Quem anda de clássico todos os dias?

Abílio Quintas

Portalista
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Duas tardes nas corridas
Equacionei fazer um post noutro tópico sobre as duas últimas tardes de Outubro no Autódromo Internacional do Algarve durante o Algarve Classic Festival, mas não foi uma ida às corridas normal e no fim no dia não deixou de ser uma parte do Running Report.
O meu irmão já tinha ido no ano passado e os irmãos Costa que conheci em Telheiras confirmaram a boa impressão que este havia transmitido.
Ficou então marcado e quem foi à Exponor nesse fim de semana que me perdoe, o ambiente no padock foi “priceless”, para quem gosta claro. Vamos aos detalhes



Chegada ao Autódromo e espera pelas credênciais para o paddock



Couvert
Diziam o meu irmão e os manos Costa que este ano estava fraco, imagino como será num bom ano.
Logo à entrada no parque, tudo com matriculas estrangeiras, só de imaginar a viagem até ao Algarve já me tira do sério;








Mergulho
Um vez lá dentro ainda havia alguma coisa aos elementos, segundo me disseram com bom tempo é uma local muito agradável para passear as vistas, mas como estava a chover havia pouca coisa, mesmo assim nada de se deitar fora;


Quem me segue já deve ter reparado que a competição em si não me desperta grande interesse, mas como tive acesso às boxes e padock a coisa muda de figura. Em matérias “petrolhead related” foram as duas melhores tardes que me lembro de passar nos últimos tempos, começa no fato de o meu mano e os manos Costa serem excelente companhia e termina em ter estado imerso num ambiente fabuloso.
Por exemplo quando estava a tirar a foto, estes dois bifes estavam numa animada conversa sobre algo que se tinha passado “back in seventies in Kyalami…”


Ambiente
Estas fotos ilustram o ambiente descontraído;




Aqui o Francisco Costa a trocar impressões com outro entusiasta;


Obrigado Pedro
Voltando ao início, eu e o meu irmão temos um amigo desde o liceu que é a prova viva de que se formos bons e trabalhar-mos muito podemos cumprir sonhos.
O Rui que aparece aqui de chapéu na partida de um Algarve Porto em duas rodas na Casal RZ (branca) que me tinha comprado quando eu comprei a Casal 125 preta da foto (como é hábito eu sou o que está a deitar foguetes no meio grupo…), é hoje um dos melhores directores de fotografia de cinema europeu com presença regular em Cannes.


Aqui ao minuto 4,29 numa rara aparição como actor:


O Rui é petrolhead, por exemplo a última vez que falei com ele foi em Carcavelos pouco antes da pandemia e estava lá no Cortina MkIII que usa quando está em Portugal. Ora o Rui tinha um irmão mais novo que por ser de outra geração conviveu pouco connosco nessas aventuras. Chamava-se Pedro e não parava quieto (no bom sentido), por isso tinha a alcunha de Ventoinha. Ora o Ventoinha cresceu, casou tem filhos, corre em clássicos com um Porsche 924 preparado na garagem Aurora e facultou-nos o acesso às boxes e padock como convidados;



Aqui o Pedro Poças (colete vermelho) durante a preparação para uma das provas;




A loja do Mestre Eduardo
Escusado será dizer que passei muito tempo na box da Aurora;




Onde pude registar uma lenda viva, o Mestre Eduardo a colocar as mãos na massa, o filho já trata do dia a dia da garagem, mas o Mestre anda sempre por perto;



Vidas difíceis
Tive de gerir o tempo entre cuscar, ver as partidas, fotografar, conversa e as corridas em si foram as que tiveram menos atenção.
Não sou muito de filmes mas vou abrir mais duas excepções, que ilustram o ambiente no padock, no segundo video ainda podemos ver ao longe o 924 do Pedro a partir para a pista:



Lá dentro

















Uma amostra
Seria difícil enumerar tudo o que vi, mas destaco esta box, ao lado de um “vulgar” Chevron, um Porsche 904 GTS carro que me tira do sério;


Mas 904 este é especial, não só é original como tem o motor “Fuhrmann ”, um mito, último motor de 4 cilindros usado pela Porsche em competição e que face à sua complexidade, manutenção especializada e custo de reconstrução, é habitualmente substituído por um “vulgar" e "barato” flat six. Nunca pensei ver um e muito menos ouvi-lo em competição, só por isto já tinha ganho a tarde;


Mas nesta box havia mais, um Alpine muito especial com carreira em Le Mans;


E ao fundo dois 356 Speedster originais e em estado selvagem;


Cá fora
E cá fora? Bem cá fora a vida continuava;






