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Como Afinar Carburador Zenith 28 IF (renault 4L e outros)

Tópico em 'Mecânica' iniciado por Artur Jorge L Ribeiro, 29 Jan 2009.

Tópico em 'Mecânica' iniciado por Artur Jorge L Ribeiro, 29 Jan 2009.

  1. TEORIA

    Todos os Carburados instalados na 4L são Carburadores de jacto fixo, no meu caso é um Zenith 28IF. O carburador de difusor e jatos fixos apresenta vários pulverizadores, alimentadores, jatos ou “gigleres” (do francês gicleur), e uma bomba de aceleração ou de reprise para fazer variar a riqueza da mistura de acordo com as necessidades do motor.
    À medida que a corrente de ar que passa pelo difusor do carburador aumenta de velocidade, o ar torna-se menos denso, pelo que na ausência de qualquer dispositivo de compensação, a mistura tornar-se-ia progressivamente mais rica até não ser possível a sua combustão.

    a039.jpg

    O carburador de difusor e jatos fixos soluciona este problema por meio de um sistema de compensação que mistura um determinado volume de ar na gasolina antes desta ser lançada no difusor. Na maior parte dos carburadores, a correção da proporção de ar é feita por meio de um tubo perfurado que emulsiona a mistura. O pulverizador principal fornece a gasolina ao poço de emulsão, no qual se encontra uma peça calibrada que doseia a entrada do ar para emulsão. À medida que o número de rotações do motor aumenta e o nível de gasolina no poço de emulsão desce, intensifica-se a absorção de ar através dos furos do tubo emulsionador, empobrecendo automaticamente a mistura.
    Outro processo consiste na instalação de um pulverizador de compensação, além do pulverizador principal. À medida que o nível de combustível desce num poço existente ao lado do depósito de nível constante, o ar admitido é enviado ao pulverizador de compensação para que uma mistura de ar e gasolina, e não apenas de gasolina, atinja o difusor.

    a040.jpg

    A mistura pobre do pulverizador de compensação anula o aumento da proporção de gasolina da mistura fornecida pelo pulverizador principal.
    O pulverizador principal tem normalmente as dimensões ideais para fornecer as misturas relativamente pobres necessárias para um funcionamento econômico a uma velocidade de cruzeiro.
    Para conseguir as misturas mais ricas, necessárias para acelerações máxima, o carburador de difusor e jato fixos pode incluir um circuito sobrealimentador que entra em funcionamento a média da elevada aceleração.
    Variação da mistura segundo as diferentes velocidades – Quando, ao arrancar com o motor frio, se puxa pelo botão do afogador ou abafador, fecha-se uma válvula com uma mola, designada por estrangulador, borboleta do afogador, ou de arranque a frio e abre-se ligeiramente a borboleta do acelerador. Deste modo reduz-se o fluxo de ar e aumenta-se a aspiração de gasolina do pulverizador principal para o difusor, obtendo-se assim a mistura mais rica necessária para o arranque. Quando o motor pega e acelera, o ar adicional absorvido obriga a borboleta a abrir parcialmente e assegura o empobrecimento da mistura, a fim de evitar o encharcamento das velas.
    Com o motor já quente e funcionando em marcha lenta, o movimento dos pistões provoca uma depressão no coletor de admissão. Como a borboleta do acelerador está praticamente fechada, esta depressão atua sobre o pulverizador através de mínimo ou ralenti, aspirando através deste a gasolina da parte inferior do poço de emulsão fazendo descer o seu nível. O ar necessário para se misturar com a gasolina é absorvido por um calibrador de ar mínimo.
    Ao pisar no pedal do acelerador, abre-se a borboleta e aumenta o fluxo de ar através do pulverizador de compensação de ar. Em conseqüência do aumento da depressão no difusor, a gasolina depois de passar pelo pulverizador principal, faz subir o nível no poço de emulsão e, ao mesmo tempo, o ar admitido no calibrador principal emulsiona a gasolina que será posteriormente pulverizada no difusor. Simultaneamente, diminui a depressão no furo de descarga do ralenti e cessa o fluxo de combustível nesse ponto.
    Para evitar qualquer empobrecimento indevido da mistura durante esta fase de transição, é usual existirem um ou mais orifícios de progressão que são alimentados pelo canal do circuito de ralenti.
    Para fornecer o combustível adicional necessário na aceleração e nas aberturas súbitas da borboleta existe uma bomba de aceleração mecânica. Esta consiste num poço (ou câmara), cheio de combustível e num pistão acionado por uma mola ou um diafragma ligado à borboleta. Quando esta se abre, o combustível é descarregado no difusor por ação do pistão e através de um injetor integrado no circuito da bomba.
    Em alguns carburadores, o curso da bomba pode ser regulado de modo a fornecer mais ou menos combustível. Os motores atuais e as condições da sua utilização originaram o aparecimento de uma grande variedade de carburadores de difusor e jato fixos, com uma complexa disposição de condutores de combustível, pulverizadores e orifícios de descarga.
    A grande vantagem destes carburadores reside na ausência de partes móveis.
     

