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Pilotos Lendários

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 7 Jun 2007.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 7 Jun 2007.

  1. James "Jim" Clark Jr. (4 de Março de 1936 a 7 de Abril de 1968) foi um piloto de Fórmula 1, ainda hoje reconhecido como um dos maiores pilotos de todos os tempos e um dos mais talentosos.
    Seu nome era James Clark Jr. originário de uma família de fazendeiros em Kilmany, Escócia, sendo o filho mais novo e o único menino.
    A sua carreira na Fórmula 1 foi com a equipa Lotus, e com Colin Chapman seu grande amigo para quem pilotou de 1960 a 1968. O maior sucesso foi em 1963 com o Lotus 25, com Clark a pilotar, venceu sete de dez corridas e ganhou o primeiro título mundial para a Lotus. Em 1965 ganhou novamente o campeonato. Naquele ano também ganhou a Indianápolis 500. Ele não precisou disputar o prestigiado Grande Prémio de Mónaco para competir na Indy, mas fez história conduzindo o primeiro carro de tracção traseira a vencer a corrida.
    No ano seguinte a Lotus não estava competitiva sob a nova regra de motores de 3 litros. Eles começaram a temporada com um motor de 2 litros Coventry-Climax, no Lotus 33. Mais tarde durante a temporada, o Lotus-BRM 43 usou um complicado motor BRM H16 (essencialmente 2 motores V8 de 1,5 litros combinados).
    A temporada de 1967 viu Clark e a Lotus usarem três carros e motores completamente diferentes. O Lotus-BRM foi usado e falhou, na primeira corrida na África do Sul. Clark usou um antigo Lotus 33 para o Mónaco (sua última corrida), mas abandonou devido a problemas na suspensão. Então a Lotus associou-se com a Ford e Cosworth. O Cosworth DFV tornou-se o mais bem sucedido motor na história da Fórmula 1. O Lotus-Cosworth 49 venceu a primeira corrida em que participou no Grande Prémio da Holanda.
    Em 7 de Abril de 1968 durante uma corrida da Fórmula 2 em Hockenheim, Alemanha, Jim Clark morreu quando seu carro saiu de curso e bateu em algumas árvores. A causa do acidente nunca foi definitivamente identificada, mas os investigadores concluíram que um pneu traseiro vazio foi a causa mais provável. A sua morte foi um grande golpe para a Lotus e para a Fórmula 1. Ele foi o melhor piloto no melhor carro e permaneceu inseparável da Lotus nos seus primeiros anos. O campeonato de 1968 foi vencido pelo seu companheiro de equipa, Graham Hill.
    Na sua carreira de Fórmula 1, Clark venceu 25 corridas e conseguiu 33 pole positions. Clark diferiu da actual geração de pilotos de Fórmula 1 devido a sua habilidade de guiar e vencer em todos os tipos de carro. A sua performance no Lotus Cortina em stock cars foi excelente, correu na Nascar americana (para a equipa Holman e Moody), lutando com os desajeitados carros desportivos Lotus incluindo os tipo 30 e 40 e conduzindo os carros Lotus da Indy e em corridas de subida a montanha na Suíça. Clark sobressaiu em numa época em que pilotar de forma absolutamente genial era mais importante que contratos comerciais e protecção ao piloto. Ele foi considerado um terrível piloto de testes porque simplesmente se adaptava ao carro. Enquanto os outros lutavam para encontrar um ajuste rápido, Clark marcaria o melhor tempo e dizia "deixe o carro como está". Por causa do seu talento natural, dizia-se que ele tinha dificuldades de entender porque os outros pilotos não eram tão rápidos quanto ele.
    Quando Clark morreu, seu companheiro Chris Amon disse: "Se isso aconteceu com ele que chances temos nós? “
     

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  2. Juan Manuel Fangio (Balcarce, 24 de junho de 1911 — Buenos Aires, 17 de julho de 1995) foi um automobilista argentino. É considerado por muitos o melhor piloto da história da Fórmula 1, não apenas por seu excepcional talento, mas também pelo altíssimo nível de seus adversários.
    Juan Manuel Fangio correu 51 grandes prémios, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, 23 records de volta, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) dos quais 4 foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas que disputou. Fangio correu em quatro escuderias: Alfa Romeo (1950-1951), Maserati (1953-1954), Mercedes (1954-1955), Ferrari (1956) e Maserati (1957-1958).
    E o único piloto da história da Formula 1 que foi campeão com 4 escuderias diferentes: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari e Mercedes-Benz.
    Fangio tinha o apelido "El Chueco" (O Manco), que recebeu em partidas amadoras de futebol, por ter as pernas arqueadas.
    Juan Manuel Fangio disputou sua primeira corrida aos dezessete anos, guiando um Ford-T, e terminou-a em último. Subiu ao pódio pela primeira vez na Mil Milhas na Argentina em 1939.
    O seu acidente mais grave aconteceu no GP da Itália, em Monza, no ano de 1952. Ao seguir para a Itália, onde disputaria a prova, fez escala em Paris, mas não pode continuar a viagem de avião por causa do mau tempo. Fangio não hesitou: pegou num carro e dirigiu aproximadamente 700 km até Monza. No dia seguinte, ainda cansado, bateu o seu Maserati durante uma sessão de treinos e voou para fora do carro. Feriu-se gravemente no pescoço. Ficou 40 dias internado e cinco meses com pescoço e tronco imobilizados. Muitos chegaram a pensar que sua carreira estaria encerrada ali. Ele, no entanto, voltou a competir no ano seguinte.
    Fangio foi o primeiro piloto do mundo a mostrar que a "Era romântica da Fórmula Um" estava para fechar o ciclo. Isto aconteceu quando decidiu encerrar a carreira em 1958.
    Numa entrevista alguns anos depois, ele comenta o que o levou tomar aquela decisão, já que estava no auge de sua carreira:
    "Eu estava em Reims (1958), a treinar para o G.P.de França, quando senti que o carro estava muito instável, o que me chamou a atenção porque a grande virtude da Maserati 250F era sua estabilidade. Então cheguei ao box e perguntei ao chefe de equipa o que se passava; ele respondeu-me: mudámos os amortecedores! - Mas por quê?, perguntei. - Porque estes é que nos pagam! - Assim, naquele momento, tomei a decisão de encerrar a carreira. E não me arrependo disso!"
    Os dois pilotos que o sucederam que ele mais admirou foram o britânico Jim Clark e brasileiro Ayrton Senna.
     