Corridas vi poucas mas não pude deixar de ver a carrinha do pão mais famosa do mundo em ação tendo ficado impressionado com o nível dessa corrida, não desfazendo os outros (motor Fuhrmann incluido) o Jaguar E da frente impressionava;


Tetris
Mesmo na hora da despedida, não sabia para onde me virar:






Mais uma vez, obrigado Pedro
Quando sai o Pedro ainda estava em prova e tinha acabado de ultrapassar o Capri V6 azul. Nessa manha tinha verificado os níveis e ainda estivemos com o carro carregado à espera dos miúdos que entretanto tinham feito amigos no parque e segundo eles tiveram o melhor Halloween de sempre;




Moral da história
Não deixes para amanha a reparação de escapes que podes fazer hoje.
Bom depois, lembrei-me das palavras do Sr Miguel sobre o escape, quando comecei a ouvir um “tok tok” enquanto o barulho do escape aumentava (nada de grave).
Estava a entrar na Via do Infante, parei na área de serviço de Lagos, verifiquei que a borracha central da linha de escape se tinha partido e a integridade desta não estava por ai além, uma vez que sem esse apoio central uma fenda abria e o barulho aumentava. Era um risco fazer os 300kms até Lisboa nessas condições, trago sempre borrachas de escape na mala, ponderei ir a Portimão à garagem do meu mano, mas optei por tratar do assunto na área de serviço de Lagos. A cara metade e a Joana foram para o bara da AS, disse-lhes quer era como tratar de um furo, mas o Tiago insistiu em assistir à “reparação”. Levantei a roda com o macaco e fixei o carro nessa posição com um soalho de andaime que estava na área de serviço, retirei o macaco e usei-o para subir o escape até a borracha entrar a dedo. Acabou o “tok-tok” e o escape voltou ao seu registo normal.
A penúltima chapa do mês foi batida à pressa mas ilustra bem a operação


Pouco depois batia a última chapa do mês, no momento em que o Coupé passava os 360.000kms, durante um Algarve Lisboa direto, que começou com um percalço mas acabou por correr lindamente:





nuno granja


Palavras para quê?! Não há mais adjetivos para qualificar esta relação entre imagem e texto!
Reitero que estes RR mereciam uma edição escrita! No mínimo, que fizessem parte de uma revista automobilística...
 

nuno granja

petrolhead
Portalista
Autor


Novembro
Mês assim mais para o normal em que o Coupé Gt cumpriu o essencial da escala de serviço.
O escape do Coupé teve direito a uma merecida reforma, o Scirocco completou 23 anos nas minhas mãos, passou mais uma inspeção/revisão anual e teve direito a uns mimos, já a C3 baralhou e voltou a dar, 800 euros na coluna das despesas e vamos aos detalhes;


30 dias de Five na ZER em tons invernais


Dia-a-dia
Durante todo o mês o Coupé cumpriu o essencial da escala de serviço, diversas voltas ao ritmo do ronronar do Five, estacionamento defensivo sempre e muito prazer a cada saída, um luxo:









Surf
Mês particularmente bom em termos de ondas com idas e vindas ao mesmo nível










O quattro do povo
Saiu um artigo dedicado ao Coupé num numero especial da Gazoline, com um título que a meu ver define o carro de uma forma brilhante:




Linha nova
A meio do mês o Coupé esteve nos Escapes Areeiro para tratar do escape.
Tenho o carro desde 2003, ano em que este escape foi aplicado nos Escapes Agramonte no Porto.
Por baixo dele passou muita estrada, carretera, route e autobahn, mas conforme se pode ver nas fotos foi um milagre ter vindo do Algarve;





A linha foi praticamente nova e agora termina numa ponteira de inox.
Ficou bem, a soar bem e a andar bem. No caso do Scirocco a melhoria em termos de rendimento foi mais notória, nada a apontar aos EA (pelo contrário), a panela do Scirocco é que devia estar a prejudicar o rendimento. O valor deste serviço é de 350.00euros.



