Dakar "classic"

Rafael S Marques

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à tempos encontrei um artigo no site da Red Bull interessante.


1. Vespa P200E scooter
Yvan Tcherniavsky numa Vespa P200E
Yvan Tcherniavsky numa Vespa P200E
© RALLYE DAKAR
Em 1980, durante a segunda edição do Dakar, quatro excêntricos correram numa Vespa P200E no deserto do Sáara. Acredites ou não, dois deles, Marc Simonot e Bernard Tcherniavsky conseguiram mesmo chegar à capital senegalesa, ainda que o rally já tivesse terminado para eles.
2. Pit Bike
Ivo Kastan correu numa pit 150cc em 2009
Ivo Kastan correu numa pit 150cc em 2009
© RALLYE DAKAR
Os pilotos de Vespa inspiraram o checo Ivo Kastan a correr o dakar numa pit bike feita de pedaços de uma Honda XL200. Esta mota só tinha um motor de 146cc, rodas pequenas de 14 polegadas e pesava apenas 180 kg, a contar com o piloto. Katan não chegou a Dakar, mas terminou algumas etapas.
3. Titan
Michele Cinotto no Dakar 2015
Michele Cinotto no Dakar 2015
© RALLYE DAKAR
O enorme Titan é um dos carros experimentais mais interessantes para correr no Dakar. Visão e obra do chefe da Audi Sport Italia, Emilio Radaelli, e do piloto veterano Michele Cinotto, o Titan era essencialmente um motor twin-turbo Audi 3.0 V6 TDI rodeado de um chassis tubular construído na oficina da família Albertinazzi, da Piedmont EpaPower. Este carro era capaz de desenvolver 650Nm de torque a partir de 304 cv. Infelizmente, o Titan só completou a primeira etapa do rally de 2015 antes de ser afastado por problemas elétricos. Foi reparado, mas voltou a avariar-se após 20km, desta feita de vez.
4. Renault 4
Os irmãos Marreau num Renault 4 em 1979
Os irmãos Marreau num Renault 4 em 1979
© RALLYE DAKAR
Os irmãos Claude e Bernard Marreau tiveram melhor sorte com este Renault 4, terminando em quinto no primeiro Dakar em 1979, o que se torna ainda mais impressionante quando se recorda de que nos primórdios do Dakar havia apenas uma classificação geral, para carros, motas e camiões. Não satisfeitos com isso, um ano depois os irmãos voltaram a competir e terminaram em terceiro.
5. Fiat Campagnola
Fiat Campagnola no Dakar 1979
Fiat Campagnola no Dakar 1979
© RALLYE DAKAR
Também em 1979, sete pilotos correram ao volante de Fiat Campagnolas e quatro deles chegaram até Lac Rose, a apenas 30 km do final da prova. Cesare Giraudo e Antonio Cavalieri conseguiram mesmo vencer a especial de Bamako-Nioro, terminar em terceiro na categoria de carros e sétimo na classificação geral.
6. Rolls-Royce Corniche
Rolls-Royce Corniche 4WD no Dakar 1981
Rolls-Royce Corniche 4WD no Dakar 1981
© RALLYE DAKAR
Em 1981, Thierry De Montcorgé fez uma aposta com os amigos em que seria capaz de competir no famoso rally africano com um dos seus luxuosos Rolls Royce Corniche.
Claro, o Rolls teve de ser especialmente adaptado para o deserto, o que significou dispensar de alguns bens como o mini-bar, Grey Poupon e afins. De Montcorgé encomendou um chassis especial que pesava apenas 80kg e acrescentou um sistema de tração às quatro emprestado de uma Toyota. Infelizmente, foi desclassificado enquanto lutava pelo 13º lugar por fazer um arranjo ilegal.
7. Jules II Proto
Seis rodas em 1984
Seis rodas em 1984
© RALLYE DAKAR
De Montcorgé não se deixou ficar. Em 1984, o excêntrico aumentou a fasquia e regressou ao Paris-Dakar no comando de um Jules II Proto de seis rodas. O Jules era alimentado por um motor V8 de 3.5 litros da Chevrolet aparafusado a uma transmissão de um Porsche 935. O nome Jules foi emprestado de um perfume feito pelo patrocinador Christian Dior. Após outro arranque promissior, De Montcorgé viu-se obrigado a retirar da competição quando o chassis se partiu na terceira etapa.
8. Porsche 959
O Porsche 959 venceu o Dakar em 1986
O Porsche 959 venceu o Dakar em 1986
© RALLYE DAKAR
Com mais de 30.000 vitórias, os Porsches são imbatíveis na estrada. Em 1984, a Porsche ganha o Dakar em Paris com um 911SC.
Com mais de 30 mil vitórias em corridas, a Porsche é imbatível na estrada, facto que sublinharam ao vencer múltiplos Le Mans e títulos do World Endurance Championship. Fora do asfalto a coisa não é assim tão famosa, mas em 1984 conseguiram mesmo vencer o Paris-Dakar com um 911SC modificado para tração às quatro rodas e apelidado de 953.
Verdade seja dita, o resultado apanhou a Porsche de surpresa, por isso regressaram à edição de 1985 com três 959s construídos propositadaente para o Dakar. Infelizmente, os carros não tinham sido testados apropriadamente e os três acabaram por sucumbir a problemas técnicos. Em 1986 os carros voltaram, já sem elementos como ABS e turbos adicionais. Só 67 dos 488 que se fizeram à estrada sobreviveram à edição de 1986, mas dois desses terminaram em primeiro e em segundo, dando nova vitória improvável à Porsche e a estes aventureiros do Dakar.
9. Citröen 2CV
Um 1963 Citroen 2CV durante o Dakar 2007
Um 1963 Citroen 2CV durante o Dakar 2007
© RALLYE DAKAR
Os irmãos Marques correram, em 1963, com um Citröen 2CV.
Uma das tentativas mais ambiciosas que vimos de completar o Dakar passou-se em 2007, quando os irmãos Marques correram num Citröen 2CV de 1963. Georges, Philippe e Gilles Marques reforçaram o chassis, a suspensão e botaram dois motores Citröen Visa para aumentar a potência para uns estrondosos... 101 cv. Infelizmente, a equipa Bi-Bip2 teve de se retirar de competição na quarta etapa devido a uma falha de suspensão.
10. Chip van
O Frying Pan no Dakar de 2009
O Frying Pan no Dakar de 2009
© RALLYE DAKAR
O prémio para o veículo mais estranho do Dakar tem de ir para o belga Hervé Diers, que decidiu competir numa carrinha de chips móvel. O veículo, uma pick-up Toyota, debitava mais de 200 cavalos e foi adaptada para o propósito. Quando a equipa chegou ao bivouac após a primeira etapa, piloto e co-piloto fritaram 7kg de batatas para alimentar as pessoas que lá estavam. Acabaram por terminar o rali em 58º.


