Caramulo Motorfestival

Caramulo Motorfestival
Colocado por HugoSilva
Museu do Caramulo
Sexta-Feira, Setembro 6, 2019 - 09:00 PM
Até: Domingo, Setembro 8, 2019 - 06:00 PM
(Ajustado ao fuso horário: Europe/London)

Próximas datas
Horários ajustados para o fuso horário: Europe/London

Este evento expirou e não existem próximas datas

Tiago Baptista

Portalista
Portalista
Lote 7:

Caramulo Motorfestival 2019 (197).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (198).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (199).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (200).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (201).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (202).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (203).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (204).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (209).jpg Caramulo Motorfestival 2019 (210).jpg

Terminado o processo de colocação das imagens no Portal, é hora de fazer um balanço do evento.
No ano em que a Rampa do Caramulo celebra 40 anos, esperava um pouco mais para assinalar a efeméride. A exposição patente no hotel não tinha mais do que uma dúzia de quadros que retratavam alguns modelos que passaram na rampa ao longo dos 40 anos a que se juntava um de dimensões consideráveis logo na entrada com um breve resumo das edições da rampa, uma mota, dois fatos de competição e diversa memorabilia. Mas o aliciante seria, no meu ponto de vista, a presença do Markku Alén e no Nini Russo. Não dei por eles. Aliás, o finlandês passou à minha frente saído do stand da Abarth em direcção a uma cabana que está na zona frontal/lateral do museu para ser entrevistado antes da hora do almoço e da parte da tarde deve ter estado ao fresco no hotel. Logo depois de almoçar, questionei um relações-públicas (esta expressão faz-me comichão) da Alfa Romeo, daqueles que têm uma trela - perdão, fita - ao pescoço com uma chapa - perdão, credencial - que diz "STAFF" para saber do piloto e do antigo chefe da Lancia, ao qual este me respondeu: "Deve andar por aí". Por aí??:eek:. Estamos a falar do Alen! O tipo é alto e magrinho, muuuuito conhecido e ninguém sabe dele? Estes tipos que estão nos espaços das marcas não têm reuniões com um superior que lhes explica o que devem fazer enquanto estão naquele espaço? Como devem solucionar os problemas? Quem está no evento? Qual é o programa? Estão ali porque tiveram o factor C(unha) ou porque são competentes para desempenhar as funções? Que péssima imagem passam para a(s) marca(s). E tão pouco sabia se tinha existido uma sessão de autógrafos (pelo vistos foi anunciada para as 12h30 em frente ao museu mas não se realizou. Falha grave!). E antes de voltar ao seu lugar (possivelmente para colocar muitas fotos no Livro das Trombas ou quiçá para ver como se fazia arroz de cabidela) ainda me respondeu que o dia forte tinha sido no Sábado. Porra, se eu soubesse tinha pedido boleia a um dos F-16 que foram fazer barulho para a serra e, no dia anterior, tinham passado por Coimbra para me levar. Assim, no Domingo tinha ficado ao fresco a ver a final do Campeonato da Europa de ténis de mesa:lol:.
Em relação ao restantes pilotos, vi a Rosário Sottomayor no paddock, o filho do Carpinteiro Albino no R8 Gordini e o Edgar Fortes no Simca Rallye a subir a rampa. Estava eu a circular pelo recinto quando ouço o Filipe Albuquerque e o Ni Amorim a serem entrevistados pelo speaker que diga-se, este ano foi muito..... chato. Em algumas situações, mais valia estar calado.

Este ano aprecei a organização do estacionamento. Evitou-se o trânsito sempre caótico entre a edifício dos CTT e o posto de combustível uma vez que os carros foram desviados para as ruas da localidade e estacionados nos parques devidamente identificados. Só os clássicos podiam circular nessa zona. Também as forças de segurança tiveram um papel fundamental para escoar o trânsito no final do dia aliado às placas estrategicamente posicionadas que indicavam as principais cidades do norte e sul do país. Para além disso, esta nova configuração "obrigava" a maioria do publico a passar pela zona do paddock que este ano estava no jardim lateral do hotel. Sempre se visitou um espaço novo e apreciou as máquinas que lá repousavam.