Embora seja o meu carro com mais tiques de carro velho, o Coupé continua um luxo para olhar, ouvir e conduzir.
Tem sido um dos carros mais fiáveis que tive, com o aproximar do 400.000 tem necessitado de alguma atenção e ainda há muito que fazer, sendo a última “novidade” as ópticas a perderem capacidade refletora, sobretudo do lado do condutor. Mais um “item” para lista.
Uma coisa é certa o Coupé tem devolvido cada cêntimo ;)


No Golf a Sul
Logo no início do mês celebramos o aniversário de casamento com um “grand day out” a dois na zona da Comporta.
Como ainda não tinha tratado do escape do Coupé, não arriscamos e fomos no Golf.
Desde o tempo das motas passei muita vez na Comporta nas idas para o sul, mas quase nunca parei e muito menos entrei na vila.
Recentemente a cara-metade passou lá o fim de semana anual das amigas da faculdade tendo ficado cliente e pelo que vi vamos parar lá mais vezes;




Flashback Comporta
De 50cc à saída do ferry de Tróia e a passar na zona:



Das poucas vezes que parei na Comporta, 1998 no regresso de uma surf trip e 2017 no regresso de um evento que organizei para um cliente em Grândola;



Telheiras
Passei várias vezes por Telheiras, onde para além do bom ambiente habitual travei uns duelos com o @NunoCouto ;)





No Golf a Norte
No último fim de semana do mês viemos para o Porto para os anos do meu pai e na sexta ao fim do dia fizemos os quatro a viagem pela A1 no Golf.
Devo-me ter habituado a uma ligeira perda de rendimento e por isso não tinha muita razão de queixa do carro, mas a bobine que falhou devia andar a fazer das suas, o carro parece outro, 300kms entre os 140 e os 160 com um mínimo de esforço. Chapa batida no Pombal durante a paragem higiénica da praxe:


Até domingo à tarde não voltei a conduzir e como ia ficar mais uns dias, preparei o carro para a cara-metade e os gémeos regressarem a Lisboa ao início da tarde de domingo. Verifiquei níveis e tudo ok, mas quando fui atestar vi as consequências do ritmo da vinda, 30 litros em 300kms ;)



Baralhar e voltar a dar
Domingo à tarde fui à garagem buscar a C3 para a levar a Vila Verde.
No mês anterior no regresso do encontro das quintas no Porto, a C3 começou a falhar progressivamente até ao ponto de quase não andar e no dia seguinte arranca bem mas uns kms depois a cena repete-se. Contava leva-la até Vila Verde aos soluços e por isso combinei com o @Nuno Ferraz fazê-lo no domingo à tarde, um dia com menos trânsito.
Tinha também notado um perda significativa de líquido de refrigeração depois de estar parada umas semanas, mas desta vez o nível tinha descido pouco.
Ponho-a a trabalhar, tudo impecável e estou a ligar ao Nuno quando vejo líquido a pingar na zona do radiador. Fiquei preocupado sobre se conseguiria chegar a Vila Verde e ao mesmo tempo contente por a origem do problema ter ficado visível. Coloco diversos bidões de água atrás, vou buscar o Nuno ao Porto e cruzei-me com um carro que tem uma merecida má fama em termos de problemas de aquecimento, um Triumph Stag que ironicamente parecia cheio de saúde:


Não tirei fotos ao líquido a cair mas posto aqui a imagem que mandei por email ao Sr. Miguel:


A C3 aquece e continua a trabalhar como se nada fosse, paramos na área de serviço da A3 para meter gasolina, fomos verificar e o nível do líquido de refrigeração estava ok tendo ido impecável até Vila Verde. A fuga do liquido deverá apenas acontecer a frio e vai ser fácil de diagnosticar, já o falhanço deixa-me apreensivo uma vez que não acredito em curas milagrosas. Paragem na área de serviço e chegada a Vila Verde vista por mim e pelo Nuno;





Revisão & Mimos
A oficina estava fechada mas tinha combinado deixarem-me o Scirocco à porta.
Levei a chave suplente, deixei a Audi, despejei e trouxe os bidões de água (um deles ainda aparece numa das fotos).
No Scirocco foram feitos os seguintes serviços.
Revisão, com troca de todos os filtros, óleo, ajuste e lubrificação dos rolamentos, limpezas das cintas de travão, o que resolveu o ligeiro chiar atrás.
Inspeção (levou uma lâmpada na luz de matricula)
Pintura da tampa da mala e o parachoques traseiro.
As letras das badges foram pintadas com um cinza próximo do original. Não é uma solução perfeita mas a partir de 50cm começa a parecer que é.
Foram trocadas todas as calhas, raspadores e borrachas dos vidros das portas, lubrificaram e ajustaram os mecanismos de elevação dos vidros.
Estes items estavam a degradar-se e o material aplicado veio de um dos Sciroccos que desmontei na VolksCar. Em termos estéticos e funcionais a melhoria é notória.
A conta veio por email e disseram que estava a precisar de trocar a tampa do distribuidor e cabos das velas. Total 450euros
Não percebi porque não trocaram e como o Sr Miguel esteve internado a acabar um tratamento, nunca mais falei no assunto, de qualquer maneira o carro está impecável. A ver.
Na primeira foto, tirada a mais de 50cm ;) podemos ver o novo aspecto da traseira. A segunda foi tirada por um anónimo e pescada pelo @NunoCouto na net.
Foi no regresso de Vila Verde e estava na área de serviço da A3 à procura do cartão para pagar a portagem;



Porto de Kart
Nos dois dias seguintes usei o Scirocco nas voltas que dei pelo Porto e esteve impec.
As duas últimas chapas foram batidas na baixa do Porto e enquanto ensaiava o enquadramento para a foto que viria a servir de base para capa deste RR.
Resumo fotográfico de dois dia intensos em modo karting, um luxo.








