Frascofilia & Garrafas

antonio arruda

Veterano
boa noite

duas garrafas e alguns pequenos mistérios

a primeira garrafa soprada em molde de pasta com um tóp torneado apresenta a marca P que suponho seja de pataias
sendo que o mistério reside no facto de só ser pocivel estas garrafas terem qualquer gravação usando um fundo rotativo
que não seria muito barato porque ? iria o fabricante ' gastar dinheiro apenas para ter a sua marca na garrafa
tanto mais que tendo sido feita nos anos vinte ou principios dos trinta está muito longe da obrigatoriedade de as garrafas terem
a marca do fabricante na segunda garrafa que tem abaixo do ombro a inscrição federal law forbids the sale or re-use of this bottle
e no fundo a inscrição A A FERREIRA SUCS OPORTO PORTUGAL tendo indubitavelmente sido feita por uma maquina semi automatica
tem uma boa quantidade de bolhas no vidro e terá muito provavelmente sido feita pela R L no porto
sendo o mistério desta garrafa o tóp
em garrafas feitas por maquinas o normal é as juntas do molde prelongaren-çe até a parte superior do tóp no caso desta desta garrafa
que por ter a inscrição federal law sabemos não ser anterior 1935 nem posterior 1946 por não ter qualquer marca de fabricante
as juntas do molde terminam na parte inferior do tóp
o que me leva a pençar poder ter sido feita por uma maqina boucher inventada em finais do século XIX pelo engenheiro frances
claude boucer ainé maqinas que no seu trabalho OS BURNAY NO VIDRO OU UM MONOPOLIO QUE NÃO CHEGOU A EXISTIR
o senhor Jose Pedro Barosa nos dis terem chegado a portugal nos primeiros anos do século XX por iniciativa do grupo burnay
e após muitas peripécias terão ido parar na fabrica da amora que em 1919 resolveu abrir uma sucurssal no porto a fabrica de garrafas REGO LAMEIRO mais conhecida por RL que quando começou a laborar teria em serviço pelo menos uma maquina boucher maquina que entre toadas as que entrarão ao serviço da industria vidreira por toda europa e america entre finais do século XIX e principios do XX seria a mais primitiva
pois o proçesso de passagen do primeiro molde o de pré formação que em todas as maquinas semi automaticas ou automaticas formava o tóp ou a cabamento da garrafa no caso da maquina boucher este proçéço de passagem do primeiro molde para o segumdo onde se dava o sopro defenitivo éra acionado por uma manivela ao contrario das outras maquinas em que era totalmente mecanico sendo que tanto primeiro como o
segundo molde abriam e fechavam através do uso de dobradiças o que induzia as juntas ate ´á parte superior do tóp sendo a transição entre moldes da maquina boucher acionada pela manivela talves não ouvece necessidade de o primeiro molde abrir não deixando portanto juntas no tóp
 

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antonio arruda

Veterano
boa noite

o meu ultimo achado em antigas lixeiras tem próximo do fundo a gravação a E. C . M FUNCHAL
e no fundo a letra M a garrafa terá sido feita nos anos cinquenta principios dos sessenta
resta saber por que fabrica talves a MOTA GOMES & COMPANHIA fabrica sobre a qual não concigo encontrar nenhuma informação
pelo que peço a ajudada dos colegas aqui do portal sendo qualquer informação bem vinda
 

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antonio arruda

Veterano
boa tarde

finalmente e ao fim de muitos anos a colecionar a minha primeira garrafa de sopro livre
muito provavelmente feita entre 1700 e 1735 e a julgar pela marca de pontel de areia na inglaterra
feita numa época em que se faziam poucas garrafas devido ao processo de manufactura ser laborioso
e exigir mão de obra altamente especializada portanto cara as garrafas de vidro eram um luxo ao alcance de poucos
situação que viria a melhorar um pouco a partir de 1735 com o aparecimento dos moldes fundos na inglaterra
moldes que sendo ainda muito primitivos feitos de madeira ou simplesmente um buraco no chão da oficina
permitiam mesmo assim acelerar o fabrico e baixar um pouco os preços
( é de notar que ao tempo em que esta garrafa foi feita a maioria das garrafas usadas em portugal eram importadas
não só de inglaterra como tambem da belgica holanda alemha e provavelmente outros paises embora a informação
seja escassa haveria varios fornos de vidro a funcionar em portugal nessa época mas a produção seria pouca e de má
qualidade situação que se viria a alterar com a real fabrica de vidros de coina dirigida pelo irlandes john beare
que fabricaria todos os tipos de vidro incluindo garrafas no entanto a importação continuou pelo menos até aos anos trinta
do século XX )
e agora falemos um poco da garrafa sendo de sopro livre apresenta algumas acimetrias principalmente no fundo
tem uma boa quantidade bolhas grandes e pequenas tendo duas das bolhas maiores outra bolha dentro o top é
uma tira de vidro aplicada quanto ao pontel de areia devia haver um excesso de vidro que deixou uma tira de vidro muito
afiada que atravessa toda a marca de ponte visivel na foto



Antonio Arruda
 

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antonio arruda

Veterano
boa tarde

duas garrafas das aguas das pedras salgadas aguas que terão começado a ser engarrafadas a partir
de 1874 por iniciativa do doutor Henrique Ferreira Botelho ( fonte Rui Roxo em forum de numismatica há outros autores que apontam datas um tanto diferentes tanto para o inicio do engarrafamento como para a formação da V.M& P.S no caso 1920 )
que com outros sócios formou uma companhia para a exploração destas aguas companhia que se manteve
até 1919 sendo a partir desta data aV.M & P.S a deter a licença de exploração destas e varias outras aguas minerais
voltando as garrafas que são anteriores a V.M&P.S embora não muito sendo de fabrico mecanico terão sido feitas pela companhia
das fabricas da amora ( na marinha grande o principal produto das fabricas de vidro hera a vidraça e em alguns casos a chamada
cristalaria ordinária sendo as garras produzidas as chamadas garrafas brancas um sub produto destinado a aproveitar os rest)os
de vido nos potes apos o sopro das mangas de vidraça ) sendo nesta época a companhia das fabricas da amora os unicos produtores de garrafas pretas em Portugal situação de pouca dura pois a fabrica da amora terá fechado em 1922


Antonio Arruda
 

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Guilherme Bugalho

BUGAS03
Portalista
re: Frascofilia & Garrafas



Guilherme,
Bela peça e rara, então da Fontela, poucas coisas existem dada a antiguidade.
Abraço e bom 2011
Carlos Caria

Nuns posts atrasados informei que por volta de 1980 a EVFL (Emprêza Vidreira da Fontela Limitada) vendeu para Itália grande parte do stock de vidraça.
Acontece que hoje ao procurar no computador uns docs (antigos) em word, encontrei algumas fotos retiradas em tempos de um blog; "O moinho de Vila Verde" - cujo "moleiro" já faleceu.
Duas dessas fotos dizem respeito ao carregamento dessa vidraça para Itália, e numa das fotos é perfeitamente visível o meu tio Manuel Bugalho; o primeiro do lado esquerdo na primeira foto; e outros trabalhadores nessa tarefa. A outra mostra parte da quantidade de um carregamento ...


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