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Um dos mais espectaculares carros de sempre...

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Carlos Vaz, 24 Jul 2009.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Carlos Vaz, 24 Jul 2009.

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    Ficheiros Anexados:

  3. Poucos terão noção do impacto que a "noite das facas longas" teve na industria automóvel italiana. No já longinquo ano de 1961 um "desentendimento" Entre o "Comendador" Enzo Ferrari e alguns dos seus engenheiros deu origem á saída, entre outros, de Carlo Chiti e Giotto Bizzarrini.
    Antes que alguns destes engenheiros formassem a Autodelta, desenhassem e concebessem o V12 Lamborghini e começassem a construir carros com o seu próprio nome, estes 2 engenheiros deram corpo a uma aventura que se destinou a criar um F1 e um carro de estrada que lhes permitisse desafiar o seu anterior empregador. Assim, pouco depois de saíres da Ferrari, formaram a Automobili Turismo e Sport (ATS) com o apoio de 3 ricos industriais italianos onde se incluia o Conde Volpi. (continua)
     
  4. (continuação) Para reduzir custos, foi decidido que tanto o carro de F1 como o carro de estrada, partilhariam a mesma base mecânica e... foi precisamente este ponto que veio a determinar a 1ª grande baixa. Chiti e Bizzarrini entraram em desacordo pois o 1º pretendia um V8 enquanto que o 2º sentia que as suas ideias de utilizar um V12 estavam a ser postas em 2º plano. Naturalmente Bizzarrini acabou por abandonar o progecto levando consigo o apoio (vital) do Conde Volpi. Mais tarde Bizzarrini acabaria por vender os seus planos do V12 á Lamborghini evitando assim que este se perdesse.
    Chiti continuou a desenvolver o V8 numa versão 1.5 (F1) e 2.5 (estrada). Este motor extremamente compacto era construido inteiramente em aluminio e 2 arvores de cames por bancada de cilindros. Originalmente foram usados 4 Weber duplos, mas mais tarde chegou a usar-se uma injecção da Lucas.
    Apesar da sua relativamente modesta cilindrada (2467cc) este motor valia 220 cv (GT) e numa versão aligeirada (GTS) chegou-se mesmo aos 250cv (outras fontes referem 260cv). Este rotativo V8 estava casado com uma cx de 5 velocidades, originalmente feita por Colotti segundo o desenho do próprio Chiti. Mais tarde chegou a ser montada uma cx ZF. (continua)
     
  5. Sem dúvida, que carro mais lindo.
     
  6. (continuação) Com um chassis tubolar feito em liga leve e uma montagem em posição central traseira do motor, a suspensão era independente e de triangulos sobrepostos em todas as rodas sendo a travagem assegurada por 4 discos Dunlop com montagem "inboard" no eixo traseiro.
    Chiti contratou Franco Scaglione (ao serviço de Bertone) para desenhar o carro e... como quase sempre do lápis deste homem saiu um desenho de cortar a respiração. A responsabilidade de passar isto a metal (aço no GT e aluminio no GTS) era do carroçador Allemano.
    Demorou pouco mais de 1 ano a ter o 1º ATS 2500 GT pronto para exibir no salão de Genebra de 1963. Um dos 1ºs carros de produção de motor central com umas linhas de cortar a respiração acabou por ser uma das estrelas do salão e enquanto este tentava atrair compradores o carro de F1 tentava atrair a atenção nas pistas, drenando muito rápidamente os parcos recursos da companhia. (continua)
     
  7. (continuação) Em 1964 o programa de F1 foi posto de lado em detrimento do desenvolvimento da versão GTS para competição. Dois deles chegaram a entrar na "Targa Florio", mas desitiram com problemas de ignição e esta foi a ultima aparição oficial do carro. Após pelo menos 8 (algumas fontes referem que podem ter sido 19 no total) carros construidos a fábrica fechou. Chiti criou a Autodelta que acabou por se tornar no departamento de competição da Alfa Romeo e na prática podemos vêr que alguns dos conceitos do ATS 2500 GT foram transferidos para os 33 de competição, assim como alguns conceitos esteticos para o 33 "Stradale", aliás desenhado por Scaglione!

    Com tão poucos construidos, a visão de um destes carros é uma coisa muitissimo rara e... está provávelmente no meu "TOP THREE"!
     
  8. Nos longinquos anos 60's, tecnologicamente falando, deveria ser quase como um OVNI, agora considerar este 'desenho de cortar a respiração'??? acho que não.
    A linha não é omogénea e a frente não tem originalidade.
    De qualquer das formas parabéns pela narração desta Historia deste pequeno construtor.
    Cumprimentos.
     
