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Pedido de ajuda a identificar "rafeiros": o 127.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por afonsopatrao, 18 Fev 2015.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por afonsopatrao, 18 Fev 2015.

  1. Roubando o magnífico título que o Gomes Miguel utilizou para os carros que se fazem passar pelo que não são (rafeiros), venho pedir a vossa ajuda.
    Como alguns de vós saberão, agora que terminei a recuperação do meu Fiat Uno, não me sai da cabeça a ideia de avançar um pouco na escala de dificuldade e passar para o antecessor do Uno - o 127.

    A ideia está só a amadurecer. Julgo que, durante o próximo ano, não se passará nada. Mas queria dedicar este ano a conhecer muito bem o 127, para depois não ser enganado.
    Além disso, não é fácil encontrar um carro no estado que eu quero: que esteja a andar (e não podre) e que precise de "recuperação" (e não restauro). Para eu poder pôr as mãos na massa (aprendendo!) sem desmontar até ao último parafuso (apagando porventura a história do carro).
    Como saberão, carros destes não deve haver muitos: os que há, pelo menos de primeira geração, ou estão abandonados há 20 anos (e nem imagino a podridão dos fundos ou das cavas das rodas...), ou estão todos restaurados, sabe-se lá como.

    Bom: posto isto, gostava de pedir a vossa ajuda nos anúncios que vou vendo. Concretamente, não querendo abusar, gostava que me alertassem para os pontos a que devo estar atento quando vou ver um carro à venda e que me identificassem indícios de coisas achanatadas, disfarçadas e não originais.
    Comecemos com este belo exemplo, aqui de Coimbra: http://coimbracity.olx.pt/fiat-127-mk1-restaurado-iid-466790727

    O que é que me saltou desde logo à vista:
    1- Diz "todo original" mas o bloco é FIAT e não SEAT. Isto é possível? Ou os modelos montados na SOMAVE tinham sempre bloco SEAT?
    2- Como é que um restauro "total" deixa os bancos rotos? E a faltar piscas laterais?
    3- Esta cor não me parece, de todo, constar do catálogo original... Estou enganado?
    4- O cofre do motor não parece ter betume a disfarçar podres, em vez de os podres reparados? Ou é de mim?
    5- Se tudo tivesse sido desmontado para pintar, o tubo de escape não estava manchado de azul... É que nem os parafusos dos amortecedores escaparam à tinta! Dá ideia que houve ali muito spray por cima da tinta original e nada mais do que isso...

    Notam mais coisas? Estou enganado nalguma das minhas observações (por exemplo, a primeira)?
     
  2. Não percebo nada de 127 mas sei que este não e o MK1 porque tem três portas.
     
  3. Dentro da primeira geração (1971-1978), se não estou enganado, houve modelos de 2 e de 3 portas. O de 3 portas terá aparecido um pouco mais tarde, mas ainda antes do mkII (1978).
     
  4. Há imensos 127 da primeira série em 3 portas, Moisés... nós levámos algum tempo para os receber cá em Portugal, mas a versão existe desde o lançamento em Itália. Tenho aqui a QuattroRuote de 71 com um especial sobre o lançamento e tem todas as especificações e fotos, e já tinha as versões 2 e 3 portas. Desconheço porque é que o 3 portas demorou tempo a vir para fora, mas a casa-mãe fê-los logo.

    Os 127 da Somave tanto tinham material Fiat como Seat, era ao calhas, o que viesse montava-se. Nos primeiros anos de produção acho que o material era mais italiano e para o final mais espanhol, mas havia de tudo. Ter mecânica Fiat é uma excelente vantagem, porque é de melhor qualidade e robustez.

    A cor pode ser original, sei que houve algum tempo em que havia um azul claro, e já vi alguns. Nas fotos não me parece é que seja a mesma cor, mas às vezes as máquinas pregam partidas... é por isso que convém ver ao vivo.

    De resto, betumes não vejo ali sinais de nenhum - não quer dizer que não os tenha - e até parece bastante direitinho. A pintura a despachar é infeliz, de facto, mas se não havia necessidade de desmontar mais pode ser bom sinal para a saúde geral da carroçaria.

    Um abraço!
     
  5. Eduardo, muito obrigado!
    Como especialista, pode dar-me umas dicas nos pontos a que devo olhar quando for ver 127s? Os fundos são dramáticos, não é? Há mais pontos de podridão habituais?
     
  6. O titulo não é meu... é do caríssimo Eduardo Relvas que me exemplificou por um + um como é que um conhecedor deve avaliar os carros (acho que estávamos a falar sobre os fiat 124).

    Acho que é exactamente o que estamos a falar... Rafeiros... Olha que existe muito rafeiro que é fiel ao dono, saudável e uma companhia par a vida...

    Infelizmente não te posso ajudar nos 127, mas vou seguir o tópico para ver se aprendo algo sobre este carro (o meu já teve um e só fala maravilhas do mesmo). De qualquer maneira não podias estar mais bem entregue sobre o modelo/marca em questão, neste forum existe muito boa gente bastante inteligente e conhecedora da marca, por dentro e por fora.
     
  7. O pior de arranjar num 127 é mesmo a chapa e os interiores, os estofos também sofrem imenso.

    Em termos de podres, o 127 é bastante honesto e disfarça mal os problemas. O sítio que mais costuma apodrecer é o canto que fica atrás do capot ao topo da cava da roda, por baixo do pilar do pára-brisas. De fábrica aquele recanto recebia pouca tinta, e apodrecem todos de dentro para fora. De resto, é o costume de qualquer carroçaria descuidada... os fundos das portas apodrecem se os drenos ficarem obstruídos, apodrecem em torno do pára-brisas e do óculo traseiro, os cantos da mala e do capot, e o pavimento junto aos pés pode acumular humidade se as portas tiverem as borrachas em mau estado e apodrecer também. Cuidado também é com danos de acidentes mal reparados, que é a maior causa de chatices na chapa.

    De resto, males comuns são caixas de velocidades com os selectores e sincronizadores desfeitos (não devem levar valvulina, torna a caixa muito dura), motores que sobreaquecem por entupirem o circuito do radiador com óxido de alumínio (falta de anticongelante decente), e pouco mais... é um carrito muito robusto, mas que é repetidamente mal cuidado.
     
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