Audi 80

josecarlosromao

Clássico
Amigos,
Por falta de atividade no Saab, passo a partilhar convosco as minhas aventuras com o Audi.

No ínicio de 2017 percebi que tinha de deixar o meu carro, um Nissan Almera, por ir sair de Coimbra para viver com a minha namorada em Cantanhede. A um consumo médio de 7,2 litros ia gastar cerca de 250 euros por mês.
O primeiro critério para a nova aquisição foi o preço: para não ter de recorrer a crédito, cerca de 1000 euros.
O segundo critério para comprar o novo carro foi gastar pouco (usei para isso o site Sprintmonitor. Tinha portanto de ser um diesel. A minha primeira abordagem foi um Citroën Ax. Ainda fui ver um Zx conduzido por um puto com espelhos atados por fita cola e a lateral metida para dentro e que se esvaiu numa nuvem de fumo preto depois de nos despedirmos (mesmo assim, o Zx é o meu guilty pleasure)
Comecei a pensar no terceiro critério, a segurança, baseado nos resultados de acidentes compilados pela seguradora Folksam.
O quarto critério era ter AC porque o Nissan tinha e já estava habituado.
A combinação destes quatro critérios resultou neste modelo da Audi, cujo motor se percebe qual é mas não me atrevo a pronunciar tal sigla neste forum.

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Fui comprá-lo à margem sul, a uns negociantes que supostamente tinham um stand, o que me interessava pois podia dar o Nissan para abater no preço.
Chamou-me a atenção que tinha uns 350.000 kms e não 200.000 como anunciado.
O ar condicionado não funcionava, e os comandos da ventilação também não funcionavam muito bem.
A porta do condutor não abria por dentro. Dei uma volta dentro do parque de estacionamento.
Os negociantes disseram-me que o Audi vinha de uma outra permuta e que tinham dado 1500 euros por ele. Uma razão importante para comprar o carro foi ainda ter seguro (acabava no dia), o que evitava ter de voltar para o ir buscar só no fim de semana a seguir (foi o que fiz quando comprei o Nissan e houve quem me garantisse que tinha sido burlado).
Comprei o Audi por 1100 euros menos 250 pelo Nissan.

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Não tinha conseguido vender o Nissan a um particular (e assim receber um valor mais alto) por falta de disponibilidade.
No entanto quem o comprou não o registou logo em seu nome, o que me fez ficar bastante apreensivo que me fossem aparecer contas alheias para pagar (sem eu ter sequer um contrato da venda). A solução ideal tinha sido mandá-lo para a sucata (se bem que me ia custar pelo lado emocional).
Quando entrei no Audi para voltar para Peniche estive dez minutos à procura dos botões dos vidros até ver as manivelas. No anúncio dizia que tinha vidros elétricos.
Ao chegar a Peniche preocupou-me um barulho cíclico que se ouvia no motor.
Ao registar o Audi tive ainda a sorte de conseguir entrar em contacto com os negociantes (porque não estavam a reconhecer um documento do antigo proprietário), que me puseram em contacto com o antigo proprietário. Este disse-me que lhes tinha vendido o carro por 500 euros.

Pronto, vamos parar por aqui também porque afinal ainda não estou assim tão desprendido desta história como pensava. Os senhores agora interrompem o risinho condescendente e chamam-me ingénuo e depois de eu recuperar volto à carga e começamos aqui a falar de injetores e eliminação de EGRs aqui no Portal dos Clássicos... Vamos puxar o serrote e fazer um mega peão aqui no meio dos charutos a gasolina!
 

Anexos

Nuno Filipe Pinto Ferreira

Portalista
Portalista
Amigos,
Por falta de atividade no Saab, passo a partilhar convosco as minhas aventuras com o Audi.

No ínicio de 2017 percebi que tinha de deixar o meu carro, um Nissan Almera, por ir sair de Coimbra para viver com a minha namorada em Cantanhede. A um consumo médio de 7,2 litros ia gastar cerca de 250 euros por mês.
O primeiro critério para a nova aquisição foi o preço: para não ter de recorrer a crédito, cerca de 1000 euros.
O segundo critério para comprar o novo carro foi gastar pouco (usei para isso o site Sprintmonitor. Tinha portanto de ser um diesel. A minha primeira abordagem foi um Citroën Ax. Ainda fui ver um Zx conduzido por um puto com espelhos atados por fita cola e a lateral metida para dentro e que se esvaiu numa nuvem de fumo preto depois de nos despedirmos (mesmo assim, o Zx é o meu guilty pleasure)
Comecei a pensar no terceiro critério, a segurança, baseado nos resultados de acidentes compilados pela seguradora Folksam.
O quarto critério era ter AC porque o Nissan tinha e já estava habituado.
A combinação destes quatro critérios resultou neste modelo da Audi, cujo motor se percebe qual é mas não me atrevo a pronunciar tal sigla neste forum.

