Para Os Amantes Alfa

Hugo Viana da Silva

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É sempre gratificante aprender sobre um modelo, neste caso o Alfa 75 turbo, enquanto se esgrimem diferentes pontos de vista. Bom, e como também gostava de contribuir para este tema, deixo aqui um artigo que li sobre o modelo italiano, que foi publicado na revista Turbo (nº 66) em Março de 1987. Espero que seja útil para dissipar alguma dúvida ou para reforçar a opinião de algum membro do Portal.

Ver anexo 1155077Ver anexo 1155076
Como todos os outros ensaios da altura, o turbo do 75 era considerado um exemplo na suavidade com que entrava em acção. Muita gente fala de cor quando critica negativamente influenciado pelos outros turbos da altura. Estou farto disso. :mad:
 

Pedro Pereira Marques

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Como todos os outros ensaios da altura, o turbo do 75 era considerado um exemplo na suavidade com que entrava em acção. Muita gente fala de cor quando critica negativamente influenciado pelos outros turbos da altura. Estou farto disso. :mad:
Faço-te "quote" para dar continuidade à tua opinião e à do @HugoSilva.

Sim, pareço cegar quando falo de Alfa Romeos, tens toda a razão Hugo, às vezes cego mesmo! Estamos no tópico "Para Os Amantes Alfa" e num Portal que é dedicado aos clássicos e, ainda por cima, sou mesmo fã da Alfa Romeo, acho que tenho aqui todo o direito de defender a minha dama, como tu de teres outra opinião como é óbvio. Neste caso não defendi de uma forma cega, mas de uma forma muito construtiva... penso eu de que.

Quando o 75 turbo apareceu à venda, como sabes Hugo, apareceram também uma data de pessoas "interessadas" no carro, no entanto dava a impressão que estariam mais interessadas em roubar o proprietário do que ter um 75 turbo por 5500 euros. Há muitos utilizadores do Portal que são tudo menos apreciadores de clássicos, são antes aproveitadores do "bom negócio" (raramente acima dos 2000 euros), quer seja um Alfa, um Bmw, um Citroen ou um Daf. O que eles querem mesmo é um carro barato, o tal "bom negócio", nem que para isso precisem de negociar até à exaustão com o vendedor para lhe tirarem mais 250 euros porque tem uma mossa ali e outra acoli. Estes mesmos portalistas sem dó nem piedade gostam de tudo e, quem gosta de tudo: não gosta de nada. É como os outros que são especialistas em tudo e, na realidade, conseguem ser em tudo nada mais que medíocridade lhes merece.

Muitos me disseram nestas últimas semanas: "Mas tu dás-lhes conversa? Estás a perder tempo Pedro!" Eles têm razão Hugo e apetecia-me mesmo não escrever mais nada acerca disto, no entanto, se quero um Portal melhor, tenho que o dizer porque sempre fui aqui MUITO honesto na minha opinião, ao contrário de alguns que me dizem uma coisa lá fora e aqui escrevem o contrário só para agradar. Eu não sou assim.

O 75 turbo apareceu à venda e, volto a frisar o "como sabes", muitos ficaram interessados. Ficaram antes interessados em estropiar o homem que o vendia e no bom negócio que estariam a fazer para depois, passados uns tempos, para não parecer mal, porem o carro à venda pelo preço que eles próprios acham ser um absurdo, sim um absurdo quando está na mão de outros, se tiver na mão deles é justo. Já fiz muitas vezes esta pergunta no Portal: se o carro fosse vosso quanto pediriam? Será que alguém consegue responder com honestidade?