Em relação à feira da automobília, esta foi muito má. O local não é o mais apropriado (na rua lateral ao museu que termina logo no inicio da rampa)
porque para além do chão ser inclinado e irregular, o espaço onde estão os toldos é apertado e, caso o São Pedro envie chuva, os expositores vão sofrer bastante. A oferta era diminuta e a retirada dos vendedores do pavilhão para lá serem colocados um comboio, karts e video-jogos revelou que a decisão não foi a mais acertada. Depois entre o pavilhão e a escola, tínhamos mais expositores e na praceta em frente do estabelecimento de ensino a zona da restauração. No campo da escola, estavam os Honda Civic, S2000 e os Focus RS e alguns BMW. Na zona frontal e traseira do museu estavam diversos expositores das marcas que patrocinavam o Motorfestival.

Excelente a presença de clubes como o AJA, Clube Citroen Clássico Portugal, dos Desportivos dos anos 80/90, do Clube 205 e dos Honda. O elogio é extensível, também, para a PSP, Câmara Municipal de Lisboa com o Citroen CX e HY, o clube Alfa Romeo e o clube Desportivos dos anos 80/90.

Resumindo: para quem gosta de dar um passeio até ao Caramulo e respirar aquele ar puro aliado a uma paisagem bonita, não deu o seu tempo por perdido. Se tiver a sorte desse passeio coincidir com o Motorfestival, sempre aprecia umas beldades clássicas que por lá circularam. Todos os anos a variedade é enorme. Se encontrar algum conhecido que partilhe da mesma paixão, é a cereja no topo do bolo. Agora a desilusão, para mim, foi a não presença dos pilotos anunciados para esse fim-de-semana e fraca alusão aos 40 anos da rampa. Não sei se os responsáveis estavam mais interessados em encher os cofres com a receita de bilheteira devido à exposição dos super-carros (e a fila ao longo do dia era bem extensa) ou em respeitar o que fora anunciado. Também já estou habituado a que este evento seja uma feira de vaidades e elitista e o público não seja respeitado. A rampa histórica foi pouco atractiva e bastava ver uma subida de cada série para ficar de barriga cheia. É claro que os veículos dos diferentes passeios conferem outra vivacidade à subida mas isso só acontece no final do dia. Porém, aqui, também, foi uma seca. Depois da rampa histórica, foi a vez dos Alfa Romeo, dos Focus RS e dos S2000 se lançarem nas curvas. Mas houve um Fittipaldi que se espalhou na subida e lá foi esta suspensa. E já eram 18h30. Hora de dizer adeus! (Continuo a achar que a separação da Rampa do Caramulo, a contar para o CNM, deste evento só retirou interesse e espectacularidade ao certame).

Nota: Não podia deixar de terminar o meu comentário sem mencionar dois membros do Portal que encontrei: o @David Silva que estava nas boxes e que gentilmente trocou "dois dedos de conversa". Um abraço.
E o @Antonio Godinho que respondeu ao meu cumprimento no preciso momento em que tinha o 205 atravessado na estrada, fruto da inversão de marcha que estava a realizar. Um abraço e parabéns pelo GTI. Está espectacular!
 
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António José Costa

Regularidade=Navegação, condução e cálculo?
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Lote 7:

Ver anexo 1147983Ver anexo 1147984Ver anexo 1147985Ver anexo 1147986Ver anexo 1147987Ver anexo 1147988Ver anexo 1147989Ver anexo 1147990Ver anexo 1147991Ver anexo 1147992