Ver anexo 1138701

Fui comprá-lo à margem sul, a uns negociantes que supostamente tinham um stand, o que me interessava pois podia dar o Nissan para abater no preço.
Chamou-me a atenção que tinha uns 350.000 kms e não 200.000 como anunciado.
O ar condicionado não funcionava, e os comandos da ventilação também não funcionavam muito bem.
A porta do condutor não abria por dentro. Dei uma volta dentro do parque de estacionamento.
Os negociantes disseram-me que o Audi vinha de uma outra permuta e que tinham dado 1500 euros por ele. Uma razão importante para comprar o carro foi ainda ter seguro (acabava no dia), o que evitava ter de voltar para o ir buscar só no fim de semana a seguir (foi o que fiz quando comprei o Nissan e houve quem me garantisse que tinha sido burlado).
Comprei o Audi por 1100 euros menos 250 pelo Nissan.

Ver anexo 1138700

Não tinha conseguido vender o Nissan a um particular (e assim receber um valor mais alto) por falta de disponibilidade.
No entanto quem o comprou não o registou logo em seu nome, o que me fez ficar bastante apreensivo que me fossem aparecer contas alheias para pagar (sem eu ter sequer um contrato da venda). A solução ideal tinha sido mandá-lo para a sucata (se bem que me ia custar pelo lado emocional).
Quando entrei no Audi para voltar para Peniche estive dez minutos à procura dos botões dos vidros até ver as manivelas. No anúncio dizia que tinha vidros elétricos.
Ao chegar a Peniche preocupou-me um barulho cíclico que se ouvia no motor.
Ao registar o Audi tive ainda a sorte de conseguir entrar em contacto com os negociantes (porque não estavam a reconhecer um documento do antigo proprietário), que me puseram em contacto com o antigo proprietário. Este disse-me que lhes tinha vendido o carro por 500 euros.

Pronto, vamos parar por aqui também porque afinal ainda não estou assim tão desprendido desta história como pensava. Os senhores agora interrompem o risinho condescendente e chamam-me ingénuo e depois de eu recuperar volto à carga e começamos aqui a falar de injetores e eliminação de EGRs aqui no Portal dos Clássicos... Vamos puxar o serrote e fazer um mega peão aqui no meio dos charutos a gasolina!
Adoro a Audi, esse 80 em particular deve ter sido das ultimas series , dos 80 e a ultima série que eu mais gosto e se pudesse ter um haveria de ser um 80 QUATTRO que estão cada ver mais raros e inflaccionados . Eu em particular adoro os diesels tanto Quanto a gasolina , a maneira de conduzir um diesel e différente . Parabens pela bêla maquina Carlos .
 

JorgeMonteiro

...o do "Boguinhas"
Membro do staff
Premium
Portalista
Xiiiiii!!! Está o caldo entornado. Volta SAAB estás perdoado!!! :D: :D: :D:




Os senhores agora interrompem o risinho condescendente e chamam-me ingénuo...
Verdade! Enquanto lia o teu relato só me lembrava aquelas cenas típicas dos filmes de terror em que a miúda percorre a casa toda às escuras e vai ter com o gajo que está atrás da porta com a faca na mão.
 

joao p vasconcelos

Portalista
Premium
Portalista
O Nissan tinha alguma avaria?! 250€ parece um valor baixo para o carro que é..

Menos mal, pelo menos o Audi tem umas jantes Ford:))

Quando se efetua qualquer transação de veículo (compra ou venda), é efetuar logo o registo, senão é problema na certa.
Isso e antes de comprar verificar se tem penhoras.


Venham o resto das aventuras:thumbs up:
 

josecarlosromao

Clássico
Em Peniche meti o carro a fazer revisão num mecânico. Ele trocou um fole e a junta do carter, entre outras coisas. Também trocou a correia do alternador, que estavam a provocar o tal barulho ciclico. Foram 360 euros.
Meti-me no carro para ir para Coimbra. A meio da viagem aparece uma luz vermelha a piscar, que descobri ser o nível do anticongelante. Parei em casa dos pais da minha namorada, e enquanto eles vinham ver o meu carro novo, abri um pouco com o cuidado possível a tampa do vaso de expansão e um jato saiu disparado em todas as direções durante alguns minutos.
Atestado o carro com água da mangueira chegou a Coimbra. Ia abrindo a tampa para libertar a pressão.
Fui mostrar o carro a um amigo, e ao abrir a tampa vi o reservatório cheio de bolhas. Ao procurar na net, percebi então que tinha passagem dos gases de combustão. Fui a uma oficina, onde me confirmaram. Aí sim, vi no que me tinha acabado de meter. E liguei à minha mãe. Para eu ter ligado à minha mãe eu não estava bem, pessoal.
Ergui a cabeça e fui pedir um orçamento. Só me perguntavam como é que tinha feito este negócio sem contrato nem nada. Com a minha insistência, enumeraram que ia ser preciso isto e aquilo e aqueloutro e ia gastar uns 2000 ou 3000 euros. Liguei ao mecânico de Peniche. Ele disse que trocava a junta por 600. Fiquei mais descansado (na verdade posteriormente acabei por vê-lo a trocar uma junta e o que o senhor faz é estritamente o que diz - tira a cabeça, troca a junta e volta a meter a cabeça).
Eu ainda queria tentar evitar os trabalhos que me esperavam, por isso fui de propósito a Rio Maior comprar Steel Seal (70 euros), um produto milagroso que não funcionou.
O carro demorava muito a aquecer. Por razões que não consigo especificar neste momento, achei por bem mudar o termostato. O carro ficou a aquecer mais depressa.
A minha dúvida era se mandava arranjar ou arranjava eu, nunca tendo feito nada com esta dimensão. Nessa altura também percebi que tinha de ser da junta da cabeça o Saab mandar a água para o carter, por isso resolvi usá-lo como cobaia.
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Anexos