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  3. Albert François Cévert ((25 de Fevereiro de 1944, Paris - 6 de Outubro de 1973, Watkins Glenn) foi um piloto francês de Fórmula 1.
    Exímio pianista, Cevert tinha as corridas de automóveis mais como hobby. Mas, em 1966 decidiu inscrever-se no concurso Volante Shell, cujo prémio seria uma temporada na F3 francesa paga pela empresa. Cevert venceu fácilmente. A temporada, no entanto, revelou-se muito difícil. O carro era mau e Cevert tinha de compensar as deficiências desenvolvendo um estilo de derrapagens controladas. Em 1968, já com apoio da Elf, estatal francesa petrolífera, foi campeão, vencendo quatro provas.
    Faleceu durante os treinos para o grande prémio dos Estados Unidos, em Watkins Glenn. Era então piloto da Tyrrel Ford, parceiro de Jack Stewart, campeão mundial de Fórmula 1. Na temporada de 1973, ficou seis vezes em segundo lugar, ajudando Jack a conseguir o campeonato. Tinha uma irmã, Jacqueline Beltoise, casada com o também piloto de Fórmula 1 Jean-Pierre Beltoise. Era considerado, à época, o piloto mais bonito da Fórmula 1.
    Em 6 de outubro de 1973, treinos classificatórios para o GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, último GP do ano. François Cevert, que empolgava a Fórmula 1 pela sua velocidade, beleza e grande charme pessoal, precisava de um bom resultado para chegar ao vice-campeonato. Era a última corrida que fazia como companheiro de equipa de Jackie Stewart, seu mentor até então e que havia anunciado a decisão de se aposentar, depois de vencer o título da temporada. No ano seguinte, Cevert já estava confirmado como primeiro piloto da Tyrrell e muitos já o apontavam como favorito ao título.
    Com o 4º tempo assegurado nos treinos, Cevert resolve voltar à pista para mais uma tentativa de melhorar sua posição na grelha. Vinha muito rápido mas, nas curvas Esses, perde o controle do seu Tyrrell que bate no guard rail do lado esquerdo da pista, sendo então arremessado para o lado oposto, capotando e arrastando-se por quase 100 metros.
    O corpo de Cevert é cruelmente dilacerado no acidente, sua cabeça separando-se do corpo.Jackie Stewart depois do acidente decide abandonar os circuitos.
     

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  4. Bengt Ronald Peterson, mais conhecido como Ronnie Peterson (Örebro, 14 de fevereiro de 1944 — Milão, 11 de setembro de 1978), apelidado de "o sueco voador", foi um automobilista que guiou na Fórmula 1 na década de 1970.
    Ronnie Peterson nasceu em Örebro, vizinhança de Almby, Suécia. Desenvolveu a sua pilotagem muito jovem, quando ainda competia no kart, e carregou esse estilo até a Fórmula 1 muitas das mais conhecidas fotografias de Peterson ao volante retratam seu carro a deslizar nas quatro rodas numa curva qualquer. Extremamente arrojado e hábil, Peterson dominava esta técnica também conhecida como drift como poucos pilotos da história.
    Ele fez sua estreia em Grandes Prémios a guiar um March, no GP Mónaco de 1970. Antes, após os tempos de kart, participou na Fórmula 3 competindo pela equipe Svebe. Em 1971 venceu o campeonato europeu de Fórmula 2 guiando pela March, e ainda obteve 5 segundos lugares na Fórmula 1. Peterson permaneceu na March até 1973, ano em que assinou com a John Player Team Lotus para competir ao lado de Emerson Fittipaldi.
    A sua primeira vitória em grandes prémios foi no G.P. de França de 1973. Naquele ano venceu mais três vezes.
    Em 1974 obteve mais três vitórias, nos GPs da França, Itália e Mónaco. Depois de um ano mau em 1975, em que o Lotus 76 provou ser um erro, ele voltou a guiar pela March, na qual venceu o GP da Itália de 1976.
    Noutro ano mau em 1977 com o Tyrrell de seis rodas, Peterson surpreendeu muitos deixando a Tyrrell para assinar com a Lotus para o ano de 1978. Seguiram-se duas vitórias: GPs da África do Sul e Áustria de 1978.
    Após ter danificado seu carro titular nos treinos, Peterson teve de participar no GP de Itália ( Monza) com seu carro reserva. Após uma largada confusa e acidentada, feriu-se
     

