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Toyota 2000GT

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 20 Dez 2008.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 20 Dez 2008.

  1. Toyota 2000GT

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    Agressivo e com tecnologia de ponta, o Toyota 2000 GT não teve um sucesso por aí e além, mas abriu caminho para os seus sucessores, sendo de salientar que este produto nipónico chegou mesmo a rivalizar com lendas do seu tempo, como por exemplo os míticos Porsche e Ferrari.

    No Salão de Tóquio de 1965, a Toyota Motor Co. Ltd. (TMC), empresa fundada em 1937, revelava um modelo conceptual, revelador do que viria ser o seu primeiro superdesportivo. Denominado 2000 GT, reunia linhas agressivas, algo semelhantes às do belo Jaguar E-Type, e o bom desempenho de um moderno motor de seis cilindros em linha, adaptado pela Yamaha.

    Dois anos depois, o carro chegava ao mercado, marcando a sua estreia com a participação de uma versão cabriolet - desenvolvida para esse fim - no filme "007 - You Only Live Twice", abrilhantado pelo melhor agente de Sua Majestade de sempre, Sean Connery, na pele do famoso agente secreto James Bond. Esta é uma prova cabal e concreta de que o design patenteado pelo 2000GT ia ao encontro do exigente gosto europeu.

    O longo capot abrigava os faróis escamoteáveis, com unidades redondas na extremidade frontal, e os retrovisores, colocados na posição típica dos carros nipónicos daquele tempo. O habitáculo ficava bastante recuado e tinha uma terceira porta, para acesso ao porta-bagagens. No caso do descapotável usado no filme do agente 007, este fazia lembrar os roadsters britânicos, com as suas rodas raiadas. Quando visto pela traseira “os ares” europeus desvaneciam-se e ficam patentes linhas que mais tarde foram plagiadas

    pelo Celica, outro modelo Toyota de boa memória.

    Equipado com um bloco de seis cilindros em linha com 2,0 litros de capacidade- daí a denominação 2000 GT -, com duplo comando das válvulas de alumínio, três carburadores duplos Solex (mas produzidos pela Mikuni) e debitando 149 cv de potência bruta, o carro conquistou diversas provas nacionais famosas como os 1.000 Km de Suzuka (em Junho de 1966), os 500 Km de Suzuka (em Março de 1967), as 24 Horas de Fuji (em Abril, um mês antes de estar disponível ao público) e as 1.000 Km de Fuji (em Julho).

    Um recordista de Velocidade...
    O Toyota 2000 GT quebrou um impressionante total de 16 recordes de velocidade. Com a devida preparação, manteve-se por 48 horas a uma velocidade média de 203,8 km/h; numa outra prova, fez seis horas à média de 210,4 km/h.

    Longe das pistas, era o único nipónico capaz de enfrentar um Porsche ou um Ferrari, desde que não fossem os modelos mais potentes destas marcas europeias.

    Como se pode esperar de um superdesportivo do país do Sol Nascente, este Toyota recorria à mais avançada das tecnologias disponíveis na época: o chassis do tipo backbone era revestido por uma carroçaria de alumínio, instalada na fábrica da Yamaha - o verdadeiro fabricante do carro, embora não ostentasse a sua marca.

    As quatro rodas tinham suspensão independente, com braços sobrepostos, e travões a disco. A caixa de cinco velocidades era uma autêntica novidade, dado que na altura era pouco comum, e os pneus eram radiais 165 SR 15.

    O seis-cilindros, adaptado e desenvolvido pela Yamaha, era montado atrás do eixo dianteiro e os dois únicos bancos ficavam quase sobre o eixo posterior, gerando uma excelente distribuição de peso: 48% à frente, 52% atrás. Além de muito estável, o carro tinha uma enorme poder de aceleração, cumprindo o sprint de 0 a 96 km/h em 9,5 segundos e atingindo uma velocidade máxima de 200 km/h.

    No entanto, o 2000 GT esteve longe de ser um sucesso comercial, como o atestas as vendas de apenas 337 unidades até 1970, ano em que deixou o mercado. Porquê?

    Em primeiro lugar, era um carro de produção onerosa e, por isso mesmo, dispendioso para os padrões de mercado da época. Em segundo, não teve êxito ao nível de exportação: os japoneses estavam ainda no início da sua penetração no mercado norte-americano e faziam-no com carros pequenos, económicos e baratos. Na realidade, apenas 54 norte-americanos se interessaram em pagar bom dinheiro por um carro desportivo sem a imagem de marca ou a tradição que os desportivos europeus esbanjavam.