Edgar.Guerra

Portalista
Premium
Portalista
Muita força nessa hora! :)

Uma dúvida que me assalta sempre nestas situações. O que poupas de combustível compensa a diferença de preço entre o audi e o almera? Ainda por cima conhecias o Almera e sabias com o que contavas... Já não és o primeiro portalista que vejo fazer isto (comprar um carro ou trocar só para poupar nos consumos), e sempre me intrigou se valia a pena, atendendo ao que gastas na compra do carro e aos "brindes" que ele traz.

A não ser...

que essa história dos consumos seja apenas uma "desculpa" para trocar de carro! :)
 

josecarlosromao

Clássico
Muita força nessa hora! :)
O que poupas de combustível compensa a diferença de preço entre o audi e o almera?
Ia passar a fazer cerca de 2000 kms por mês, o que se traduzia numa poupança de cerca de 50 / 60 euros por mês. Entretanto passei a trabalhar em Aveiro e a continuar a viver em Cantanhede (distância de 50 kms), pelo que ter um carro a gasolina agora seria incomportável.
Mas sim, para distâncias mais pequenas poderá não compensar. Eu e a minha namorada estamos agora com este dilema, ela tem um Fiesta 1.1 de 95 e estamos indecisos se vale a pena comprar um diesel por ela ir passar a fazer 40 kms por dia.
 

João Luís Soares

Pre-War
Membro do staff
Delegado Regional
Portalista
(...)Eu e a minha namorada estamos agora com este dilema, ela tem um Fiesta 1.1 de 95 e estamos indecisos se vale a pena comprar um diesel por ela ir passar a fazer 40 kms por dia.
Eu sou completamente parcial aos carros italianos, mas esse Fiesta MK3... e esse motor... Não troques! Isso é carro para durar toda a vida. Conheço histórias incríveis com carros desses!
 

Nuno Ferraz

Portalista
Portalista
Ia passar a fazer cerca de 2000 kms por mês, o que se traduzia numa poupança de cerca de 50 / 60 euros por mês. Entretanto passei a trabalhar em Aveiro e a continuar a viver em Cantanhede (distância de 50 kms), pelo que ter um carro a gasolina agora seria incomportável.
Mas sim, para distâncias mais pequenas poderá não compensar. Eu e a minha namorada estamos agora com este dilema, ela tem um Fiesta 1.1 de 95 e estamos indecisos se vale a pena comprar um diesel por ela ir passar a fazer 40 kms por dia.
Podendo instalar um sistema de GPL num carro de proveniência conhecida e fiável em vez de gastar tanto ou mais dinheiro na compra e longa fiabilização de um diesel barato eu não hesitaria.

Os custos de utilização não são metade do carro a diesel mas para lá caminham.

Tirando a questão da originalidade poucos argumentos restam até porque as novas instalações já podem estacionar em parques subterrâneos e não precisam do autocolante da "vergonha" na traseira.

Resta apenas por fazer a análise económica rigorosa e realista da questão. A opção correcta muitas vezes nestes casos é não fazer nada.

Haverá quem ache que a compra não foi a melhor mas está garantida uma boa história pela certa, força.
 
Última edição:

Rafael S Marques

Pre-War
Membro do staff
Premium
Delegado Regional
Portalista
Tive um Audi 80 1600TD de 1989 durante perto de 15 anos, vendi-o com mais de 600000Kms sem nunca ter sido aberto, fazia mudas de óleo de 15000 em 15000Kms e não gastava gota de óleo, são bons carros, mas quando aquecem a 1ª vez é preciso ter cuidado e material para eles só meto original.

Boa sorte e se precisares apita.;)
 

josecarlosromao

Clássico
Tive um Audi 80 1600TD de 1989 durante perto de 15 anos, vendi-o com mais de 600000Kms sem nunca ter sido aberto, fazia mudas de óleo de 15000 em 15000Kms e não gastava gota de óleo, são bons carros, mas quando aquecem a 1ª vez é preciso ter cuidado e material para eles só meto original.
Pelo que tenho lido esse motor aquece facilmente...
 
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