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F1 Emblemáticos

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 16 Nov 2012.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 16 Nov 2012.

  1. Temos aqui 15 carros que marcaram a F1 ao longo dos anos.
    Ferrari 312T
    Mauro Forghieri criou um modelo simples, limpo e que poderia evoluir mecanicamente de acordo com o regulamento e inovações futuras. O 312T entrou em ação em 1975 e se mostrou um carro competitivo até 1980, onde não era páreo para os turbos e os carro-asa. Nesse período, angariou 4 títulos de construtores (1975, 1976, 1977 e 1979) e 3 de pilotos (1975 e 1977 com Lauda e 1979 com Scheckter).
    LaudaNiki19760731Ferrari312T2.jpg
    Lotus-Ford 72
    Os carros da Lotus sempre traziam alguma inovação, no caso do 72, introduziu as tomadas de ar acima da cabeça do piloto e radiadores laterais, elementos que ainda hoje são usados nos carros da categoria. Nos 5 anos em que ficou na ativa (1970-1975), ganhou três títulos mundiais de construtores (1970, 1972 e 1973) e dois de pilotos (1970 com Rindt, e 1972 com Fittipaldi)
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    Brabham-BMW BT52
    Após o banimento do efeito-solo em 1982, todos os carros passaram a ter fundo plano no ano seguinte. Murray percebeu que laterais geravam sustentação, e as desenhou curtas, dando ao chassi um formato de dardo. Somado ao motor BMW M12/13 turbo de aproximadamente 850HP, um tanque menor de combustível e macacos pneumáticos, parte da estratégia de pit stops durante a corrida, fizeram do BT52 um grande carro. Nelson Piquet foi campeão em 1983 na base da regularidade, embora tenha ganho 4 corridas, o BT52 quebrava constantemente, de 15 corridas Riccardo Patrese abandonou 10 e Piquet abandonou 4.
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    McLaren-Honda MP4/4
    Gordon Murray pegou tudo o que tinha aprendido com o Brabham BT55 e aplicou no MP4/4, corrigindo os erros e com um motor V6 turbo ao invés de um L4 turbo (o que ajudou a manter o centro de gravidade do carro bastante baixo) criou o maior vencedor da F1. Na temporada de 1988, nas mãos de Ayrton Senna e Alain Prost, o MP4/4 venceu praticamente todas as provas de F1, exceto o GP da Itália, onde Senna se envolveu num acidente com um retardatário e terminou em décimo, e Prost havia abandonado com problemas no motor.
    Ayrton_Senna_1988_Canada.jpg
    Williams-Renault FW15C
    Embora o FW15C não tenha vencido tanto quanto o MP4/4 (10/16 vitórias conta 15/16 vitórias), o carro da Williams é considerado o F1 mais sofisticado e hi-tech de todos. contando com câmbio CVT semi-automático, controle de tração, freios ABS, suspensão ativa, telemetria bi-direcional, direção hidráulica, controles fly-by-wire, válvulas pneumáticas, etc. Graças aos seus recursos, a FIA acabou optando por banir auxílios eletrônicos nos carros para a temporada seguinte, em 1994.
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    Ferrari F2002
    Após ir pra Ferrari em 1996, Schumacher teve carta branca pra literalmente montar uma equipe. Como teve sucesso na Benetton, trouxe os principais membros da equipe pra Ferrari, como Ross Brawn e Rory Byrne. Reunida a patota, o F2002 foi um dos melhores carros da categoria. em 2002 e início de 2003, faturou 15 vitórias (14/17, sendo introduzido na terceira prova de 2002 e 1 em 2003, antes de ser substituído pelo F2003GA. Schumacher ganhou o título com 6 corridas de antecedência e a Ferrari foi campeã de Construtores com o equivalente ao somatório da pontuação das demais equipes.
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    Cooper-Climax T53
    Em 1957, o T43 mostraria qual era o caminho a ser seguido, motor central traseiro! Com Jack Brabham terminando em sexto em Mônaco, e Stirling Moss e Maurice Trintignant vencendo na Argentina e em Mônaco em 1958. Quando foram substituídos pelo T51 no ano seguinte, a Cooper e Jack Brabham foram campeões. Em 1960, o T53 venceu 6/10 corridas, além do título de Construtores e Pilotos com Brabham. A partir daí, nenhum carro de F1 continuou a ter motor dianteiro.
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    Lotus-Ford 49
    Colin Chapman foi responsável por muitas inovações na categoria, o Lotus 49 foi apenas um dos modelos inovadores. Utilizado entre 1967 e 1970, venceu 12 corridas e dois Mundiais de Construtores e Pilotos (1968 com Graham Hill e 1970 com Jochen Rindt). Foi o primeiro carro de F1 a utilizar aerofólios dianteiros e traseiros em 1968.
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    Lotus-Ford 79
