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Austin Cooper 1275S de 1964

Tópico em 'Minis' iniciado por Ricardo Nobre, 28 Dez 2008.

Tópico em 'Minis' iniciado por Ricardo Nobre, 28 Dez 2008.

  1. Este tópico terá como propósito relatar os avanços do restauro do meu mini. Trata-se de um Austin Cooper 1275S de 1964 que, após o falecimento do meu pai há 2 anos, ficou para mim. Não era até então algo que me despertasse o interesse, tendo noção apenas que era um modelo raro, mas as coisas mudam e hoje é algo que me liga ao meu pai e tem um significado superior ao objecto em si. O mini, exportado para Portugal na forma de CKD em Setembro de 1964 e montado no mês seguinte, participou nalguns eventos no final dos anos 70 dos quais tenho alguns artigos de revistas, mas o seu passado de [1965-1977] é desconhecido para mim. Solicito assim a quem eventualmente se cruzar com mais informação, a remeta para mim.

    Em 1978:
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    Em 1979:
    foto2.jpg

    Adquirido em 1988, o carro foi desmontado em 1991/1992 pelo meu pai, prevendo-se um restauro para breve e que nunca chegou a acontecer. Assim, quando comecei este projecto tinha o carro totalmente desmontado e o material muito mal acondicionado. O mini sofreu muitas alterações ao longo do seu período de vida, nomeadamente no tempo em que andou em perícias. Destaco o motor 1300GT e o look MK2 com interiores forrados a preto.

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    Gosto de pensar que dei inicio ao restauro em 2006, ao contrário do que normalmente pensam pelo facto de ainda não ter dado início ao restauro da carroçaria, e desde então tem sido uma experiência muito enriquecedora. Como não estava ligado ao meio, tive de aprender tudo, desde o nome das peças e suas funcionalidades aos componentes que equipavam de origem o carro. Não tenho muita experiência de mecânica, mas com tempo a coisa vai lá de certeza. Quem me conhece sabe que sou defensor da originalidade – considerando esta originalidade como “peças da mesma marca/part number que as de origem” e não o material concreto que equipou este carro aquando da sua saída de fábrica (tal seria impossível de concretizar) – e este é o objectivo do restauro. Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra. Há com certeza coisas em que há que considerar manter ou não a originalidade a bem do dinheiro investido e fiabilidade/conforto futuro. Matéria para os seguintes capítulos. De qualquer forma, para quem não sabe, e tendo em conta que uma percentagem (bastante) elevada dos exemplares Cooper e Cooper S ainda existentes andaram “a correr” e ao longo do tempo foram alterados, atingir a dita originalidade é extremamente difícil. Há inúmeras peças que são quase impossíveis de obter e os seus preços são proibitivos.

    Convém ainda esclarecer algo que para alguns de nós é muito óbvio, mas que já tendo visto pessoas convictas a confundir estes 2 mundos, convém salientar: este (ou outro S mk1, mk2 ou mesmo mk3) nada tem a ver com os Rover Cooper dos anos 90! São 2 mundos muito diferentes e que espero conseguir salientar ao longo do meu restauro. Este, que irá ter uma duração indeterminada, será feito à medida das possibilidades económicas (ainda sou estudante, o que requer uma ginástica financeira enorme), de tempo disponível e de conhecimento adquirido, uma vez que aqui o ditado pode atingir o seu pico de verdade: a pressa é inimiga da perfeição. Resta dizer que no próximo mês, e para começar bem o ano de 2009, a carroçaria vai para os cuidados intensivos e a aventura vai começar...

    Ricardo
     

    Ficheiros Anexados:

  2. Força aí com esse restauro!!!

    Aínda por cima o carro tem «aquele» valor sentimental...
     
  3. Ricardo a maior sorte do mundo para o teu trabalho de restauro, pois sabes que não vai ser nada facil,mas tenho a certeza que tudo vai correr bem!!abraço e um bom 2009
     
  4. Meu amigo desejo-lhe um bom restauro e boa sorte, no meu vêr tens obrigação de o restaurár dado o valôr sentimentál que ele têm para ti e não penses sequer em desistir nem fraquejár, olha para a frente e segue!!! Aquilo que vais sentir quando o terminrares e olhares para ele não terá explicação, certamente será bém mais do que aquilo que agora imaginas. Ainda não disponibilizas-te fotos dos avanços no restauro mas só pela história que nos contas-te e como todos temos sentimentos e pelo quanto espeçiál é esse carro para ti tens a minha votação de 5 estrelas neste restauro.
     
  5. boa sorte!

    vai correr tudo bem!

    cumprimentos
     
  6. Boa sorte para o restauro desse mini caro amigo,com o tempo ele volta a rular ;)

    Parabens pelo magnifico carro:feliz:
     
  7. Viva Ricardo. Tens em mãos o sonho de muita gente. Espero que tenhas força de vontade para venceres esta batalha... Tens um grande incentivo sentimental a ajudar.