A última foto do mês foi tirada antes do regresso a Lisboa em Scania V10:






23 anos & 244.000kms em fotos com legendas.
No mês passado Scirocco passou dos 400.000km e este mês passaram 23 anos desde que o comprei em Novembro de 1998, tinha na altura 156.000kms.
Na altura estava em profundas mudanças a nível pessoal, no meio da confusão mudei do estúdio na Batalha para um apartamento na zona Antas e passei do aircooled para o watercooled, vendi os 5 VW ar que tinha e comprei o Scirocco que foi o meu único carro nos 60.000kms que fiz até 2003.

O Erro
A coisa começou logo com um erro tremendo e nunca imaginei que o manteria tanto tempo.
A sua cor original seria esta;


A minha nova namorada não gostou da cor e eu como já tinha trocado a cor a vários carros, achei que azul ficava fixe, mas foi um erro do catano…
Nem tudo é mau, a namorada passou mulher e mãe e tem sido 23 anos de melhor é impossível:




O Percalço
Apesar de um ou outro percalço o saldo destes 23 anos é francamente positivo
Um exemplo de percalço, estava parado num semáforo em Damião de Gois no Porto, quando passa a verde a dondoca do Cherokee automático que estava à frente enganou-se e fez marcha atrás. Na altura só tirei fotos porque a madame saiu com uma cara de “ai que chatice” enquanto dizia que não podia ser vista naquele carro. A julgar pelo autocolante com as armas da monarquia no vidro de trás e pelo facto de o carro ser recente e já estar em nome do proprietário deduzi que a senhora tivesse uma relação pouco clara com um marialva de boas famílias.



Afinal havia outro
Em 2005 tive um acidente grave durante um deslocação profissional a Lisboa. Como não foi com nenhuma dondoca manhosa, não tirei fotos, mas foi a vez da companhia de seguros de quem me bateu se armar em manhosa e a coisa arrastou-se uns meses. Pelo sim pelo não comprei um Scirocco vermelho, que mantive até 2013, tendo nesse período sido pintado ( não mantendo a cor…) e o motor reparado:





Em 2013 foi vendido, por um lado não tinha lógica ter dois carros iguais, por outro entretanto fomos pais e andava à procura de algo mais para o “family wagon”, e assim entrou a C3 na frota.



Curiosamente quando a cara metade viu a C3 disse: “Parece um Scirocco com 4 portas”;


Ainda foi nele que fui ver a C3 a Tomar:



Regresso de Tomar no Scirocco Cinza e umas semanas depois depois na C3:



Por essa altura cheguei a pensar vender todos os carros e ficar com a C3 mais um E30, 924 ou Corrado, mas passou-me:


Dadores
Andei a escavar de modo não repetir fotos para ilustrar este 23 anos e descobri algumas coisas…
Comecemos pelos Sciroccos com menos sorte com que me cruzei e que de alguma forma ajudaram a manter este na estrada.
Por exemplo o branco “deu” o capot para reparação da frente aquando do acidente com a dondoca manhosa e o cinza os faróis, que eram da segunda geração e ainda fizeram uns kms no azul…



Estes dois foram comprados a meias com o Miguel que herdou do pai um Scirocco da série do meu comprado novo;




Mais recentemente esmifrei estes 3 dadores na Volkscar;



Dia-a-dia
O Miguel é um dos meus fornecedores mais antigos e durante muitos anos teve dois autocarros Daimler para uso em eventos.
Na altura ainda não tinha a apanhado o vírus de fotografar tudo o que é fora do baralho e tem rodas, por isso das poucas fotos que tenho algumas são de situações relacionadas com a minha actividade profissional:






Antes dos RRs o Scirocco raramente aparecia e mesmo quando aparecia às vezes era por mero acidente….