    O 79 foi o primeiro carro a se aproveitar de conceitos avançados de aerodinâmica, como o efeito solo. Além de ter sido o primeiro carro de F1 a ser desenhado com software CAD e túnel de vento, e utilização de computadores para avaliar seu desempenho nos pits. Era superior aos concorrentes, mesmo o BT46B, que era o único carro a fazer frente ao 79. Ganhou o o Mundial de 1978 (de pilotos com Mario Andretti) com relativa facilidade.
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    Brabham-Alfa Romeo BT46B
    Gordon Murray foi o projetista mais criativo da F1. O BT46B mostra isso. Era uma alternativa ao dominante Lotus 79 de efeito solo. O detalhe mais chamativo do BT46B era seu exaustor traseiro, que sugava o ar da parte inferior do carro aumentando o downforce, de forma semelhante ao Chaparral 2J. Durou uma corrida só, o GP da Suécia de 1978 onde venceu. Com a confusão criada pelas outras equipes por causa do carro, a Federação baniu os fan cars. E o BT46B é o único carro com 100% de aproveitamento na F1.
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    Benetton-Ford B194
    O anúncio da suspensão das ajudas eletrônicas para 1994 prejudicou o desenvolvimento de algumas equipes, especialmente a Williams, já que seu carro era instável no começo da temporada. O B194 era baseado no B193, que também contava com auxílios eletrônicos, mas era um chassi bem desenvolvido. Aproveitando as falhas das equipes adversárias (A Williams tinha um carro ruim na primeira metade do campeonato, e a McLaren sofria com quebras de motor), a Benetton dominou o campeonato mesmo tendo um motor considerado fraco. O que gerou suspeitas de trapaças por toda a temporada de 1994.
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    Mercedes-Benz W196
    O W196 era um carro bastante superior aos concorrentes. Seu motor desenvolvido em cima das unidades dos antigos carros de Grand Prix, era inovador, com válvulas desmodrômicas e injeção de combustível utilizadas nos motores DB 600 dos caças alemães da Segunda Guerra. Com isso, pela primeira vez desde a década de 1920, a Mercedes-Benz fez um motor de aspiração natural para competições. Participou em 1954 e 1955 ganhando 9 corridas (4/9 vitórias em 1954 e 5/7 em 1955) e os dois títulos de pilotos, ambos com Juan Manuel Fangio. Deu origem ao igualmente campeão 300SLR no Mundial de Esportivos de 1955.
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    Tyrrell-Ford P34
    Derek Gardner teve uma idéia brilhante, usar quatro rodas menores no lugar de duas convencionais para diminuir o arrasto aerodinâmico na parte frontal do carro. Inicialmente era interessante, mas dividiu opiniões. Schekter achava o carro uma merda, mesmo tendo ganho o GP da Suécia em 1976, enquanto Depailler era só amores para o carro. Nos dois anos em que permaneceu ativo (1976 e 1977) o carro era competitivo, mas nada muito além...saiu de cena devido à recusa da Goodyear de fabricar os pequenos pneus dianteiros exclusivamente para a Tyrrell. Outras equipes tentaram seguir o caminho do carro de seis rodas, mas em 1983, a FIA além de banir o uso de tração 4x4, limitou os carros de F1 a terem 4 rodas.
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    Maserati 250F
    O mais longevo dos carros de F1, o 250F foi usado entre 1954 até 1960, embora a Maserati tenha se retirado em 1957. Mesmo sendo popular, conseguiu 8 vitórias ao longo dos 6 anos (2/9 em 1954, 2/8 em 1956 e 4/8 em 1957) Além de dois títulos de pilotos com Fangio (1954, Fangio pontou com o 250F e o W196; E 1957). Entre 1958 e 1960 era o favorito dos privados, mesmo já obsoleto.
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    Renault RS10
    Em 1977 a Lotus demonstrou os princípios do efeito solo com o 78, a Tyrrell tentou emplacar o carro de seis rodas, e a Renault introduziu o motor turbo com o RS01. Embora o regulamento de motores determinasse que um motor aspirado fosse de 3.000 cc, ele permitia um motor sobrealimentado de 1.500cc. Até então, só na primeira metade da década de 1950 que se usava compressores para sobrealimentação na F1. Os resultados do RS01 foram pífios, inúmeros abandonos, apenas em 1979 a coisa melhorou com a pole de Jabouille. E a equipe que era a piada do paddock passou a mostrar seu poder, o motor turbo ainda quebrava, mas o RS10 quando durava era rápido, em 9 corridas que disputou em 1979, fez 5 poles (4 seguidas) e venceu uma corrida, o memorável GP da França de 1979 (sim, a prova da famosa disputa entre Villeneuve e Arnoux), com Jabouille. Uma bela recompensa para 3 anos de trabalho árduo de Jean-Pierre. Após o RS10, várias equipes passaram a correr atrás de um turbo.
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    Germano Caldeira in "Petrolhead"
     

    Ficheiros Anexados:

    miguelcristovao e Alberto Silva gostaram disto.
  2. Ora aqui está um tópico que me parte todo!!! :)

    Well done Lemos!!! ;) ;)
     
    Francisco Lemos Ferreira gostou disto.
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