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Henry Ford I I Disse Que Beatle Era Uma Sucata

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Rafael S Marques, 9 Jan 2014.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Rafael S Marques, 9 Jan 2014.

  1. Ver anexo 328750

    Henry Ford II teve a pior decisão da sua vida, a recusa em comprar a Volkswagen. Após a 2ª Guerra Mundial, chegou a ser equacionada a hipótese de Henry Ford II adquirir a marca alemã. Nessa altura a Alemanha estava fustigada depois da guerra e a reerguer-se. As dívidas do país eram enormes e um plano especial de perdão da dívida ajudou a economia a endireitar-se.
    Com o fim da guerra a Volkswagen, bem como outras marcas alemãs, passaram por uma fase económica mais complicada. E uma das hipóteses para o relançamento financeiro poderia ser a aquisição da marca de forma quase gratuita. Em 1947 Henry Ford II equacionou a compra da
    Volkswagen, mas conselheiros próximos transmitiram-lhe a ideia de que a marca não tinha perspectivas de futuro.

    A famosa frase que lhe transmitiu Ernest Breech terá mesmo sido esta "Mr. Ford, I don't think what we are being offered here is worth a damn."

    Ver anexo 328748

    O futuro veio provar que esta decisão foi uma das piores da história de negócios. Nessa altura a fábrica estava sob a alçada dos ingleses, os credores da Alemanha do pós-guerra. Ford II chegou a visitar as instalações da Volkswagen e a linha de montagem do Beetle. Testou o carro mas achou que não tinha potencial comercial. Ford II achou que o Beetle tinha fraca performance e era pouco atractivo. Pensou que o que ali se produzia não levaria a marca a lado nenhum. Considerou mesmo o design antiquado, feio e o motor barulhento. Estimou que o veículo seria popular em apenas dois ou três anos. E com isso achou que não valeria a pena investir dinheiro em Wolfsburgo.

    De acordo com o livro de Richard Sutton, a declaração oficial terá sido esta; "This car does not fulfil the technical requirements which must be expected from a motor car. Its performance and qualities have no attraction to the average buyer. It is too ugly and too noisy. Such a car, if at all, only be popular for two or three years at most."

    O facto de o Beetle estar associado ao seu mentor Hitler também pesou na decisão.

    Depois de gorado o negócio de compra da Volkswagen por parte de Ford, os ingleses deixaram os alemães prosseguir o seu percurso com relativa autonomia. Os alemães permaneceram fiéis ao Beetle e o modelo teve um enorme sucesso no mercado automóvel. O pequeno Beetle de motor traseiro, desenvolvido por Porsche, revelou-se um carro sensível, fiável, barato de manter, acessível, económico e essencialmente indestrutível.

    O Beetle ajudou a Volkswagen a fazer uma fortuna e a recuperar a independência financeira. Permaneceu ininterruptamente em linha de montagem de 1938 até 2003 e, em 24 anos, conseguiu destronar o ... Ford Model T. Ironia do destino. O que teria sido a história se Ford tivesse aceite a aquisição? Não se sabe. Provavelmente a produção do Beetle teria sido abandonada passando a figurar num museu como o carro de Hitler.

    Mas basta ver que hoje a Volkswagen transformou-se num grupo gigante com participação no capital por parte do governo alemão. Detém marcas como a Skoda, Audi, Porsche, Lamborghini, Bugati, Bentley entre outras. Tudo graças ao pequeno Beetle, que Ford achou um monte de "lixo".

    Ver anexo 328751
     
  2. São aqueles pequenos pormenores que nos mostram que a visão em retrospectiva é sempre 20/20... mas na altura, a perspectiva era outra. É como o tipo que não contratou os Beatles...

    De facto, houve muitos potenciais compradores da VW nesta altura, mas ninguém considerou que valesse a pena. O conceito acabou por provar ser popular devido ao preço e simplicidade de manutenção, e cativou um conjunto significativo de pessoas que se manteve fiel ao modelo ao longo dos anos.

    No entanto, os comentários traçados permanecem válidos... basta comparar a relativa sofisticação de um Ford desta era com o VW, e percebe-se que estavam em polos opostos do espectro. Um americano desta era já via no automóvel algo para cobrir grandes distâncias em conforto e suavidade, não algo pequeno, lento e barulhento. Um Split hoje em dia é valioso pelo interesse coleccionístico, mas é rústico em último grau, e impráctico para utilização diária... e comparado com o Ford de '47, já o era.

    Um abraço!
     
  3. Acho que marcou uma geração de condutores que, não tendo mais nada que conduzir, (a França, a Itália e a Inglaterra estavam tão destruídas como a Alemanha), tiveram no Carocha um modelo acessível, simples e barato de manter.
    Não esquecer que embora o Carocha não fosse exactamente um carro económico, os Ford do pós-guerra gastavam o dobro do combustível aos 100Km.
     
