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Legalizar Alfa Romeo Gtam

Tópico em 'Legislação' iniciado por sergiopereira, 1 Jan 2013.

Tópico em 'Legislação' iniciado por sergiopereira, 1 Jan 2013.

  1. Olá a todos!

    ...estava a pensar alterar a carroceria do alfa romeo 2000 gtv (bertone), colocando os guarda lamas alargados, tornando-o visualmente próximo da carroceria do alfa romeo gtam. A questão está nos possíveis problemas que me pode trazer a nível legal.

    Existe alguma forma de o tornar legal, ou algum documento que possibilite a circulação do carro sem ter problemas?

    Se alguém tiver experiência ou conhecimento nesta matéria e que possa partilhar, agradeço!

    Cumprimentos.
     
  2. O problema iminente que acarreta essa transformação será o tamanho das rodas que não constam no livrete. Ainda por cima, se quiser fazer uma coisa visualmente idêntica ao que era o Gtam, as jantes vão passar de 14 (o que está no livrete) para 13, o que depois lhe trará outros problemas principalmente com as maxilas dos travões e mais umas tantas coisas, mas isso é outra história. Não passa na inspecção. Em relação aos alargamentos só perguntando num centro, mas penso que vão implicar com isso também.

    Mas, desculpe a pergunta, porquê cortar um 2000 Gtv para o tornar parecido com um Gtam? Na minha opinião, vai perder um 2000 Gtv e não vai ganhar um Gtam, fica ali algures pelo meio, nem será carne nem peixe.

    Só mais uma achega: um Gtam era de base um 1750 Gtv primeira série para o mercado americano (houve apenas 2 da segunda série) tinha os pedais vindos de baixo, interiores de 1750 Gtv, faróis de 1750 primeira série americano (iguais aos do Gt Junior) e grelha da frente de 1750 Gtv. Penso que, mesmo querendo fazer o tal "Look alike", o 2000 Gtv não será o melhor modelo para essa opção pois tem muita coisa diferente, é apenas o melhor no sentido em que é o "Bertone" mais comum em Portugal e já que é para cortar...

    Pode ver também este tópico:

    http://portugal.portalclassicos.com/topic/10325-replica-alfa-romeo-1750-gtam/page__st__220

    Aprende pouco com ele, com o tópico, e sugiro-lhe que antes de cortar o 2000 Gtv leia bastante coisa sobre o Gtam e a internet não é muitas vezes o sítio aconselhado para essa informação.

    Compre o novo livro Alleggerita, 3 volumes, com bastante informação (não toda) sobre esses carros ou então outros mais baratos como o "Alfa Romeo Gta" de Maurizio Tabucchi só para dar 2 exemplos.

    Se quiser ver mais alguns exemplos de réplicas, alguns conseguidos outros nem por isso, sempre pode ir ao Alfabb.com e na secção Gta tem por lá muita coisa para ver... e aprender a fazer ou a não fazer. ;)

    Espero ter ajudado.
     
    Rafael S Marques e M Bento Amaral gostaram disto.
  3. Quanto aos alargamentos nao sei o que se poderà fazer, mas em relaçao a medidas de pneus e consecutivamente medidas de jante, à vàrias empresas que legalizao fàcilmente varias medidas para cada carro.Depois hà uma com sede em Braga que lagalisa qualquer medida depois de inspeçao, e comprovado que nao roça em nada,etc...

    A ficha de homologaçao FIA que deve ter là os alargamentos homologados nao sei se servirà de alguma coisa nas inspeçoes,mas de qualquer forma o maior problema serà sempre nas operaçoes stop...
     
  4. Ou seja, pelo que o Miguel diz e com toda a razão: é tudo legal, na medida em que se pague.

    Só falta aqui um outro pormenor que quero chamar a atenção: o dinheiro não compra o bom-gosto. A única maneira de termos bom-gosto é cultivarmo-nos. Não estou a dizer que sou o dono do bom-gosto, estou a dizer que quanto mais me informo e mais vou conhecendo determinado modelo, mais vou chegando à conclusão que há uns anos atrás era um autêntico bimbo! :huh:

    No caso dos Alfas é comum, ao modificar-se determinado modelo que era já de origem bastante elegante, cairmos no ridículo ao querer fazer passar uma coisa por outra. Por isso é que disse para se informar bem antes de fazer qualquer modificação, porque existem as de bom-gosto e as outras que só são de bom-gosto para quem não o tem... não sei se me fiz entender.