    Sou da opinião que lhe devias devolver o look MkI...

    Grande Abraço e muita muita força!
     
  8. Boas Ricardo

    Espero que todo corra bem.
    GOstei do que li.

    Boa sorte

    Cumprimentos
     
  9. Obrigado pelo incentivo. De facto, tenho de concordar com o David Silva, tenho em mãos o que muitos de nós gostariam de ter. E descansem que está em boas mãos…

    Queria dizer a quem está a fazer um restauro semelhante e não conheça profundamente o carro, seja ele um Cooper ou S, o acesso a boa informação e o seu respectivo estudo é fundamental. É impossível pôr um carro destes (digno do seu nome) na estrada, sem passar umas boas horas a cruzar informação. Aconselho a compra e leitura do livro Original Mini Cooper and Cooper S – The Restorer’s Guide do John Parnell que é uma boa fonte de informação. Não está lá tudo, mas é um excelente ponto de partida. Para quem quiser dar uma olhadela, poderá fazê-lo aqui. Existem outros livros bons (para o ano espera-se mais um livro do John Parnell, desta vez (ainda) mais dedicado aos detalhes) que podem ser consultados, mas que há que ter cuidado com o que se aceitar como correcto ou incorrecto. Atenção principalmente às fotos de carros restaurados... Cuidado com as fontes!

    Relativamente ao problema das peças que é muito importante, e aqui o que leio em muitos tópicos aqui do Portal e de outros fóruns é que “para Mini há o material todo novo”, não é bem assim. Aliás, não é mesmo assim. E a questão é simples, é colocar as peças das quais de facto existem réplicas lado a lado com as originais e ver as diferenças. Façam o teste. Por esta razão, existe de facto muito material novo para mini, mas no meu irei evitá-lo ao máximo. Irei utilizá-lo na mecânica (onde for necessário), mas em tudo o que é acessório e sempre que possível, irei utilizar NOS ou recuperar o original. Na minha opinião, era isto que deveria fazer um mini ser vendido por “não sei quantos mil euros” e não uma data de acessórios ditos Works num carro com motor MG Metro. Mas isto são outras histórias.

    O meu mini ficará na cor de origem, Tartan Red (RD9) com tejadilho preto (BK1), interiores Tartan Red/Gold Brocade e com o motor 1275S ligeiramente trabalhado uma vez que o carro será para eu me divertir e não para me gabar dos muitos cavalos enquanto fica parado na garagem. Se é que me entendem…

    Quanto aos extras, e aqui é importante realçar a data de fabrico (pela qual me vou guiar), uma vez que alguns extras anteriores a Janeiro de 1966 passaram a ser equipados de fábrica após essa data. A data a considerar será a de Setembro/Outubro de 1964, uma vez que constam nos registos do BMIHT (British Motor Industry Heritage Trust) que o meu carro foi em conjunto com outros conhecidos (GE’s…) exportado para Portugal na forma de CKD a 17 de Setembro e a peça original e datada mais recente que encontrei foi uma fechadura com a data 44 4 (44ª semana – semana de 25 a 31 de Outubro - de 1964). O número do chassis, data dos vidros, ignição, interruptores, entre outras peças datadas, confirmam esta data, variando entre Setembro/Outubro. Isto pode parecer muito fácil e obvio de concluir, mas no caso dos minis que foram sem dúvida, dos carros mais adulterados ao longo do tempo, pode ser muito complicado de definir.
    Posto isto e voltando aos extras dos S, irei colocar o famoso depósito direito, cintos de segurança e um radiador de óleo. Este último ainda não tenho e está a ser a peça mais difícil de localizar até à data. O motivo é porque enquanto extra (até finais de Dezembro de 1965), era montado na vertical por baixo do dínamo. Quando em Janeiro de 1966 passou a ser standard, a frente foi redesenhada para aceitar o radiador também redesenhado, mas montado na horizontal atrás da grelha. Os radiadores verticais desapareceram e os que há hoje em dia são os sobreviventes dos carros que os tinham como extra. Deixo fotos do que procuro, caso alguém saiba de algum.

    [​IMG]

    [​IMG]

    Quanto ao plano de restauro, será definido em breve. Acompanhem.

    Ricardo
     
  10. Excelente projecto que tens em mãos!

    E com umas descrições detalhadas e muito concretas.

    Força nesse restauro!
     
  11. força nesse restauro...

    vais ver que ao começares a mexer aqui e ali é rápido que se vai aprendendo.

    boa sorte

    abraço
     
  12. Excelente, como Miniólico convicto, desconhecia a existência dos referidos radiadores de óleo verticais, com tubos rigidos e fixação por suportes ao dinamo e ao filtro de óleo talvez.

    É evidente que encontrar peças para um Mini "normal" e para um Cooper S são tarefas de dificuldade bem diferentes, pelas imagens vi um sistema de suspensão "hidrolastic", não é fácil de recuperar nem será barato...

