Citroën BX 14 RE 84'

Eduardo Tomas

Portalista
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Boas a todos,

Venho finalmente apresentar o BX que comprei há sensivelmente 3 semanas.

Meti na cabeça que ia comprar um carrito clássico de 500 euros - que nunca é um carro de 500, visto todo o material, tempo e paciência de que inevitavelmente precisa - e pus-me a ver anúncios no OLX.

Tenho andado a seguir o canal do Youtube de um tal de HubNut, com cuja maneira de "brincar" aos carros me identifico, e nos vídeos dele do centenário Citroën em La Ferte-Vidame lembro-me de me ter babado com muito carro, mas de me ter ficado na retina um BX da 1ª geração. Bom, ficou mais ou menos na retina, porque já nem sei se era castanho ou azul bebé ou verde como o que comprei. Lembro-me melhor da sensação do que do carro em si.

No entanto, não ficou nada definido nessa altura. Foi quando comecei a procurar - esperando eu encontrar coisas como Prismas, por exemplo - que tropecei neste carro e comecei logo a magicar porque, como se diz em inglês, it ticked a lot of boxes. Para começar, ainda tinha o motor XY. Para muitos seria uma desvantagem, mas para mim era algo que daria um carácter menos corriqueiro ao carro, face ao XU. Vim mais tarde a saber que a caixa, por baixo do motor e partilhando o mesmo óleo, faz um gemido que lembra um Mini, por exemplo, e foi coisa de que sempre gostei.

Era um pré-restyling. Piscas frontais em laranja. Interior castanho (tirando os bancos, uma invenção de alguém). Satélites em vez das hastes para as luzes e escovas. Vert Cali por fora.

Hidropneumático, mas isso qualquer BX é. Havia muita curiosidade.

Depois de me ser dada carta verde para avançar por dois ilustres deste fórum, que também o tinham visto, fui vê-lo e, dentro das suas limitações, condizia com o preço e, por alto, com o que estava no anúncio. Mais tarde combinei fazermos a IPO antes de eu o comprar, para poder trazê-lo a rolar para Viseu (a 20 kms de onde estava) e para despistar alguma coisa que me pudesse ter escapado.

Chumbou, muito por culpa da suspensão que não estava a funcionar como devia de ser e pelos pneus de trás, com 20 anos e piso "duplo", isto é, dividido por uma enorme rachadela...

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Ah, e tinha uma rodela de plástico a fazer de...fole da direcção. Não é conveniente.

Nada que não esperasse, por isso no dia seguinte fui de reboque buscá-lo na mesma:

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Foi para uma oficina com experiência em Citroën para ser feito o trabalho na suspensão e os outros pormenores. Precisou de uma esfera acumuladora nova e das duas traseiras - as da frente bastou recarregar.

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Antes disso, ia aos batentes com uma velocidade alarmante, depois de parado:

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Aproveitei lá para tirar algumas fotografias do interior, para a posterioridade:

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Levou dois pneus Uniroyal Rain Expert em 165/70 r14, uma lavadela por baixo, um stop e seguiu, há 8 dias, para a reinspecção, igualmente de reboque, onde passou com a folha verde. Com alguma boa vontade, porque as escovas também não estão grande espingarda, por exemplo.

Aproveitei logo para fazer as minhas voltas da parte da tarde com ele, só mesmo pela novidade - sem AC e sem direcção assistida, não é o ideal. Mas a vontade de andar a espalhar charme era muita...a minha, a do BX era marcar território com LHM que ficou na embaladeira depois de ser retirada a esfera velha. Ou será que é só isso? Veremos no próximo capítulo.

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Ah, sim, faltou falar um bocadinho da história do carro, até porque muitos de vós já terão reparado nas letras da matrícula. Este carro foi comprado originalmente na Suíça, em Cham, tendo sido trazido para Portugal em 1988 - daí a matrícula. Foi dessa pessoa de 84 a 2012. Só aí passou para quem mo vendeu, ou seja, sou o 3º dono em 35 anos. Nem 160 000 kms tem ainda, o que também não sei se é uma coisa boa. A embraiagem deve ser a original, por exemplo.

Quanto ao carro em si, é um tapete - mais com pequenas irregularidades, em buracos grandes e repentinos não me impressiona tanto, talvez por também ter o 400 em casa, que é muito confortável. É uma questão de expectativas.