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  5. Joseph Gilles Henri Villeneuve (Berthierville, 18 de janeiro de 1950 — Leuven, 8 de maio de 1982) é considerado um dos melhores pilotos de toda a história da Fórmula 1, apesar de ter obtido apenas seis vitórias em 67 corridas disputadas na sua passagem pela categoria entre 1977 e 1982.
    Villeneuve nasceu no Quebeque, Canadá, filho de um afinador de pianos, e estreou-se no automobilismo em 1975, após uma breve e vitoriosa carreira como piloto de snowmobile em campeonatos de seu país. Foi campeão canadiano e norte americano de Fórmula Atlantic em 1976 e repetiu o título canadiano em 1977. Neste ano, numa corrida no circuito de Trois Riviere que contou com a presença de pilotos da Fórmula 1, derrotou e impressionou positivamente o então campeão mundial James Hunt, o que lhe rendeu um convite para disputar o Grande Prémio da Inglaterra, em Silverstone, com um terceiro carro da equipa McLaren.
    Nesta prova, com um velho McLaren M-23 — mesmo modelo com que Emerson Fittipaldi venceu o campeonato de 1974 —, Gilles largou da nona posição, entre os pilotos oficiais da equipa, Hunt e Jochen Mass, mas problemas mecânicos o atrasaram, e o canadiano que terminou a corrida na 11a posição. A McLaren não convidou mais Gilles para as provas seguintes, mas a sua já crescente reputação e seu estilo arrojado renderam-lhe um convite para ser piloto da equipa Ferrari em 1978.
    Foi ao volante dos carros vermelhos da equipa italiana que Gilles proporcionou aos espectadores da Fórmula 1 momentos de bravura e perícia que lhe fizeram ser comparado ao lendário Tazio Nuvolari, e uma série de acidentes impressionantes que lhe renderam o apelido de "piloto voador". No mais grave deles, no Grande Prémio do Japão de 1978, Villeneuve bateu com o sueco Ronnie Peterson e seu carro foi lançado na direcção de dois espectadores, que assistiam a prova em local proibido e morreram.
    Em 1979, a Ferrari substituiu o argentino Carlos Reutemann pelo sul-africano Jody Scheckter. A nova dupla garantiu o primeiro e o segundo lugares, com Scheckter campeão por antecipação, além do Campeonato Mundial de Construtores. A partir do ano seguinte, por promessa do próprio comendador Enzo Ferrari, a equipa passou a direccionar esforços em prol de Villeneuve, mas não foi capaz de se manter na frente das outras equipas.
    Depois de duas vitórias e uma boa temporada em 1981, quando a Ferrari entrou para o grupo das equipas com motores turbo, Villeneuve tornou-se o maior favorito para a temporada de 1982. No entanto, a Ferrari não deixou clara essa posição para o outro piloto da equipa, o francês Didier Pironi. No Grande Prémio de San Marino, Pironi ultrapassou Villeneuve nas voltas finais, não cumprindo o que havia sido acordado entre os dois e a equipa, e venceu a prova. O facto abriu uma crise interna, já visível no pódio após a corrida. Logo surgiram boatos de que Villeneuve, magoado com a Ferrari, passaria para a equipa Williams na temporada de 1983.
    Mas já na prova seguinte, o Grande Prémio da Bélgica no autódromo de Zolder, a rivalidade trouxe a reboque a fatalidade. Na disputa para superar o melhor tempo feito por Pironi no treino de classificação, Villeneuve estava na sua última volta rápida quando encontrou, numa curva de alta velocidade, o March de Jochen Mass retornando para as boxes em velocidade menor. Um erro de cálculo fez com que as rodas dos carros se tocassem e o Ferrari foi lançado ao ar, seguindo-se uma seqüência de capotagens que partiu o cockpit ao meio e arremessou o corpo de Villeneuve para o outro lado da pista. O canadiano já não respirava quando a equipa de socorro chegou ao local, mas foi oficialmente declarado morto mais tarde, num hospital local.
    Apesar da tragédia no automobilismo não ser algo tão inesperado na época, ainda menos diante do estilo de pilotagem característico de Villeneuve, o acidente fatal causou, entre os pilotos e principalmente junto ao público, uma comoção que só foi igualada doze anos depois, com a morte de Ayrton Senna. Mesmo aqueles que tiveram as mais árduas disputas com o canadiano na pista, como o francês René Arnoux, admiravam seu carácter simpático e amigável, e sua lealdade como competidor, mesmo com tanto arrojo.
    Gilles Villeneuve deixou um casal de filhos, entre eles o futuro campeão da Fórmula 1 Jacques Villeneuve. O irmão mais novo de Gilles, também chamado Jacques Villeneuve, obteve moderado sucesso nas categorias de acesso por onde Gilles passou, e chegou a disputar duas corridas de Fórmula 1 e campeonatos de Fórmula Indy na década de 80.
     

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  6. Tazio Giorgio Nuvolari (novembro 16, 1892 - agosto 11, 1953) era um motociclista italiano corajoso também nos carros. Nuvolari nasceu no d'Ario de Castel, Mantua. Era o quarto filho de Arturo Nuvolari (ciclista conhecido por ser um poço de força) e sua esposa Elisa Zorzi. Obteve a licença competindo de motocicleta em 1915, quando tinha 23 anos, mas foi recrutado pelo exército, quando Italia incorporou a 1ª Guerra Mundial. Em 1917, casou com Carolina Perina numa cerimónia escandalosa para a época.
    A sua carreira começou com motos mas teve a sua primeira corrida oficial em 20 de Junho de 1920, em Cremona no Circuito Internazionale Motoristico. Ganhou sua primeira corrida em 20 de Março de 1921 em Verona. Neste período era também bem sucedido como corredor ocasional de carros, competindo de 1921-24 em 1500cc Chiribiris e ganhando o Circuito 1924 del Savio em Ravenna e o Circuito del Polesine em Pádua, e também ganhou o Circuito de 1924 de Tigullio em Lavagna num Bianchi. Transformou-se num corredor profissional, e encontrou-se com logo Enzo Ferrari (ainda corredor e ainda não o fundador da Ferrari). Nuvolari tornou-se rapidamente muito popular em Italia, onde foi chamado de “ruote" devido ser campionissimo .
    Começado a testar-se a ele mesmo competindo em grande, ganhou o Targa prestigioso Florio, na Sicília, em 1931 e em 1932, dirigindo um Alfa Romeo 8C Monza. Depois da primeira vitória decidiu dedicar-se somente aos carros. A sua fama cresceu rápidamente e o poeta famoso Gabriele D'Annunzio deu-lhe uma tartaruga dourada pequena com uma dedicatória: “Ao homem o mais rápido no mundo, o animal o mais lento”. Obteve vitórias na maioria dos circuitos italianos e no Mille Miglia. Em 1932 dominou, ganhando os G.P.´s do Monaco, franceses e italianos. Talvez a sua maior vitória de sempre G.P da Alemanha em 1935, onde, com um pouco competitivo Alfa Romeo P3 derrotou o Auto Union e os Mercedes Benz alemães perante Adolf Hitler, que se sentiu ultrajado e recusou apertar-lhe a mão, pois tinha posto a superioridade alemã em causa. O infortúnio pessoal (em poucos anos perdeu os seus dois filhos) fez a paixão do povo aumentar inda mais. A sua determinação era brava, insistia em competir mesmo quando o carro era mau, ou com queimaduras, causando diversos acidentes. Também competiu uma vez com um braço partido fazendo o GP Inteiro. Nuvolari ganhou o Mille Miglia de 1930 num Alfa Romeo. Uma outra história frequentemente contada envolve Nuvolari que parte ambos seus pés com paragem para um mês pelos médicos, atou-se à sua mota com fio electrico e ganhou a corrida de motos.O mais memorável dos arquivos de Nuvolari foi a sua vitória na corrida de 1946 na TaçaBrezzi em Turin, quando cruza a linha de chegada a conduzir o seu carro com uma chave de fendas na coluna de direcção e sem volante.
    Nuvolari é também lembrado por ter ganho uma corrida só com 3 rodas.
    Morreu em 1953 na sua cama.
     

