Alfa Romeo 156 2.0 JTS 16v

Sou um feliz proprietário desta SportWagen desde Maio deste ano.

Fui buscá-lo a Viana do Castelo e paguei o pedido sem pestanejar.

A pintura era nova, contava apenas 107.000kms que para um carro de 17 anos foi um verdadeiro achado.

Tinha distribuição e óleo mudados há menos de 5 meses. Estofos em pele Momo e som Bose.
Exterior Mk1 e interiores Mk1.5, exactamente o que mais queria!

As características técnicas:

Cilindrada: 1.970;
Potência: 165 cvs às 6.400rpm;
Binário máximo: 206 Nm às 3.250rpm;
Injecção directa Bosch;
Velocidade máxima: 220 km/h;
0-100: 8,2s;
Peso: 1.335 kg

A primeira foto ainda na casa do vendedor com uma paisagem de cortar a respiração:
jtsIMG_20190511_133231.jpg
 
Em Agosto cumpriu na perfeição a função de carro de família em férias.

Foram 2000kms de puro gozo. Fiável, surpreendentemente económica (consumos abaixo dos 10l com condução de curiosidade em explorar as capacidades do motor) e com uma performance interessante.

Muito rápida até aos 180km/h...não tanto daí para a frente, mas depois de passar os 200 parece que ganha uma nova alma.
ar156jtsIMG_20190607_204759.jpg
 
Estou a ver que as férias foram até a alemanha para desfrutar da autobahn :xD::xD::xD:
Longas rectas desertas no nosso Alentejo dá nisso!

No primeiro mês efectuei logo algumas alterações estéticas de relevo.

Troquei as jantes raiadas de 17" pelas mais banais Teledial de 16".
São as que sempre gostei de ver no 156, nunca vi necessidade de ter 17" neste modelo e acabei por ganhar uns trocos.

Coloquei um símbolo novo na frente e o lettering traseiro que tinha ficado esquecido na altura da pintura.

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Anexos

João Luís Soares

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Não gosto especialmente dos 156, mas essas jantes de 16 ficam bem melhor que as outras que vinham na carrinha.
 

Miguel Gomes Dinis

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Julgava que o 156 era a berlina/sw mais consensual do ponto de vista do desenho. João Luís Soares não mereces viver! Para mim foi o desenho industrial de massas do final de século. É um hino à proporção, ao equilíbrio e ao desenho enquanto estética. Também sou dos que gosta (muito) mais das jantes 16, não apenas por uma questão de escala no enquadramento com o conjunto, mas sobretudo,porque gosto muito mais de jantes de bolas na maioria dos Alfa Romeo.
 

João Luís Soares

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Julgava que o 156 era a berlina/sw mais consensual do ponto de vista do desenho. João Luís Soares não mereces viver! Para mim foi o desenho industrial de massas do final de século. É um hino à proporção, ao equilíbrio e ao desenho enquanto estética. Também sou dos que gosta (muito) mais das jantes 16, não apenas por uma questão de escala no enquadramento com o conjunto, mas sobretudo,porque gosto muito mais de jantes de bolas na maioria dos Alfa Romeo.
Mereço sim. Só não gosto do 156. Esteticamente acho bonito, mas não gosto do carro.
 

António José Costa

Regularidade=Navegação, condução e cálculo?
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Parabéns pela JTS, a 156 carrinha é um modelo que gosto muito, só lhe crítico o espaço inacreditavelmente curto da bagageira para uma carrinha.
Neste caso em particular gosto também mais das jantes 16, considero-as mais bonitas e de acordo com a estética das 156.
Em relação ao motor tenho algumas reticências em relação aos JTS motores de injeção directa a gasolina deixam-me sempre de pé atrás.
Parabéns pela aquisição e desfruta bem da máquina!
 
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HugoSilva

"It’s gasoline, honey. It’s not cheap perfume."
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Julgava que o 156 era a berlina/sw mais consensual do ponto de vista do desenho. João Luís Soares não mereces viver! Para mim foi o desenho industrial de massas do final de século. É um hino à proporção, ao equilíbrio e ao desenho enquanto estética. Também sou dos que gosta (muito) mais das jantes 16, não apenas por uma questão de escala no enquadramento com o conjunto, mas sobretudo,porque gosto muito mais de jantes de bolas na maioria dos Alfa Romeo.
Excelente aquisição, vendeu para xuxu e deve ser o produto da Alfa mais bem sucedido em vários anos.

Apesar das muitas virtudes estéticas é um carro familiar em que a mala tem menos capacidade que na versão berlina, para todos os efeitos mais bonita, será assim em 99% dos casos de qualquer das formas.
 

João Luís Soares

Pre-War
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Explica-te melhor que eu fiquei trocado!
Acho bonito mas não gosto!!!???
Sim, Vaz. É só bonito.
É bem desenhado. Mas, seja carro ou carrinha, não gosto, não queria para mim, nem dado.
Esteticamente é agradável, mas sofre do mal da forma antes da função. Supostamente é um carro familiar, mas... Entrei num berlina e numa SW há uns tempos e são ridiculamente acanhados atrás.
 

