Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia - Clássicos e Abandonados

Eduardo Correia

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No mês passado estive cerca de duas semanas pela zona dos países bálticos.

Contrariamente às férias dos anos anteriores, não estava à espera de encontrar muitos clássicos.
Sempre assumi que o aço (e o regime) soviético não fossem muito sensíveis à preservação e manutenção dos automóveis.

A verdade é que ao fim de 15 dias e de 4.000km (sim, foi um exagero...) por estradas da Polónia, Lituânia, Letónia e Estónia cheguei à conclusão que muitos ainda conseguiram chegar aos dias de hoje.

Fico com a ideia que a história dos clássicos nos países bálticos é no fundo a história do seu próprio povo, uma história de luta pela sobrevivência. Mesmo depois de uma Guerra Mundial, de uma Guerra Fria e da queda de um muro, há quem continue a resistir às adversidades.

E se o culto pelos clássicos talvez só agora comece a surgir, este exemplar que encontrei logo no aeroporto de Varsóvia (e outros que se seguem) parece demonstrar que virá para ficar.

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Mais uns quantos em Varsóvia. Confesso que há alguns carros que vou colocar cujas marcas desconheço (ex-URSS), por isso agradeço contribuições de quem perceber da matéria.

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Já na Lituânia e a chegar a Vilnius. Acho que foi a primeira vez que vi um TVR Cerbera ao vivo (nunca esperei que fosse na Lituânia).

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Estes foram apanhados no interior da Lituânia e na chegada à Letónia.
Dos quatro países bálticos, a Letónia foi aquele que me pareceu manter mais a influência soviética.
O princípio do colectivo (ponte para comboios) tem claramente maior preponderância do que o individual (ponte para automóveis).

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Mais para norte, tendo atravessado a fronteira com a Estónia e junto do lago Peipus que serve de fronteira com a Rússia.

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Estes foram apanhados numa sucata a caminho de Tallin. Vi vários outros clássicos debaixo de umas cobertas mas o aspecto de agentes do KGB de alguns funcionários presentes aconselhou-me a não satisfazer a curiosidade...

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Depois de uns dias em Tallin, começámos o regresso à Polónia. Estes ainda foram apanhados na Estónia.
Quando íamos na auto-estrada a minha mulher chamoum-e a atenção para um carro "americano" que estava a abastecer na estação de serviço.
Como eu não fui a tempo de ver e ela não me conseguiu descrever o modelo resolvi fazer aquilo que qualquer pessoa sensata faria: encostei o carro na berma da auto-estrada e fiquei à espera.
A irresponsabilidade valeu a pena. Não era na verdade um clássico "americano", mas sim algo que nunca tinha visto em pessoa: um Gaz Chaika M13 de fabrico soviético.
Sendo um carro cuja venda era destinada em exclusivo a altos dirigentes do Partido Comunista ou do KGB, fiquei a pensar nas histórias que aquele carro teria para contar.
À parte disso foi fabuloso ver aquele monstro de mais de 2 toneladas a dar uso do seu V8 de 5,5L na auto-estrada.

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Parada obrigatória no Museu Automóvel da Estónia já mais próximo da Letónia. Não consegui ler todas as informações uma vez que por aquelas paragens o inglês perde terreno para o russo, e o meu está um pouco enferrujado.
Gostaria de ter sabido como é que este Cadillac foi lá parar.

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Dois modelos com história.
O primeiro é um Moskvitch 410 (4x4) que foi fabricado em números reduzidos e cuja principal função era servir como meio de transporte confortável para as equipas que tinham de se deslocar em territórios inóspitos para a reparação de maquinaria agrícola.
O segundo é ainda um mais raro Moskvitch 430 (carrinha) cuja venda foi interdita ao público em geral. Em virtude de imposição legal, estas carrinhas deviam ser obrigatoriamente destruídas quando chegassem ao final da sua vida útil.
Não tinham portas laterais e apenas conseguiam transportar 250kg de peso.
Consta que apenas meia dúzia tenha conseguido sair para fora da URSS.

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