É bastante espaçoso, os bancos são ultra confortáveis, mas a insonorização era só assim assim, parece-me. A caixa curtinha - mesmo sem conta rpm dá essa ideia - deste Douvrin não ajuda, mas por outro lado faz com que o carro até tenha alguma genica. Também não parece gastador. A curvar, dá quase a ideia de que quanto mais rápido se vai e mais decidido, melhor é! :xD: Ah...e conheço poucos familiares da altura que travem como este. É a antítese completa do 33.

Tenho muito com que me entreter, mesmo não tendo ideia de o deixar imaculado. Está a ser interessante voltar a um carro sem DA, a carburador, mas com uma suspensão que nunca tinha experimentado.

Já agora, fiz também um vídeozito para o meu canal, se quiserem ver (e subscrever):


Espero que gostem, que eu estou a achar um piadão.
 

Gonçalo Pacheco

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Boa noite,

Tenho andado afastado do portal por falta de disponibilidade, mas aqui está mais um tópico para acompanhar.

Boa sorte com a máquina.

Um abraço,
 

afonsopatrao

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Impecável. Já está outro, desde que o experimentei. ;)

Mais dados sobre o teu carro:
- ou é uma edição com diferenças face ao mercado português e francês; ou é uma edição especial com base no 14RE. Isto porque o 14RE não trazia vidros eléctricos (que esse tem) nem tinha essas jantes disponíveis como opcional.
- Tem uma marca da importação: os piscas laterais. Em Portugal e em França não tinham, porque a lei não obrigava. Na Suíça e na Holanda sim, pelo que esses mercados vinham com piscas nos guarda-lamas.

Quanto ao conforto: é isso mesmo. Julgo que desde que a Citroën passou para as mãos da Peugeot e aplicaram no eixo dianteiro uma suspensão McPherson, se perdeu algum do conforto clássico, face à suspensão dos anteriores (GS e CX). Diz-se que o BX é o menos confortável de todos os hidropneumáticos; eu não tenho experiência.
De todo o modo, o eixo traseiro tem um
esquema de suspensão igual à do GS; com as esferas certas (e em posição bem mais acessível que no GS!), deverá ser um regalo no banco de trás. A frente é que menos. Não?
 
Última edição:

afonsopatrao

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Mesmo. Estou enfeitiçado.
E agora que estou absolutamente em busca de um BX para substituir o Uno (nem que seja para arranjar entusiasmo com qualquer coisa...), estou a beber as aventuras deste BX.
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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Eventos Team
Atendendo ao vídeo consigo fazer um paralelismo óbvio com o CX...

... ausência de patilhas substituídas pela disposição em satélite é bastante natural mas requer habituação especialmente porque num carro mais convencional quase conseguimos adivinhar a localização das funções sem olhar para as legendas das patilhas e aqui, sem alguns quilómetros em cima andamos à procura de onde se ligam as luzes ou onde se reforça de forma sonora o descontentamento quando nós, os melhores condutores que Portugal já viu, somos insultados pela condução dos outros pacóvios...
... os bancos conseguem ser tão ou mais confortáveis que o meu sofá de sala da loja Sueca...
... a caixa de velocidades, ou pelo menos o seletor do CX é melhor que a de um 33 (mas isso é demasiado fácil!!) mas pelo menos no meu CX ainda assim deixa muito a desejar por ser pouco refinada...
... a potência chega mas não são de todo carros para se fazerem arranques nos semáforos...
... com exceção da direção que no Athéna já sendo Diravi, mais assistida e leve provavelmente é impossível, do pior para quem gosta de conduzir de forma mais espirituosa e sentir quando a direção começa a queixar-se da velocidade com que estamos a curvar mas divinal para quem só quer ir de A → B sem suar.

Nunca conduzi um BX mas se for 80% do que é um CX será um prazer conviver com ele =)

PS: @Eduardo Tomas, sabes porque razão o pisca não distorce nestes carros? :)
 

Moises Trovisqueira

MTrovisqueiraF
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image.jpg Acho uma boa escolha na côr certa.
Praí em 86 a minha irmã comprou um 14RE de côr beije.
Recordo-me que existia um fusível no carburador que pifava com frequência e o relanti ía-se.
De resto um senhor automóvel, uma vez furou um pneu e ela não o substituiu, levantou a suspensão e rolou 15 km até ao reparador, o pneus estava impecável apenas com um prego.
Eu compro uma revista francesa que no mês de fevereiro saiu um artigo com um bx igual ao teu, escreveram que é a côr mais difícil de encontrar.
 