    Se precisares de documentação, tenho um manual "Haynes" em PDF.
     
  13. Olá António,

    pois é, normalmente 'a malta' põe dos radiadores mais normais e que existem hoje em dia novos. Eu queria evitar isso por uma questão de não modificar a frente ficando com aspecto de 66/67 quando o carro é de 64. O radiador fica apoiado na peça que suporta o filtro do óleo e no apoio inferior do motor, junto à caixa de velocidades. Ainda pensei em colocar um radiador actual tentando replicar o correcto, mas pelo que me informaram são compridos demais e não cabem no espaço disponível. Quanto aos tubos rígidos, têm a fama de poder partir. De momento, acho que estou perto de deitar as mãos num kit, mas a coisa está complicada agora com a época do natal/passagem de ano.

    A suspensão que vê, de facto hydrolastic, será um capitulo futuro.

    Finalmente quanto ao manual Haynes, para já penso não precisar... Mas agradeço!

    Ricardo
     
  14. Projecto de sonho,

    Boa sorte no restauro, espero um dia encontrar um destes pra mim :D

    Cumps
     
  15. Com o portal de 'cara lavada', aqui ficam mais alguns avanços.

    Como tinha referido, tinha encontrado um kit do radiador do óleo num estado aceitavel, mas uma vez que o dono me pediu 800 dolares como valor mínimo para o considerar vender, esperando de facto vendê-lo por um valor mais alto que isso, tive de o deixar passar ao lado. Há gente que exagera! Mas a busca continua... Eles andam aí.

    Enquanto não há novidades da carroçaria, vou deixando a recuperação que tenho vindo a fazer de algum material.

    A primeira peça que decidi recuperar foi o servo-freio. Este, apenas equipado nos S e ainda original, Lockheed de 5.5'', aparentava um mau estado e kits de reparação, é mentira. Felizmente, as borrachas estavam boas por dentro e portanto a recuperação foi essencialmente uma limpeza levando juntas novas. No final o corpo foi pintado de preto fosco e a câmara de vácuo de dourado, tentando aproximar o aspecto original.

    servo1ht1.jpg

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    Resta referir que aquando da montagem no carro, se prevê a compra de um servo réplica e uma troca de peças de forma a fazer um hibrido entre este e o novo. O objectivo será manter o aspecto original assegurando a funcionalidade da peça, uma vez que o sistema de travagem depende desta. Em caso de dúvida, será montada a réplica.
     

    Ficheiros Anexados:

  16. Exelente trabalho meu amigo continua.
     
  17. Exelente ideia em realizar esse plano de trabalho, parabéns acho que fáz muito bém, o meu pláno de trabalho é mesmo do tipo vai andando porque nunca se sabe ao certo quando terminará mas tenho um prazo que é até ao verão isto de correr tudo bém. Força nesse restauro, estarei a acompanhár sempre os avanços.
     
  18. Ricardo,isso com a minha ajuda não vai demorar tanto tempo assim,digo eu :D:D
     
  19. Referi num post anterior a qualidade (ou falta dela) do material reprodução para os minis. Perguntaram-me se era mesmo assim, portanto vou adiantar mais um bocado o assunto. Apenas conhecendo o leque de material para mk1 e uma ou outra coisa de mk2 - daí para a frente não me interessa (excepto se for um S mk3 :rolleyes) - não queria mandar abaixo o facto de existirem reproduções. Aliás, ainda bem que existem... Se assim não fosse, seria quase impossível recuperar um carro destes. A verdade é que o material reprodução tem algumas diferenças quando comparado lado a lado (ou não, para quem 'tiver olho') com o de origem, mas é essencial que exista. E é óbvio que há que recorrer (eu irei fazê-lo) a este tipo de peças, nomeadamente no que toca a grelha, pára-choques ou interiores... Em todo o caso, há sempre onde a reprodução não se aproxima nem de perto ao original e aí é crucial: mais vale recuperar o velho que comprar novo.

    Deixo aqui um exemplo de uma das reproduções que considero aceitáveis, mas ainda assim longe do genuíno: o emblema principal do capot do meu carro. Em primeiro plano temos o original e em segundo a réplica. Pode observar-se claramente que o original tem uma definição dos contornos das letras muito superior. Para além disso, tem uma espessura maior e mais 7mm de largura :oo

    austin_cooper_badge_1.jpg

    austin_cooper_badge_2.jpg

    Não sei se estas diferenças se devem a alguma reserva de direitos (penso que não, até porque não deixa de ser uma cópia) ou se à forma de como são produzidos. Existindo actualmente métodos de produção - suponho - mais avançados que os dos anos 60, acho estranho que todas as peças tenham estas diferenças mínimas...
     

    Ficheiros Anexados:

Código de Verificação:
Rascunho Salvo Rascunho removido

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