Terminado o processo de colocação das imagens no Portal, é hora de fazer um balanço do evento.
No ano em que a Rampa do Caramulo celebra 40 anos, esperava um pouco mais para assinalar a efeméride. A exposição patente no hotel não tinha mais do que uma dúzia de quadros que retratavam alguns modelos que passaram na rampa ao longo dos 40 anos a que se juntava um de dimensões consideráveis logo na entrada com um breve resumo das edições da rampa, uma mota, dois fatos de competição e diversa memorabilia. Mas o aliciante seria, no meu ponto de vista, a presença do Markku Alén e no Nini Russo. Não dei por eles. Aliás, o finlandês passou à minha frente saído do stand da Abarth em direcção a uma cabana que está na zona frontal/lateral do museu para ser entrevistado antes da hora do almoço e da parte da tarde deve ter estado ao fresco no hotel. Logo depois de almoçar, questionei um relações-públicas (esta expressão faz-me comichão) da Alfa Romeo, daqueles que têm uma trela - perdão, fita - ao pescoço com uma chapa - perdão, credencial - que diz "STAFF" para saber do piloto e do antigo chefe da Lancia, ao qual este me respondeu: "Deve andar por aí". Por aí??:eek:. Estamos a falar do Alen! O tipo é alto e magrinho, muuuuito conhecido e ninguém sabe dele? Estes tipos que estão nos espaços das marcas não têm reuniões com um superior que lhes explica o que devem fazer enquanto estão naquele espaço? Como devem solucionar os problemas? Quem está no evento? Qual é o programa? Estão ali porque tiveram o factor C(unha) ou porque são competentes para desempenhar as funções? Que péssima imagem passam para a(s) marca(s). E tão pouco sabia se tinha existido uma sessão de autógrafos (pelo vistos foi anunciada para as 12h30 em frente ao museu mas não se realizou. Falha grave!). E antes de voltar ao seu lugar (possivelmente para colocar muitas fotos no Livro das Trombas ou quiçá para ver como se fazia arroz de cabidela) ainda me respondeu que o dia forte tinha sido no Sábado. Porra, se eu soubesse tinha pedido boleia a um dos F-16 que foram fazer barulho para a serra e, no dia anterior, tinham passado por Coimbra para me levar. Assim, no Domingo tinha ficado ao fresco a ver a final do Campeonato da Europa de ténis de mesa:lol:.
Em relação ao restantes pilotos, vi a Rosário Sottomayor no paddock, o filho do Carpinteiro Albino no R8 Gordini e o Edgar Fortes no Simca Rallye a subir a rampa. Estava eu a circular pelo recinto quando ouço o Filipe Albuquerque e o Ni Amorim a serem entrevistados pelo speaker que diga-se, este ano foi muito..... chato. Em algumas situações, mais valia estar calado.

Este ano aprecei a organização do estacionamento. Evitou-se o trânsito sempre caótico entre a edifício dos CTT e o posto de combustível uma vez que os carros foram desviados para as ruas da localidade e estacionados nos parques devidamente identificados. Só os clássicos podiam circular nessa zona. Também as forças de segurança tiveram um papel fundamental para escoar o trânsito no final do dia aliado às placas estrategicamente posicionadas que indicavam as principais cidades do norte e sul do país. Para além disso, esta nova configuração "obrigava" a maioria do publico a passar pela zona do paddock que este ano estava no jardim lateral do hotel. Sempre se visitou um espaço novo e apreciou as máquinas que lá repousavam.

Em relação à feira da automobília, esta foi muito má. O local não é o mais apropriado (na rua lateral ao museu que termina logo no inicio da rampa)
porque para além do chão ser inclinado e irregular, o espaço onde estão os toldos é apertado e, caso o São Pedro envie chuva, os expositores vão sofrer bastante. A oferta era diminuta e a retirada dos vendedores do pavilhão para lá serem colocados um comboio, karts e video-jogos revelou que a decisão não foi a mais acertada. Depois entre o pavilhão e a escola, tínhamos mais expositores e na praceta em frente do estabelecimento de ensino a zona da restauração. No campo da escola, estavam os Honda Civic, S2000 e os Focus RS e alguns BMW. Na zona frontal e traseira do museu estavam diversos expositores das marcas que patrocinavam o Motorfestival.

Excelente a presença de clubes como o AJA, Clube Citroen Clássico Portugal, dos Desportivos dos anos 80/90, do Clube 205 e dos Honda. O elogio é extensível, também, para a PSP, Câmara Municipal de Lisboa com o Citroen CX e HY, o clube Alfa Romeo e o clube Desportivos dos anos 80/90.