Miguel Gomes Dinis

Portalista
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Sim, Vaz. É só bonito.
É bem desenhado. Mas, seja carro ou carrinha, não gosto, não queria para mim, nem dado.
Esteticamente é agradável, mas sofre do mal da forma antes da função. Supostamente é um carro familiar, mas... Entrei num berlina e numa SW há uns tempos e são ridiculamente acanhados atrás.
Tens razão. É muito acanhado. Também tens razão quanto à forma antes da função (e este é um dos motivos do equilíbrio estético). Mas tem mais e tem pior se analisado pela óptica puramente racional e pragmática. Tem um diâmetro de viragem maior que um autocarro, na primeira versão (a melhor de todas sobretudo com o 2.0 TS que tira o melhor daquela plataforma no binário peso/prestações) tem um interior despido de tudo e mais alguma coisa (concilia história e heritage com minimalismo como nenhum outro contemporâneo), rompe pneus por dentro, come casquilhos e braços de suspensão. Mas o que é isto senão identidade e personalidade? Seria tão mais fácil comprometer estes quesitos satisfazendo outros mais racionais e mundanos... Por vezes a poética filosófica das coisas passa exatamente por este paradoxo. Tinha um professor na faculdade de arquitectura que para estimular a criatividade dos alunos dizia que um objecto, independentemente da escala e do uso "...deve ser provocador, deve se bonito. Se funcionar tanto melhor.". Seria esticar o conceito ao absurdo? Talvez. Mas o que seria de arte se não desafiasse o modelo e o status quo?

Creio que aqui a coisa pode ser levada mais longe, para além do objecto ser um desenho absolutamente extraordinário, para além de ser acanhado, para além da limitação imposta pelo eixo e tracção no sítio errado, para além de ser pobre de equipamento, mediano de construção e pouco económico de manutenção, é dinamicamente irrepreensível e esteticamente apaixonante. É exactamente por ser acanhado, por dar duas voltas de volante de topo a topo, por vir de fábrica com um camber pronunciadamente negativo, e ter um interior revivalista e minimalista que nos remete para um tempo que já não é o seu. E o tempo para o qual nos remete, não só é mais bonito do que o seu, como é aquele em que o romantismo se sobrepunha ao pragmatismo. Os coupés aos SUV. As berlinas aos monovolumes. Os bialbero aos diesel. Os motores à vista aos cofres em plástico. Foi talvez, e apesar de todas as limitações o último dos moicanos. Pegou num banal cacho de uvas e transformou num bom copo de vinho. A história das berlinas de quatro portas da alfa romeo fechou a porta com o 75. Selou a com o 156. A berlina mais bonita do fim de século que não se preocupou em buscar compromissos para ser feliz. O último carro aparentemente familiar com o único objectivo de satisfazer o condutor. A parte do familiar era um ardil engenhoso para enganar esposas grávidas de 7 meses. Um carro extraordinário a que o tempo fará justiça. Sobretudo na primeiríssima série com aquele lindíssimo tablier com radio standard e sem LCD s ou visores de feira. Lunga vita cento cinquanta sei!
 
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João Luís Soares

Pre-War
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Tens razão. É muito acanhado. Também tens razão quanto à forma antes da função (e este é um dos motivos do equilíbrio estético). Mas tem mais e tem pior se analisado pela óptica puramente racional e pragmática. Tem um diâmetro de viragem maior que um autocarro, na primeira versão (a melhor de todas sobretudo com o 2.0 TS que tira o melhor daquela plataforma no binário peso/prestações) tem um interior despido de tudo e mais alguma coisa (concilia história e heritage com minimalismo como nenhum outro contemporâneo), rompe pneus por dentro, come casquilhos e braços de suspensão. Mas o que é isto senão identidade e personalidade? Seria tão mais fácil comprometer estes quesitos satisfazendo outros mais racionais e mundanos... Por vezes a poética filosófica das coisas passa exatamente por este paradoxo. Tinha um professor na faculdade de arquitectura que para estimular a criatividade dos alunos dizia que um objecto, neste caso uma casa "...deve ser provocador, deve se bonito. Se funcionar tanto melhor."

