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Orbita Crosse - 1970

Tópico em 'Também são Classicos' iniciado por Hugo Albuquerque, 6 Jun 2016.

Tópico em 'Também são Classicos' iniciado por Hugo Albuquerque, 6 Jun 2016.

  1. Boa tarde caros portalistas,

    Passados 10 meses de estar inscrito no portal, finalmente ganhei tempo para partilhar com vocês a minha clássica de 2 rodas.
    Trata-se de uma bicicleta com as seguintes caraterísticas:

    Marca: Orbita
    Modelo: Crosse
    Ano: 1970
    Cor: Amarela
    Mudanças: 3 ao centro

    Esta bicicleta já tem alguma história, que passo a contar.
    Foi comprada nova pelos meus bisavós maternos em Portugal, sendo oferecida à minha mãe quando tinha os seus 7 anos de idade (atualmente tem 50 e tais).
    Visto a minha família materna estar a viver nas colónias portuguesas enquanto éramos colonizadores, a bicicleta foi então enviada para lá.
    (Não se comprou em África, pois na altura arranjar uma bicicleta destas era um ver se te havias...reservas e reservas em tudo o que era sítio).

    Com a descolonização o meu avô fez por trazer tudo o que conseguia num contentor...sendo a bicicleta uma dessas coisas.
    Chegada a bicicleta a Portugal em 1974, a minha mãe ainda deu umas voltas nela, porém com o tempo foi deixando de lhe dar utilidade. Acabou por ficar até 2012 encostada na cave dos meus avós.

    Em 2012, entro eu em ação. Já sabia ao tempo que aquela bicicleta estava lá em baixo mas nunca pensei que se encontrasse no bom estado que estava, até ao dia que pedi ao meu avô para ver a bicicleta, pois teria interesse em restaurá-la (apenas tinha os pneus completamente em baixo, as câmaras de ar ressequidas, os guarda-lamas com ferrugem superficial, e a pintura com algumas correcções por serem feitas).
    Gostei bastante do que vi e portanto trouxe a bicicleta comigo. Desde aí até aos dias de hoje pouco fiz, limitei-me a mandar substituir as câmaras de ar, a restaurar os guarda-lamas com palha de aço e a lubrificar a corrente.
    Cheguei a dar umas voltas com ela...sendo a mais distante de Algés até ao Marquês de Pombal.
    A razão para não me ter empenhado a 100% foi que em 2013 tirei a carta de condução, tendo me afastado do mundo das bicicletas.
    Encostei-a na garagem, tapei-a e lá ficou ...

    ...3 anos se passaram...

    Hoje após ter saído de um exame da faculdade e ter visto o dia convidativo lembrei-me porque não de ir dar uma volta na Orbita. E assim o fiz!
    Destapei-a, fui a uma loja de bicicletas e pedi para que me enchessem os pneus...done!
    Decidi então ir percorrer o Rio Tejo desde Algés até ao Cais do Sodré, subindo de seguida para o Rossio. Um total de 28kms, que confesso terem sido algo duros, sobretudo no regresso pois o traseiro já estava dorido de tanta calçada que apanhei em determinadas zonas.
    Ainda assim nada me tira o gozo de andar na clássica pseudo-portuguesa/inglesa, ainda para mais quando determinadas pessoas vêm ter comigo a elogiar a mesma! :)

    Chegado a casa, disse a mim próprio que tenho de repetir mais vezes este passeio mas de preferência mais curto (o traseiro agradece). A ver se não falho com a minha promessa.

    Daqui em diante, tal como faço com o meu Rover, sempre que houver novidades da mesma vou fazer por colocar neste tópico ;)

    Como cereja no topo do bolo, partilho com vocês as fotografias então hoje tiradas.
    Ainda com os pneus vazios...
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    Já durante o passeio:
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    Cumprimentos,
    Hugo Albuquerque
     

    Ficheiros Anexados:

  2. Excelente!
    Eu próprio tenho uma pasteleira que restaurei à uns anos mas o uso que lhe dou é.. Nenhum.
    Aqui em Matosinhos mas precisamente onde moro só temos penhascos e ribanceiras.. A unica hipotese de não ficar todo partido é ir mesmo com ela para a praia de Matosinhos/Foz ou mesmo Leça da Palmeira que é mais plano. Como não cabe no Fiat 600, e no Panda tenho que fazer ginástica para a levar vai ficando por ali encostada.
     
  3. Pois! Como eu compreendo isso ;)
    O que me vale é ter aqui perto todo este percurso junto ao Rio Tejo que é convidativo para este tipo de bicicleta.
     
  4. @Hugo Albuquerque. Podes ver no cubo de mudanças traseiro qual a data de fabrico do cubo?

    Estou a perguntar isto, porque acho muito estranho a bicicleta ter ido para Angola em 1970. Todas as choppers que conheço são de meados de '70.

    Estas bicicletas são réplicas das Raleigh Chopper inglesas que só foram apresentadas em 69 e produzidas a partir de 70. Acredito que só depois do sucesso no estrangeiro é que os portugueses se dedicaram a produzir a imitação que foi copiada pelas diversas marcas nacionais (Sirla, Órbita, Esmaltina, Vilar, Fundador, etc)

    Não estou a duvidar da tua história, apenas gostava de a poder confirmar, pois poderás ter nas mãos a máquina que vem fazer luz sobre a cronologia da produção de choppers nacionais.
     
  5. Posso sim!
    Já vejo isso mais logo ;)

    Digo 1970 pois foi a informação que um homem de casa de bicicletas me transmitiu.
    A minha mãe teria à volta dos seus 6-8 anos quando a recebeu, portanto isso andará à volta de 1970 de facto.
    (A data de nascimento da minha mãe é de 1962)
     
  6. Já agora alguém sabe se esta gravado em algum lado o ano de fabrico numa pasteleira ??? :D:
     
  7. Adoro, ainda hei-de ter uma.

    Tenho é de encontrar a um valor mais acessível do que aquele que tem aparecido pelos websites de classificados.
     
    Hugo Albuquerque gostou disto.
  8. Se for nacional não há registos de números de série. O mais aproximado que consegues é pelo ano de fabrico gravado no cubo Sturmey Archer de 3 velocidades (se o tiver e for o de origem)

    Se for inglesa já é mais provável conseguires datar através do numero de série. Há alguma informação na net.
     
    Pedro Santos 79 gostou disto.
  9. Obrigado pela ajuda @JorgeMonteiro tenho que a ir buscar aqui para casa para verificar, tenho-a na garagem da casa dos meus avós.
     
  10. Linda eu tive uma Vilar Azul, grande maquina resistiu a tudo :)
     
    Hugo Albuquerque gostou disto.
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