Resumindo: para quem gosta de dar um passeio até ao Caramulo e respirar aquele ar puro aliado a uma paisagem bonita, não deu o seu tempo por perdido. Se tiver a sorte desse passeio coincidir com o Motorfestival, sempre aprecia umas beldades clássicas que por lá circularam. Todos os anos a variedade é enorme. Se encontrar algum conhecido que partilhe da mesma paixão, é a cereja no topo do bolo. Agora a desilusão, para mim, foi a não presença dos pilotos anunciados para esse fim-de-semana e fraca alusão aos 40 anos da rampa. Não sei se os responsáveis estavam mais interessados em encher os cofres com a receita de bilheteira devido à exposição dos super-carros (e a fila ao longo do dia era bem extensa) ou em respeitar o que fora anunciado. Também já estou habituado a que este evento seja uma feira de vaidades e elitista e o público não seja respeitado. A rampa histórica foi pouco atractiva e bastava ver uma subida de cada série para ficar de barriga cheia. É claro que os veículos dos diferentes passeios conferem outra vivacidade à subida mas isso só acontece no final do dia. Porém, aqui, também, foi uma seca. Depois da rampa histórica, foi a vez dos Alfa Romeo, dos Focus RS e dos S2000 se lançarem nas curvas. Mas houve um Fittipaldi que se espalhou na subida e lá foi esta suspensa. E já eram 18h30. Hora de dizer adeus! (Continuo a achar que a separação da Rampa do Caramulo, a contar para o CNM, deste evento só retirou interesse e espectacularidade ao certame).

Nota: Não podia deixar de terminar o meu comentário sem mencionar dois membros do Portal que encontrei: o @David Silva que estava nas boxes e que gentilmente trocou "dois dedos de conversa". Um abraço.
E o @Antonio Godinho que respondeu ao meu cumprimento no preciso momento em que tinha o 205 atravessado na estrada, fruto da inversão de marcha que estava a realizar. Um abraço e parabéns pelo GTI. Está espectacular!
Tiago, OBRIGADO!

Pelas imensas fotos que colocaste, e pelo balanço que fizeste, seria bom que quem organize efectivamente escute, leia, e verifique o que dizem sobre o mesmo!
Estão ai uma carrada de carros muito interessantes e alguns que me deixam a babar, achei no entanto muito salutar e deixou-me particularmente satisfeito ver versões vulgares de modelos normais tão bem cuidados, um deleite.
Aproveito no entanto para ser mauzinho, porque é que a malta quer os carros todos originais mas depois não resiste em quase os colar ao chão, puxa.
 

Antonio Godinho

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Obrigado @Tiago Baptista! Foi pena só nos termos encontrado quando já estava de partida. Muito boa a reportagem. Quase arrisco referir que dos carros presentes poucos devem ter escapado à tua objectiva :)

Quanto aos comentários sobre este certame, continuo a preferir o modelo praticado nos anos anteriores. A automobilia praticamente desapareceu e colocar a zona dos comes e bebes junto à escola não me pareceu a melhor opção...

Cumps,
 

Rafael Isento

Alfa Romeo
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@Tiago Baptista, um grande obrigado pelas fotos e relato do evento.
Face ao que tenho lido e ouvido, este evento começa a afastar-se do meu interesse, o que é pena.
Em Outubro espero encontrar-te no autoClássico.
Se vieres, avisa!
 

Samuel

Portalista
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Foi a primeira vez que fui e, muito provavelmente, a última.

Expectativas:
- Que com os 100 anos da Citroen, a marca aparecesse para registar o momento (tem os ingredientes suficientes para um evento destes) e estar presente
> foi uma presença tímida.

Balanço
- Por vezes fiquei na dúvida se era um Motorfestival ou um Motofestival
- Acho que o espaço não ajuda - é demasiada gente e carros para pequenos espaços geograficamente organizados ao sabor da urbe e da natureza (vale mais por esta última do que por tudo o resto) - eu entendo a ideia mas não me parece que se consiga fazer isto tudo ali.
- Vi o Alen a ser entrevistado e depois a tirar fotografias com os fãs (a fila era quase tão grande como a do museu).
- Gostei de ver o Type 35B a ser posto a trabalhar (o meu pequeno também gostou) e das selfies com ele (o meu pequeno) junto dos Diablos e pouco mais.
- Pessoalmente, também foi um fim de semana com muita coisa a não correr como previa (a começar pelo veículo que era suposto ter ido) e outros azares pelo meio que, aliado às circunstâncias de ir em família, não ajudou a mergulhar completamente no espírito. Ainda assim, não creio que tivesse ficado com uma opinião muito diferente.
 