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  7. Ayrton Senna da Silva (São Paulo, 21 de março de 1960 — Bolonha, 1 de maio de 1994) foi um piloto de automóveis brasileiro, vencedor por três vezes do campeonato mundial de Fórmula 1. É considerado um dos maiores nomes do desporto brasileiro e um dos mais importantes pilotos de automobilismo de todos os tempos.
    Nascido na capital paulista, filho de um rico empresário brasileiro, logo se interessou por automóveis. Incentivado pelo pai, um entusiasta das competições automobilísticas, ganhou o primeiro kart, feito pelo próprio pai (Sr. Milton), aos quatro anos de idade, que tinha um motor de picadeira. A habilidade do garoto na condução do novo brinquedo impressionou a família. Aos nove, já conduzia jipes pelas precárias estradas existentes no interior das propriedades do pai. Começou a competir oficialmente nas provas de kart aos treze anos. Em 1977, venceu o Campeonato Sul-Americano de Kart. Foi vice-campeão mundial da categoria, a única que não conseguiu o título máximo. Ayrton Senna da Silva foi detentor de um recorde impressionante que levou 10 anos para ser quebrado (poles), um paulistano de carisma e competência, deixou um grande legado para os brasileiros que vai além do exemplo como piloto. Idealizou o Instituto Ayrton Senna, instituição do terceiro sector atualmente dirigida pela irmã Viviane.
    Mudou-se para a Europa em 1981, onde disputou a Fórmula Ford 1600 inglesa, conquistando o título de campeão. Em 1982, Senna participou dos Campeonatos Europeu e Inglês de Fórmula Ford 2000, sendo o campeão de ambos. Na temporada de 1983, venceu o famoso Grande Prémio de Macau e a Fórmula 3 inglesa. Neste último campeonato, após várias vitórias em Silverstone, a imprensa inglesa especializada chegou a chamar o circuito de Silvastone em homenagem a Ayrton.
    Em 1984, conseguiu uma vaga na equipa Toleman-Hart de Fórmula 1. Nesta categoria, mais uma vez seu talento não tardou a destacar-se, especialmente no Grande Prémio do Mónaco, disputado em condições adversas devido a uma forte chuva. Nesse GP, mesmo sem vencer, ele já demonstrava enorme talento. Nas últimas voltas da corrida, sob um forte temporal, Senna saproximava-se rapidamente do piloto que liderava a corrida, o francês Alain Prost, quando esta foi dada por encerrada pelo juiz da prova antes do número regulamentar de voltas, por questões de segurança. Ainda neste ano, Senna chegaria em terceiro lugar em dois GP's, um deles em Brands Hatch , Inglaterra.
    No ano seguinte, Senna foi contratado como segundo piloto da então grande equipa Lotus, e logo venceria seu primeiro GP no Estoril, Portugal, também debaixo de uma grande chuva. Com o excelente motor Renault de treinos, Senna passaria a ser o "rei das pole positions". Mas nas corridas, Senna não terminou a maioria dos grandes prémios. Encerraria o ano com uma corrida marcante no GP da Austrália, quando repetiu o feito do seu ídolo Gilles Villeneuve e pilotou um bom bocado sem o bico do carro, saindo várias vezes da pista e levantando terra para todos os lados, mas mantendo a segunda posição. O carro mais uma vez não aguentou e Senna abandonou a corrida.
    Em 1986, reconhecendo estar com um carro inferior aos Williams e McLaren, Senna passou a adoptar uma estratégia de não parar para trocar pneus, tentando ficar na frente dos adversários o maior tempo possivel. Essa estratégia levou-o a ganhar o GP de Espanha de 1986, por exemplo, quando chegou à frente de Nigel Mansell com uma vantagem de milésimos de segundo. Na Hungria, um circuito ainda mais lento (que não permitia ultrapassagens), repetiu uma vez mais a estratégia, mas ali foi ultrapassado por Nelson Piquet, numa das mais sensacionais manobras da história da Fórmula 1 moderna. Ainda nesse ano, Senna tornar-se-ia definitivamente um ídolo no Brasil, ao vencer o GP de Detroit e superar o francês Prost, logo depois da Selecção Brasileira de Futebol ser desclassificada pela Selecção da França no Campeonato do Mundo de Futebol. Ao dar a volta da vitória, Senna exibiu uma bandeira brasileira, o que emocionou os brasileiros, que entenderam o gesto como uma vingança sobre os franceses.
    Em 1987, a Lotus receberia o patrocínio de uma nova marca de cigarros e mudaria sua cor do tradicional preto para o amarela. Como novidade tecnológica lançaria a chamada suspensão activa, recurso eletrónico que depois seria refinado pela Willians. Mas com a Lotus essa tecnologia não funcionou bem e Senna continuaria sem alcançar seu objectivo, que era ganhar o campeonato. Mesmo assim conseguiria vencer o GP do Mónaco, o primeiro de uma longa série de vitórias neste tradicional circuito.
    Em 1988 Senna migrou para a equipa McLaren, formando dupla com Alain Prost. A competitividade acirrada entre ambos provocou alguns incidentes durante a temporada. No final, mesmo sendo menos regular e tendo pontuado menos que Alain Prost, Senna sagrou-se campeão, devido à regra existente na época.