O senhor que comprou o 75 turbo foi o primeiro a aparecer perante o proprietário, é meu amigo, pagou o preço anunciado e ouviu as vossas conversas ao telefone quando estava com o vendedor. Este mesmo senhor meu amigo comprou o turbo e precisou de anunciar para venda o excelente 75 twin spark porque não tinha espaço para mais carros. Fui acompanhando a venda do carro e as mensagens que lhe foram chegando via OLX e via sms. Sabes uma coisa Hugo? Existem mensagens vergonhosas de supostos amantes de clássicos que atiram valores sem ver o carro, mensagens depreciativas, valores sem nexo, trocas e baldrocas que nem vontade de rir dão. Se te lembras também Hugo fiz parte de um grupo de whatsapp em que muitos de nós participamos, grupo que saí há cerca de um mês, mas que sei por outros o que por lá se passa. Quando o 75 twin spark esteve para venda até houve quem dissesse do género: "atira 2000 euros ao homem a ver se borra a bota". Meu Deus Hugo, o carro estava anunciado por 7500 euros e valia-os todos. É triste, muito triste.

Para finalizar e para chegar onde quero tenho que acrescentar o seguinte: O 75 turbo foi vendido por 5500 euros e a malta do Portal, em vez de valorizar o clássico em questão, o bom negócio que de facto foi, deita abaixo dizendo que tem coice, que prefere outro modelo, que não é bem este tipo de carro que lhe enche as medidas, que não era bem isto que lhe assentava. Como não conseguiram comprar então deitam abaixo o carro quando na realidade deveriam fazer uma introspecção e chegar a uma conclusão quanto à sua maneira de "valorizar" os clássicos.

E outra coisa Hugo: disse-te mais atrás que te esqueceste do facto de um ser 1800 e do outro ser 1300 e acho que mesmo assim a memória não se avivou.
 
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JorgeMonteiro

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Caí agora aqui de para-quedas e não estou a perceber a polémica, por isso, vou fazer as perguntas parvas porque posso não saber toda a história e estarem a faltar-me factos.

Se o carro estava à venda por 7500 e foi vendido por 5500, não quererá dizer que o valor era realmente absurdo?

E o que chamas de "supostos amantes de clássicos" que apontam defeitos aqui e ali, não estariam apenas a tentar negociar o preço para valores mais realistas. Como sabes se quem andou a apontar defeitos não estaria realmente interessado em ficar com o carro por 5500?

Porque é que o teu amigo não chegou lá com os 7500 na mão e trouxe o carro sem regatear preço?
 

António José Costa

Regularidade=Navegação, condução e cálculo?
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Caí agora aqui de para-quedas e não estou a perceber a polémica, por isso, vou fazer as perguntas parvas porque posso não saber toda a história e estarem a faltar-me factos.

Se o carro estava à venda por 7500 e foi vendido por 5500, não quererá dizer que o valor era realmente absurdo?

E o que chamas de "supostos amantes de clássicos" que apontam defeitos aqui e ali, não estariam apenas a tentar negociar o preço para valores mais realistas. Como sabes se quem andou a apontar defeitos não estaria realmente interessado em ficar com o carro por 5500?

Porque é que o teu amigo não chegou lá com os 7500 na mão e trouxe o carro sem regatear preço?
Posso estar enganado, penso que um é um turbo e outro um TS, não será o valor para o mesmo carro.
 

João Luís Soares

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Caí agora aqui de para-quedas e não estou a perceber a polémica, por isso, vou fazer as perguntas parvas porque posso não saber toda a história e estarem a faltar-me factos.

Se o carro estava à venda por 7500 e foi vendido por 5500, não quererá dizer que o valor era realmente absurdo?

E o que chamas de "supostos amantes de clássicos" que apontam defeitos aqui e ali, não estariam apenas a tentar negociar o preço para valores mais realistas. Como sabes se quem andou a apontar defeitos não estaria realmente interessado em ficar com o carro por 5500?

Porque é que o teu amigo não chegou lá com os 7500 na mão e trouxe o carro sem regatear preço?
Jorge, ligaste outra vez o 126 na garagem fechada e estiveste a inalar?

O Pedro falou de dois carros difeŕentes:
- um Alfa Romeo 75 2.0 Twin Spark que esteve à venda por 7500 €;
- um Alfa Romeo 75 turbo que esteve à venda por 5500 €.
 