JorgeMonteiro

...o do "Boguinhas"
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Obrigado mais uma vez @Tiago Baptista. Este ano não consegui ir, mas o teu relato quase que dá para sentir o cheiro a octanas queimadas.

As criticas são recorrentes, o espaço não permite muita margem de manobra e a organização não é muito dada a inovações e quebra de rotinas, mas aparentemente este ano até tentou mudar algumas coisas.

O evento tem muitos defeitos, mas só o facto de continuar a ser gratuito já merece da minha parte uma critica positiva.

Acho que o grande problema deste evento é o facto de ser uma rampa "linear". Ou se vê o paddock, ou se vê as subidas. Se os carros passassem "em prova" junto ao Hotel era perfeito.

Para quem participa, também deve ser aborrecido ter que ficar no topo da rampa à espera da pista livre para retornar ao paddock.
 

HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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Eventos Team
(...)
O evento tem muitos defeitos, mas só o facto de continuar a ser gratuito já merece da minha parte uma critica positiva.
(...)
Se calhar esta será uma das coisas a "melhorar", regra geral quando as coisas são gratuitas abre a porta a "muita coisa" e não querendo segregar ninguém, fica-se farto de ver certo tipo de situações nos encontros de clássicos tanto que começam todos eles a mudar o nome para "Encontro de Clássicos e Desportivos"... por outro lado se começarem a pedir dinheiro também vão ter de aumentar a parada ao nível da qualidade geral do evento.
 

Nuno Ferraz

Portalista
Portalista
Ora bem,

Comecemos pela introdução ao tema:
Foi a primeira vez que fui ao Caramulo Motorfestival e estive lá apenas no sábado.
Comprei o "bilhete" de 20 euros que incluía acesso ao parque de clássicos, um bilhete para o museu, umas revistas e brindes.

Pontos altos:
300kms de clássico num dia perfeito, com amigos e um fenomenal pôr do sol na estrada.
Goste-se ou não, em Portugal é difícil encontrar um conjunto de veículos tão diversificados e interessantes num único sitio e tão acessíveis. Vi mesmo de tudo da hilux ao Bugatti.
Estive à conversa com a PSP no stand em que tinham o seu equipamento e não podia ter sido melhor recebido. Foram de uma enorme simpatia e "perdi" 30m ou mais a perceber melhor o que faz a unidade especial de policia e como o fazem.
As motas. Sim eu entendo que é para quem gosta mas na verdade não se chama autofestival. Ouvir um daqueles Ingleses acessíveis a explicar que tem que arrancar o motor AJP com uma vela mais fria, aquecer a mota e trocar para uma vela mais quente foi uma experiência. E não esquecer o barulho descomunal que fazia quer a aquecer a mota como a subir com o seu pendura a rampa, sim porque era um side car.
O museu vale bem a visita e não é só pelos carros tem uma colecção de pintura, mobiliário e até de miniaturas bem interessante.

Pontos menos bons:
Uma rampa é uma rampa e neste caso realmente os acessos não são os melhores. Os carros passam uma vez e é isso.
Gostava de ter visto uma secção mais competitiva no tempo em que estive sentado a ver carros passar.
Falta um pouco de "Automobilia de Aveiro" a este evento. Eu sei que o espaço é pouco mas como vi atrás referido o pavilhão e mais umas tendas já permitiam ter "sucata/ouro" à venda.
A praça da alimentação é provavelmente a possível mas estará no limite logístico para o numero de pessoas.
E por último tenham juízo nas nacionais que levam ao recinto, não há necessidade de fazer ultrapassagens perigosas. Este é um problema generalizado e não do Caramulo Motorfestival.