    Ficheiros Anexados:

  2. REGULAÇÃO

    Como regular um carburador de jacto fixo

    A regulação de um carburador de jacto fixo, ao contrário do que acontece com um carburador de jacto variável, somente afecta a velocidade de ralenti e o funcionamento a baixas rotações. Isto deve-se aos seus pulverizadores. Num carburador de jacto variável existe um único pulverizador. Qualquer regulação da mistura feita à velocidade de ralenti afecta toda a gama de velocidades do motor. Em contrapartida, no carburador de jacto fixo, como os calibres dos pulverizadores são perfeitamente determinados, uma regulação feita ao ralenti não afecta grandemente as misturas a altas velocidades.
    Primeiramente assegurar-se que os platinados e as velas estão devidamente afinados e limpos. Assegurar-se, ainda, de que o ponto de ignição está certo.
    Ralenti. Aquecer o motor até este atingir a sua temperatura normal de funcionamento e regular o parafuso do batente da borboleta até obter uma velocidade de ralenti ligeiramente mais elevada.
    Seguidamente, regular o parafuso da mistura até que o ruído do motor se transforme numa pancada rítmica e o motor tenha tendência para ir-se abaixo. Nesta altura, rodar o parafuso da mistura no sentido oposto até obter o mesmo efeito. A posição média entre estas duas posições corresponderá a uma regulação correcta. Anotar o número de voltas que foram necessárias para rodar o parafuso de uma posição para outra. Na posição de regulação média, o motor deverá trabalhar suavemente.
    Regular o parafuso do batente do acelerador para conseguir que o motor funcione à rotação normal de ralenti.
    Evitar apertos excessivos. O parafuso de regulação da mistura do ralenti nunca deve ser demasiadamente apertado, já que a sua ponta cónica e o pequeno furo em que esta penetra podem ficar danificados se for exercida sobre eles uma pressão excessiva.
    Se, ao regular a mistura, não for possível obter facilmente um trabalhar equilibrado do motor, retirar o parafuso do ralenti e a sua mola. Se a extremidade cónica mostrar sinais de desgaste, substituir o parafuso. Rodar levemente o parafuso novo até este encontrar resistência e, de seguida, afrouxá-lo uma volta e meia. Pôr o motor a trabalhar e proceder à regulação completa anteriormente indicada.
    Funcionamento suave. É quando o motor funciona ao ralenti que numerosas anomalias – incluindo folgas incorrectas, mau estado das válvulas e infiltração de ar nos colectores – se tornam evidentes. Assim, se após todas as verificações e afinações não for possível obter um funcionamento suave, é aconselhável recorrer a uma oficina. Será então possível proceder às reparações necessárias, uma vez detectada a anomalia.
    Uma mistura demasiado rica poderá ser detectada através do fumo negro do escape. Por outro lado, se a mistura for demasiado pobre, o ruído do escape será desigual e com detonações (rates). A cor do interior do tubo de escape, tal como a das velas, ajuda a verificar se a mistura está correcta.
     
  3. PRATICA

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    Passos para a regulação do carburador

    Executar estes passos com o motor da 4L quente.

    1.º O parafuso do batente da borboleta (que evita que esta se feche totalmente) deverá ser regulado com a ajuda de uma chave de fendas de forma a permitir um ralenti relativamente rápido.

    2.º Rodar o parafuso de regulação do ralenti ou da mistura, para a esquerda ou para a direita até obter a posição que permita o melhor funcionamento do motor. Não apertar nem forçar o parafuso.

    3.º Após levar o parafuso de regulação do ralenti à posição mais adequada, reajustar ligeiramente o parafuso do batente da borboleta até o motor passar a funcionar à sua rotação normal de ralenti.

    Aguardo um feedback de todo o pessoal do fórum para melhorar este manual.

    c/ os melhores cumprimentos

    Artur Ribeiro
     
  4. Obrigado pela teoria amigo Artur Ribeiro, a prática quase todos os profissionais conhecem, mas
    obrigado à mesma.
    cumprimentos para MONCORVO
     
  5. Mas nem toda a gente é profissional, há sempre quem keira aprender.
     
  6. Exelente tópico, obrigado Artur Ribeiro! Vai dar jeito
     
  7. alguem sabe onde aranjar um kit de reparação de carburador para a minha R4?
     
  8. :D
     
  9. Viva, a minha 4l chumbou na inspecção porque passou o limite de 5.5% nas emissões (acho q teve 9%). Esteve parada cerca de 9meses, mas tinha levado platinados e velas novas. Mexendo no carburador será q resolve algo? Outra questão: é normal ela deitar algum fumo c cheiro bastante activo? Ou devia ser imperceptível aos carros q vão atrás?
     
Código de Verificação:
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