    Em 1989, veio a resposta de Prost, num polêmico campeonato marcado pela desclassificação de Senna no GP do Japão de 1989. Numa curva de baixa velocidade, Prost aparentemente atirou o carro para cima de Senna, fazendo com que os dois saissem da pista. Prost abandonou mas o brasileiro, com a ajuda dos fiscais de pista, conseguiu ligar o carro e voltou para a corrida. Estava agora em segundo lugar e voltou a liderança ao ultrapassar Alessandro Nannini, na mesma curva em que Prost o atingiu. No final da corrida, Senna foi desclassificado pois ao retornar a pista não fez a curva completa.
    Em 1990, com Prost na Ferrari, Senna venceu novamente o campeonato. Senna teria ido à desforra com o francês, quando, no final da reta, em alta velocidade, na primeira curva do decisivo GP do Japão, chocou contra Prost. "-Deixei bater", disse o piloto brasileiro logo após o acidente. O abandono de ambos deu o campeonato daquele ano a Senna.
    Em 1991 Ayrton Senna conseguiria o terceiro campeonato, desta vez tendo como principal rival o britânico Nigel Mansell.
    Ayrton venceu duas vezes o GP do Brasil: em 1991 e 1993. O GP em que mais ganhou foi o do Mónaco (6 vezes), marca que não foi atingida nem mesmo por Michael Schumacher. Por esse recorde, Senna recebeu o antigo apelido de Graham Hill: Mister Mónaco.
    Na pista, dedicou-se ao máximo e conduziu sempre com muita técnica e precisão, inclusive durantes os treinos classificatórios, uma de suas especialidades.
    Em pista molhada, Senna sempre foi extremamente talentoso. No Grande Prémio da Europa de 1993, em Donington Park, demonstrou o seu talento ao sair em quarto lugar, cair para quinto e, depois, ir para a primeira posição, ainda na metade da primeira volta, passando Michael Schumacher, Wendlinger, Hill e Prost. No decorrer da prova, com a instabilidade climática, havia períodos em que a chuva parava logo depois voltava, aumentando a dificuldade para os pilotos e para as equipas, que precisavam ser o mais eficientes possíveis nas trocas de pneus "slick", ou seja, pneu para pista seca, e pneus "biscoito" para pista molhada. Senna por sua vez, dispensou essa particularidade que os pneus exigiam, não entrando nos boxes para as trocas quando a pista molhava, segurando o carro na chuva com os pneus "slicks" de pista seca, e não se dando por satisfeito, conseguia manter-se na frente dos seus adversários correndo mais rápido do que eles, com os seus respectivos carros devidamente adequados com pneus "biscoito", de chuva. No fim da prova, tinha uma vantagem de uma volta sobre praticamente todos os oponentes (excepto Damon Hill, que chegou em segundo lugar por que o proprio Senna permitiu para forçar seu ri Em 1994, Senna finalmente deixou a McLaren e mudou-se para a equipa Williams-Renault. Em função da mudança no regulamento da FIA, foram proibidos para todas as equipes os recursos eletrónicos, como suspensão activa e controlo de tracção das rodas traseiras.
    A primeira corrida de 1994 aconteceu no Brasil, em Interlagos. Ayrton Senna liderava a prova seguido de Michael Schumacher. Contudo foi ultrapassado por este durante o pit stop (paragem das boxes). A 16 voltas do final, quando Senna tentava alcançar o alemão, acabou a fazer um pião, com o motor a apagar-se de seguida. A vitória ficou com Michael Schumacher. No Pacífico, em Aida, no Japão, largou na frente, mas na primeira curva foi atingido por Mika Hakkinen e Nicola Larini. Teve que ver nas boxes uma nova vitória de Schumacher.
    Em 1 de Maio de 1994, no GP de San Marino, Senna teve um acidente mortal. Largou novamente em primeiro, mas um acidente envolvendo os carros de J. J. Lehto e Pedro Lamy trouxe o safety car à pista por cinco voltas. Na sétima volta, o seu carro saiu da pista na curva Tamburello e, apesar dos esforços da equipa médica, que demorou muito no socorro, não sobreviveu à colisão a mais de 200 Km/h contra o muro de colisão.
    De acordo com a perícia, Senna perdeu o controle do carro devido à quebra da coluna de direcção do seu Williams. O documento sugere que houve negligência dos técnicos da equipa numa reparação feita na coluna de direcção. Em Novembro de 1996, a denúncia do promotor Maurizio Passarini foi acolhida pelo juiz Diego Di Marco. Frank Williams, Patrick Head, Adrian Newey, Federico Bondinelli, um dos responsáveis pela empresa que administrava o autódromo de Imola, Giorgio Poggi, o responsável pela pista, Roland Bruinseraed, o director da prova, e o mecânico que soldou a coluna de direcção do Williams foram indiciados por homicídio culposo, por negligência e imprudência. Porém, em Dezembro de 1997, o juiz Antonio Constanzo absolveu os acusados.
    Senna tinha 34 anos e faleceu de traumatismo craniano, devido a um dos braços da suspensão dianteira do Williams se ter transformado numa "lança" durante o choque contra o muro, entrando pela viseira do capacete de Ayrton Senna.
    "Correr, competir, eu levo isso no sangue, é parte de minha vida"
    Ayrton Senna
     

