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Para pensar

Tópico em 'Off-Road' iniciado por José Luís Serôdio Nunes, 1 Jul 2011.

Tópico em 'Off-Road' iniciado por José Luís Serôdio Nunes, 1 Jul 2011.

  1. A crise

    Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes.
    Não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.

    Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

    As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.

    Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses.
    O negócio prosperava...Os seus cachorros-quentes eram os melhores!

    Com o dinheiro que ganhou conseguiu pagar uma boa escola ao filho.
    O miúdo cresceu e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

    Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:

    - Pai, não ouve rádio? Não vê televisão? Não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!

    Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: Bem, se o meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, e acha isto, então só pode ter razão!

    Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior). Começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).

    Para economizar, deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.

    Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis.

    O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava recursos... faliu.

    O pai, triste, disse ao filho: - Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.

    E comentou com os amigos, orgulhoso: - 'Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise...'

    Vivemos num mundo contaminado de más notícias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias influenciar-nos-ão ao ponto de nos roubarem a prosperidade.

    O texto original foi publicado em 24 de Fevereiro de 1958 num anúncio da Quaker State Metals Co.
     
  2. Dá mesmo que pensar...
     
  3. É um panorama que de que se há de viver constantemente em qualquer época das nossas vidas, estou mais que consciente que certos "Doutores" vão levar povos à ruína, fazendo acreditar que melhores dias viram (tamanha ingenuidade)! B)
     
  4. Olá João

    É bem verdade o que dizes e o pior é que muitas vezes esses doutoures têm a mania que tudo sabem e que nada mais têm a aprender.

    É o chamado climax da ignorância...

    Abraço
    Luís Nunes
     
  5. Isto é bem o sinal daquilo que eu tenho vindo a alertar há que tempos... no nosso país só se produz ignorância. E ainda por cima encoberta, porque à superfície "é tudo doutor".

    O sistema de ensino afugenta as criancinhas do papão da matemática e das ciências, os próprios pais muitas vezes também concordam e não ajudam... pensar dá trabalho e faz doer a cabeça!

    Depois temos um país cheio de doutores da treta, porque ninguém lhes ensina nada de jeito. Os cursos que fazem falta fecham porque estão às moscas... os técnico-profissionais que antes formavam pessoas capazes para trabalharem bem, ninguém os quer porque agora "tem tudo de ser doutor"!

    Ninguém quer trabalho honesto e sério, todos se acham os maiores. Hoje em dia os empregos mais bem pagos começam a ser os de electricista, canalizador, carpinteiro... porque será?

    Depois vêm os romenos fazer o que nós não queremos... e lucram eles com isso!

    Uma boa parte da culpa da crise está aqui... há muito disto por aí. Se a população tomasse uns comprimidinhos de modéstia e desse o corpinho ao manifesto como deve ser, a coisa virava-se logo ao contrário. Mas é mais fácil comprar feito aos chineses...

    Desculpem o desabafo, mas eu lido com esta realidade todos os dias e revolta-me... sou eu um dos que o paga, com dois empregos. E depois há gente a receber para não fazer nenhum e ainda se acham uns injustiçados.

    Enfim...
     
  6. Nos states ja vao 50 anos disso.
     
  7. Venho do antigo Técnico-Profissional (Electrónica).

    Antes disso haviam as Escolas Comerciais e Industriais, acabaram com elas.
    Depois criaram os Técnico-Profissionais, acabaram com eles.

    Passados uns anos criaram estas merd@s a que chamam CEF que não é nem mais nem menos que uma desculpa esfarrapada para dizer à Europa que somos bem "formados" e não temos abandono escolar. Temos ainda os Profissionais cuja ideia é boa mas as bestas (Sem aspas, porque são mesmo umas bestas...) não sabem implementar. Soltam os programas cá para fora e um "gajo que se amanhe"

    Não temos Licenciados nem Técnico Profissionais em condições - Aqueles "velhotes" que não têm formação mas que sabem pra carago estão a acabar

    Temos governantes Pseudo-Licenciados que arranjam curriculum à pressa sem formação.

    Para quem anda na casa do 35-50, antigamente, um gajo tirava negas, chegava a casa e levava umas boas lambadas, não dava na escola ia trabalhar, tendo 14/15 ou 16 anos e ainda dava o dinheiro para a casa.

    Hoje, os meninos são levados ao colo numa redoma, não têm formação, não arranjam (Não querem arranjar) trabalho e vivem à custa dos pobres dos pais - que também uma grande culpa na formação dos filhos.... Ai de quem os ponha a trabalhar antes dos 18! Coitadinhos...

    Sou Prof. (Com muito orgulho) e nesta fornada de 8 alunos que acabaram o Profissional, infelizmente, só 1 recebeu convite para ficar a trabalhar no sítio do estágio: O pior aluno! E o fdp recusou! Recusou o trabalho com desculpas que queria ir estudar (NOT!)
    Porquê!? Porque tem uma mãe que anda com o menino ao colo e dentro de uma redoma!

    O que mais doeu no meio disto tudo, foi o facto de este se vangloriar em frente aos colegas e haver um que disse: "Tu recusaste o trabalho!? E eu que queria ir trabalhar!"

    Enquanto não começarmos a Educar (em casa) e a Ensinar (a sério) na escola esta geração que está agora na primária, nunca vamos sair da cepa torta! Isto vai continuar a ser mais do mesmo....
     
  8. Olá Eduardo,

    Pois eu então penso que a coisa começa a descarrilar logo no ensino básico. Antigamente, na antiga escola primária, ou aprendíamos, ou levávamos porrada. Eu também faço parte dessa geração martirizada que levou porrada do professor primário e digo uma coisa... sou um adulto normal e não fiquei traumatizado.

    Fazíamos um ditado e, por cada erro, era uma reguada. Se nos distraíamos a conversar com o colega do lado, quando menos esperávamos, era uma vergastada com a caninha da índia que o professor tinha.

    E eu não sou assim tão velho, tenho 47 anos, e posso dizer que quando terminei a minha escola primária sabia a história de Portugal, as estações dos caminhos de ferro, quais as capitais de distrito de Portugal e, imagine-se, até já tinha as primeiras noções sobre os números fraccionários.

    No primeiro dia de aulas o meu pai dizia ao professor:

    - Senhor professor, se o meu filho se portar mal dê-lhe... e escreva no caderno o que se passou porque depois em casa ele leva mais.

    No entanto, naquela altura, havia respeito pelos mais velhos.

    Se os meus pais tinham convidados a jantar lá em casa, era impensável para mim interromper a conversa dos adultos e, se o fizesse e abusasse da "festa", um estalo bem forte era mais do que certo.

    Hoje as crianças não têm respeito por nada, nem pelos pais, nem pelos adultos e nem tão pouco pelos seus professores.

    Antigamente os professores eram respeitados e hoje, são insultados...

    Hoje em dia um professor sai de casa para mais um dia de trabalho e, sai completamente desmotivado.

    São as crianças que são mal-educadas, são os pais que parecem dementes mentais em tudo o que se refere às "suas crianças". À mínima suspeita, nem lhes passa pela cabeça que as suas crianças poderão estar a exagerar ou a mentir, e estão logo prontos a pôr um processo ao professor.

    E isto quando não decidem dar uns tabefes ao professor...

    Enfim, desta forma, não sei realmente onde isto irá parar, e não será realmente de estranhar as nossas universidades formarem doutores, que não passam de uns burros diplomados.

    Abraço
    Luís Nunes
     

  9. Muito bem desabafado!
    Concordo plenamente!
     

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