    Para mim uma réplica bem-feita e com bom gosto é esta:Ver anexo 298375

    As outras são assim:Ver anexo 298376

    Bem, concerteza uma opinião polémica, mas estou aqui para isso! ;)
     
  5. Obrigado pelas respostas, contudo queria apenas esclarecer que não é cortar por cortar....ou seja o que me leva a ponderar essa alteração é o facto de eu ter a mecânica semelhante á do gta feita no bloco do 2000 (carburadores webber 45, cabeça preparada com arvores de cames colombo e bariani novas, válvulas, molas, bomba de óleo,etc...em relação á estética, possuo todos os acessórios quer do 1750 quer do 2000....obviamente que a fazer esta alteração a frente do carro ficaria a do 1750.

    Gosto do carro original sem alterações, mas adoro também a estética alargada do gtam sobretudo porque representa o expoente máximo a nível desportivo que este carro alcançou.

    Esta alteração a ser concretizada será feita por especialistas da Fábrica Italina, que têm grande experiência neste tipo de modelos.
    É certo que nunca será um verdadeiro gtam, mas também nunca será um 2000 original pelas alterações que o motor já leva, contudo será sempre um Alfa Romeo!...sei que isto pode custar aos mais puristas, o que compreendo perfeitamente, aliás também tenho um pouco desses génes!....mas depois de ter visto o carro ao vivo (gtam) fiquei completamente rendido. E uma vez que tenciono ficar com carro para sempre, questiono-me e porque não?

    Em relação às jantes e pneus sei que é possível homologar, penso que em Braga. Já agora fica a informação que existem umas novas jantes de 15" (gtam) disponiveis no site http://www.alfaholics.com/2010/07/alfaholics-8x15-gtam-wheel-119/

    A maior dúvida é seguramente a questão dos alargamentos da carroceria, de modo a não me trazerem problemas com a polícia.

    Agradeço mais uma vez as respostas e dêm mais opiniões igualmente construtivas como as que me deram!

    Cumprimentos!
     
  6. O Gtam era de injecção mecânica (Lucas ou Spica), duas velas por cilindro. Muitos componentes do motor, como cárter, cloche, tampa das válvulas e tampa da distribuição eram em magnésio. A bomba de óleo era diferente, quer na capacidade (corpo), quer na estrutura (chupador e haste superior). As camisas eram siamesas para aumentar a cilindrada do bloco 1750 (não era 2000). As bobines eram diferentes, o alternador era diferente, o radiador era diferente, a caixa do filtro de ar (condutor de ar) era diferente, tampa do óleo diferente, tubagem da água na cabeça era diferente, tinha um tanque de óleo, um tanque de água expansor diferente, colectores diferentes, apoios de motor diferentes, bombas de gasolina, tanque de combustível adicional, etc etc etc. Só para falar no motor... falta o resto. Quando dizes semelhante queres dizer que tem 4 cilindros? Percebes onde quero chegar Sérgio? Atenção, não me leves a mal, estou a tentar ajudar-te para poderes decidir enquanto é tempo de forma racional... é minha função enquanto frequentador do fórum e enquanto apaixonado Alfa Romeo.

    Tens toda a razão Sérgio! Mas o expoente máximo desportivo dessa série, a 105, nem foi bem com o Gtam, foi com o Gta. O Gtam já veio um pouco tarde baseado num chassis já um pouco obsoleto (quase 10 anos). O Gtam andou a competir com carros que não eram da sua era (Ford Capri, BMW Schnitzer etc), tinha "apenas" 240 Cvs e a concorrência já chegava quase aos 300. Mesmo assim ganhou muita coisa e até foi campeão europeu, mas não tanto como o histórico Gta quer na sua versão 1600 quer na 1300. Já na época o 1300 Gta batia-se de igual para igual com os Gtam, muito fruto do seu baixo peso e de toda a evolução que foi tendo nos anos interiores.