    Ficheiros Anexados:

  8. Francisco muitos parabens pelo excelente trabalho.
     
  9. Tom Pryce (Ruthin, 11 de Junho de 1949 - Kyalami, 5 de Março de 1977) foi um piloto da fórmula 1 inglês.
    Tom Pryce, piloto de Formula 1, nascido no Pais de Gales, em 11 de junho de 1949, teve sua passagem por este desporto caracterizada por um dos acidentes mais trágicos e bizarros de sua história. O acidente ocorreu na pista de Kyalami, na África do Sul, no dia 5 de março do ano de 1977.
    Pryce, então com 27 anos, conduzia um carro da equipe Shadow, com o número 16. Após um acidente com outro Shadow, do italiano Renzo Zorzi, alguns fiscais de pista tentam auxiliar o piloto. Dois fiscais cruzam a pista. O primeiro consegue livrar-se, mas o segundo é atropelado violentamente pelo carro de Pryce, que passava a 280km/h, e o extintor por ele segurado atinge a cabeça do piloto, arrancando o capacete da sua cabeça, perde o controle do carro e bate forte. Pryce não resiste e morre instantaneamente. O fiscal, Jansen Van Vuuren, então com apenas 19 anos, morreu imediatamente e seu corpo ficou todo despedaçado ao lado da pista. Só foi identificado por exclusão. O Shadow de Tom Pryce , em plena recta e acelerado, continuou a percorre-la por intermináveis metros, batendo no guard-rail e voltando para a pista ainda foi atingir o Ligier de Jacques Lafitte, não tendo no entanto causado mais danos físicos.
    Tom foi substituido na Shadow pelo Australiano Alan Jones, que venceu ainda em 1977 o Grande Prémio da Áustria e veio a ser Campeão do Mundo em 1980 pela Williams.
    Tom Pryce iniciou sua carreira na Fórmula 1 em 1974, no Grande Prémio da Bélgica, em Nivelles, somando um total de 42 corridas. Acumulou na carreira 19 pontos, conseguindo ir ao pódium duas vezes, dois terceiros lugares, além de ter conseguido uma pole-position.
     

    Ficheiros Anexados:

  10. Karl Jochen Rindt (Mainz, 18 de Abril de 1942 — Milão, 5 de Setembro de 1970) foi automobilista austríaco. Venceu postumamente o campeonato de Fórmula 1 de 1970.
    Jochen Rindt nasceu em Mainz, Alemanha, mas depois de seus pais terem morrido num bombardeamento durante a Segunda Guerra Mundial, foi viver com seus avós em Graz, na Áustria, onde cresceu e começou a pilotar.
    Apesar do grande sucesso na Fórmula 2 (vencendo em 1964, por exemplo, o London Trophy), Rindt teve um início inglório na Fórmula Um. Rindt estreou-se pela Rob Walker Racing Team em 1964, no Grande Prémio da Áustria. Foi sua única corrida daquele ano. De 1965 a 1967, Rindt correu pela Cooper Car Company, conquistando 32 pontos em 29 corridas. Em 1968, Rindt pilotou pela Brabham, mas sua temporada não teve resultados expressivos, devido a problemas técnicos.
    Finalmente, em 1969, Rindt foi para a Lotus e lá obteve sucesso. Conquistou sua primeira vitória no Grande Prémio dos Estados Unidos, em Watkins Glen. Rindt terminou o ano com 22 pontos, alcançando o quarto lugar do campeonato. A temporada de 1970 começou com vitória em Mónaco. Desde então, pilotando o óptimo Lotus 72, Rindt venceu mais quatro Grandes Prémios naquele ano: (Holanda, França, Inglaterra e Alemanha). Durante os treinos para o Grande Prémio da Itália, em Monza, Rindt sofreu forte acidente na curva Parabólica, devido provavelmente a um problema nos travões. Foi imediatamente levado em direcção ao hospital, mas faleceu no caminho. Rindt, que já havia vencido cinco corridas na temporada, não foi alcançado pelos seus adversários e foi declarado campeão do mundo postumamente. Essa conquista póstuma foi assegurada pelo seu companheiro de equipa, Emerson Fittipaldi, que ganhou a prova seguinte em Watkins Glen ( Grande Prémio dos Estados Unidos de 1970 (Fórmula 1)), impedindo que o belga Jacky Ickx, que corria pela Ferrari, alcançasse uma soma maior de pontos que a já obtida pelo corredor austríaco
     

    Ficheiros Anexados:

  11. Excelente trabalho, já agora, juntava mais um nome: STIRLING MOSS. Comprei o AutoSport de esta semana e junto vem um DVD grátis, com a história deste grande piloto de F1, não é para fazer publicidade mas para quem estiver interessado, nas próximas semanas vão sair mais alguns DVDs com documentários sobre as Lendas da Fórmula 1, com alguns dos pilotos já aqui referidos neste excelente trabalho.
     

  12. Excelente trabalho Francisco, só uma curiosidade o meu sogro e o seu irmão deram assistencia ao Fangio nas corridas que faziam cá, como o Eng. Fangio era gerente ou tinha uma concessão VW nos Buenos Aires sempre que vinha cá pediam colaboração á Guerin e como o meu sogro e o irmão trabalhavam lá ajudavam, independentemente disso, uns anos mais tarde o irmão do meu sogro tornou-se Gerente da Guerin em Lx. o meu sogro tinha a sua carta de condução autografada por Fangio , Moss e numa operação stop um policia sacou-lhe a carta.
     