Eduardo Tomas

Portalista
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Ver anexo 1148640Acho uma boa escolha na côr certa.
Praí em 86 a minha irmã comprou um 14RE de côr beije.
Recordo-me que existia um fusível no carburador que pifava com frequência e o relanti ía-se.
De resto um senhor automóvel, uma vez furou um pneu e ela não o substituiu, levantou a suspensão e rolou 15 km até ao reparador, o pneus estava impecável apenas com um prego.
Eu compro uma revista francesa que no mês de fevereiro saiu um artigo com um bx igual ao teu, escreveram que é a côr mais difícil de encontrar.
Muito obrigado por esse scan, é uma delícia! Gosto da parte em que falam da "voz" do motor Douvrin, por causa também do ruído típico da caixa.

Também já usei essa estratégia de levantar a suspensão para resolver essa situação. Um dos pneus novos que meti está com um furo lento. :blink:
 
Última edição:

Eduardo Tomas

Portalista
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Atendendo ao vídeo consigo fazer um paralelismo óbvio com o CX...

... ausência de patilhas substituídas pela disposição em satélite é bastante natural mas requer habituação especialmente porque num carro mais convencional quase conseguimos adivinhar a localização das funções sem olhar para as legendas das patilhas e aqui, sem alguns quilómetros em cima andamos à procura de onde se ligam as luzes ou onde se reforça de forma sonora o descontentamento quando nós, os melhores condutores que Portugal já viu, somos insultados pela condução dos outros pacóvios...
... os bancos conseguem ser tão ou mais confortáveis que o meu sofá de sala da loja Sueca...
... a caixa de velocidades, ou pelo menos o seletor do CX é melhor que a de um 33 (mas isso é demasiado fácil!!) mas pelo menos no meu CX ainda assim deixa muito a desejar por ser pouco refinada...
... a potência chega mas não são de todo carros para se fazerem arranques nos semáforos...
... com exceção da direção que no Athéna já sendo Diravi, mais assistida e leve provavelmente é impossível, do pior para quem gosta de conduzir de forma mais espirituosa e sentir quando a direção começa a queixar-se da velocidade com que estamos a curvar mas divinal para quem só quer ir de A → B sem suar.

Nunca conduzi um BX mas se for 80% do que é um CX será um prazer conviver com ele =)

PS: @Eduardo Tomas, sabes porque razão o pisca não distorce nestes carros? :)
É verdade, também já precisei de avisar outro companheiro de alcatrão do seu nível de empatamento e não consegui encontrar a buzina a tempo. Fui empatado por ambos, pelo companheiro e pela buzina.

Às vezes, embrenhados pela primeira impressão, dizemos coisas que não são exactamente assim; não sei se nesse vídeo é isso que digo, mas passado algum tempo devo dizer que a direcção deste BX NÃO é leve, aliás, em manobras é francamente pesada. Fica muito melhor em estrada, aí chega a parecer (pouco) assistida, mas deverá ter a ver com o peso e medida dos pneus. Não há milagres. :)

O selector escapa por pouco ao adjectivo "ríspido". Ainda está na zona em que o chamo "mecânico". :lol:

Não é por questões de segurança? Penso que li qualquer coisa sobre isso - o condutor é que deve decidir quando desligar.
 

Eduardo Tomas

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Ida ao Porto


Logo a seguir à IPO, fiz quase 100 kms naquela sexta-feira à tarde, todo contente com o meu brinquedo novo.

Quando me apercebi de que me tinha esquecido de um dos estrados para a cama que comprei no IKEA - ia-me deitar na cama que fiz, literalmente - fiquei contente (de forma perversa, mais dinheiro para gasolina e tempo perdido) por ter de ir a Matosinhos novamente. De BX, claro.

O tempo não era muito, visto que a cara metade tinha de estar em Viseu às 15h. Fomos inicialmente pelo IP5 e entrámos depois na A25. Ao fim de pouco tempo, vi que iria precisar de gasolina e saí para encontrar uma Prio. Começou logo mal aí - não havia multibanco e tive de andar mais 6 kms, ir e vir, para resolver essa situação.

