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Nacional de Velocidade - VCD 1973

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por João Kramer, 15 Abr 2010.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por João Kramer, 15 Abr 2010.

  1. NACIONAL DE VELOCIDADE - 1973

    VILA DO CONDE APAGOU O DESCRÉDITO

    O habitual fim-de-semana automobilístico de Vila do Conde pode dizer-se que redundou em êxito.
    Mais de 170 pilotos, entre automóveis e motos, participaram nas corridas, que foram presenciadas por um público numeroso e entusiasta.
    No que diz respeito às condições de segurança, é de referir o esforço feito pela organização, no sentido de colocar rails de protecção nas partes mais perigosas e de proceder a uma criteriosa disposição de bombeiros e material anti-incêndio, ao longo do perímetro do circuito.
    Embora os «rails» estejam altos para os Grupo 5 (vê-se a intenção de lá por para o ano, o 2.º rail), satisfazem muito bem para os Turismos e representam um passo em frente num tipo de circuito que vem escasseando por essa Europa.
    O programa estava demasiado cheio, por desaproveitamento das manhãs, tendo o defeito de terminar tarde, quase sendo necessário (nos treinos até foi mesmo) o uso de faróis.
    Realizaram-se duas corridas para o Regional de Promoção (Zona Norte), respectivamente para os Agrupamentos A e B.
    Na primeira, o domínio de Diniz Mota (Austin Cooper S) foi completo e o piloto-jornalista fez uma demonstração interessante de qualidades que o podem levar longe no automobilismo de competição.
    No Agrupamento B, António Ruão, dispondo de um Austin 1275 GT muito bem preparado, impôs-se a Carlos Luz (Datsun 240 Z) e Manuel Inácio (BMW 2002 Ti), terminando como vencedor folgado. A chamar atenção a corrida de «Yur Segal», num NSU TT velhinho, que fez prodígios.

    CAMARO MUDA DE MÃOS

    No Grupo 1, o Camaro do Team Palma foi comprado por Carlos Santos. O carro mudou de mãos, mas não de louros e o excelente piloto portuense acabou por vencer a corrida, após luta interessante com os irmãos Sá Nogueira, do Team Mocar e com José Meireles (Capri 3000 GT).
    Foi uma corrida interessante de seguir e no decorrer da qual, Santos apenas exigiu ao Camaro o suficiente para se sagrar vencedor. A prova do Grupo 1 foi desdobrada em duas corridas, sendo a segunda destinada às cilindradas inferiores a 1300 c.c.
    Saiu triunfante Santinho Mendes (Datsun 1200-Shweppes), com Carlos Barral (Datsun 1200) em 2.º. Muito curiosa a luta travada entre Francisco Fino (Datsun 1200-Shweppes) e Mário Gonçalves (Austin Cooper S-BLP), com vantagem final para o primeiro.

    UM CARRO A SÉRIO

    A corrida do Grupo 2 proporcionou o aparecimento de um carro verdadeiramente ganhador: o Escort RS de Jorge Ribeiro de Sousa, preparado em Inglaterra por David Wood. Debitando cerca de 260 HP, o Escort não deu chances a ninguém, vencendo com grande à vontade, pese embora a uma entrada na meta sem o espectáculo habitual, já que o ex-Dino entrou pela «porta das traseiras», ou seja a pista de desaceleração.
    Os irmãos Sá Nogueira, nos Alfa GTA, não tinham possibilidades de discutir para além do 2.º lugar, o que fizeram, e Manuel Gomes Pereira fez uma boa corrida, com o Opel 1904 SR-Tofa-GM.
    O troféu Datsun foi o espectáculo do costume, com um concorrente (Pedro Cortez) a partir da última fila e a acabar em 2.º (na pista). Cortez acabaria por ser proclamado vencedor, dado que o proprietário do carro de Vasco Gomes Ferreira – o vencedor – se recusou à verificação técnica.

    GASPAR AUTORITÁRIO

    A corrida dos Grupos 3, 4 e 5 encerrou o programa e fê-lo do melhor modo. Carlos Gaspar (Lola T292-BIP) tinha de enfrentar a oposição do seu ex-colega Carlos Santos, agora ao volante do GRD-Sotto Mayor e fê-lo de modo convincente, nunca permitindo a aproximação de Santos.
    Jorge Pinho, indicado para correr no segundo carro do Team BIP, teve de ceder o seu lugar a Santos Mendonça, por não possuir licença desportiva nacional. Este último foi pouco feliz e abandonou por avaria.
    Boas corridas de «Lumaro» (GRD-Seiko) e de Robert Giannone (Porsche-Miura). Enfim, um programa recheado de motivos de interesse, ao qual nem faltavam os motociclos e as motos, que tiveram em Nuno André e Jaime Azarujinha, os respectivos triunfadores.

    In: ACP DESPORTIVO, Revista ACP de Setembro/Outubro 1973
     
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