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Valores Das Viaturas

Tópico em 'Off-Road' iniciado por Luis C Matos, 26 Jul 2014.

Tópico em 'Off-Road' iniciado por Luis C Matos, 26 Jul 2014.

  1. Ultimamente tenho consultado a título de interesse alguns locais – particulares e stands – onde a grande variedade de viaturas por tipo, modelo, ano e quantidade de km nunca se faz sentir ausente e onde a maioria dos valores é afinal a originária deste tópico.

    6,768 euritos por uma viatura diesel comercial de 5 lugares e tamanho médio (multispace) com nada mais nem menos do que uma carga de 10 anos de uso e com cerca de 215 mil km? Onde é que foram buscar estes valores de “imitação de anéis de noiva” se os stands possuem um tal “livrinho” onde estão bem especificados e aplicados outros valores de compra e venda?

    Já tenho visto viaturas – comprove cada um por si como leitor e quem consulta alguns sites correntes de grande carga de anúncios – onde o “heróico vendedor particular” pretende vender a sua viatura com uns tantos bons e largos anos de uso em cima, com as tais famosas e inseparáveis amolgadelazitas nas portas, a bela e adorável ferrugem em cima do capot qual famosa obra extra de Picasso e pedir nada mais nem menos os tais 3.500 a 5.000 euros tendo ainda anunciado, sabe-se lá porque cargas de água, que afinal vende “tal como está nas fotos” e salienta sabiamente e eloquentemente nesse anúncio que a viatura tem um “espectacular rádio leitor de CD de alta marca japonesa e umas adoráveis jantes de liga leve” como se isso valorizasse comercialmente ainda mais a dita viatura e dando a pretensão a quem observa tais descrições que afinal o anunciante está-se totalmente a “marimbar” para o lastimável estado geral da viatura e dos seus podres e bate antes os pés no já bem desgastado tapete de entrada a valorizar a 300% o tal cansado auto rádio.

    6.800 euros por uma viatura de 1997 (17 anos de uso e que nem sequer clássico é) com os seus bem batidos 300 mil km bem rodadadinhos e, ainda anunciadamente, a precisar de uma “ligeira” pintura geral (bom desgaste de anos), estofar bancos da frente (bons rasgões) e necessitar uma tal famosa “junta de colaça nova” porque ao rodar faz umas tais “batidas no motor que não são nada demais” (e isto segundo as palavras do próprio anunciante) é outra das algumas “boas e valiosas pérolas” que se podem encontrar.

    Fantasticamente e maravilhosamente vendem-se em jeito “muito particularmente” carros usados “tal e qual” pelo e ao mesmo “preço exacto” de compra enquanto novos e de há 12 e 15 anos atrás e só porque são de determinada marca e modelo, não faltando centenas de iguais em melhor estado e mais baratos em outros stands, e a que alguém, sabe-se lá em que poste de esquina tenha batido com a tola ou porque se tenha levantado do lado errado da cama, pretende popularmente, sobrevalorizar independente do seu bem visível e muito lamentável estado.

    Vender “ferrugem” acima do valor do ouro está agora na moda? Espero bem que não.

    Suspeito, pois, que na realidade os stands não compraram nem nunca vão comprar pelo preço pretendido e que na certa maioritariamente os remete, “heroicamente e patrioticamente”, para os inevitáveis centros de abate como única cura milagrosa final.

    Mande-se, assim em jeito de promulgação por decreto, um belo charuto cubano e uma bela garrafa de rum ao homem do stand como um “prémio de vendedor do ano” que sabiamente recusou a sucata de 4 rodas.

    Por outro lado, inevitavelmente, encontro exorbitantes preços nos carros novos e os quais trazem uma bela tabela ilustrativa (marketing muito desenfreado) que pretende “altamente e europeiamente” valorizar a viatura como se esta trouxesse “jantes de ouro da mina do Rei Salomão”, “volante em marfim de extintos Mamutes da Sibéria” e ainda equipados de “belos estofos em pele genuína dos muito raros Gambozinos” que um heróico e valente caçador internacional de rara geração, descendente directamente do seu tataravó Tarzan das Selvas, conseguiu caçar, após anos a fio a tentar tal proeza humana e que nem os seus antepassados em, históricos, 500 anos de incansáveis e inenarráveis e falhadas tentativas jamais conseguiram avistar quanto mais sequer caçar ou pescar.

    Compram-se e vendem-se assim, pois, sem lei, rei e roque velhas e novas viaturas ao peso de raros pedregulhos ferrugentos parecendo ser vindos e transportados de propósito do longínquo e vermelho planeta Marte que deve ser dessa cor de tanta ferrugem instalada na sua vasta superfície. Depois, em jeito de “Epopeia do Cavalo de Ferro”, ainda sobrecarregam a mesma carga de "Bela Ferrugem" em impostos sob e sobre impostos a pagar.

    Não é à toa, pois, que merecidamente moramos no “Terceiro Calhau a Contar do Sol” e onde se paga muito bem e elevadamente por qualquer velha sucata como se fosse um “genuíno clássico” da bela época dourada e onde a ferrugem é, valentemente e humanamente, valorizada até ao último grama em altos valores sem pés nem cabeça.
    Caso para se dizer que os valores, muito lastimáveis, das viaturas em Portugal são somente uma peça de uma Bela Ópera acabada de ser transformada numa grande e infeliz peça de Tragédia Grega.
     
    Pedro Pereira Marques e rui 127 gostaram disto.
  2. Eh eh eh eh!!! O que me ri com o texto. Muito bem escrito caro Luís!!! A dos mamutes e a da linhagem do Tarzan estão demais!!! :lol:

    Concordo com tudo o que disse em relação aos carros velhos e "semi-novos", mas se passarmos o mesmo texto para os antigos já não concordo tanto, ou melhor, até concordo quando falamos em antigos populares. ;)
     
    Luis C Matos e AndreGaspar gostaram disto.

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