Mas o melhor foi quando ambos nos sentamos no francês, prontos a seguir viagem, e a 1ª não existe. É como se existisse um muro à frente da mudança pretendida. Depois de algumas tentativas, lá arranquei em 3ª, com muita ajuda da embraiagem. Entretanto, mais à frente percebi que havia um jeito (e força) específicos para engrenar 1ª, e que todas as outras mudanças estavam OK. Seguimos viagem. Tirando algum frissom a arrancar das portagens e nos arredores do Mar Shopping, a tentar balançar a necessidade de me manter em 3ª e de não deixar que se metessem à minha frente com tangentes espectaculares, tudo correu bem.

Fomos à nossa vida. Quando chegamos ao parque, já sabíamos que não chegávamos antes das 15h30, mas nada de grave. Vou para dar à chave e o motor roda muito devagar. "Mau, mais uma". Quando olho e vejo a luz ténue dos médios ligados...

Pois é, os Citroën mais recentes só não têm aviso sonoro para a chegada do Natal - e vai daí é capaz de ser extra no DS5. O BX não tem aviso de luzes ligadas, pelo menos este não.

Ainda foram feitas algumas tentativas de empurrar com a ajuda de um senhor que se prontificou, mas não passou do quase. Acabámos por comprar uns cabos de bateria no Jumbo e rapidamente encontrámos alguém que nos ajudasse com um dador de suminho eléctrico.

Menos rapidamente conseguiu o motor alentejano pegar, e cheguei a ver a minha vida a andar para trás. Foram alguns minutos com o motor a rodar à velocidade normal, mas aparentemente sem faísca. Lá pegou, após um reajuste no acelerador, o que me leva a crer que o afoguei ao tentar que pegasse.

Tarde e más horas, mas com a missão "contraplacado do IKEA" na manga - ou melhor, na cave do BX - lá nos pirámos. Podia ser pior, pensei. Podias ir à m*rda, pensaria a minha cara metade. Mas o BX não me ia deixar mal e isso lá lhe passaria.

...ou então não. 60 kms depois, a luz de STOP que andou acesa o caminho todo (sim, sou daqueles que ignora luzes de aviso em carros velhos) decidiu querer apagar. Estranhei, e talvez por isso fiquei de pé atrás e consegui lidar com a situação. Fiquei sem assistência no travão de pé - rapidamente vi que o de mão iria ajudar a resolver o problema - e não tardou à suspensão traseira meter os papéis para a reforma.

Um bocado ansioso, mas fui avaliando o comportamento do carro, pesando os riscos e assim seguimos até casa, a uma velocidade mais modesta e sempre pela A25, com piso bom.

Se foi a estreia ideal do BX em viagem? Não.

Se é perfeitamente compreensível num carro com 35 anos que não andou nas palmas das mãos? Sim.

Se sou um bocado optimista e até inocente? Sim.

A saga seguinte está relacionada com a questão da 2a (e 1a) velocidade - que consegui atamancar até resolver o problema de vez. A da bateria foi vez sem exemplo. A do LHM não é difícil de adivinhar, o carro já andou depois disso mas também terei ainda de arranjar solução definitiva.

Ah, chegámos às 17h30. Graças.
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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É exatamente essa a razão, durante alguns anos a marca defendeu que deveria ser o condutor a decidir objetivamente que o pisca já não era necessário.

Quanto a essa viagem problemática, desenrascaste-te e isso é que importa, podia ter corrido mal mas correu bem. Aqui no portal chamamos à fase que estás a atravessar de debug, fazer quilómetros para detectar aos poucos os problemas até agora escondidos :thumbs up:
 

JorgeMonteiro

...o do "Boguinhas"
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Também imagino que com os comandos dos piscas no tablier seria complicado fazer a coluna de direção desligar o pisca. Não será esse o motivo?
 

afonsopatrao

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Ida ao Porto


Logo a seguir à IPO, fiz quase 100 kms naquela sexta-feira à tarde, todo contente com o meu brinquedo novo.

Quando me apercebi de que me tinha esquecido de um dos estrados para a cama que comprei no IKEA - ia-me deitar na cama que fiz, literalmente - fiquei contente (de forma perversa, mais dinheiro para gasolina e tempo perdido) por ter de ir a Matosinhos novamente. De BX, claro.