Conclusão:
Não digo que não voltarei, gostei do ambiente e pelo menos a mim as peneiras não me fizeram assim tanta comichão e ficam com os próprios.
Temos um país pequeno e devemos ter noção da escala a que podemos fazer as coisas. Há margem para melhorar o evento mas obviamente continuo a achar que vale a pena ter esta data no calendário das "coisas" dos clássicos.
É possível pura e simplesmente ir ao Caramulo ver carros sem gastar mais do que o dinheiro da gasolina e da merenda e dar como muito bem empregue o dia, por isso quem puder que vá experimentar pelo menos uma vez.
Ainda quanto às peneiras, como dizem os espanhóis em relação às bruxas "pero que las hay, las hay".
Quando cheguei ouvi um indivíduo vestido de cima abaixo com roupinha comprada em Maranello ou nas feiras (Custóias para quem é do Norte, Carcavelos para quem é de um pouco mais a Sul) libertar para o eter a seguinte frase; "acha que vou por o meu Ferrari no parque de terra?".
Ora "portantos" quem quer que tenha eventualmente lido como são ou até frequentado aqueles eventos que tentam copiar o Caramulo Motorfestival (Goodwood, Le Mans, etc.) sabe de antemão que vai sempre haver um lugar decentemente pavimentado para todo e qualquer carro com preço acima de €500 e que é impensável montar uma tenda ao lado de um automóvel de meio milhão de euros e dormir dentro dela.

P.S. Se para que a entrada seja livre for preciso ter patrocínios e stands de carros novos paciência, prefiro assim do que vedar a possibilidade de frequentar o evento a um numero muito significativo de pessoas.
caramulo019.jpg
 
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JorgeMonteiro

...o do "Boguinhas"
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Portalista
Conclusão:
Não digo que não voltarei, gostei do ambiente e pelo menos a mim as peneiras não me fizeram assim tanta comichão e ficam com os próprios.
Temos um país pequeno e devemos ter noção da escala a que podemos fazer as coisas. Há margem para melhorar o evento mas obviamente continuo a achar que vale a pena ter esta data no calendário das "coisas" dos clássicos.
Concordo integralmente com o Nuno Ferraz. O evento não é perfeito, mas é do melhor que temos.

Não me choca que hajam passes de 20€ com "ofertas". Mas também acho que deveria haver parque gratuito para clássicos de visitantes. Tanto no Porto como em Aveiro, os parques dos visitantes são um grande motivo de interesse.



P.S. Se para que a entrada seja livre for preciso ter patrocínios e stands de carros novos paciência, prefiro assim do que vedar a possibilidade de frequentar o evento a um numero muito significativo de pessoas.
É um "MotorFestival", por isso, tem que ter motas e camiões e aviões etc. Quem lá vai para ver as motas, provavelmente queixa-se que tinha carros a mais. Também não é um evento de clássicos, por isso é normal que apareçam umas novidades e um super-desportivos.



A organização precisa de criar condições para aumentar a atratividade do evento. Aumentado a procura poderá dar-se ao luxo de recusar os Ford Probes e afins.
 

JP Vasconcelos

Raio de Sol
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Ora bem,

Comecemos pela introdução ao tema:
Foi a primeira vez que fui ao Caramulo Motorfestival e estive lá apenas no sábado.
Comprei o "bilhete" de 20 euros que incluía acesso ao parque de clássicos, um bilhete para o museu, umas revistas e brindes.

Pontos altos:
300kms de clássico num dia perfeito, com amigos e um fenomenal pôr do sol na estrada.
Goste-se ou não, em Portugal é difícil encontrar um conjunto de veículos tão diversificados e interessantes num único sitio e tão acessíveis. Vi mesmo de tudo da hilux ao Bugatti.
Estive à conversa com a PSP no stand em que tinham o seu equipamento e não podia ter sido melhor recebido. Foram de uma enorme simpatia e "perdi" 30m ou mais a perceber melhor o que faz a unidade especial de policia e como o fazem.
As motas. Sim eu entendo que é para quem gosta mas na verdade não se chama autofestival. Ouvir um daqueles Ingleses acessíveis a explicar que tem que arrancar o motor AJP com uma vela mais fria, aquecer a mota e trocar para uma vela mais quente foi uma experiência. E não esquecer o barulho descomunal que fazia quer a aquecer a mota como a subir com o seu pendura a rampa, sim porque era um side car.
O museu vale bem a visita e não é só pelos carros tem uma colecção de pintura, mobiliário e até de miniaturas bem interessante.