    Por outro lado, faltavam-lhe ainda espaço no habitáculo (sobretudo para pernas e cabeça) e uma boa dose de potência, diante dos enormes muscle-cars equipados com os bestiais motores de arquitectura V8 dos anos 60. Mesmo assim, mereceu a atenção de um ícone americano, o texano Carroll Shelby, que preparou um para as pistas na classe C-Production SCCA. Com 205 cv de potência bruta, competiu durante 1968 e chegou a ficar em segundo lugar, atrás da Porsche.

    Uma tentativa de atender à procura local por maior binário foi feita através do 2300 GT, com uma cilindrada de 2,3 litros e um comando de válvulas único, além da opção de transmissão automática de três velocidades.

    O limite de rotações era mais baixo, 6.200 rpm em vez das habituais 7.000 rpm, indicando que a potência máxima era atingida bem antes. Mas apenas nove unidades foram construídas, todas com volante à esquerda. Paradoxalmente, o sucesso que o 2000 GT não chegou a conhecer, foi logo conseguido por outro desportivo nipónico, o Datsun 240Z, lançado em 1969.

    No final dos anos 70, as linhas agressivas da frente deste Toyota serviram de inspiração para o famoso Celica Supra, que nas décadas seguintes estabeleceria a marca como fabricante não só de económicos Corollas, mas também de desportivos com estilo, desempenho e tecnologia dignos de nota.

    Eurico Botas
     
  2. Bélo carro, exelente tópico amigo. Abraços clássicos
     
  3. Exelente tópico.
    Obrigado.
    "Today Tomorrow Toyota"
     
  4. O meu carro de sonho simplesmente, existe somente 337 exemplares mas acho que eu já tinha aberto um tópico acerca dele ou não??:oo
    Se não sou mesmo
    cromo.:D:D
     
  5. O ser descapotável não teve nada a ver com o gosto europeu mas sim com o tamanho dos japoneses: Sean Connery não cabia no coupé !!! e foram feitos 3 cabrios para as filmagens.

    Este ano já vi 2 em Portugal: um vermelho na FIL em Lisboa e o branco no Porto

    Quando era criança tive uma miniatura deste carro, que desapareceu
     

    Ficheiros Anexados:

  6. bela maquina!! deve andar pouco! :p :p
     
  7. um dos meus carros de sonho!

    adoro adoro adoro
     
  8. Na Autoclassico(exponor) deste ano (2008)
     

    Ficheiros Anexados:

  9. Mais uma
     

    Ficheiros Anexados:

  10. Apesar de ser um ícone da Toyota e de ser um mito a nivel Mundial de construtores , em minha opinião o carro só peca por uma coisa:ooos farois da frente, não os rebativeis, mas os fixos , os de baixo:(-dá-lhe um certo ar ...................triste :huh::D:D:DAtenção ppl , é só a minha modesta opinião :D
     
  11. Ahhh, tu estás é todo roido de inveja por não ter um...:p :huh: :huh: :D :D
    Um belo carro, não liguem ao que o Carlos diz...:huh: :huh: :huh: Realmente esses farois são esquesitos...
     
  12. quem me dera ter um!

    vale a pena investir, so que o preço dele é impensável!
     
  13. Adoro este e o Jaguar E... Eu acho-os muito parecidos!

    cumps
     
  14. O ar triste é o meu :(-:(-. Poderia ser perfeitamente corrigido se encontrasse um Toyota 2000 GT na minha Garagem :D:huh:
     
  15. É um belo carro, não há duvida. Também o acho um tanto ou quanto parecido com o Jaguar, outro grande e belo carro.

    Abraço
     
  16. Em tempos, conheci um homem que teve o privilégio de herdar uma fortuna considerável, e embora já tenha falecido, ainda hoje recordo com saudade as conversas que tivemos. Entre outras estórias relacionadas com os automóveis que teve, (e ainda guardava alguns), contou-me a do Toyota 2000 GT que tinha adquirido ao Salvador Caetano em meados dos anos setenta. Ao visitar umas oficinas da marca reparou no 2000 GT arrumado a um canto, coberto de pó, com o pára-brisas partido e o tejadilho amolgado, e manifestou interesse em adquiri-lo, foi-lhe então contado que aquele carro tinha sido utilizado para promoção da marca, tendo sido exposto em diversos concessionários no país e que num desses stands lhe tinham deixado cair um cartaz em cima partindo-lhe o vidro da frente, após o que o carro foi guardado, até aquele dia, conforme estava.
    Com alguma negociação chegou a acordo para a compra do carro, que lhe foi entregue reparado e praticamente com 0Km !!!!
    No final dos anos oitenta recebeu a vizita de um japonês, vindo de Paris, que tendo tido conhecimento através da marca que ele era proprietário daquele carro lhe ofereceu a elevada quantia, para aquela época, de 700 Contos. Ele como já não utilizava o carro há uns anos, não hesitou e vendeu. Mais tarde torceu um bocado a orelha pois este carro valorizou-se bastante.
     
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