Alfa Romeo Giulietta Nuova Tipo 116 vs 75

Alfa Romeo 75 2.0 Twin Spark vs Giulietta Nuova Tipo 116 2.0


  • Total de votantes
    15
  • Esta votação termina a: .

Carlos Vaz

Portalista
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o 75 2.0 TwinSpark é tudo o que a Etta 116 é com o plus de ser animado por um motor que adora fazer mais de 7000rpm sem alterações
Pequena correcção.
O 75 TS (se a minha memória não me falha) corta antes da 6500... o meu cortava ás 7000 mas tinha chip.
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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Pequena correcção.
O 75 TS (se a minha memória não me falha) corta antes da 6500... o meu cortava ás 7000 mas tinha chip.
Hum, talvez, sei que o 1.8 nos 156 faz 7200 sem alterações, assumo que o 2.0 faria algo muito aproximado mas estamos a falar de gerações diferentes, gestões eletrónicas distintas, pode ser essa a diferença.
 

Rafael Isento

Pre-War
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Hum, talvez, sei que o 1.8 nos 156 faz 7200 sem alterações, assumo que o 2.0 faria algo muito aproximado mas estamos a falar de gerações diferentes, gestões eletrónicas distintas, pode ser essa a diferença.
No 75 tens motores Alfanord bialbero.
No 156 já são os motores Pratola Serra (FIAT) ;)
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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No 75 tens motores Alfanord bialbero.
No 156 já são os motores Pratola Serra (FIAT) ;)
Tá desmistificada a diferença, de facto é óbvio demais que lá por serem ambos TwinSpark não quer dizer que fossem iguais... -_-
 

Miguel Gomes Dinis

Portalista
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@Miguel Gomes Dinis, ontem fui dormir a pensar no assunto...
Vamos subir um pouco a fasquia e equiparar um pouco as coisas.

Temos então a Giulietta 116 Turbodelta e o 75 Turbo Evoluzione.
Prestações idênticas, mecânicas turbo e cotações em Itália para a mesma condição, idênticas.

E agora? Mais desafiante? Continua o 75 a reunir as preferências?
Continua e reforça.

O 75 não tem nada a perder em acrescentar ruído visual ao discurso, tendo alguma coisa a ganhar do ponto de vista prestacional. A brutalidade de um turbo de outros dias também lhe oferece carácter juntando ao muito que tem.

O Giuletta é mulher. Visuais histriónicos e demasiadamente másculos não vestem de forma feliz a feminilidade da silhueta. O excesso e os elementos não casam com o conceito mais depurado da forma.
Aquilo que ganha no acto perde no tacto.

Além disso o 75 turbo evoluzione tem com os ponto de partida um compromisso de homologação, sendo que o giulietta fica acantonado na precedência e na sucessão por referências muito bem sucedidas na competição, todos marcados por currículos generosamente consagrados (giulia, 75, 155, 156). O ponta de lança da marca na competição contemporâneo ao Giulietta foi o Alfetta GTV. Isto diz muito para onde apontou um (Giulietta) e outro (75), com o primeiro claramente dirigido a elegância e a pose, e o segundo a puxar bem mais da competição e da arena. Naturalmente que em respeito às linhas mestras de um caderno de encargos alfa romeo, nem mesmo giulietta prescindiu de predicados dinâmicos de excelência que em nada trairam os valores e o tributo ao símbolo no meio do scudetto.

O curioso disto é que se tivéssemos estes 2 carros disponíveis para trazer um, estou absolutamente convencido que trarias o melhor carro em absoluto. Também estou certo que eu traria o melhor carro para mim. E estou em crer que ambos traríamos o mesmo carro.

Acho piada, como remate, que partindo dos antípodas o hedonismo conceda a ambos o acto comum de pensar coisas destas antes de dormir.

@HugoSilva... o adorno à função é um acto civilizacional, porém a verdadeira capacidade de fazer do acto de comunicar uma arte consiste em dizer muita coisa através de muito pouco. Como já percebeste até aqui, já lá vão algumas linhas para ainda não ter dito nada, o que é extraordinariamente incapacitante e revelador de que a escrita é como a medida de Paracelsus, sola dosis facit venenum.

Por outro lado a opinião depende sempre do ponto de vista do observador. A língua portuguesa é um património que deve ser preservado, só que não é. Escreve-se muito mal em Portugal. O simples facto disto não ser feito pode fazer crer por comparação ser aquilo que na verdade não é.