Pontos menos bons
Uma rampa é uma rampa e neste caso realmente os acessos não são os melhores. Os carros passam uma vez e é isso.
Gostava de ter visto uma secção mais competitiva no tempo em que estive sentado a ver carros passar.
Falta um pouco de "Automobilia de Aveiro" a este evento. Eu sei que o espaço é pouco mas como vi atrás referido o pavilhão e mais umas tendas já permitiam ter "sucata/ouro" à venda.
A praça da alimentação é provavelmente a possível mas estará no limite logístico para o numero de pessoas.
E por ultimo tenham juízo nas nacionais que levam ao recinto, não há necessidade de fazer ultrapassagens perigosas. Este é um problema generalizado e não do Caramulo Motorfestival.

Conclusão:
Não digo que não voltarei, gostei do ambiente e pelo menos a mim as peneiras não me fizeram assim tanta comichão e ficam com os próprios.
Temos um país pequeno e devemos ter noção da escala a que podemos fazer as coisas. Há margem para melhorar o evento mas obviamente continuo a achar que vale a pena ter esta data no calendário das "coisas" dos clássicos.
É possível pura e simplesmente ir ao Caramulo ver carros sem gastar mais do que o dinheiro da gasolina e da merenda e dar como muito bem empregue o dia, por isso quem puder que vá experimentar pelo menos uma vez.
Ainda quanto às peneiras, como dizem os espanhóis em relação às bruxas "pero que las hay, las hay".
Quando cheguei ouvi um indivíduo vestido de cima abaixo com roupinha comprada em Maranello ou nas feiras (Custóias para quem é do Norte Carcavelos para quem é de um pouco mais a Sul) libertar para o eter a seguinte frase; "acha que vou por o meu Ferrari no parque de terra".
Ora "portantos" quem quer que tenha eventualmente lido como são ou até frequentado aqueles eventos que tentam copiar o Caramulo Motorfestival (Goodwood, Le Mans, etc.) sabe de antemão que vai sempre haver um lugar decentemente pavimentado para todo e qualquer carro com preço acima de €500 e que é impensável montar uma tenda ao lado de um automóvel de meio milhão de euros e dormir dentro dela.

P.S. Se para que a entrada seja livre for preciso ter patrocínios e stands de carros novos paciência, prefiro assim do que vedar a possibilidade de frequentar o evento a um numero muito significativo de pessoas.
Ver anexo 1148012
Concordo integralmente com o Nuno Ferraz. O evento não é perfeito, mas é do melhor que temos.

Não me choca que hajam passes de 20€ com "ofertas". Mas também acho que deveria haver parque gratuito para clássicos de visitantes. Tanto no Porto como em Aveiro, os parques dos visitantes são um grande motivo de interesse.




É um "MotorFestival", por isso, tem que ter motas e camiões e aviões etc. Quem lá vai para ver as motas, provavelmente queixa-se que tinha carros a mais. Também não é um evento de clássicos, por isso é normal que apareçam umas novidades e um super-desportivos.



A organização precisa de criar condições para aumentar a atratividade do evento. Aumentado a procura poderá dar-se ao luxo de recusar os Ford Probes e afins.
É só para dizer que subscrevo, não digo que seja sítio para ir todos os anos, mas vale a pena pela barrigada de clássicos.
Enfim, claro que, com o Jorge não concordo completamente, isto é, acho que o Caramulo está no limite de público e carros que consegue receber.
Também tenho pena que não haja melhores condições para ver a rampa em bons locais.

Fazemos assim, como este foi o terceiro ano seguido que não fui, para o ano vamos todos e depois vimos todos para aqui bitaitar o que houve de bom e de mau. ;)
 

A Oliveira

Portalista
Portalista
Ora bem,

Comecemos pela introdução ao tema:
Foi a primeira vez que fui ao Caramulo Motorfestival e estive lá apenas no sábado.
Comprei o "bilhete" de 20 euros que incluía acesso ao parque de clássicos, um bilhete para o museu, umas revistas e brindes.