De vez em quando lá achava que o cenário valia a pena e batia umas chapas, aqui durante umas férias de inverno no Sudoeste Alentejano, já terá sido depois do acidente com a dondoca porque tem os faróis da segunda geração;





Uma ida ao Algarve fora de época, Faro, Tavira e na zona de Olhão junto a um café de nome curioso, com a minha sobrinha mais velha está a fazer caretas atrás;





Transplante
Entretanto aos 290.000 o bloco rachou e comprei este GTI que desossei completamente.
Tinha vindo da suíça com um motor novo, foi apreendido e esteve uns valentes anos a apodrecer na GNR de Caminha.
Era um dos primeiros com 4 velocidades, essa caixa raríssima e outras peças serviram de moeda de troca para o negócio que anos mais tarde fiz com a VolksCar.
Nas fotos aparece a minha terceira e última Typ 2:





A descoberta desse GTi, a história dele, a operação de resgate e desmontagem davam um RR, já foi contada aqui há uns anos, para hoje ficam 3 filmes;




Pré lua-de-mel
Pouco depois com este motor fiz com a então namorada uma viagens por seis países, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Alemanha, três fotos dessa viagem que creio ainda não postei, numa delas aparece a autora moral da mudança de cor (é mesmo só para disfarçar, porque nos outros casos não precisei de pretextos para trocar as cores…). Passei com ele em Le Mans e Paris mas tal como com o Audi em Berlin ou com a VW Typ2 em Itália não tenho uma única foto, em Le Mans tenho a desculpa de estar a chover torrencialmente e como havia umas corridas de motos não encontrei local para ficar, fui dormir a Chartres.




Fast Foward

Mula de Carga
Mudança para Lisboa no verão de 2008, saída do Porto, chegada a Lisboa a telefonar aos pais a dizer que correu tudo bem e ida ao Ikea..






O pai tem um carro estranho
2011 nascem os gémeos que tem crescido a ver o pai num carro que atrás não tem espaço para os pés dos passageiros;









Em 2012 um biela começou a “cantar”, tive de refazer o baixo motor e dai para a frente está tudo documentado nos RR…

The Last Mile
Para terminar 4 fotos já aqui postadas que ilustram a as mudanças da frota desde 1992.

1992 Hossegor França, VW Typ II Split e negócio de pranchas durante o Campeonato do Mundo de Surf;


2006 no mesmo local com o Scirocco:


2015 a C3 no mesmo local


E o futuro?
Para já é para manter na frota, depois vemos.


nuno granja


 
Última edição:

Abílio Quintas

Portalista
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Novembro
Mês assim mais para o normal em que o Coupé Gt cumpriu o essencial da escala de serviço.
O escape do Coupé teve direito a uma merecida reforma, o Scirocco completou 23 anos nas minhas mãos, passou mais uma inspeção/revisão anual e teve direito a uns mimos, já a C3 baralhou e voltou a dar, 800 euros na coluna das despesas e vamos aos detalhes;


30 dias de Five na ZER em tons invernais


Dia-a-dia
Durante todo o mês o Coupé cumpriu o essencial da escala de serviço, diversas voltas ao ritmo do ronronar do Five, estacionamento defensivo sempre e muito prazer a cada saída, um luxo:









Surf
Mês particularmente bom em termos de ondas com idas e vindas ao mesmo nível










O quattro do povo
Saiu um artigo dedicado ao Coupé num numero especial da Gazoline, com um título que a meu ver define o carro de uma forma brilhante:




Linha nova
A meio do mês o Coupé esteve nos Escapes Areeiro para tratar do escape.
Tenho o carro desde 2003, ano em que este escape foi aplicado nos Escapes Agramonte no Porto.
Por baixo dele passou muita estrada, carretera, route e autobahn, mas conforme se pode ver nas fotos foi um milagre ter vindo do Algarve;





A linha foi praticamente nova e agora termina numa ponteira de inox.
Ficou bem, a soar bem e a andar bem. No caso do Scirocco a melhoria em termos de rendimento foi mais notória, nada a apontar aos EA (pelo contrário), a panela do Scirocco é que devia estar a prejudicar o rendimento. O valor deste serviço é de 350.00euros.



Embora seja o meu carro com mais tiques de carro velho, o Coupé continua um luxo para olhar, ouvir e conduzir.
Tem sido um dos carros mais fiáveis que tive, com o aproximar do 400.000 tem necessitado de alguma atenção e ainda há muito que fazer, sendo a última “novidade” as ópticas a perderem capacidade refletora, sobretudo do lado do condutor. Mais um “item” para lista.
Uma coisa é certa o Coupé tem devolvido cada cêntimo ;)


No Golf a Sul
Logo no inicio do mês celebramos o aniversário de casamento com um “grand day out” a dois na zona da Comporta.
Como ainda não tinha tratado do escape do Coupé, não arriscamos e fomos no Golf.
Desde o tempo das motas passei muita vez na Comporta nas idas para o sul, mas quase nunca parei e muito menos entrei na vila
Recentemente a cara-metade passou lá o fim de semana anual das amigas da faculdade tendo ficado cliente e pelo que vi vamos parar lá mais vezes;