Escrever exige um grau de intimismo, de generosidade e de compromisso social que é preciso respeitar. O desenho é uma linguagem com o mesmo grau de compromisso. A música a mesma coisa. Concordo inteiramente, é efectivamente um acto de amor, de amor pelo próximo. Do "amor pelas coisas belas" como diz o Antonio Lobo Antunes.

E isto leva-me ao que deveria ser o início. Eu não cheguei agora. Ando por aí há muito tempo (desde o inicio diria). Senti a dado momento que era quase indecorosa a posição de voyeur a espreitar pelo buraco da fechadura. Não de tudo mas de alguma coisa. De vir buscar sem deixar, de levar sem trazer, de ver sem ser visto, de ouvir sem tocar.

No fundo é tudo uma comunhão, a coincidência de um grupo de várias pessoas que se cruzaram por um único motivo comum. É como um orquestra de vários instrumentos, com vários movimentos. E os 2 desta história, Giuletta e 75, já deram aqui um bonito recital a várias mãos.
 
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Samuel

Portalista
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Uma coisa mais, e que vai muito de encontro à natureza das coisas. É que me parece que as nossas perspectivas só se vão encontrar no momento em que a forma acaba e a função começa.
Eu vou pegar nesta parte para justificar o meu voto.

Num precebo nada dAlfas. (e com isto baixei logo o nível da linguagem... :p)

O que é que eu sei (saber num sentido de experiência pessoal)?
Que eu sempre vi (fui agora confirmar no wikipedia e parece que tinha razão), que as linhas do 75 foram inspiradas no 33, isto é, eu sempre vi o 75 como um 33 grande. Mas enquanto que para mim o 33 parecia ter tudo no sítio, havia uma harmonia entre as várias partes, um equilíbrio nos volumes, no 75 achava aquilo muito exagerado, aquela linha lateral da frente e da traseira desalinhadas com o meio - parecia que aquela traseira não era daquele carro... Desculpem, eu imagino que alguns de vós que me queiram sacrificar mas acreditem que, à conta deste portal, eu até já aliviei bastante o desinteresse completo que tinha pelo 75. Acho-o com um aspecto pesadão e olhando para ele não me consegue elevar ponta de adrenalina para andar depressa (excepto numa AE).
Já falar em Giuletta é falar naquele bólide fora de tudo, que regressava pelas férias lá à rua, ano após ano (e que já falei noutro sítio qualquer), com subtis personalizações "à lá 80s" mas que ainda davam mais charme e agressividade àquela forma. Já no resto da rua, os 205 alternavam futilmente com os R5 e outros franceses afins minados de tatuagens e apêndices - tudo com menos história do que uma noite de verão.

Tudo o resto neste comparativo são pormenores técnicos que me escapam e acho que também escapam quando começa a função... :lol:
 

Miguel Gomes Dinis

Portalista
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Diria que ganhou a Giulietta tangencialmente. Confesso que na outra esperava. Os olhos comem mais depressa do que o apetite. Fantástico!
 

Edgar.Guerra

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Acabo de reparar que neste momento não existe nenhuma Giulietta disponível nos sites de classificados do costume. Até há uns meses havia pelo menos 3/4 carros à venda, e que estiveram nos classificados largos meses / anos. Terão sido vendidos? Terão os donos ficado cansados das abordagens à campeão? Terá o interesse por este modelo aumentado, ainda que ligeiramente?

Diria que ganhou a Giulietta tangencialmente. Confesso que na outra esperava. Os olhos comem mais depressa do que o apetite. Fantástico!
Diria que é um empate técnico. Eu, por exemplo, teria votado no 75. No entanto, quando votei, a Giulietta estava a ser goleada e eu tive pena. :lol:
 

António José Costa

Regularidade=Navegação, condução e cálculo?
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Quer dizer... fui o unico a "votar" numa Giulietta com tudo do 75?
Eu votei na Giulietta pelo que ela é, aliás acho que muitos votos são feitos por impulso, além do mais muito do que o 75 é deve-o à Giulietta, ou á base de chassis que lhe deu origem.
 

Edgar.Guerra

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Eu votei na Giulietta pelo que ela é, aliás acho que muitos votos são feitos por impulso, além do mais muito do que o 75 é deve-o à Giulietta, ou á base de chassis que lhe deu origem.
E por sua vez a Giulietta deve-o a este, que é um dos meus Alfas preferidos de sempre.
Infelizmente pouco ou nada vendeu em Portugal.

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