  13. Caros

    Como podem verificar ainda estamos no início deste trabalho e é claro que faltam lendas, como Alberto Ascari, Nino Farina, Moss, Brabham, Stewart, Phill Hill, Graham Hill, Surtees, Hulme, Fittipaldi, Nicha Cabral e muitos outros...É que só começei hoje...:D

    Francisco B)
     
  14. Sir Jack Brabham, (2 de abril de 1926) foi um piloto de corrida australiano que venceu os campeonatos de Fórmula 1 em 1959, 1960 e 1966.
    Brabham é de uma segunda geração de australianos, filho de um dono de mercearia em Hurstville perto de Sydney. Ele abandonou a escola aos 15 para trabalhar numa oficina.
    Durante a Segunda Guerra Mundial serviu na Royal Australian Air Force. Em 1946 abriu uma pequena oficina. Também corria em kart e na sua primeira temporada venceu o campeonato NSW e formou uma parceria com Ron Tauranac.
    Em 1955 estreou-se no Grande Prémio da Inglaterra pilotando um Maserati. Logo se transferiu para a equipa Cooper e em 1959 Brabham venceu o campeonato. Em 1960 venceu o campeonato novamente com a equipa Cooper.
    Brabham levou o Cooper vencedor do campeonato para o Indianapolis Motor Speedway para testes logo após a temporada de 1960 e competiu na Indianapolis 500 com uma versão modificada de um carro de Fórmula 1 em 1961. O “carrinho de linhas” da Europa foi ridicularizado pelas outras equipas americanas , mas chegou a estar em terceiro e terminou a corrida em nono.
    Em 1961 ele fundou a Brabham Racing Organization com Ron Tauranac. Recentemente tinha sido colocada uma limitação na Fórmula 1 a 1500 cc para os motores o que não foi bom para Brabham e não venceu nenhuma corrida este carro. A primeira vitória da equipe veio em 1964 com Dan Gurney. Em 1966 a regra mudou para 3000 cc e Brabham com um Repco-Brabham venceu o campeonato novamente. Em 1967 o título veio com seu companheiro de equipa Denny Hulme. Em 1970 aposentou-se. Logo após parou completamente com as corridas, vendeu sua equipa à Tauranac e voltou para a Austrália. Foi ordenado “Sir” em 1979.
    No VIII Grande Prémio de Portugal em 1959 no circuito de Monsanto teve um espectacular acidente do qual saiu ileso (2 ultimas fotos), que foi ganho por Stirling Moss.
    Todos os seus três filhos: Geoff, Gary e David, também foram pilotos de corrida.
     

    Ficheiros Anexados:

  15. Alberto Ascari (Milão, 13 de Julho de 1918 — Monza, 26 de Maio de 1955) foi um piloto de Fórmula 1 e uma das primeiras estrelas da Ferrari.
    Sua carreira de piloto foi interrompida durante a Segunda Guerra Mundial, depois começou a correr Grandes Prémios com a Maserati. O seu companheiro de equipa Luigi Villoresi, que foi mentor e amigo de Alberto. Ele venceu o seu primeiro Grande Prémio em San Remo, Itália em 1948 e venceu outra corrida no ano seguinte pela mesma equipa. O seu maior sucesso depois de se juntar a Villoresi na Ferrari; venceu mais três corridas.
    A primeira temporada oficial de Fórmula 1 começou em 1950 e a Ferrari estreou-se em Monte Carlo com Ascari, Villoresi e o popular piloto francês Raymond Sommer na equipa. Ascari terminou em segundo na corrida e depois no ano compartilhou o segundo lugar na primeira corrida em Monza. Foi apenas o quinto no campeonato. Venceu a sua primeira corrida de F1 na temporada seguinte em Nurburgring e venceu também em Monza, terminando em segundo atrás de Juan Manuel Fangio.
    Devido ao sucesso na Europa, Enzo Ferrari forneceu uma carro a Alberto para a Indianapolis 500 em 1952. Ascari foi o único piloto europeu a correr na Indy em 11 anos de Fórmula 1, mas seu dia acabou em 40 voltas. Aquela foi a única vez que não venceu um corrida de F1 naquela temporada. A Ferrari de Ascari dominou em 1952, vencendo todas as seis corridas na Europa daquela temporada e tendo a volta mais rápida em todas as corridas. Quase marcou a quantidade máxima de pontos que um piloto podia conseguir.
    Venceu mais três corridas consecutivas no começo da temporada de 1953, com nove vitórias consecutivas (não contando a Indy) antes do término da série quando terminou em quarto em França, esta que foi uma corrida muito disputada. Venceu mais duas vezes no ano dando-lhe mais um título mundial. Ascari não continuou em 1954 devido a não finalizar quatro corridas, embora ele tenha vencido em Mille Miglia.
    A sua temporada de 1955 começou de maneira similar, abandonando duas vezes, o último foi um espetacular acidente no Mónaco onde ele bateu dentro do porto depois de passar por uma chicane. Uma semana depois, em 26 de Maio, foi a Monza para testar um carro desportivo da Ferrari e bateu em uma das curvas. Morreu no acidente, uma morte que ainda é um tanto misteriosa. A curva onde o acidente aconteceu ganhou o seu nome, a Variante Ascari.
     

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  16. Bom Trabalho!
     