    A Fábrica Italiana, nas mãos do Tomé Coelho é uma alegria para todos os alfistas. Conseguiu muita coisa no campeonato nacional 1300 com os Alfasud. Ainda para mais é de lhes dar os parabéns a duplicar, porque com pouca experiência no mercado, conseguiram fazer, com todas as limitações que conhecemos, Alfas brilhantes que acabam em primeiro. Muitos parabéns! Em relação à experiência, não sei. O Tomé Coelho formou-se em engenharia e trabalha no ramo à cerca de 6 ou 7 anos. Os Alfasud ganharam, ou porque são carros fantásticos já de origem, ou porque os preparadores são do melhor que existe. Não sei e quero pensar que são ambas as coisas. Os preparadores como a Fábrica Italiana ou outros quaisquer utilizam muitas vezes os circuitos para ganharem algum nome (e não dinheiro) para depois ganharem dinheiro nas pessoas que lá vão restaurar carros ou fazer réplicas. Como tinha dito no tal tópico, que até te enviei o link, os preparadores e amantes dos Alfas deviam ser os primeiros a avisar os clientes do que é um Gtam e explicar a estes o que se pode fazer tendo em conta, a marca, o gosto do cliente, o dinheiro disponível e o resultado. Se eu fosse preparador/restaurador de Alfas, como amante que sou de Alfas, iria recusar muito trabalho porque penso que a marca merece que eu o recuse.... tal não é a minha veneração! Acho também que o cliente também sairia a ganhar, porque ao fazer qualquer coisa, saberia o que estaria a fazer, o propósito e o enquadramento... ao fim e ao cabo iria dar muito mais valor ao que tem porque sabe o que ali está e porque é que está. É apenas isso... não sei se consegui passar a minha mensagem. Como conclusão e repito: antes de gastares dinheiro estuda o assunto e vê lá bem do que é que gostas e porque é que gostas e aprende porque é que determinado modelo fez história e vale muito dinheiro. Não bebas toda a informação da pessoa que te vai cobrar o trabalho, porque o que ela quer é muitas vezes receber o dinheiro e está-se marimbando se aquilo fica adequado ou não. É que para uns o adequado é ter uma caixa sequencial num Alfa dos anos sessenta tipo Alfaholics.com, para outros como eu acho isso uma perfeita aberração e só não me rio, porque estragaram um alfinha para adaptarem aquela mer##. É a diferença entre ganhar dinheiro e gostar realmente das coisas como elas eram.

    O exemplo das jantes é um dos que, como apreciador e... vá lá... entendido em Alfas acho uma perfeita aberração. As jantes 15 nunca existiram nos Gtam nem Gta. As jantes 15 foi uma maneira fácil da Alfaholics ganhar dinheiro à custa da pouca informação (que como tinha dito resulta em mau gosto) que as pessoas que querem fazer réplicas têm. Quando se quer fazer uma réplica de Gtam a malta corta a carroceria, põe os alargamentos, compra umas jantes de Gtam em 13' de alumínio (quando na época eram de magnésio) e depois verifica que as jantes roçam nas maxilas dos travões! Olha que chatice, como se vai resolver isto de maneira fácil? Comprando as jantes 15 da Alfaholics, no meu entender, completamente inestéticas e nada originais, nem nas aparências.

    Pensa bem numa coisa Sérgio, mas pensa mesmo que isto está a dar-me trabalho escrever e não quero que seja em vão: Um Alfa Romeo não é um John Deere. Um Alfa Romeo antigo é aquele carro que quando avaria e não há mais nada a fazer, até se pode pendurar na parede da sala que a mulher não manda vir. Um Alfa, começando pelo desenho e acabando na mecânica é arte pura. Já olhaste bem para aquele motor? Para além de eficaz é bonito! Alguém na época pensou que deveria ser assim, mas quem somos nós (os supostos amantes da marca) para estar a modificar isso? Um Alfa Romeo deixa de o ser quando perde a sua génese, quando perde a sua ligação com o criador... mas quem é a Alfaholics no meio disto tudo? É uma empresa inglesa que faz peças "laser cut", "billet aluminium" e "highest standard" para quem nasceu em Liverpool e a sua bebida preferida é cerveja quente sem gás.

    Eu tenho a sorte de ir algumas vezes a Monza (de Alfa antigo) ver as corridas. Das vezes que lá fui, nem com "laser cut" a Alfaholics saiu de último lugar. Os vencedores são sempre aqueles que não têm publicidade, mas são os melhores preparadores Alfa Romeo do mundo. Têm a experiência de 60 anos e têm material velho que utilizam nos carros. São como o bacalhau... fiel: à marca, à classificação, ao público e à arte.

    Não vamos restaurar um Picasso numa impressora HP Inkjet 3450, façamo-lo à mão e á imagem do criador. Devemos-lhe isso.

    Desculpa a missa, mas como gosto tanto da marca tenho que tentar defendê-la e ao mesmo tempo tento também ajudar-te.

    Um abraço.
     
  7. Um Alfa Romeo GTam é uma máquina pensada e desenvolvida para correr na pista, não é um carro para ir às compras ao super mercado, os originais que sobreviveram estão hoje em museus ou continuam a fazer aquilo para que foram projectados, correr em pista.

    Um Alfa Romeo GTam é hoje um automóvel muito valorizado, construir uma réplica igualmente competitiva não deverá ficar muito longe do preço do original e só vai poder servir para o mesmo, correr em pista (e ganhar se possivel).

    Fazer um "look alike" é não ter uma coisa nem outra, perde-se um bonito Alfa Romeo que até dá para ir ao super mercado e não se ganha um GTam que permita ganhar corridas e que com um bocadinho de pouca sorte nem dará para ir às compras.