Pontos altos:
300kms de clássico num dia perfeito, com amigos e um fenomenal pôr do sol na estrada.
Goste-se ou não, em Portugal é difícil encontrar um conjunto de veículos tão diversificados e interessantes num único sitio e tão acessíveis. Vi mesmo de tudo da hilux ao Bugatti.
Estive à conversa com a PSP no stand em que tinham o seu equipamento e não podia ter sido melhor recebido. Foram de uma enorme simpatia e "perdi" 30m ou mais a perceber melhor o que faz a unidade especial de policia e como o fazem.
As motas. Sim eu entendo que é para quem gosta mas na verdade não se chama autofestival. Ouvir um daqueles Ingleses acessíveis a explicar que tem que arrancar o motor AJP com uma vela mais fria, aquecer a mota e trocar para uma vela mais quente foi uma experiência. E não esquecer o barulho descomunal que fazia quer a aquecer a mota como a subir com o seu pendura a rampa, sim porque era um side car.
O museu vale bem a visita e não é só pelos carros tem uma colecção de pintura, mobiliário e até de miniaturas bem interessante.

Pontos menos bons:
Uma rampa é uma rampa e neste caso realmente os acessos não são os melhores. Os carros passam uma vez e é isso.
Gostava de ter visto uma secção mais competitiva no tempo em que estive sentado a ver carros passar.
Falta um pouco de "Automobilia de Aveiro" a este evento. Eu sei que o espaço é pouco mas como vi atrás referido o pavilhão e mais umas tendas já permitiam ter "sucata/ouro" à venda.
A praça da alimentação é provavelmente a possível mas estará no limite logístico para o numero de pessoas.
E por último tenham juízo nas nacionais que levam ao recinto, não há necessidade de fazer ultrapassagens perigosas. Este é um problema generalizado e não do Caramulo Motorfestival.

Conclusão:
Não digo que não voltarei, gostei do ambiente e pelo menos a mim as peneiras não me fizeram assim tanta comichão e ficam com os próprios.
Temos um país pequeno e devemos ter noção da escala a que podemos fazer as coisas. Há margem para melhorar o evento mas obviamente continuo a achar que vale a pena ter esta data no calendário das "coisas" dos clássicos.
É possível pura e simplesmente ir ao Caramulo ver carros sem gastar mais do que o dinheiro da gasolina e da merenda e dar como muito bem empregue o dia, por isso quem puder que vá experimentar pelo menos uma vez.
Ainda quanto às peneiras, como dizem os espanhóis em relação às bruxas "pero que las hay, las hay".
Quando cheguei ouvi um indivíduo vestido de cima abaixo com roupinha comprada em Maranello ou nas feiras (Custóias para quem é do Norte, Carcavelos para quem é de um pouco mais a Sul) libertar para o eter a seguinte frase; "acha que vou por o meu Ferrari no parque de terra?".
Ora "portantos" quem quer que tenha eventualmente lido como são ou até frequentado aqueles eventos que tentam copiar o Caramulo Motorfestival (Goodwood, Le Mans, etc.) sabe de antemão que vai sempre haver um lugar decentemente pavimentado para todo e qualquer carro com preço acima de €500 e que é impensável montar uma tenda ao lado de um automóvel de meio milhão de euros e dormir dentro dela.

P.S. Se para que a entrada seja livre for preciso ter patrocínios e stands de carros novos paciência, prefiro assim do que vedar a possibilidade de frequentar o evento a um numero muito significativo de pessoas.
Também la estive. Foi a minha primeira visita ao evento.

Também paguei os 20 euritos.

Em relação aos 20 euritos não compensou. Fiquei no parque "P4", um parque de terra, o mais afastado de tudo, assim que estacionei fui logo para o centro, penso que toda a gente fez isso porque das 2 vezes que fui ao carro só estava no parque dos clássicos quem estava a estacionar ou a sair.
Portanto de concentração de clássicos parece que nada houve.
A conjunção de excesso de oferta de coisas melhores para se ver com o facto do parque ser periférico levaram a isso.
Se lá voltar vou de carro normal, faço uma viagem mais confortável e poupo os 20 euros.

De resto o evento foi fenomenal as "máquinas" que participaram nas provas eram fabulosas. Vale a pena lá ir.
 
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