Miguel Gomes Dinis

Portalista
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O facto do Renault 5 vir à baila, ou o 11, neste tópico era exactamente para demonstrar o ridículo da questão por comparação. Falando de valores, o Renault 5 TURBO tem mesmo que valer os 15000 euros e ponto final parágrafo, concordo plenamente. Por outro lado o 75 turbo que apareceu há venda por 5500 euros se calhar não era boa opção porque tinha o "típico coice dos turbos dos anos 80", quando na verdade é tudo falso, não tem coice nenhum. São apenas desculpas de quem está a deixar passar um excelente negócio e uma excelente oportunidade de ter um grande carro, desculpas essas baseadas em ignorância pura e dura apetrechada de alguma eloquência corajosa, que desvalorizam o que se deveria valorizar num Portal que deveria defender um clássico de respeito. Quando se escreve assim no Portal estamos a inverter o propósito do mesmo.

Um 75 turbo pr 5500 euros? Pelo valor de um Carocha? Anda tudo maluco ou sou eu que sou o único parvo a pensar nisto? O Portal dos Clássicos serve para quê? O que vale é que o carro foi vendido em tempo de uma viagem Lisboa - Moimenta da Beira feita a fundo e isso alegra-me. Venda record.

@HugoSilva : tudo o que escreves é muito bonito, mas (desculpa-me) não tem fundamento nenhum. Falas de pressões do turbo e dos 200 a 300 quilos a menos do peso, depois esqueces-te que um é 1800 e o outro é 1300. Depois queres mesmo comparar o Alfa com um R5 ou R11? A sério??? Estava a brincar, a ridicularizar!! Quero acrescentar também que o exemplo que pegaste do Evoluzione, apesar da cilindrada mais baixa, era um carro de produção para homologar os de competição. Serviu esse propósito e muito provavelmente até tinha um coice de partir as costas ao Gianfranco Quelcosa. Este 75 turbo de que falamos é um primeira série de "apenas" 155cvs, carro dócil e civilizado, mas que anda muito bem, até mais que um Twin Spark ou do que o 3.0 V6. O R5 ou R11 turbo até podem passar o 75, mas este último é um Alfa Romeo.

Bem malta, deixo-vos com o emblema do 75 turbo primeira série. Reparem: Alfa 75 em grande, turbo em pequeno. Primeiro é um Alfa, depois é um 75, o turbo é um acessório, mais um, que poderia vir no fantástico 75. Nada demais, apenas um turbo dos anos 80 que a Alfa Romeo também, como é óbvio, fazia. A Alfa não tinha autoculantes no vidro traseiro do 75 em letras garrafais a anunciar o TURBO. Outra perspectiva, carros diferentes para pessoas diferentes.

Ver anexo 1155072

Nota: A Ferrari, a Lamborghini, a Bugatti e outras que tais também têm material escasso a preço de ouro, bem mais escasso e bem mais caro que a Alfa Romeo (alguns Alfa Romeo). A Renault é mais apetecível neste aspecto? sim, para a maioria.
É suposto os turbo não america, primeiras versões depotenziate virem com deflector?

Quanto ao mais, o negócio dos clássicos em Portugal é uma coisa que me custa. Como custa quando queremos algo para ter, e não para vender. Melhor, quando queremos algo para nós que não é dinheiro mas o objecto que é um final em si próprio.

Não gosto de entrar nestes meios, são demasiadamente poluidos e desinteressantes, todavia gosto que intercedam pelo meu lado. Pelo lado de quem gosta. Pelo lado do entusiasta, não pelo lado do especulador. Gosto da sinceridade de quem veste o papel de paladino e ainda perde tempo a lutar contra moinhos de vento. Por que é disso que se trata na verdade, de um Dom Quixotismo que vale sempre a pena para lavar a alma e conservar o espírito. Para manter vivo o âmago da arte do automóvel, e de uma marca interprete desta arte com mais de um século e participante em muitos momentos da história dessa arte. Não vale a pena para mudar o status quo, nesse cabem preceitos de natureza social, cultural e comportamental. Aqui entramos no terreno minado da ordem sociológica e o país tinha que nascer outra vez e virar para outro lado já muito lá para trás na história para que não chegássemos até aqui.

