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Ohc/ohv/dohc/sohc

Tópico em 'Mecânica' iniciado por Joao Cunha, 18 Fev 2010.

Tópico em 'Mecânica' iniciado por Joao Cunha, 18 Fev 2010.

  1. Embora utilizadas há muito tempo pela indústria automobilística, estas siglas não são de conhecimento de todos e por isso o BCWS evita utiliza-las.
    OHV significa overhead valve, válvulas no cabeçote, o que pressupõe que o comando não está nele e sim no bloco. Como exemplos, o
    20valv-2.jpg motor Ford (na verdade Renault) que equipou Corcel I e II, Escort e Gol; o Endura-E de Ka e Fiesta (1,0 e 1,3 litro, até 1999); e o V6 de Blazer e S10.

    OHC e SOHC são o mesmo sistema: (single) overhead camshaft, ou árvore de comando (única) sobre o cabeçote. Como se vê, o "S" apenas enfatiza haver uma só árvore de comando de válvulas por bancada de cilindros. Um motor V6 com dois comandos, um por bancada (como o do Omega atual, australiano), ainda é um SOHC. Motores OHC ou SOHC estão por toda parte, como as versões de oito válvulas de todos os carros brasileiros e também alguns 16V, como Renault Clio e Peugeot 206 de 1,0 litro.

    DOHC significa double overhead camshaft, ou dupla árvore de comando sobre o cabeçote (veja imagem). Pode ser adotado em motores de duas válvulas por cilindro, como o dos Alfa Romeo 2000, 2150 e 2300 nacionais e do Tempra. Mas o mais usual é que equipe motores de quatro válvulas por cilindro, como a maioria dos 16V nacionais.
    O eixo-comando de válvulas, ou simplesmente comando, é o componente encarregado de abrir e permitir o fechamento das válvulas de admissão (para entrada de mistura ar-combustível no motor) e de escapamento (saída dos gases queimados). O comando de válvulas era montado no bloco dos motores mais antigos -- ainda é assim, por exemplo, no Endura E de 1 e 1,3 litro dos Ford Ka, Fiesta e Courier --, bem como em muitos motores norte-americanos actuais -- como os V6 de Chevrolet Blazer/S10 e Ford Explorer/Ranger. A vantagem de passa-lo para o cabeçote foi a eliminação de componentes como hastes e balancetes, que fazem a ligação do comando com as válvulas no cabeçote. Além de sujeitas a folgas e deformações, essas peças de movimento recíproco limitam as rotações (rpm) que o motor pode atingir, o que dificulta a obtenção de maior potência. Esses motores possuem arquitectura chamada SOHC (single overhead camshaft, comando único no cabeçote).


    Outro passo no processo de busca de potência foi a adopção do duplo comando de válvulas no cabeçote, identificado comummente pela sigla DOHC -- double overhead camshaft. Nessa configuração um comando acciona as válvulas de admissão e outro as de escape, o que permitiu criar a câmara de combustão com formato hemisférico. A vantagem da câmara hemisférica é a possibilidade de montar a vela de ignição no centro da câmara, o que favorece a combustão e ajuda a evitar a detonação ou "batida de pino".

    É importante observar que, embora seja comum emprega-los em conjunto, o duplo comando e o cabeçote multi-válvula são soluções independentes. Há motores de duplo comando e duas válvulas por cilindro, como o do Tempra 8V e o do antigo Alfa Romeo 2300, bem como motores multi-válvula de comando único, caso do Honda Accord.




    Quanto ao mecanismo de "abertura das válvulas assistida hidraulicamente", não passa de um velho recurso chamado tuche hidráulica. Este tipo de tuche consiste de um pequeno pistão dentro de um cilindro que é accionado pelo próprio óleo do motor, o que resulta em seu contacto permanente com o ressalto do comando. As vantagens são a ausência de folga e o funcionamento bem mais silencioso do motor, além de ser dispensada a verificação periódica da folga das válvulas. Contudo, a tuche convencional -- chamado erroneamente de mecânico, pois é apenas sólido -- é mais adequado a altas rotações quando o comando fica no bloco, principal razão de seu emprego no famoso motor 250-S dos Opala, surgido em 1974. A tuche hidráulica era utilizado na versão mais "mansa" desse motor, o 250.

    Espero que gostem desta pequena explicação.:D
     

    Ficheiros Anexados:

  2. Por acaso conhecia estas siglas, mas em português de Portugal em vez de árvores de comando chamamos mais árvores de cames.
     
  3. Claro que não Filipe,tudo o que for para dar mais informação é uma mais valia para quem necessita dela,só tenho é que agradecer. :D
     
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