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O porquê de um clássico na Garagem?

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Marco Pestana, 14 Fev 2009.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Marco Pestana, 14 Fev 2009.

  1. Caros entusiastas;

    Encontrar uma definição que a todos sirva, seria equivalente ao encontrar o "Santo Graal"...:eek::D

    Esta questão cada vez mais tem importância, dadas as recentes mudanças no sector, e as que se afiguram em breve...

    Mas encontrei no Editorial do número "Zero" da Revista Motor Clássico( Da autoria de Luís Pimenta, antecessor do Adelino Dinis na Direcção da Motor Clássico ) algo que poderia ser, na minha opinião, o reflexo do " sentir" de um entusiasta de clássicos. Para os que nos consideram "maluquinhos" do fundo da garagem, e sendo nós no fundo, uma espécie de "Arqueólogos da Indústria Automóvel"

    Passo a copiar a parte inicial desse Editorial ( Revista Motor Clássico - Edição Especial 2006 ):





    " EM NOME DA PAIXÃO

    O Que move o amor por um automóvel? O que leva um apreciador a mover mundos e fundos - literalmente - para encontrar a peça que falta para atingir a perfeição? O que faz com que a história e máquinas se fundam num só culto, numa só devoção? Talvez como em nenhum outro sector do automóvel, a resposta reside na paixão. Porque não basta gostar de automóveis para se amar um clássico. É preciso estar apaixonado pelo seu papel na história, é preciso conhecer as suas histórias, a perseverança dos seus criadores, muitos deles incompreendidos no seu tempo;há que enquadrar o carro na sua época. E estes são os exercícios que os aficionados fazem melhor do que ninguém."


    Luís Pimenta


    Acho que será uma bom " chassis " para adicionar a reflexão...[:gd:]
     
  2. ... eu nao só diria em nome da paixão, mas tambem em nome do sonho! pois o sonho é que comanda a vida, e qual não é o entusiasta que não sonha com a sua maquina em perfeito estado! ;)
     
  3. concordo com as suas palavras como também lhe acrescento uma coisa,
    se for 100% original melhor ainda;)
     
  4. Já comentei algo parecido com isto aqui no Portal dos Clássicos.

    A minha paixão pelos clássicos tem a haver essencialmente com o design dos automóveis antigos, a beleza que estes transmitiam e ainda transmitem é de facto encantadora.

    Naturalmente também ajuda a completa decepção dos automóveis modernos onde a agressividade do design e a preocupação da ostentação matam qualquer hipótese de admirar os modelos dos ultimos 15 ou 20 anos.
     
  5. Essa parte era escusada porque nem todos pensam do mesmo modo. Tudo depende do modo como cada um vê o automóvel e em todos os casos a paixão está lá.
     
  6. Caro amigo,

    Concordo plenamente. A mim se me perguntarem, direi que sob todos os aspectos o design automóvel (quer técnico quer artístico) teve o seu auge na década de 60, e declinou a partir daí. Pouco ou nada do que em termos tecnológicos surgiu a partir daí é relevante para um verdadeiro petrolhead.

    Modernos? Acho-os todos parecidos, imitados até à náusea (vejo toques de estilo de uns logo copiados por mais três ou quatro), demasiado ostentosos, pesados e excessivamente complexos (vá lá, admitam, precisam MESMO de um "soft-stop"?), carregados de tretas que já ninguém liga ou usa mas tem que ter para ser melhor que o do vizinho...

    E o mais engraçado é que até deixam de ser fiáveis, nunca vi tanto carro com menos de 2 anos a ser rebocado... pudera, hoje em dia nos manuais já quase nem ensinam a trocar uma roda, é só "se a luz xxx acender, pare de imediato e chame a assistência" ou "dirija-se ao concessionário autorizado mais próximo"... *bocejo*

    De que serve termos carros modernos que nos protegem de nós mesmos? Só para contrariar a teoria do Darwin? Se não sabem conduzir, não conduzam!

    Os motores modernos também já pouco de interessante têm, porque são estrangulados até ao último grau... o motor 2500 cc, 6 cilindros em linha, do BMW da minha patroa, tem no papel quase 200 cv... mas binário? a regimes baixos? é pedir muito! Não é possível fazê-lo sair do sítio sem acelerar!

    O meu 124 Spider, com os seus minúsculos 1400 cc, mas com 90 cv genuínos (em vez de 200 pilecas alimentadas a Kelloggs Special K), faz isso! É muito mais fácil de conduzir no pára-arranca, por ridículo que pareça... Um desportivo con brio Italiano da década de 60...

    É por isso que quando me falam de "futuros clássicos" vejo isso sempre com muita dúvida, não consigo encontrar nada apreciável na produção automóvel dos últimos 20 anos... até os Ferraris começam a cansar, acreditam?

    Também concordo com o Jaafa, há modificações que vêm por bem... ;)

    Bem, deixa-me cá voltar ao trabalho, que ainda estou a 27 exames da liberdade... :D

    Um abraço!
     