Eu fui um dos interessados no 75 TS (não tive conhecimento deste turbo infelizmente). Lembro-me que a mensagem que deixei ao ex. proprietário, pessoa muito simpática, cordata e bem formada, foi de que... estava barato. Como me lembro da quantidade de aleivosias sob a forma de proposta que se queixou de ter recebido. Depois, e mais por logística do que por outra coisa, porque nunca negociei valor, acabei por perder o carro por um par de horas. Fico feliz que tenha ficado em casa.

Penso por isso que a forma não só de impor agenda cultural a um país manifestamente medíocre no que a cultura e pensamento próprio diz respeito, e é com muito lamento que o digo por ser o meu país, é pugnar e participar activamente no espaço de arte que gostamos, preferimos e nos movimentamos. É valorizar esse património não o depreciando. É, pasme-se, saber respeitar o preço justo para almejar o preço certo, para que quem vende saiba respeitar o que está a vender, vendendo certo e a bom preço, e para que quem compre seja alguém de dentro deste espaço de arte, e não um agiota especulador com o único objectivo de fazer da arte negócio, do objecto mercado, e da marca um lupanar. É saber valorizar hoje para evitar a bolha de amanhã. É evitar cartelizar um espaço de apreciação a uma arena de negócio. É democratizar o futuro dos clássicos que uma vez na mão de especuladores deixará um dia de ser acessivel à maioria de nós.

Não me alongo mais, não gosto destes assuntos. Não gosto de marchants de automóveis. Não gosto de negócios, aliás detesto, são sempre um meio necessário para um fim. Ainda assim, e no meio deles, por vezes trazemos o que gostamos e mais uma pessoa. Por vezes, a maioria delas, trazemos só o objecto. No caso do 75 não trouxe o carro, mas fiquei com o interlocutor. A quem devo um café quando fizer uma visita ao Porto ou eu a Lisboa.
 
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Pedro Pereira Marques

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Caí agora aqui de para-quedas e não estou a perceber a polémica, por isso, vou fazer as perguntas parvas porque posso não saber toda a história e estarem a faltar-me factos.

Se o carro estava à venda por 7500 e foi vendido por 5500, não quererá dizer que o valor era realmente absurdo?

E o que chamas de "supostos amantes de clássicos" que apontam defeitos aqui e ali, não estariam apenas a tentar negociar o preço para valores mais realistas. Como sabes se quem andou a apontar defeitos não estaria realmente interessado em ficar com o carro por 5500?

Porque é que o teu amigo não chegou lá com os 7500 na mão e trouxe o carro sem regatear preço?
Ou fui eu que escrevi mal ou não entendeste nada ou então não leste. Se quiseres, a resposta está no próprio texto se for lido com atenção, dado que o escrevi à pressa tens desculpa ;) ... mea culpa.

Engano à parte dizes aqui uma coisa que tenho que referir: "preços mais realistas"

Esta frase é usada por muitos de vós e, na verdade, usam-na sempre para querer dizer "barato para caraças!"

Se gostamos de clássicos e se os valorizamos como objecto, deveriamos também valorizá-los no momento da compra. Infelzmente por aqui só os valorizam no momento da venda. A isto chama-se hipocrisia.

7500 euros por um 75 Twin Spark em excelente estado é um absurdo... muito bem... isto é dito num Portal chamado Portal dos Clássicos! Dá que pensar.

"negociar o carro para valores mais realistas": sim para o valor de um Carocha ou de um mini 1000
 

JorgeMonteiro

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Ahhh. Ok. Eram dois carros diferentes. Misturei o ts com o turbo. Peço desculpa.


Quanto à "avaliação" que cada um faz dos carros, também concordo que muitas vezes se desvaloriza exageradamente, mas isso tem uma explicação. Nós estamos num portal com um tema especifico e achamos que percebemos mais do assunto que o cidadão comum. Por isso, cada um de nós só pensa fazer uma compra quando é realmente uma pechincha. Quando se comentam os valores dos anúncios, não significa que se esteja a desvalorizar o produto, mas apenas se está a desvalorizar o "bom negócio" ou a "boa compra".
 