    Mas, como diz o Pedro, talvez no fim dê para pendorar na parede da sala, e chorar o dinheiro gasto só de olhar para ele.
     
  8. Pegando nas palavras do João, aproveito para deixar aqui um vídeo feito por mim em Milão este ano.

    O carro em questão é uma réplica bem feita de Gtam e não um "look alike".

    Se reparares Sérgio, o mecânico tem 80 anos, trabalhou na Autodelta na época... também ele é genuíno. Antes de eu ter começado a filmar, este Senhor (com letra grande) teve a injectar gasolina nos cilindros com um cigarro na boca! A experiência de homens como este que não usam a internet, e há mais alguns ainda vivos, não é comparável com nenhum, repito, nenhum preparador em Portugal nem com um vendedor de peças em Inglaterra. Nem sequer consigo dizer que este ou aquele "preparador" português de Alfas tem muita experiência no assunto, porque sei que é mentira. Toda esta minha convicção é baseada no meu viver no mundo dos Alfas e, por isso, ter aprendido muito (e continuo a aprender), muito à custa do que vejo em Itália junto destes ícones que fazem parte de uma Scderia da qual sou membro. Se não visse com os meus olhos certas coisas lá fora, se não lê-se sobre o assunto, se não me cultivasse, o meu gosto seria concerteza diferente e aplaudiria projectos que não passam de coisas que nem consigo qualificar.

    Ainda falando de preparadores, a maioria, senão todos, os preparadores em Portugal não o são. São sim meros montadores de motores que já vieram preparados de outro lado, e mesmo assim têm que fazer montes de telefonemas para saberem valores de apertos e afinações, muitas vezes só por sorte é que aquilo dá certo.

    Tudo isto que estou a partilhar foi-me ensinado por um preparador de Alfas português com 25 anos de experiência, que quantos mais anos trabalha nos Alfas mais duvida do que sabe. Ao contrário dos outros, a idade e a experiência ensinou-lhe que, de facto, pouco sabe e que ainda tem muito para aprender...

    Deixo então o vídeo, com algum receio, porque o que tenho presenciado nos últimos anos é fruto do mérito, por ser amante dos Alfas há muitos anos e não porque paguei para ver... eu mereci ver. O facto de estar a divulgar o vídeo, deixa-me por um lado contente porque quero ajudar alguém a tomar o rumo certo, por outro lado tenho uma certa sensação de traição para com estes profissionais que me abriram as portas... mas como sei que eles não se importam aqui fica:

    http://www.youtube.com/watch?v=tF6JdFcoDvw&feature=youtu.be

    Já viste Sérgio? Uma coisa bem feita é como o João diz: não dá para ir às compras.

    Só te restam duas opções: Fazer mal feito para poderes ir às compras ou fazer bem feito e manteres o teu elegante 2000 Gtv como a Alfa Romeo quis que ele fosse.
     
    David Silva gostou disto.
  9. Belo video... aquele pessoal da "Scuderia del Portello" é mesmo TOP!

    Quanto á questão dos alargamentos, eu estou um bocado como o Pedro (sendo eu muito mais flexivel em relação a alterações)... são muito poucos os carros que eu gosto de ver alargados e... os coupés Bertone da série 105 não estão nesse lote!
    Acho que o desenho dos carros tem a mistura ideal de agressividade/elegancia que é completamente desvirtuada com os alrgamentos. Mesmo na época, gosto muito mais de ver os Gta do que os Gtam...

    No resto e no que diz respeito á "Alfaholics", não partilho da opinião do Pedro, embora a entenda. É uma empresa que não pretende (se calhar até pretende, mas eu nunca os vi com esses olhos) ser um preparador, mas sim uma empresa que disponibiliza muito material para quem quer dar um ou outro toque nos carros de estrada. Os que já me conhecem, sabem que ao contrário do Pedro, eu não desdenharia um "Bertone" com um motor de 75 TS e mais umas coisinhas. Agora, efectivamente isso não faz dele um carro de corrida, nem nada que se pareça.
    Quanto ás jantes 15"... se forem replicas de Gtam... estou com o Pedro, se forem replicas de Gta... a coisa pode mudar de figura, pela questão das melhores "borrachas" que o mercado oferece nessa medida.
    Pedro, e quanto á cx maluka... aí estou 100% contigo! Vá... admite... não é facil! ;) :D
     
    Miguel Malaguerra gostou disto.
  10. É fácil é, isto a falar é que a malta se entende. :) Temos todos, nem que seja um bocadinho, lá bem no fundo, razão. É preciso é saber explicar o porquê e entender. Os alargamentos, por exemplo nos Escort, ficam muito bonitos, mas a realidade é que acho que já existem mais escorts alargados do que os de origem. Por vezes se cairmos na tentação de modificar este ou aquele carro, pode pegar a moda, e levamos à extinção do modelo como ele era... e são muitas vezes os "amantes" desse modelo que o acabam por extinguir. Já é difícil ver um Escort de origem e mesmo eu que não aprecio o modelo, já me custa observar essa situação.