"In www.redbull.com"
 

Ismael Rodrigo

Portalista
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Dakar Classic: Vencedor já pensa... num futuro eléctrico


A primeira edição do Dakar Classic foi uma das novidades na edição 2021. A categoria para carros e camiões construídos antes do ano 2000 juntou uma série de máquinas e pilotos entusiasmados que quiseram recordar os anos 80 e 90 do século passado e manter vivo o espírito idealizado por Thierry Sabine, o pai do Dakar.

Na lista de participantes, que não contava com nenhum piloto português, estava um Volkswagen Iltis 4x4, o Mitsubishi Pajero/Montero, dois Buggy Sunhill, o Volkswagen Baja, Porsche 911 SC 3.0L, Range Rover, Nissan Patrol, os Mercedes Classe G da filial espanhola, um Skoda 130 LR, o Citroen ZX Grand Raid, o Peugeot 504 V6, um MAN, um Mercedes Unimog e um Renault 420 DCI.

A categoria que apresentou maior variedade na Arábia Saudita foi vencida por Marc Douton no seu buggy Sunhill, construído por Yves Sunhill, um licenciado em Belas Artes, em 1979. No seu atual estado mecânico, praticamente todos os elementos fazem dele um buggy Volkswagen, já que, embora o original viesse a ter uma motorização Alpina, o atual, totalmente restaurado pela Nantes Prestige Auto, possui um motor VW T1, embora a potência que fornece não tenha sido confirmada.

O mais curioso é que os donos deste buggy, que venceu a primeira edição do Dakar Classic, querem prepara-lo para este competir com os carros modernos no futuro.

A equipa vencedora do Dakar Classic está a passar pelo processo de o adaptar às novas tecnologias de propulsão, por isso está a estudar que tipo de motorização se encaixará melhor no projecto, se eléctrico movido a baterias, ou célula a combustível (hidrogénio) que a princípio será a regra para quem quiser continuar a competir no futuro em rally-raids, mesmo em categorias de energias alternativas...

Quanto ao Dakar Classic, um Mitsubishi Pajeo V6 terminou em segundo, com o francês Juan Donatiu ao volante, e Lilian Harichoury completou o pódio num camião Renault 420DCI.

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Notícia de: Jorge Plácido
 
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