Miguel Gomes Dinis

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Está certo Hugo, obrigado.

Realmente é isto, são aqueles que nada acrescentam ao assunto que fazem com que para que outros como eu possam ter acesso a um V6 Busso aspirado o tenham que fazer através de um GT e não de um GTV6.

São também os mesmos protagonistas os responsáveis por castrar a pureza de quem genuinamente devia regular o mercado.

Mas são também aqueles que manifestam hábitos e comportamentos bem presentes na sociedade portuguesa.

Felizmente estou afastado da área de projecto de arquitectura há alguns anos (aquela que mais me satisfaz de per si). Cansei-me de ver quem achasse que uma actividade que nada tem de empírica, deve ser desvalorizada em tangentes ao quase nada. Fartei-me de ver orçamentos e cadernos de encargos de obra particular que não chegavam para cobrir o valor de bens transaccionáveis. Esgotei-me de ver quem achasse que o custo justo de valores e serviços era roubo para ser efectivamente roubado por orçamentos distorcidos que em nada defendem tanto o consumidor como a actividade.

É uma questão de cultura. De conhecimento. De apreciação crítica honesta e coerente.

Reconheçamos que a larga maioria gosta de ser enganada. Prefere pagar menos arriscando o que não sabe em detrimento de pagar mais arriscando coisa nenhuma.

Quando se perceber que aquilo a que se designa pagar caro é o melhor caminho para que efectivamente seja barato, e que a variável deve ser feita segundo o objecto e não sobre o valor dele, talvez a mentalidade mude concomitantemente.
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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Faço-te "quote" para dar continuidade à tua opinião e à do @HugoSilva.

Sim, pareço cegar quando falo de Alfa Romeos, tens toda a razão Hugo, às vezes cego mesmo! Estamos no tópico "Para Os Amantes Alfa" e num Portal que é dedicado aos clássicos e, ainda por cima, sou mesmo fã da Alfa Romeo, acho que tenho aqui todo o direito de defender a minha dama, como tu de teres outra opinião como é óbvio. Neste caso não defendi de uma forma cega, mas de uma forma muito construtiva... penso eu de que.

Quando o 75 turbo apareceu à venda, como sabes Hugo, apareceram também uma data de pessoas "interessadas" no carro, no entanto dava a impressão que estariam mais interessadas em roubar o proprietário do que ter um 75 turbo por 5500 euros. Há muitos utilizadores do Portal que são tudo menos apreciadores de clássicos, são antes aproveitadores do "bom negócio" (raramente acima dos 2000 euros), quer seja um Alfa, um Bmw, um Citroen ou um Daf. O que eles querem mesmo é um carro barato, o tal "bom negócio", nem que para isso precisem de negociar até à exaustão com o vendedor para lhe tirarem mais 250 euros porque tem uma mossa ali e outra acoli. Estes mesmos portalistas sem dó nem piedade gostam de tudo e, quem gosta de tudo: não gosta de nada. É como os outros que são especialistas em tudo e, na realidade, conseguem ser em tudo nada mais que medíocridade lhes merece.

Muitos me disseram nestas últimas semanas: "Mas tu dás-lhes conversa? Estás a perder tempo Pedro!" Eles têm razão Hugo e apetecia-me mesmo não escrever mais nada acerca disto, no entanto, se quero um Portal melhor, tenho que o dizer porque sempre fui aqui MUITO honesto na minha opinião, ao contrário de alguns que me dizem uma coisa lá fora e aqui escrevem o contrário só para agradar. Eu não sou assim.