Flashback Comporta
De 50cc à saída do ferry de Tróia e a passar na zona:



Das poucas vezes que parei na Comporta, 1998 no regresso de uma surf trip e 2017 no regresso de um evento que organizei para um cliente em Grândola;



Telheiras
Passei várias vezes por Telheiras, onde para além do bom ambiente habitual travei uns duelos com o @NunoCouto ;)





No Golf a Norte
No último fim de semana do mês viemos para o Porto para os anos do meu pai e na sexta ao fim do dia fizemos os quatro a viagem pela A1 no Golf.
Devo-me ter habituado a uma ligeira perda de rendimento e por isso não tinha muita razão de queixa do carro, mas a bobine que falhou devia andar a fazer das suas, o carro parece outro, 300kms entre os 140 e os 160 com um mínimo de esforço. Chapa batida no Pombal durante a paragem higiénica da praxe:


Até domingo à tarde não andei de carro e como ia ficar mais uns dias, preparei o carro para a cara-metade e os gémeos regressarem ao início da tarde de domingo. Verifiquei níveis e tudo ok, mas quando fui atestar vi as consequências do ritmo da vinda, 30 litros em 300kms ;)



Baralhar e voltar a dar
Domingo à tarde fui à garagem buscar a C3 para a levar a Vila Verde.
No mês anterior no regresso do encontro das quintas no Porto, a C3 começou a falhar progressivamente até ao ponto de quase não andar e no dia seguinte arranca bem mas uns kms depois a cena repete-se. Contava leva-la até Vila Verde aos soluços e por isso combinei com o @Nuno Ferraz fazê-lo no domingo à tarde, um dia com menos trânsito.
Tinha também notado um perda significativa de líquido de refrigeração depois de estar parada umas semanas mas desta vez o nível tinha descido pouco.
Ponho-a a trabalhar, tudo impecável e estou a ligar ao Nuno quando vejo liquido a pingar na zona do radiador. Fiquei preocupado sobre se conseguiria chegar a Vila Verde e ao mesmo tempo contente por a origem do problema ter ficado visível. Coloco diversos bidões de água atrás, vou buscar o Nuno ao Porto e cruzei-me com um carro que tem uma merecida má fama em termos de problemas de aquecimento, um Triumph Stag que ironicamente parecia cheio de saúde:


Não tirei fotos ao líquido a cair mas posto aqui a imagem que mandei por email ao Sr. Miguel:


A C3 aquece e continua a trabalhar como se nada fosse, paramos na área de serviço da A3 para meter gasolina, fomos verificar e o nível do líquido de refrigeração estava ok tendo ido impecável até Vila Verde. A fuga do liquido deverá apenas acontecer a frio e vai ser fácil de diagnosticar, já o falhanço deixa-me apreensivo uma vez que não acredito em curas milagrosas. Paragem na área de serviço e chegada a Vila Verde vista por mim e pelo Nuno;





Revisão & Mimos
A oficina estava fechada mas tinha combinado deixarem-me o Scirocco à porta.
Levei a chave suplente, deixei a Audi, despejei e trouxe os bidões de água (um deles ainda aparece numa das fotos).
No Scirocco fizeram os seguintes serviços.
Revisão, com troca de todos os filtros, óleo, ajuste e lubrificação dos rolamentos, limpezas das cintas de travão, o que resolveu o ligeiro chiar atrás.
Inspeção (levou uma lâmpada na luz de matricula)
Pintura da tampa da mala e o parachoques traseiro.
As letras das badges foram pintadas com um cinza próximo do original. Não é uma solução perfeita mas a partir de 50cm começa a parecer que é.
Foram trocadas todas as calhas, raspadores e borrachas dos vidros das portas, lubrificaram e ajustaram os mecanismos de elevação dos vidros.
Estes items estavam a degradar-se e o material aplicado veio de um dos Sciroccos que desmontei na VolksCar. Em termos estéticos e funcionais a melhoria é notória.
A conta veio por email e disseram que estava a precisar de trocar a tampa do distribuidor e cabos das velas. Total 450euros
Não percebi porque não trocaram e como o Sr Miguel estave internado a acabar um tratamento, nunca mais falei no assunto, de qualquer maneira o carro está impecável. A ver.
Na primeira foto, tirada a mais de 50cm ;) podemos ver o novo aspecto da traseira. A segunda foi tirada por um anónimo e pescada pelo @NunoCouto na net.
Foi no regresso de Vila Verde e estava na área de serviço da A3 à procura do cartão para pagar a portagem;



Porto de Kart
Nos dois dias seguintes usei o Scirocco nas voltas que dei pelo Porto e esteve impec.
As duas últimas chapas foram batidas na baixa do Porto e enquanto ensaiava o enquadramento para a foto que serviu de base para capa deste RR.
Resumo fotográfico de dois dia intensos em modo karting, um luxo.