    Começando a pensar no assunto (aí vem o gajo com a missa), eu já nem sei se as pessoas se podem considerar amantes deste ou daquela marca/modelo quando mudam tudo aquilo que ela/ele representa. Pegando nos Escorts (estou virado para aqui agora), ao mudar as torres da suspensão, motores, sistemas de alimentação, travões, diferenciais, caixas, carroceria, etc etc... será que gostam do Ford Escort? Não, detestam-no de tal maneira e acham-no tão obsoleto e tão mal conseguido que até têm que o modificar para, no entender deles, melhorar! Um gajo que gosta de um Escort, gosta dele com as jantes minúsculas metidas para dentro da corroceria e com aquela suspensão traseira igual às da Bedford, não há espaço para melhoramentos, porque o carro fá-lo feliz assim como a Ford o projectou! Isso é que é! Os outros são amantes sim, mas de Escorts modificados e quando lhes falam de Fords deveriam dizer: "Aquilo é uma grande mer##, só fica bom se lhes fizermos isto, aquilo e aqueloutro como se fazia na época e lhe acrescentarmos mais umas modificações recentes com novos materiais"

    Nos Alfas passa-se a mesma coisa e hoje é já difícil ver, por exemplo, uma Berlina. Os "amantes de Alfas" destruiram-nas todas para lhes tirar os motores, as caixas e os diferenciais autoblocantes, para depois aplicarem em Gt Juniores alargados para os poderem chamar Gtam. Perdem os verdadeiros Gtam, porque hoje em dia começam a haver falsificações, perdem as Berlina porque estão a desaparecer, perdem os Gt Juniores porque já não há muitos com motor 1300, perde a Alfa Romeo porque o que as pessoas fazem representar como sendo o passado da marca é uma desvirtualização e perdem os amantes dos clássicos porque andam a enganar-se a eles próprios e tentam muitas vezes, sem o real intuito, querer refazer a história.

    É tudo muito giro ser "ao gosto do dono" e como até é subjectivo, deixamos passar e não dizemos nada porque não passa de um gosto. Mas na realidade os gostos pegam-se e depois já não é só um, são todos a gostar do mesmo, quando o mesmo passa por modificar um documento histórico, vulgo carro clássico. Daqui a 100 anos o que vamos ter? Não sei, mas espero que os meus netos possam ver um 1300 Gt Junior e um Ford escort de origem porque representam com verdade o que a Alfa Romeo e a Ford eram. A isso chama-se história. O resto, os modificados, representam uma tentativa de aproximação ao que eram os carros de competição na época e, mais que isso, um gosto de um antigo proprietário que morava num apartamento do 3º andar da rua X que... enfim não interessa.

    Bem já vou levar de certeza, mas tenho a desculpa que estou a escrever às 4 da manhã, a fumar cigarros e a beber um vinho tinto... lá diz o ditado, "se escrever num fórum, não beba"... o que vale é que são apenas palavras.

    Desculpa estar aqui a utilizar o teu tópico Sérgio para estas coisas, mas olha, podia dar para pior... :blink:
     
  11. Tenho adorado ler os comentários deste tópico, e principalmente os do Pedro Pereira Marques, e tenho a dizer que concordo com o seu ponto de vista!
    E, mesmo sendo fora do tópico, deixe-me dizer que o exemplo do Escort foi muito bem dado.
    Tendo eu um Capri, original, não penso em mudar-lhe nada que não seja mantê-lo de origem e em ótimas condições, e adoro o facto de estar de origem, e ser lindo!
    Já o exemplo dos Escort´s... são raros os verdadeiros apreciadores deste modelo, porque são raros os modelos originais!
    Sim, tem suspensão traseira de carroça, como o Capri, entre muitas outras coisas simples, mas muitas vezes, é na simplicidade que está a beleza, a funcionalidade, e a fiabilidade.
     
    Pedro Pereira Marques gostou disto.
  12. Pois... isto acabou por se transformar num tópico exelente!
    E de facto o Pedro colocou aqui tanta "paixão" que já estou a pontos de concordar com ele! (será possivel? :lol: )
    Eu que até sou adepto de "transformações" e não desdenho mesmo os swaps de motor para coisas maiores e mais modernas, sou efectivamente pouco adepto dos alargamentos.
    Mesmo no Escort (já que veio á baila), prefiro ver um carro com a carroçaria original, um pouco mais baixo, quiçá sem parachoques para lhe dar aquele ar mais venenoso e uma jantinha RS... do ponto de vista estético, prefiro-os assim aos alargados.
    Aquilo que eu ainda gosto, desde que relativamente pequenas são (os carros japoneses ficam muito bem assim) as abas de guardalamas, tudo o que passa daí já não me é agradavel á vista.