Creio que aqui a coisa pode ser levada mais longe, para além do objecto ser um desenho absolutamente extraordinário, para além de ser acanhado, para além da limitação imposta pelo eixo e tracção no sítio errado, é dinamicamente irrepreensível. É exactamente por ser acanhado, por dar duas voltas de volante de topo a topo, por vir de fábrica com um camber pronunciadamente negativo, e ter um interior revivalistas e minimalista que nos remete para um tempo que já não é o seu. E o tempo para o qual nos remete, não só é mais bonito do que o seu, como é aquele em que o romantismo se sobrepunha ao pragmatismo. Os coupés aos SUV. As berlinas aos monovolumes. Os bialbero aos diesel. Os motores à vista aos cofres em plástico. Foi talvez, e apesar de todas as limitações o último dos moicanos. Pegou num banal cacho de uvas e transformou num bom copo de vinho. A história das berlinas de quatro portas da alfa romeo fechou a porta com o 75. Selou a com o 156. A berlina mais bonita do fim de século que não se preocupou em buscar compromissos para ser feliz. Um carro extraordinário a que o tempo fará justiça. Sobretudo na primeiríssima série com aquele lindíssimo tablier com radio standard e sem LCD s ou visores de feira. Lunga vita cento cinquanta sei!
Não discordo de nada do que escreveste. Mas não gosto. É teimosia e casmurrice? Talvez. Mas é sempre assim com gostos diferentes.
 

Carlos Vaz

Pre-War
Sim, Vaz. É só bonito.
É bem desenhado. Mas, seja carro ou carrinha, não gosto, não queria para mim, nem dado.
Esteticamente é agradável, mas sofre do mal da forma antes da função. Supostamente é um carro familiar, mas... Entrei num berlina e numa SW há uns tempos e são ridiculamente acanhados atrás.
Passaste ao lado do 156 e nem o viste!
Essa questão estava brilhantemente resolvida pela VW com o Passat. Entrar nessa "guerra" éra perdê-la antes mesmo de a começar.
O 156 não é um carro familiar, é como brilhantemente sintetizado pelo @Miguel Gomes Dinis O último carro aparentemente familiar com o único objectivo de satisfazer o condutor. A parte do familiar era um ardil engenhoso para enganar esposas grávidas de 7 meses, ou seja, não era em boa verdade um familiar. (já agora, isto é tão verdade que este era um dos poucos ou mesmo o unico carro em que o passageiro, mesmo que se esticasse não conseguia ver o velocimetro.;)

Mas era um carro que servia perfeitamente um jovem executivo um pouco mais conservador que não apreciasse um 2 volumes da moda.
E foi (a meu ver) por funcionar tão bem na estradada para um condutor que apreciasse o "acto de conduzir", mais ainda por ser bonito que foi o sucesso que foi. Este carro chegou a susentar todo o grupo.

Os defeitos de que o Miguel fala... são consequencia de um caminho diferente. Convivo diariamente com um carro que partilha com este uma suspensão dianteira muito especial (sim o Primera tem o que eles chamam uma suspensão dianteira multilink que acaba por ser muito parecida com os duplos triangulos do 156) e que sofre de alguns dos mesmos problemas, um raio de viragem ridiculo (chega a ser confrangedor) e um consumo algo exagerado de casquilhos/triangulos/braços, mas que lhe dá um trem dianteiro com uma precisão (e no 156 ainda mais pelo camber negativo)
a toda a prova.

Mesmo a história de comer pneus no interior (camber negativo), tem remédio, deixa as autoestradas e faz mais curvas. Cumpriste esse passo? Muito bem, agora dá-lhe mais "calor" para ver se comes o exterior do pneu. :xD:

Definitivamente não era um carro para todos... como brilhantemente o Miguel descreveu, era um carro de paixões e até por isso, o digno herdeiro e o "canto do cisne" daquilo que a marca tinha feito com a Giulia... e essa paixão podia até começar pelo fisico, (era bonito) mas consubstânciava-se na forma como se "dançava" na estrada.

O 156 é a meu ver o mais apaixonante representante dos "sport sedans", onde só o BMW série 3 (e46) poderá "brilhar" ao mesmo nível.

De resto, a questão do espaço, como disse foi brilhantemente resolvida pela VW com várias gerações de Passat.
Quem queria resolver os mesmos problemas e ser diferente, tinha sempre Os Xantia e C5 lá para os lados de França... nenhum era (ou devia ser) percepcionado como concorrente do 156.
 

Carlos Vaz

Pre-War
, para além de ser acanhado, para além da limitação imposta pelo eixo e tracção no sítio errado,
é dinamicamente irrepreensível
Só discordo de ti neste ponto.
Por ser dinâmicamente irrepreensivel, eu não concebo que exista uma limitação imposta pelo eixo de tração e muito menos que este esteja no sitio errado.

Tive e explorei vários RWD, a saber: Alfa 1.3 Gtjunior, Giulia Nuova 1.3 (mas com motor 1.6 e LSD), 1750 Gtv (com LSD), 75 TS, BMW 323i (e21), Fiat 124 ST, terão sido mais, mas estes serão os mais relevantes do ponto de vista de condução. Os 2 com que realmente desenvolvi laços que vão muito além daquilo que um condutor dito "normal" pode entender são a Giulia e o 75...

Dito isto, não encaro a propulsão (eixo traseiro) como sendo superior á tracção (eixo dianteiro)... há é bons, maus e medianos representantes de cada um.
E o 156 é um brilhante representante da "tracção"! Por esse facto, nunca lamentarei que não se tenha optado por outra solução. Foi esta e foi brilhante.
 
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