A última foto do mês foi tirada no regresso a Lisboa de Scania V10:






23 anos & 244.000kms em fotos com legendas.
No mês passado Scirocco passou dos 400.000km e este mês passaram 23 anos desde que o comprei em Novembro de 1998, tinha na altura 156.000kms.
Na altura estava em profundas mudanças a nível pessoal, no meio da confusão mudei do estúdio na Batalha para um apartamento na zona Antas e passei do aircooled para o watercooled, vendi os 5 VW ar que tinha e comprei o Scirocco que foi o meu único carro nos 60.000kms que fiz até 2003.

O Erro
A coisa começou logo com um erro tremendo e nunca imaginei que o manteria tanto tempo.
Esta seria a sua cor original;


A minha nova namorada não gostou da cor e eu como já tinha trocado a cor a vários carros, achei que azul ficava fixe, mas foi um erro do catano…
Nem tudo é mau, a namorada passou mulher e mãe e tem sido 23 anos de melhor é impossível:




O Percalço
Apesar de um ou outro percalço o saldo destes 23 anos é francamente positivo
Um exemplo de percalço, estava parado num semáforo em Damião de Gois no Porto, quando passa a verde a dondoca do Cherokee automático que estava à frente enganou-se e fez marcha atrás. Na altura só tirei fotos porque a madame saiu com uma cara de “ai que chatice” enquanto dizia que não podia ser vista naquele carro. A julgar pelo autocolante com as armas da monarquia no vidro de trás e pelo facto de o carro ser recente e já estar em nome do proprietário deduzi que a senhora tivesse uma relação pouco clara com um marialva de boas famílias.



Afinal havia outro
Em 2005 tive um acidente grave durante um deslocação profissional a Lisboa. Como não foi com nenhuma dondoca manhosa, não tirei fotos, mas foi a vez da companhia de seguros de quem me bateu se armar em manhosa e a coisa arrastou-se uns meses. Pelo sim pelo não comprei um Scirocco vermelho, que mantive até 2013, tendo nesse período sido pintado ( não mantendo a cor…) e o motor reparado:





Em 2013 foi vendido, por um lado não tinha lógica ter dois carros iguais, por outro entretanto fomos pais e andava à procura de algo mais para o “family wagon” e assim entrou a C3 na frota.



Curiosamente quando a cara metade viu a C3 disse: “Parece um Scirocco com 4 portas”;


Ainda foi nele que fui ver a C3 a Tomar:



Regresso de Tomar no Scirocco Cinza e umas semanas depois depois na C3:



Por essa altura cheguei a pensar vender todos os carros e ficar a C3 mais um E30, 924 ou Corrado, mas passou-me:


Dadores
Andei a escavar de modo não repetir fotos para ilustrar este 23 anos e descobri algumas coisas…
Comecemos pelos Sciroccos com menos sorte com que me cruzei e que de alguma forma ajudaram a manter este na estrada.
Por exemplo o branco “deu” o capot para reparação da frente aquando do acidente com a dondoca manhosa e o cinza os faróis, que eram da segunda geração e ainda fizeram uns kms no azul…



Estes dois foram comprados a meias com o Miguel que herdou um Scirocco da série do meu comprado novo pelo pai;




Mais recentemente esmifrei estes 3 dadores na Volkscar;



Dia-a-dia
O Miguel é um dos meus fornecedores mais antigos e durante muitos anos tinha dois autocarros Daimler para uso em eventos.
Na altura ainda não tinha a apanhado o vírus de fotografar tudo o que é fora do baralho e tem rodas, por isso das poucas fotos algumas são de situações relacionadas com a minha actividade profissional:






Antes dos RRs o Scirocco raramente aparecia, ou quando aparecia era por acidente….