  4. Os Americanos sempre tiveram uma visão automóvel diferente da Europeia, na Europa por exemplo não existem grandes desertos para atravessar como nos USA. Quanto ao facto de considerar que foi o Beetle que fez o sucesso actual do Grupo VW isso não corresponde à verdade, o sucesso actual do Grupo VW devesse aos primeiros Golf e a uma boa estratégia desde ai, apoiada pela banca Alemã. Quem viveu ou se lembra dos inícios de 70, a VW era um marca que apresentava uma gama antiquadíssima, a recorrer ainda por cima em território nacional a modelos de fabrico brasileiro de qualidade muito duvidosa, se compararmos com a Fiat da época, também Europeia, a Fiat tinha muito mais tecnologia!!! Qualquer modelo Francês era mais confortável que qualquer VW, os Japoneses começavam a "dar cartas" na Europa com modelos muito bem construídos, Toyota, Datsun, ...
     
  5. Onde está a fonte Rafa?
     
  6. Boa tarde a todos, não querendo por em causa nada do aqui foi dito, penso que seja do conhecimento geral as ligações de Henry Ford a Adolf Hitler, Henry Ford seria um confesso admirador de Hitler e ele próprio também um anti-semita, tendo inclusive sido galardoado por Hitler.
    http://www.examiner.com/article/henry-ford-s-nazi-medal

    Isto para dizer, que possivelmente uma das razões do seu neto não ter querido comprar a VW, talvez se tenha prendido com essas estreitas relações que haveria entre o seu avô e o regime nazi, o que no pós-guerra poderia eventualmente não ser visto com bons olhos e talvez receassem que prejudicasse a Ford nos Estados Unidos.

    Obviamente que não terá sido apenas esta a razão, mas poderá ter pesado na decisão.
     
    Jorge Viegas gostou disto.
  7. Tá aqui, julgo que o texto originará deste artigo... mas a história não é nova, recordo tê-la lido há uns anos atrás.

    Um abraço!
     
  8. Da Wikipedia, ainda mais completo (desculpem não traduzir, mas assim não há dúvidas):

    Um abraço!
     
  9. Também, mais o Wikipedia e em outro site qualquer...
     
  10. Se a Ford tivesse comprado a VW, nem a Ford nem a VW seriam hoje o que são...

    ninguem sabe que destino teria a VW...

    podia acabar como outras marcas que a Ford comprou e acabaram por fechar portas (Continental, Edsel, Mercury...)
     
  11. Ó Mike, desculpa lá vir corrigir-te, mas essas marcas não foram criadas no seio da própria Ford? A Lincoln (Continental era o modelo) era a marca do segmento de luxo, o Edsel era um modelo com uma linha alternativa, e a Mercury era uma marca de nível intermédio, ligeiramente acima da Ford.

    Pelo menos, é assim que eu recordo...

    Um abraço!
     
    Rafael S Marques gostou disto.
  12. Não esqueçamos que Henry Ford II tinha pouco mais de 30 anos quando tomou esta decisão. Sucedeu ao pai por morte precoce deste e quando o avô (o fundador) ainda estava vivo!
     
  13. Certo, mas como leste, não foi o único a opinar isto, e a opinião que vem citada no texto inclusivé é não dele, mas do presidente do conselho de administração da marca na altura...
     
  14. Oh Rafael há aqui qualquer coisa que não "bate certo"; ou melhor necessita de explicações .... (para os "conhecedores")
    1- O Ford T é de outra "geração"
    2- As datas podem induzir em erro ... e seria conveniente dizer que em 24 anos de produção bateu a produção de Ford T.

    Esta "história" da história da IIWW tem alguns capítulos interessantes, tal como:
    - Quais as "ajudas", à Alemanha, de empresas dos USA antes e durante a guerra.
    Dessas empresas quais faliram e quais continuam a laborar ...
    Tenham em atenção o que se passou com a Opel ... que forneceu camiões de transporte para a Alemanha nazi.

    Dentro de outro capitulo (off tpoic) mas bastante "engraçado" é a tentativa do UK comprar lentes para miras de armas aos alemães em troca de borracha (para os pneus).
     
  15. Também tenho essa ideia...
     
  16. Não sei se é exactamente assim ...
    Não podemos confundir o nome do "presidente" com a companhia (Ford Motor Company).
    Que a companhia (Ford) era quase toda dele isso é certo .... mas depois ele pode fundar outras companhias.
     
  17. Claro que sim, mas todas estas marcas eram subsidiárias da casa principal, e não entidades independentes. Aquilo que hoje vemos a Mercedes fazer com a Maybach, a Toyota com a Lexus, etc... já a Ford tinha feito. Foi uma maneira de criar produtos com identidade própria mas manter custos reduzidos e entrar noutros segmentos de mercado.

    A Wikipedia diz:

    A Lincoln pelos vistos era mesmo uma marca independente, esta nem eu sabia, mas foi pouco tempo...

    Mas a Mercury tinha a certeza, e cá está...

    A Mercury tinha modelos com design distinto, e mecânicas evoluídas em relação aos Ford dos mesmos anos. As inovações surgiam primeiro nos Mercury (segmento mais alto), e só passado um ou dois model year é que chegavam aos modelos inferiores.

    Um abraço a todos!
     
  18. Qualquer gajo com dois dedos de testa teria tomado a mesma decisão!

    Na minha casa houveram 2 Carochas e quando me casei com a minha ex ela tinha um com o qual me fartei de andar!

    Caramba... aquilo não é carro não é nada...
     
  19. Na minha opinião ainda bem que a Ford não quis a VW, senão com a opinião que ele tinha acerca do carocha, tinha sido extinto em poucos anos.
     
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