  17. Sir Stirling Moss (Londres, 17 de Setembro de 1929) é um ex-automobilista britânico. Competiu na Fórmula 1 vários anos e foi por quatro vezes vice-campeão. É filho de Alfred Moss, que terminou em 14º as 500 Milhas de Indianápolis em 1924. Considerado o maior piloto da história a nunca ter conquistado um título da Fórmula Um.
    Moss competiu na chamada era de ouro da Fórmula 1, em que ainda corriam pilotos como Juan Manuel Fangio e Mike Hawthorn.
    O piloto britânico é considerado por muitos o melhor piloto a não vencer a Fórmula 1. Ele foi quatro vezes consecutivas vice-campeão mundial, de 1955 a 1958.
    Moss venceu 194 de suas 497 corridas entre 1948 e 1962, incluindo 16 grandes prémios de Fórmula Um.
    Em 1962, Moss feriu-se num acidente em Goodwood dirigindo um Lotus. Recuperou, fez uma tentativa prematura de voltar, mas não se adaptou e decidiu aposentar-se. Ele, todavia, continuou a correr com carros históricos.Ficou surdo derivado ao ruído dos motores da sua época.
    Uma de suas corridas mais famosas foi a Mille Miglia — um enduro de 1500 km em Itália em 1955, em que venceu com um tempo recorde de 10 horas e 8 minutos, na frente de Juan Manuel Fangio, que foi o segundo classificado.
     

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  18. Emilio Giuseppe "Nino" Farina, (Turim, 30 de Outubro de 1906 — Aiguebelle, 30 de Junho de 1966) foi um automobilista italiano, primeiro campeão mundial da Fórmula 1, em 1950.
    Iniciou sua carreira nos anos 1930, no Grand Prix Motor Racing pela Maserati. Mas logo depois foi para a Alfa Romeo, como segundo piloto ao lado de Tazio Nuvolari. Onde venceu vários Grandes Prémios.
    Quando a FIA anunciou a prova inaugural do campeonato mundial de Fórmula 1, Farina compôs juntamente com Juan Manuel Fangio, com o britânico Reg Parnell e com seu conterrâneo Luigi Fagioli a poderosa equipa Alfa Romeo, a bordo da gloriosa 158 Alfetta. Farina obteve 3 vitórias nas 7 corridas disputadas nesta primeira temporada, o que lhe rendeu o título. Este foi o auge da sua carreira, já que seus melhores anos foram perdidos por causa da Segunda Guerra Mundial.
    Em 1951 já não se igualava em velocidade em velocidade a Fangio, o que o forçou a mudar-se para a Ferrari em 1952. Mas Farina encontrou lá um jovem e rapidíssimo piloto italiano, Alberto Ascari, que veio a ser o campeão em 1952 e 1953.
    Faleceu em 30 de junho de 1966 num acidente fora das pistas.
     

    Ficheiros Anexados:

  19. Philip Toll Hill Jr., nascido em 20 de abril de 1927 em Miami, Flórida, é o único piloto nascido nos Estados Unidos da América que venceu um campeonato de Fórmula 1 (Outro piloto norte americano a ser campeão mundial, Mario Andretti, nasceu na Itália e emigrou para a América aos 18 anos, correndo com cidadania americana).
    Cresceu em Santa Mónica, Califórnia, onde ainda vive, Phil Hill começou a pilotar muito jovem, indo para a Inglaterra como piloto de Jaguar em 1949 e assinando com a equipa de Enzo Ferrari em 1956. Estreou-se no Grande Prémio de França em Reims em 1958 em Maserati. Naquele mesmo ano, venceu as 24 horas de Le Mans com o companheiro de equipa, o belga Olivier Gendebien (1924-1998), conduzindo a noite em terríveis condições, já que chovia muito. Ele e Gendebien venceria a competição mais duas vezes.
    Em 1961, Phil Hill venceu as 24 horas de Le Mans novamente e o campeonato de Fórmula 1 em Ferrari, embora em parte devido a morte de seu companheiro de equipa e principal rival no campeonato Wolfgang Von Trips. Depois de deixar a Ferrari no final de 1962, ele continuou na Fórmula 1 por alguns anos mais até trocá-la por corridas com carros desportivos.
    Phil Hill é lembrado por ter vencido a primeira e a última corrida de sua carreira, a última vitória foi em Brands Hatch na Inglaterra em 1967.
     

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  20. Nicha Cabral - Mário de Araújo Cabral nasceu em Cedofeita, na cidade do Porto, no dia 15 de Janeiro de 1934. Começou a correr em 1955, na categoria de GT’s.
    Embora os dados não sejam muitos sobre a passagem do primeiro Lusitano pela elite do automobilismo, consegui apurar que o português não era ‘piloto a tempo inteiro’ (presumo que fosse uma espécie de 3º piloto) e que foi inscrito em apenas 5 Gp, começou 4 e apenas finalizou 1.Nicha” Cabral estreou-se em Portugal (no circuito de Monsanto) em 1959. Foi a única corrida que fez, nessa época. E foi a única que terminou. Em 1960, começou mais uma corrida, novamente em Portugal, desta vez no circuito da Boavista, mas foi forçado a abandonar.
    Só voltou às corridas depois de voltar do serviço militar em Angola, disputando duas corridas 1963 (Alemanha) e em 1964 (Itália). Neste último ano, correu pela equipa Derrington Francis - ATS, ao contrário dos outros três (das outras três corridas) em que representou a Cooper – Maserati.
    O ano de 1965 ficou assinalado na sua carreira pelas piores razões. No GP de Rouen, em Fórmula 2, foi vítima de um aparatoso e grave acidente, que lhe provocou diversos ferimentos e o afastamento das pistas durante três anos.
    No seu regresso, em 1968, conduziu vários carros de Sport até 1975, incluindo o David Piper’s Porsche 917 – o carro que mais gozo lhe deu pilotar (foto superior) – com o qual obteve a segunda posição em Vila Real. Em 1973, no GP de Portugal, em Fórmula 2, ficou em 8º, ao volante de um March.
    Pode-se concluir que este piloto português não teve a sorte do seu lado, pelo menos enquanto na F1. Ainda assim, foi o primeiro Luso na Fórmula 1 e, só por isso, faz parte da histório do automobilismo nacional.
     

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