O 75 turbo apareceu à venda e, volto a frisar o "como sabes", muitos ficaram interessados. Ficaram antes interessados em estropiar o homem que o vendia e no bom negócio que estariam a fazer para depois, passados uns tempos, para não parecer mal, porem o carro à venda pelo preço que eles próprios acham ser um absurdo, sim um absurdo quando está na mão de outros, se tiver na mão deles é justo. Já fiz muitas vezes esta pergunta no Portal: se o carro fosse vosso quanto pediriam? Será que alguém consegue responder com honestidade?

O senhor que comprou o 75 turbo foi o primeiro a aparecer perante o proprietário, é meu amigo, pagou o preço anunciado e ouviu as vossas conversas ao telefone quando estava com o vendedor. Este mesmo senhor meu amigo comprou o turbo e precisou de anunciar para venda o excelente 75 twin spark porque não tinha espaço para mais carros. Fui acompanhando a venda do carro e as mensagens que lhe foram chegando via OLX e via sms. Sabes uma coisa Hugo? Existem mensagens vergonhosas de supostos amantes de clássicos que atiram valores sem ver o carro, mensagens depreciativas, valores sem nexo, trocas e baldrocas que nem vontade de rir dão. Se te lembras também Hugo fiz parte de um grupo de whatsapp em que muitos de nós participamos, grupo que saí há cerca de um mês, mas que sei por outros o que por lá se passa. Quando o 75 twin spark esteve para venda até houve quem dissesse do género: "atira 2000 euros ao homem a ver se borra a bota". Meu Deus Hugo, o carro estava anunciado por 7500 euros e valia-os todos. É triste, muito triste.

Para finalizar e para chegar onde quero tenho que acrescentar o seguinte: O 75 turbo foi vendido por 5500 euros e a malta do Portal, em vez de valorizar o clássico em questão, o bom negócio que de facto foi, deita abaixo dizendo que tem coice, que prefere outro modelo, que não é bem este tipo de carro que lhe enche as medidas, que não era bem isto que lhe assentava. Como não conseguiram comprar então deitam abaixo o carro quando na realidade deveriam fazer uma introspecção e chegar a uma conclusão quanto à sua maneira de "valorizar" os clássicos.

E outra coisa Hugo: disse-te mais atrás que te esqueceste do facto de um ser 1800 e do outro ser 1300 e acho que mesmo assim a memória não se avivou.
Enfim, de facto não vale a pena adiantar o tema e por isso não vou bater no ceguinho, apesar de achar que muitas vezes ajudava que as respostas fossem mais diretas e objetivas nomeadamente quando referem portalistas que supostamente andam a usar o portal para tentar sacar "bons negócios", é que pelo menos eu, tendo duas faces, não tenho duas caras nem duas personas e subscrevo tudo o que escrevo ou falo, diretamente, atrás de um ecrã ou através de um telemóvel. Espero que todos os que já conheci pessoalmente partilhem do mesmo hábito.

Não sei que te andam a contar mas como sabes eras (és!) bem vindo e escusavas de arriscar transmissões de informação que podem bem levar à desvirtuação da situação e/ou significado original. Quem te anda "a contar" deve gostar de lá andar e não me admira, o ambiente continua saudável, cada vez menos focado nos clássicos porque se fala de carros e de tudo no geral mas quem lá está não me parece nada tóxico, ainda assim por este motivo percebo que não seja a tua onda.

Ainda relativamente aos dois 75 aqui em análise, como é do conhecimento público um dos portalistas mais ativos nesta comunidade (posso-lhe chamar comunidade?) andava à procura de um TS e o turbo entrou na conversa precisamente porque eu lá o fui colocar (correção, enviei o anúncio ao portalista em causa dia 25 de Outubro pelas 09:30, estive a ver no histórico, acho que o anúncio nunca chegou a estar no grupo em questão, veio direto para o tópico dos "bons negócios" hehe) assim que o vi no OLX porque achei que seria uma alternativa muito interessante ao atmosférico.
Ainda numa de rever o momento em que discutiu o turbo no grupo, dos 3 ou 4 que opinaram ninguém escondeu que à partida seria mais temperamental e inclusivamente chato de manter em caso de stresses com aquela peça extra mas não leio depreciação gratuita.