  9. Sim concordo a frente é parecida com JAGUAR mas não deixa de ser um carro fabuloso principalmente pelo motor que o equipa embora na altura ja existissem bem mais potentes mas não de um pequeno construtor que se tivesse continuado possivelmente faria frente aos grandes.
    Parabens e obrigado pela descriçao desta maquina que sinceramente desconhecia;)
     
  10. Carlos

    Obrigado por este post delicioso. Bravo. quabto ao carro é sem duvido dos mais belos, para a época era uma alucinação e o motor é mítico.

    um Abraço

    Francisco
     
  11. Bem giro, sim senhor.
     
  12. Se tivermos em conta a cilindrada, provavelmente não, pelo menos que eu tenha conecimento!

    Já agora mais umas fotos:

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    Agora com o carro de F1

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    Ficheiros Anexados:

  13. Visto por trás é muito mais bonito e diferente de qualquer outro carro na decada de 60 alguns carros nomeadamente americanos já possuiam motores com cc acima dos 2500 e 300cv por ex PONTIAC GTO 1964 360CV CHEVROLET CORVETE e CAMARO MUSTANG etc digamos os grandes como frizei atras o que não quer dizer que essa maravilha naõ lhes roe-se os calcanhares:D
     

    Ficheiros Anexados:

  14. Pois... mas a potencia especifica em cv/L é muito mais baixa nesses carros!
    O que é fantástico para a época não são os 220cv mas sim os 220cv com 2500cc o que corresponde a 88cv/L, valor ainda muitissimo respeitável hoje em dia num motor atmosférico.
     
  15. Grande carro, lindíssimo! É engraçado o pormenor dos bancos que ainda são os originais, com rachas e tudo. O mundo dos clássicos está agora a virar-se para aqui. Dantes restaurava-se tudo, era tudo novo a brilhar. Hoje chegou-se à conclusão que se queremos respeitar o modelo e exibi-lo na sua mais pojante glória, temos que o deixar contar histórias com os sinais do tempo. É como digo no outro tópico: o bom-gosto aprende-se e quanto mais sabemos e mais vivemos, mais o nosso gosto sai apurado. Muito bom tópico e obrigado pela partilha.
     
    Hugo Viana da Silva gostou disto.
  16. Também reparei nesse aspecto. Já friso esta questão há muitos anos e fui criticado por diversas vezes por manter alguns interiores e até pinturas em alguns veículos antigos que eram as originais. Em carros de interesse histórico (e não só), a única forma de preservar a originalidade é manter todos os materiais e peças com que o veículo saiu de fábrica. A patine sempre foi valorizada em veículos mais antigos e em alguns mercados.

    Em relação ao ATS, o que realmente se sobressai é mesmo a potência específica para um motor atmosférico nos anos 60, brutal para a época. Um excelente projeto de engenharia automóvel.
    Em relação ao design, apesar de ser distinto e exótico, e mesmo sendo dos anos 60, consigo pensar em alguns modelos mais espetaculares que este ATS.
    Bom tópico, Vaz.
     
    Rafael S Marques gostou disto.
  17. Sem dúvida um belo tópico sobre um carro espectacular nascido de uma desavença onde também entrou Phil Hill, piloto da Ferrari à época.

    Quanto ao programa da F1 (com os pilotos Phil Hill e Giancarlo Baghetti), não teve sucesso, terminou cedo e um dos carros foi comprado por Alf Francis (conhecido mecânico de Stirling Moss) que ajudado por Vic Derrington e Valerio Colotti (da Maserati) o transformaram no “Derrington-Francis ATS 100-02” alterando-lhe o chassis. A estreia deste ATS fez-se no GP de Monza em 1964 conduzido pelo português “Nicha” Cabral (qualificando o carro em 19º lugar à frente de Jean-Claude Rudaz e o veterano Maurice Trintignant e desistindo da corrida ao fim de 24 voltas com problemas de ignição) e que coincidiu com o aparecimento da “Good-Year” na F1 tendo sido este mesmo ATS o primeiro F1 a ser equipado com esta marca de pneus. Reza a lenda que “Nicha” conseguiria ser mais rápido em pista do que Hill ou Baghetti com este carro.

    Na opinião do piloto português o carro era uma “boa merda”, se calhar por isto também não teve sucesso.

    Fotos da sua participação no circuito de Monza em 1964:

    Ver anexo 298537Ver anexo 298538
     
    Rafael S Marques gostou disto.
  18. Carro bonito, mas com angulos mais felizes que outros. Mecânica muito, muito à frente do seu tempo, quantos motores atmosféricos têm hoje 88CV/litro, os VTEC e mais quem?
     
  19. E houve uma versão que terá chegado aos 100cv/litro!

    A reter que eram outros tempos, em que uma "zanga" dava origem a uma nova marca que depois lançava uma coisa destas...
     
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