Fiat Diário De Bordo - Fiat 127

Nuno Ferraz

Portalista
Portalista
Em pisos enlameados pode ser uma vantagem ir "serpenteando" e mexendo com a direcção... Sei isso por experiência.
O meu Panda, graças a essa vantagem, já ajudou a desenterrar um Vitara!
É mesmo isto, e a explicação está no facto de se formar uma camada de lama que acaba por funcionar como uma almofada e que os pneus largos por exercerem menos pressão (peso/área) não rasgam e por isso deslizam. Uma espécie de aquaplanagem em lama.
Os mais finos cortam por essa camada e vão rodar em cima de algo com mais aderência.
Os pneus largos especializados são de tacos e aí voltamos a ter mais pressão na superfície de contacto com o solo.
 

Eduardo Relvas

fiat124sport
Portalista
Com uns pneus mais largos, não haverá mais superfície de contacto e portanto o mesmo peso assente numa área maior (Kg/cm2)?
Depende do pneu que tiveres. Se for um pneu de rasto de tacos, largo e macio, com baixa pressão a coisa vai. Mas para ter um pneu que faça TT e estrada (os trilhos que vamos fazer são estradões de terra), a solução polivalente é ter um pneu estreito para aumentar a pressão de contacto e ter um rasto misto.

Bem, o 27 tem feito continuado a fazer o serviço diário, e isso implica ocasionalmente algum trabalho mais duro, como ir à água a uma fonte fora da cidade... e carregar com os passageiros todos e perto de 100 litros de água. Nada que incomode o poderoso 903 cc...



Entretanto, e falando de pneus, aqui estão eles... em primeiros ensaios.



Saquei um jogo de jantes do outro 127 que tenho para peças e calcei-as com estes Hankook de inverno, com rasto direccional. Para já, as impressões são bastante positivas, nota-se que em termos de aderência em seco estarão ao nível dos 155/70 que uso nas BWA. Falta testar em piso macio, ultimamente não tem chovido, mas amanhã quero ver se vou repetir a passagem do lamaçal onde andei há uns dias para ver o que acontece.

Ainda não me consegui foi habituar ao visual... nem parece o meu carro! Há quase 28 anos que o tenho e só tinha andado calçado com 135 uma vez para uma brincadeira, este carro saíu do concessionário em novo logo calçado com as jantes de liga.



Estamos a pouco mais de uma semana da prova, temos de começar as preparações... este fim-de-semana vai haver muito que fazer! Ainda por cima há ali duas situações que me estão a preocupar e que não quero deixar por ver... vejamos o que os próximos dias nos reservam.

Ainda gostava de arranjar um visual mais correcto para a época a evocar os rallyes da altura, mas nem tenho tempo para me coçar com o serviço na oficina... vamos ver!

Um abraço a todos!
 

Miguel L. Catarino

Portalista
Portalista
Adoro simplesmente o facto de dares uso aos clássicos como se fosse um carro atual. Isso só demonstra que carros com 30, 40 ou mais anos estão mais que aptos para uso e abuso diário. Eu também não sou muito apologista de princesas de garagem, mas cada caso é um caso!
Os carros não foram feitos para estar a apanhar pó, foram feitos para andar e usufruir.
 

Tania

YoungTimer
Bom dia, todos. Alguém sabe onde posso encontrar o manual do Fiat 600 em português?
E se possível um bom dicionário com o nome das peças... Tenho dúvida em muitas informações que leio na net. Por exemplo, o correto é tabelier ou painel tabelier? Obrigada!
 

João Pedras

Portalista
Premium
Portalista
Bom dia, todos. Alguém sabe onde posso encontrar o manual do Fiat 600 em português?
E se possível um bom dicionário com o nome das peças... Tenho dúvida em muitas informações que leio na net. Por exemplo, o correto é tabelier ou painel tabelier? Obrigada!
Bom dia
Faz primeiro a tua apresentação aqui os-entusiastas-do-portal .
Abre um tópico com a tua máquina, apresenta-a e expõe as tuas duvidas e mete muitas fotos :p
 

Eduardo Relvas

fiat124sport
Portalista
Bom, vamos lá começar a pôr a escrita em dia.

O bom do verdinho tem-se farto de trabalhar e, como já tinha sido anunciado aqui, em Janeiro foi participar numa prova como nunca tinha sonhado fazer. A 124 Familiare fez a edição de 2016, e o 127 fez esta edição que era suposto ter sido a de 2017 mas que acabou por ser adiada para Janeiro de 2018 por falta de chuva!

O XI Southwest European Classic Safari decorreu na zona de Mafra/Ericeira, e foi um dia de diversão pura e simples. É sempre um dia bem passado quando se junta uma carrada de petrolheads com máquinas de guerra e muita boa disposição a um conjunto de trilhos lamacentos, e este não desiludiu. Mas antes disso é preciso chegar lá... e o 127 estava desejoso!



Fomos direitos a Lisboa, onde passámos uma tarde agradável, depois rumámos a Sintra para visitar um amigo portalista, e só perto da hora de jantar no sábado é que chegámos à Ericeira para receber o roadbook e assistir ao briefing (a prova arrancava no domingo às 9 da manhã).



Depois de devidamente instruídos e jantados, fomos descansar umas horas, e às 9 da manhã estávamos na linha de partida. O Francisco ajustou-se muito bem à função de navegador, e rapidamente lhe apanhou o jeito. Os trilhos tinham de tudo, desde mares de lama infindáveis até caminhos junto à costa, com cenários magníficos...



O bom do 127 levou tudo à frente sem a mínima hesitação... o único problema que tivemos foi algo que já tinha acontecido antes, que foi a panela de escape soltar-se. Ela já tinha essa tendência, e nós demos uma ajudinha, a fazer manobras destas...



Ainda por cima não foi evento único... atravessei esta ribeira umas 5 vezes, porque a seguir havia uma subida diabólica e extremamente enlamaçada pelos concorrentes que a tinham visitado antes (houve inclusivé quem caísse a tentar subi-la a pé!).



O piso estava de tal forma encharcado que até o jipe que nos puxou o último pedaço da subida se viu aflito para de lá saír conosco... estava assim tão mau. Foi a única parte do trajecto todo em que o 127 não conseguiu mesmo passar sem ajuda.

Depois disto, seguiram-se mais uns quantos troços até ao final e a um merecido almoço (às 5 da tarde!), onde ficámos a saber que de alguma forma conseguimos ficar em 4º lugar da geral e 2º da classe! :D Uma surpresa agradável para coroar um dia espectacular.

Se dúvidas havia da capacidade do bom 27 em superar este desafio, ficaram todas por terra...



Falando em terra, a decoração estava do melhor...



Aqui fica uma pequena amostra em vídeo:


Mas como sempre, as minhas máquinas não se provam apenas em cenários de competição... dão provas também no cenário do dia-a-dia. E o bom do cavalo de corrida, findo que estava este desafio, ainda rumou ao Alentejo nesse mesmo dia, para vir dormir a casa. Foram mais de 550 km num fim-de-semana cheio de risadas, lama e muita diversão... e zero problemas!



(continua)
 
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