    Por outro lado, o Pedro tem também razão quando diz que certos carros já são mais dificeis de encontrar de origem do que "qualquer coisa wannabe" e o exemplo das Berlinas Alfa é bem real... destruíram-se milhares de carros desses para recuperar/alterar coupés Bertone e Spiders, ao ponto em que hoje uma Berlina é uma visão muito mais rara que um destes carros.
    No caso em apreço, já há algumas alterações de motor, que mesmo envolvendo cames estão muito longe daquilo que era um Gtam... admitindo que o que foi feito, está bem (eu desconfio sempre da necessidade real de carburadores 45), o motor poderá estar com mais ou menos 20 cv a mais (150 portanto) e poderá nem ter perdido "baixas". Assim, manter o carro com o seu look original poderá ser um caminho possivel. Mas uma vêz mais, a decisão será do dono!
     
    Andre.Silva gostou disto.
  13. boa noite!
    ...embora não tenha o vosso nível de conhecimento, que de resto muito admiro e aprendo com satisfação... e aqui uma nota particular para o Pedro Pereira não só pelo conhecimento mas também pela entrega à causa e paixão pelos alfas...desde já obrigado!

    Pode parecer contracenso, mas na realidade, concordo em absoluto sobre tudo aquilo que se disse, nomeadamente a questão da originalidade dos carros. Contudo, este é o meu "pecado"!... gosto do resultado estético do carro naquela configuração,...como sem dúvida o adoro na sua versão original....acho que é pelo "race appeal".
    (Não queria deixar a impressão que sou um "tunning" com o devido respeito que eles merecem)

    Não tenho nenhuma decisão tomada até agora, (...calma Pedro!) sendo que, manter a sua forma original sempre me pareceu a mais sensata e racional das opções, opinião, já agora, partilhada pelo pessoal da fábrica italiana, mas que na sua filosofia o cliente quer o cliente tem, é assim que eles se posicionam, á que aceitar. Também existem outros, que são como Pedro diz, ou seja, fazem tudo cumprindo com as regras, etc... o que eu acho muito bem, só que a questão é sempre o dinheiro. Se eu pudesse teria sem dúvida um gtam original.

    Falta-me trabalhar a parte da emoção...tenho de me separar da imagem do gtam. Estive bem perto de um na fábrica italiana e "aquilo" mexeu comigo....estava lindíssimo, por acaso tinha as jantes de 15" e neste aspecto não concordo tanto com o Pedro quando diz que são uma aberração.

    O que poderia acontecer se opta-se por alargar, a nível estético seria seria algo como as imagens abaixo, mas com rebites disfarçados.


    jantes de 15"

    http://www.alfabb.com/bb/forums/gt-1963-1977/185874-alfaholics-8-15-gtam-wheel.html


    http://www.vintageseekers.com/products/1970-alfa-romeo-gtam-evocatzione


    http://www.classicandsportscar.com/news/classic-car-auctions/spitfire-comes-to-auction-supermarine-not-triumph


    isto, é provavelmente aquilo que vou ter:

    http://www.flickr.com/photos/bigmuse/7876565068/

    http://www.flickr.com/photos/darylchapman/5847906292/


    Pedro, verifique se tem stock de bebida suficiente para esta noite!...não espero menos de 50 linhas de texto! ;)
    cumprimentos!
     
    Carlos Vaz gostou disto.
  14. Esta discussão está muito interessante. Marques, tu dás cartas nos GTA… Uma enciclopédia com pernas, literalmente. Aproveitem que esta informação é valiosa, para os interessados, obviamente.
    Bem, e para destabilizar (ou equilibrar) a discussão, o seguinte artigo irá provocar uma diarreia cerebral a uns e um orgasmo cerebral a outros… Dr. Vaz, se bem te conheço, foste a correr com o computador para a casa de banho… :lol: O Marques está a meter uma venda nos olhos... :p


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  15. Ah ah ah ah!! :lol:

    Ainda tenho para ali umas binhaças das boas, mas não posso beber senão qualquer dia lá estão os sacos do Lidl à porta.

    Desculpa lá Sérgio, mas não tiveste perto de um Gtam, tiveste sim perto de um "look-alike" de Gtam ou então de "Gta". É que cá em Portugal só existiu um Gtam verdadeiro, vindo de Angola, e abandonou o país nos anos 80. Existiu um outro verdadeiro, da segunda série, o qual tive o prazer de conviver uns meses, mas também esse foi vendido para o estrangeiro à cerca de 6 anos.