Pena que o vendedor tenha de ter suportado essas investidas mas a Alfa não é diferente das outras marcas e está à mercê das mesmas situações que se evitam muitas vezes com a inclusão no texto do anúncio de "regras" rígidas sobre a forma de contacto e excluindo à partida ofertas à distância porque os abutres não sabem se o vendedor é um gajo impecável e de caráter fantástico ou se pertence ao "bando" deles.

Este é um fórum de clássicos, Alfa Romeos, carros no geral, motas, tratores, etc, invariavelmente há que haver abertura para a diferença e nem todos sentimos os carros ou uma marca em particular da mesma forma e não somos menos merecedores de aqui andar por causa disso. Eu não tenho de idolatrar uma marca em particular nem para todo o sempre para merecer a insígnia virtual de amante de carros clássicos. Acho isto se não for já, devia ser claro para todos.
 

Joaquim Hermenegildo

Portalista
Portalista
Gostaria de dar o meu contributo a esta discussão. Para isso, vou tentar sintetizar o que foi dito e subentendido nesta troca de argumentos, utilizando substantivos que fazem parte do nosso dia a dia, mas que, talvez por isso, acabamos por não interiorizar o seu real significado.

Quando qualquer entusiasta ou amante de clássicos faz uma pesquisa nos classificados sobre viaturas do seu interesse, um dos critérios que poderá incluir na sua pesquisa é o preço. Este representa quantitativamente o valor monetário que o entusiasta deve pagar pela viatura que deseja adquirir. O preço é algo objectivo, podendo variar de acordo com alguns factores tais como, a condição ou estado da viatura, a raridade, exclusividade, unidades produzidas, o nicho de mercado, a lei da oferta e da procura, ... Em suma, o preço varia, de uma forma geral, com algo que seja palpável ou mensurável.

Já o valor, trata-se de um conceito mais abstracto e subjectivo, que varia de pessoa para pessoa, dependendo do grau de necessidade, satisfação e utilidade para cada um. Em termos práticos, o valor representa muito mais do que um número. Por definição, o valor é quanto um entusiasta está disposto a pagar para adquirir uma viatura.

Podemos de facto concluir, que preço e valor não são a mesma coisa, apesar de muitos de nós, erroneamente, considerar ambos como sinónimos. O preço é o que pagamos por determinado bem, produto ou serviço, valor é o que levamos para casa ou a percepção do valor gerado.

Com base nesta dicotomia, poderemos ter discussões sãs e intermináveis, com os entusiastas e apaixonados de cada marca defendendo a sua “dama”, valorizando os aspectos que consideram mais importantes para si, pagando ou indicando a outros interessados, o preço justo de determinada viatura.

Porque nem todos andamos nisto dos clássicos com os mesmos interesses e motivações, alguns confundem preço com custo e valor com lucro.

Nesta perspectiva, o principal enfoque é colocado no custo de aquisição da viatura, mesmo que para isso seja necessário recorrer a acções concertadas junto do vendedor, para fazer descer de forma “artificial” o preço inicial da viatura. Caso sejam bem sucedidos, só falta uma polidela e pouco mais para fixar o lucro pretendido.

Felizmente, nos dias de hoje, este tipo de actuação cada vez mais está condenada ao insucesso. Quem vende algo cobiçado, de um modo geral ou sabe, ou foi informado por quem é conhecedor, do real valor do bem. Neste contexto, raramente o “interessado” agiota e seus acólitos conseguem levar avante os seus propósitos, ficando a ver o bom negócio tombar para o lado que efectivamente sabe valorizar o bem.

Se dúvidas houvessem, bastavam os relatos do @Pedro Pereira Marques sobre o desfecho dos negócios dos 75’s, isto só para referir os casos que estão mais “frescos”.

Quanto ao convívio com gente desta casta neste mesmo espaço, isso não me faz confusão. Dá a oportunidade aos que verdadeiramente vivem a paixão pelos clássicos, de tomar as medidas necessárias para fazer gorar os seus intentos.
 
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