasquirt, que é a mesma coisa mas com um sistema de injecção mapeado.

    Ainda voltando ao ponto do distribuidor, eu sei que estás a pensar ir para a versão totalmente mapeada mas... enquanto isso não bule, podias adaptar um Marelli de um Fiat...laugh.png

    Um abraço!
     
  12. Quero saber o mais possível sobre o que já existe!

    1 - Onde é gravado/guardado o mapa do avanço no sistema Megajolt?

    2 - Que curvas de avanço têm os distribuidores Marelli? Como o Pedro disse acima, não vou comprar um distribuidor 'desportivo' a alguém que não faz a mais pequena ideia da árvore de cames, da taxa de compressão ou de quantos e quais carburadores o meu motor tem!

    3 - Já tenho as bobines tipo coil-pack dos Fiestas Z-Tech (wasted-spark) que vêm nos kits da Megajolt, e electrónicamente é facil e barato 'dispará-las' com transistores MOSFET.
     
  13. Da parte do Megajolt não te sei responder, mas deve estar tudo disponível na web, é uma questão de procurares... já faz uns anos que não mexo em nada disso, e quando o fiz a última vez esse projecto ainda estava na infância.

    Quanto aos distribuidores da Marelli, posso-te arranjar curvas pelo menos dos do 124, em várias versões, e até mesmo provavelmente de alguns dos outros twin-cam seguintes. Se procurar com calma até devo conseguir encontrar a do 127. Eu estava em tom de brincadeira, mas é perfeitamente possível adaptares um distribuidor destes ao teu caso. E sei que é equipamento que tem muita qualidade e durabilidade, e que foi feito a pensar em motores de alta rotação, logo as curvas serão adaptadas a esse propósito. Normalmente são de avanço apenas centrífugo, há alguns com vácuo, mas a maioria dos modelos dos anos 60/70 são centrífugos.

    Um abraço!
     
    António Barbosa gostou disto.
  14. Ok, obrigado Eduardo. O meu LUCAS 23D4 já só tem avanço centrifugo, a versão com centrifugo e vacuo será a 25D4.

    A minha ideia é utilizar a plataforma Arduino para a programação/mapeamento da ignição. O Arduino também é uma plataforma aberta e também está na infância, pelo menos em termos de mapas de ignição para motores a 4 tempos a gasolina.

    Junto segue uma foto e respetivo esquema de um protótipo de um estudo com electrónica digital.
     

    Ficheiros Anexados:

    M Bento Amaral gostou disto.
  15. Irei têr dois pick-up's, um para TDC e outro para o posicionamento da cambota. Tudo começou com a questão do posicionamento da cambota, vêr post #7, e, juntando a minha experiência profissional (electrónica) com a amadora (Minis), percebi que não era dificil contar os dentes da cremalheira do volante do motor, onde o motor de arranque engata para fazer o seu servicinho...
    Portanto, um dos pick-up's estará nas tampa da embraiagem (cloche), toothed counter no esquema acima, e o outro na polie da cambota.
    Ambos serão sensores do tipo efeito de Hall, o da cloche será de um modelo mais sofisticado (maior frequência) do que o de TDC.

    Nas fotos estão as primeiras tentativas de fixar os imanes na polie, julguei que a força magnética iria ser mais forte que a centrifuga, e até foi verdade, até às 2500rpm, depois PLACK!!! os imanes descolaram e foram-se colar na antepara, "Audaces fortuna juvat!"
     

    Ficheiros Anexados:

  16. Aqui está o conjunto da duas bobines no sitio onde o quero fixar, está protegido da chuva, e tem ar fresco para arrefecimento.

    Por uma daquelas coincidencias, tem a mesma furação do servo-freio que ali esteve até cerca de 1990.
     

    Ficheiros Anexados:

  17. Aqui está a maneira que eu tenho para fazer os meus cabos de ignição, veio dos anos de motard, e tem dado muito bons resultados, tanto em longevidade como em fiabilidade.

    1 - Fio de vela a metro
    2 - Cachimbo NGK com 10K de supressor e respectiva 'camisinha', fundamental para isolamento
    3 - Conjunto de 2 bobines para motores FORD Z-tech (wasted spark)
    4 - 'Camisinha' reforçada para os fios da velas do lado da bobine, e ainda uma mola para contacto na bobine.
     

    Ficheiros Anexados:

    M Bento Amaral gostou disto.
  18. À aplicação dos cabos de velas nas bobines FORD, seguiram-se os testes de verificação e estava tudo dentro dos valores esperados.
    Os 28,2 Kohms vêm da soma dos dois supressores dos NGK 10K+10k com o valor da bobine de alta-tensão, cerca de 8k.

    O fio vermelho com a resistencia de 0,22ohm é da alimentação das bobines e aquela resistencia é experimental e está lá para proteger as bobines que neste momento são o maior investimento deste projeto (28eur).

    Por ultimo o iman em cilindro que vai ser o activador do sensor efeito de Hall de TDC.
     

    Ficheiros Anexados:

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  19. Faltavam ainda os verdadeiros cavalos de força deste projeto, os transistores MOSFET ref. BUZ90 que no fundo substituem o platinado. Como vão haver 2 bobines (wasted spark) teriam que haver 2 platinados, neste caso vão ser 2 transistores.

    Nos blocos de aluminio (dissipadores) já estão 2 BUZ90 devidamente isolados e prontos para trabalhar, o que se vê de fora é um suplente, espero que nunca o tenha de utlizar...
     

    Ficheiros Anexados:

Código de Verificação:
Rascunho Salvo Rascunho removido

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