    Deixa-me deixar aqui uma introduçãozeca antes de começar a atirar tiros para o ar. :)

    O teu gosto pelos Alfas teve um início e, apesar de todos pensarmos que começou na primeira vez que vimos o carro ou que andámos nele, esse início começou a partir do momento em que a Alfa Romeo passou a existir como empresa construtora de automóveis. Se a Alfa Romeo não existisse gostávamos de outra marca. A ela devemos o nosso passatempo, os tempos agradáveis que passamos ao volante e o convívio com os amigos que partilham o mesmo. Sorte a nossa, a marca que temos de eleição até fez carros bonitos e vitoriosos, muito à custa de um grande esforço das pessoas que lá trabalhavam e que fizeram da marca o que ela foi. Todas essas pessoas merecem o nosso respeito e por tal acho que devemos homenageá-los continuando a usar o que inventaram, da maneira que o fizeram. Se o fizermos é a melhor prova que podemos dar de apreço à Alfa Romeo, porque perduramos o seu génio como ele era, sem aldrabices por anos e anos.

    O departamento de corridas da Alfa Romeo na época era a Autodelta, comandada pelo sr. engenheiro Carlo Chiti. Esse senhor tem uma história longa no automobilismo internacional e existem histórias muito engraçadas com o Enzo e outras com os cães que ele, o Carlo, gostava de adoptar. Aquilo na época era mais amador do que profissional e as coisas faziam-se por pura paixão ao automóvel e à velocidade. Um Alfa Romeo era um carro, já de si, muito artesanal com peças feitas por muitas empresas familiares e quando ía parar à Autodelta mais artesanal ficava. Um Alfa de corridas na época era montado no meio dos cães e os motores e caixas eram muitas vezes montados e desmontados na terra batida das boxes dos circuitos. O que não podia faltar também era um chiantizito à hora de almoço e aquilo às vezes ficava complicado lá para a tarde. Muitos pilotos e profissionais morreram na época a tentar levar o seu engenho mais longe nestes e noutros carros.

    Todos estes Senhores (com letra grande e devida vénia) perderam muito tempo das suas vidas a inventar soluções que coubessem dentro dos regulamentos e, por respeito, temos que admirar tal feito e tentar compreender o porquê de certas inovações ou opções. Muitas dessas opções deram certo, não por serem as mais certas, mas porque a concorrência ainda era mais fraca ou porque realmente as pessoas que lá trabalhavam tinham gana; "afición". Quando existe tanto investimento humano num produto, que para além de harmonioso, é vitorioso, roçamos o conceito de arte. Para além de bonito tem propósito.

    Se concordares comigo e achares que o Gtam é arte, então porque não fazer uma coisa à semelhança e continuar a ter arte, nem que seja numa modificação nos tempos modernos. Vou dar-te dois exemplos do que é arte e do que não é, numa modificação de Alfas. O que não é arte é tirar o motor 1300 de um Gt Junior e colocar o motor de um 2000, troca por troca. Onde está a arte nisto? Arte é modificar esse motor 1300, mantendo todo o visual, de modo a que ande tanto ou mais do que o 2000. Se pegarmos no exemplo das jantes é o mesmo. O que não é arte é pagar umas jantes de concepção inglesa (pesadíssimas) que nunca existiram na época montadas nos Gtam e montá-las para não ter mais chatices. Por outro lado arte é manter o Gtam estéticamente igual ao que era na época, com jante 13, modificando o sistema de travagem dianteiro para poder albergar as jantes. Como isso envolve investimento humano, uma das condições para haver arte, os ingleses inventaram uma maneira de contornar a questão: aumentaram as jantes para 15 polegadas de modo a ser fácil a transformação. A arte nunca foi fácil. Se falamos de Alfas porque não elevar a fasquia e tornar as coisas um pouco mais difíceis, com arte, com dedicação, com gosto e com respeito pelo passado da marca e pelas pessoas que lá trabalharam?

    As jantes de 15 polegadas podem parecer estéticamente agradáveis à vista, quando vivemos numa época em que não há carro nenhum novo que não as tenha de 15 no mínimo de origem. O hábito de ver jantes grandes nos carros com pneus de baixo perfil não pode ser, na minha opinião, transportado para os clássicos. Os clássicos são o que são, bons ou maus são sempre um documento factual actual do que era na época e acho que é isso que o verdadeiro amante de clássicos tem que respeitar e o dever de cumprir.

    Em relação aos rebites disfarçados, na época os rebites estavam à mostra para quem os quisesse ver em todos os carros, excepto num da Monzeglio e outro da Austrália... e desconfio que não estavam à mostra porque foram pintados depois de um acidente ou qualquer coisa que os valha e achou-se melhor tapar aquilo com betume... estava ali à mão.
     
