"Barra de Manteiga" - Renault 4CV

1947 | 1961

O Renault 4CV foi o símbolo do renascimento da Renault, depois da Segunda Guerra Mundial. Este modelo marcou igualmente o início da era dos automatismos na produção, sendo construído à cadência 300 unidades por dia, desde o seu lançamento.


Muito popular, foi também o primeiro carro da marca a atingir o milhão de unidades montadas e tornou-se, paralelamente, famoso na competição, conseguindo bons resultados em muitos ralis.

Foi apelidado de "La motte de beurre" - “Barra de Manteiga” em França. Esta alcunha devia-se à cor inicialmente utilizada.

Também foi apelidado de "Joaninha" e de "Rabo quente"
 
Com muito segredo, durante a Segunda Guerra Mundial, era desenvolvido o projecto de um pequeno automóvel no interior da fábrica da Renault, nos arredores de Paris. Desde 26 de Junho de 1940, a fábrica de Boulogne Billancourt estava sob o comando dos alemães na França ocupada. E lá não se fabricavam automóveis: eram feitos tanques, caminhões e jipes de guerra.

Os engenheiros Fernand Picard, Charles-Edmond Serre e Jean-Auguste Riolfo pensavam num
carro pequeno, barato e muito económico para se adaptar à nova conjuntura económica que se estabeleceria numa economia aniquilada pela guerra. Três protótipos foram construídos inspirados no modelo KdF apresentado pela Volkswagen em 1939. Era pequeno e com motor traseiro.

Em outubro de 1944 morria o fundador Louis Renault, aos 67 anos. Em seu lugar era nomeado
Pierre Lefaucheux como presidente da Renault, que viria a se tornar uma estatal. Aos poucos, as actividades industriais iam-se retomando. Lançado em 1937, o modelo Juvaquatre, já envelhecido, era o único carro comercializado em 1946 pela empresa do losango.

Finalmente, em Setembro de 1946, o pequeno carro da retomada da Renault era apresentado. Só no final de 1947, porém, é que o Renault 4CV deixava as linhas de produção para ser vendido.

Todos na cor amarelo-areia, que era usada nos veículos militares e estava com um stock altíssimo de tinta.

O carrinho de linhas arredondadas tinha quatro portas, sendo as dianteiras do tipo "suicida", com abertura oposta ao usual. Media só 3,6 metros de comprimento e pesava 600 kg. O pequeno motor, já com cabeçote em alumínio, tinha quatro cilindros em linha, refrigeração a água e era posicionado na traseira, como no Volkswagen. Com 760 cm³ de cilindrada, desenvolvia cerca de 19 cv às 4.000 rpm. As válvulas vinham no cabeçote e a alimentação era feita por um carburador em posição invertida da marca Solex, também francesa.
O câmbio de três marchas não tinha a primeira sincronizada. A velocidade máxima era de 95 km/h, suficiente para um carro urbano naquele tempo. Na frente haviam vários frisos que simulavam uma grade — alguns poderiam pensar que o motor era dianteiro.

Muitos acharam-no demasiado pequeno e a colocação traseira do motor não agradou muitos aos franceses.

No entanto, a Renault já tinha vencido a batalha, ao conceber um carro que tinha um espaço interior agradável e performances muito interessantes para o seu tamanho, além de linhas consideradas modernas e um excelente comportamento dinâmico, graças às suspensões independentes.

Os Franceses, e não só, habituaram-se rapidamente ao 4CV, que acabou por se transformar num fenómeno de vendas, ultrapassando 1,1 milhões de exemplares.

As expectativas mais optimistas foram ultrapassadas e o 4CV ficou na história da Renault como o carro que colocou a marca no caminho do sucesso pós-Guerra.

O pequeno 4CV teve, paralelamente, muito sucesso na competição, especialmente nos Ralis, graças ao seu bom desempenho e baixo peso. Até nas mais famosas pistas brilhou e, em 1950, por exemplo, três 4CV monopolizaram os lugares do pódio da sua classe nas 24horas de Le Mans.
 
Concorrência Forte

O Renault 4CV teve sucesso num período de crise em que nasceram outros carros famosos.

O objectivo inicial de produzir 300 unidades diárias rapidamente foi alcançado e esse número subiu para 500 em 1949 e, pouco depois para 1000, para responder às encomendas.

Isto numa época em que, em Inglaterra, o Morris Minor era o primeiro carro a atingir a produção de 1 milhão de unidades, o “Carocha” relançava a alemnhã e, em Itália, o 500 Nuov, sucessor do Topolino, invadia a península e avançava em outros países europeus.

Mesmo em França, nascia nessa época mais um fenómeno da insdútria automóvel, o Citroën 2CV,. Por tudo isto, o sucesso do Renault 4CV é ainda mais impressionante.
 

Diogo Lisboa

Veterano
Bom tópico!:D

Que eu saiba a alcunha do Renault 4Cv é Joaninha, nunca ouvi falar da alcunha Barra de Manteiga:DD:D...
 

Francisco Dias

Portalista
Portalista
O derivado de olhos em bico :feliz:. Montagem oriental

HINO RENAULT 4CV


Principais diferenças: a notória grelha, piscas aplicados nos g-lamas e vários adornos interiores/exteriores.
 

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