De vez em quando lá achava que o cenário valia a pena e batia umas chapas, aqui durante umas férias de inverno no Sudoeste Alentejano, já terá sido depois do acidente com a dondoca porque tem os faróis da segunda geração;





Uma ida ao Algarve fora de época, Faro, Tavira e na zona de Olhão junto a um cafe de nome curioso, com a minha sobrinha mais velha está a fazer caretas atrás;





Transplante
Entretanto aos 290.000 o bloco rachou e comprei este GTI que desossei todo.
Tinha vindo da suíça com um motor novo, foi apreendido e esteve uns valentes anos a apodrecer na GNR de Caminha.
Era um dos primeiros com 4 velocidades e essa caixa raríssima e outras peças serviram de moeda de troca para o negócio que anos mais tarde fiz com a VolksCar.
Nas fotos aparece a minha terceira e última Typ 2:





A descoberta desse GTi, a história dele, a operação de resgate e desmontagem davam um RR, já foi contada aqui há uns anos, para hoje ficam 3 filmes;




Pré lua-de-mel
Pouco depois com este motor fiz com a então namorada uma viagens por seis países, Espanha, França, Bélgica, Holanda e Alemanha, três fotos dessa viagem que creio ainda não postei, numa delas aparece a autora moral da mudança de cor (é mesmo só para disfarçar, porque nos outros casos não precisei de pretextos para trocar as cores…). Passei com ele em Le Mans e Paris mas tal como com o Audi em Berlin ou com a VW Typ2 em Itália não tenho uma única foto, em Le Mans tenho a desculpa de estar a chover torrencialmente e como havia umas corridas de motos não havia local para ficar, fui dormir a Chartres.




Fast Foward

Mula de Carga
Mudança para Lisboa no verão de 2008, saída do Porto, chegada a Lisboa a telefonar aos pais a dizer que correu tudo bem e mula de carga no Ikea..






O pai tem um carro estranho
2011 nascem os gémeos que tem crescido a ver o pai num carro que atrás não tem espaço para os pés dos passageiros;









Em 2012 um biela começou a “cantar”, tive de refazer o baixo motor e dai para a frente está tudo documentado nos RR…

The Last Mile
Para terminar 4 fotos já aqui postadas que ilustram a as mudanças da frota desde 1992.

1992 Hossegor França, VW Typ II Split e negócio de pranchas durante o campeonato do mundo de SURF;


2006 no mesmo local com o Scirocco:


2015 a C3 no mesmo local


E o futuro?
Para já é para manter na frota, depois vemos.


nuno granja



O momento mais esperado do mês!
Que mais a dizer?!
Tenho inveja, da boa, das viagens e aventuras que fizeste com os teus carros!
Dos três o meu gosto recai sobre a C3, mas admiro o carinho e ligação que tens ao Scirocco!
Mas, melhor que tudo é ver que quem está no teu círculo mais íntimo também partilha essa paixão!
 

JorgeMonteiro

...o do "Boguinhas"
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Que capacidade de organização e planeamento!! Lembrar de tirar fotos nos mesmos locais com carros diferentes, os registos detalhados de km e despesas, etc. Impressionante!! Eu já nem sei quando mudei o óleo ao meu :xD:

A impressionante atenção ao detalhe e aos pormenores que fazem toda a diferença, como a desta ultima foto, em que apanhas o scirocco a prevaricar na "Rua do Golf" :lol:


Bom "trabalho"!!
 

tiago salsa

Citroen Maniac
É sempre um prazer ler e apreciar estes reports!!! Gosto bastante do Coupé mas o Scirocco mexe comigo :wub:
Boas Festas e um 2022 repleto de Kms!
 

nuno granja

petrolhead
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Obrigado a todos pelos comentários e likes, sobretudo aos primeiros a ler que apanham com a maior parte dos erros (alguns ainda lá devem andar).

Numa recente volta pela "cave" encontrei esta foto do Audi ainda com as letras "Coupé" tapadas em 2003, antes de partir para Berlim nos Escapes Agramonte no Porto, quando levou a linha que agora foi substituida.
Fui lá (um) cliente (muito satisfeito) até mudar para Lisboa.

ELEVADOR1.jpg

nuno granja
 
Última edição:

João Luís Soares

Pre-War
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Obrigado a todos pelos comentários e likes, sobretudo aos primeiros a ler que apanham com a maior parte dos erros (alguns ainda lá devem andar).

Numa recente volta pela "cave" encontrei esta foto do Audi ainda com as letras "Coupé" tapadas em 2003, antes de partir para Berlim nos Escapes Agramonte no Porto, quando levou a linha que agora foi substituida.
Fui lá (um) cliente (muito satisfeito) até mudar para Lisboa.

Ver anexo 1231889

nuno granja

Entretanto fechou, não foi?
 

nuno granja

petrolhead
Portalista
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FOTOS.jpg

À gerência:

@Vitor Dinis Reis

Sou só eu que não consigo ver as fotos postadas aqui via "Postimages"?

Se sim isto tem solução?

Ou terei de fazer upload directamente para o Post e este sistema permite colocar 100 imagens num post?

nuno granja
 
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