O tempo não era muito, visto que a cara metade tinha de estar em Viseu às 15h. Fomos inicialmente pelo IP5 e entrámos depois na A25. Ao fim de pouco tempo, vi que iria precisar de gasolina e saí para encontrar uma Prio. Começou logo mal aí - não havia multibanco e tive de andar mais 6 kms, ir e vir, para resolver essa situação.

Mas o melhor foi quando ambos nos sentamos no francês, prontos a seguir viagem, e a 1ª não existe. É como se existisse um muro à frente da mudança pretendida. Depois de algumas tentativas, lá arranquei em 3ª, com muita ajuda da embraiagem. Entretanto, mais à frente percebi que havia um jeito (e força) específicos para engrenar 1ª, e que todas as outras mudanças estavam OK. Seguimos viagem. Tirando algum frissom a arrancar das portagens e nos arredores do Mar Shopping, a tentar balançar a necessidade de me manter em 3ª e de não deixar que se metessem à minha frente com tangentes espectaculares, tudo correu bem.

Fomos à nossa vida. Quando chegamos ao parque, já sabíamos que não chegávamos antes das 15h30, mas nada de grave. Vou para dar à chave e o motor roda muito devagar. "Mau, mais uma". Quando olho e vejo a luz ténue dos médios ligados...

Pois é, os Citroën mais recentes só não têm aviso sonoro para a chegada do Natal - e vai daí é capaz de ser extra no DS5. O BX não tem aviso de luzes ligadas, pelo menos este não.

Ainda foram feitas algumas tentativas de empurrar com a ajuda de um senhor que se prontificou, mas não passou do quase. Acabámos por comprar uns cabos de bateria no Jumbo e rapidamente encontrámos alguém que nos ajudasse com um dador de suminho eléctrico.

Menos rapidamente conseguiu o motor alentejano pegar, e cheguei a ver a minha vida a andar para trás. Foram alguns minutos com o motor a rodar à velocidade normal, mas aparentemente sem faísca. Lá pegou, após um reajuste no acelerador, o que me leva a crer que o afoguei ao tentar que pegasse.

Tarde e más horas, mas com a missão "contraplacado do IKEA" na manga - ou melhor, na cave do BX - lá nos pirámos. Podia ser pior, pensei. Podias ir à m*rda, pensaria a minha cara metade. Mas o BX não me ia deixar mal e isso lá lhe passaria.

...ou então não. 60 kms depois, a luz de STOP que andou acesa o caminho todo (sim, sou daqueles que ignora luzes de aviso em carros velhos) decidiu querer apagar. Estranhei, e talvez por isso fiquei de pé atrás e consegui lidar com a situação. Fiquei sem assistência no travão de pé - rapidamente vi que o de mão iria ajudar a resolver o problema - e não tardou à suspensão traseira meter os papéis para a reforma.

Um bocado ansioso, mas fui avaliando o comportamento do carro, pesando os riscos e assim seguimos até casa, a uma velocidade mais modesta e sempre pela A25, com piso bom.

Se foi a estreia ideal do BX em viagem? Não.

Se é perfeitamente compreensível num carro com 35 anos que não andou nas palmas das mãos? Sim.

Se sou um bocado optimista e até inocente? Sim.

A saga seguinte está relacionada com a questão da 2a (e 1a) velocidade - que consegui atamancar até resolver o problema de vez. A da bateria foi vez sem exemplo. A do LHM não é difícil de adivinhar, o carro já andou depois disso mas também terei ainda de arranjar solução definitiva.

Ah, chegámos às 17h30. Graças.
1 litro de LHM sempre no carro. Essencial em qualquer hidropneumático. O GS até tem um sítio onde colocar a lata.
No manual do GS diz que em caso de emergência se pode colocar óleo de motor no circuito. O do BX diz o mesmo? O XM já só fala em LHM.

Quanto à caixa estou intrigado. Quando andei nesse carro, as mudanças entravam bem. Puseste o óleo adequado? É comum para motor e caixa. Será isso?
Conta tudo!
Também imagino que com os comandos dos piscas no tablier seria complicado fazer a coluna de direção desligar o pisca. Não será esse o motivo?
No GS tem os piscas na coluna de direcção e também não desfaz. Acho que era mesmo política da marca até à aquisição pela Peugeot.
 
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