  7. Cada um de nós tem a sua motivação para ficar fechado na garagem a recuperar um clássico. Na maior parte das vezes, essa motivação nem é a mesma, para os diversos carros que por ali se encontram.

    Podemos estar motivados para restaurar um por motivos sentimentais, outro porque gostamos da marca, e outro porque o queremos vender para arranjar dinheiro para arranjar os outros dois. Por exemplo.

    No meu caso, nos projectos que escolho, uma característica surge cada vez mais destacada de entre as outras: O que me motiva a enveredar por certos trabalhos, é que se não o fizer, mais ninguém o fará. Por exemplo, se eu não pegar neste ou naquele veículo que o dono quer despachar para o ferro-velho, provavelmente ele acabará por ir.

    Se eu não deitar as mãos a um pesado, juntamente com uma equipa de "drogados" como eu, é certo e sabido que o destino será o maçarico de corte. Porque ninguém mais irá querer saber daquilo.

    Esta condição de "ultimo recurso", é um poderoso motor para nos aplicarmos num restauro. A experiencia de outros restauros anteriores,diz-nos que é um triunfo imenso poder afirmar que se não fossemos nós a deitar a mão aquele veículo, ele já não existia.

    A minha PDF foi-me dada em 1989 para tirar o motor... Antes de ir para a sucata. Não foi!
     
  8. De facto, os clássicos são uma verdadeira paixão. Falo por mim.
    Inumeras vezes dou por mim em horas totalmente inadequadas, a pensar no meu carro e, de como eu gostava que estivesse e do que poderia fazer e, a pensar em todos os outros que gostaria de ter. Perco-me totalmente nestes pensamentos. Daí o porquê de eu dizer que isto é um mundo à parte, é este mundo que me faz esquecer de tudo o resto.

    Os meus amigos passam a vida a dizer que sou maluquinho, "só pensas em latas!". E é que só penso mesmo mas, para mim são os verdadeiros carros. Nas na verdade eu nunca lhes fui capaz de explicar até onde vai o meu gosto por isto.

    A beleza dos antigos é indiscutível, algo que nunca irá mudar.

    Parte da minha vida passa por isto!
     
  9. Pois eu cá, acho que a paixão pelos clássicos é uma projecção da nossa infância. De momentos únicos que retivemos no subconsciente e sobretudo de afectos. No meu caso, recordo-me de o meu pai ter um Willis, aí pelos meus 8 anos, e de o meu passatempo favorito, quando o apanhava distraído, consistir em sentar-me ao volante e conduzí-lo por vales e montes imaginários.

    Certo dia, o meu pai esqueceu-se da chave na ignição. É claro que não resisti. Dei à chave e, lembro-me como se fosse hoje, o Willis deu um salto como um tigre que se prepara para atacar uma presa. Como é óbio, agora, mas não na altura, o jipe estava engatado e o susto foi tão impressivo para os meus 8 anos, que nunca mais o esqueci.

    Provavelmente, deve-se a essa memória difusa a minha paixão pelo Portaro. :feliz:
     
  10. É engraçado como qdo lemos estas respostas vemo-nos em todas elas! eu pelo menos sim. É aqui que que estao as pessoas certas para o nosso entendimento...é aqui que falamos a mesma lingua, já viram? nao tenho ninguem que possa estar a falar mais do que 10 min seguidos de classicos....é uma tristeza....

    Agora, gostava de saber a origem desta minha obsessao...como muitos disseram, talvez sejam as linhas dos carros, o barulho do motor, dali dos anos 50 até aos 60 e pico que me atraíem.
     
  11. Cara Maria José,

    Eu também não consigo apontar uma razão ao certo. O meu pai nunca gostou de carros velhos, sempre trocou de carro assim que teve oportunidade, e nunca quis que eu ficasse com o 127 dele.

    Eu penso que será uma mistura de termos memórias alegres de infância ligadas de alguma forma aos automóveis, de alguma nostalgia por nos lembrarmos das suas formas elegantes e atraentes quando os víamos na rua em miúdos, e mais algumas coisitas.

    Desde que me lembro sempre gostei de carros, quando era miúdo passava tempos intermináveis no portão do infantário a ver os carros na rua e sabia as marcas todas, mas só comecei a ganhar o gosto pelos clássicos lá para os meu 14-15 anos. Daí em diante, cada vez mais os modernos começaram a passar-me ao lado, e o entusiasmo cresceu exponencialmente.

    Quando se aprecia o verdadeiro estilo, não há como um clássico. A pureza de linhas, a elegância de todos os pormenores sem compromissos ordenados por milhentas directrizes e memorandos daqui e dali, a simplicidade honesta... são tudo valores que só um clássico tem. Seja ele um Carocha ou um Ferrari... Basta ver a beleza que tem o interior do seu VW, mesmo sendo tão simples.

    Um abraço!
     
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