  16. Obrigado Camacho, mas olha que não dou mesmo. E desconfio que mesmo nos anos que me restam de vida nunca hei-de dar cartas nos Gtas... ainda me falta muita coisa para aprender.

    Em relação ao artigo que colocaste, é apenas um artigo assim como o outro da motorclássico que tinha um comparativo Giulia 1300 vs Giula 1600, uma com motor 2000 e a outra com 1750.... ?? Serve para quê??? :(

    É como disse. Existem uns que bebem cerveja quente sem gás e quando vão aos países dos outros nunca tentam aprender o que é a culinária local nem o que são as bebidas locais. Têm sim por hábito de criar colónias, mesmo em férias, dentro de pubs no Algarve... a beber cerveja quente sem gás.. continuam em Liverpool, mas de dia têm praia! Existem uns que aprendem e há outros que pensam que sabem mais que os outros.

    Obviamente que não quero generalizar e nem todos os ingleses são assim, mas acho que é um bom exemplo do que podemos esperar de alguns cidadãos daquele país... aliás a nossa história comprova muita coisa como a ocupação da ilha da Madeira, o tratado de Methuen ou o mapa cor de rosa... enfim.

    Não é um inglês que vai venerar o trabalho de um italiano. O italiano para o inglês é um ser inferior que gosta de pavonear-se: quem se lembra da série Alô Alô onde o italiano era só penas na cabeça? O inglês vai ensinar ao italiano como é que se deve fazer e não tem sequer a humildade de venerar o objecto como ele foi projectado. Para além disso ganha dinheiro com a marca italiana e depois não a respeita, modificando tudo o que pode.

    Mas por muito mau-gosto que um gajo possa ter vai gostar daqueles bancos numa Spider? Aquilo, lá está, está feito à moda dos pubs em Liverpool: a mesma côr, a mesma envolvência só faltam as tachas e as franjas.

    Aquela Giulia nem tem as portas alinhadas! Eu sei o que é um Alfa Romeo antigo rebaixado e duro: é uma merda! Um Alfa é para conduzir com as pontas dos dedos, aquilo tem que jogar para ser minimamente fiel e divertido.

    O "look-alike" do Gta, enfim... tal como a Giulia tem um motor de 75 Twin Spark lá espetado com tampa das válvulas a imitar as de Gtam e as tais jantes 15.. que são parecidas com as dos MG Rover antes daquilo falir.

    Conheço um trabalho que eles (a Alfaholics) fez para Portugal recentemente e aquilo, nem aquele chapeiro bêbedo de Massamá fazia uma coisa daquelas. A Alfaholics é muito bonito nas fotos da internet e é tudo muito bom, mas levaram o preço de um Gta para fazerem um carro em que o tejadilho está torto, as portas não fecham, a frente tem betume a mais... nem os vidros entram. Depois quando o português refila eles nem admitem que se diga mal do trabalho deles! São uma merda e deviam ter mais respeito pela marca e pelos clientes onde vão buscar o dinheiro.

    São bons nas fotos e na publicidade que fazem a eles próprios. :ph34r:
     
    Hugo Viana da Silva gostou disto.
  17. Sim confirmo, o que estava na fábrica italiana é um "look alike"...e também têm um gta 1300 branco (scalino).
     
  18. Oh Sergio, já viste a caldeirada que foste arranjar? ;) :lol: :lol: :lol:

    Antes de mais agradecer desde já ao Eduardo o artigo em questão e aproveitar para lhe pedir que ponha num formato maiorzinho que este não o consigo ler. Essa desgramada dessa revista não chega cá abaixo senão eu já a teria comprado!
    Depois, e ISTO É IMPORTANTE, em anos e anos de foruns, alguns mesmo monomarca (leia-se Alfistas) nunca recebi lições de alfismo de ninguém (cá fora sim, mas entre os frequentadores de foruns, não) e esta foi uma situação que durou anos. Pois bem, como tudo isso teve um fim.
    Encontrei aqui, na pessoa do Pedro o primeiro Alfista num forum do qual estou preparado para aprender umas coisas valentes. Podemos não estar de acordo (e não estamos) Pedro, mas de facto a forma apaixonada e desempoeirada como colocas as questões faz com que eu tenha que parar um pouco para pensar nestes assuntos. Não digo que mude de opinião, até porque me gabo de as ter bem arrumadas de de as conseguir defender, mas a forma como expões as tuas faz com que elas façam verdadeiramente "eco"... pela 1ª vêz vejo um defensor da originalidade com argumentação baseada na paixão e no gozo pelos carros.
    Parabéns Pedro!

    Quanto á questão da Alfaholics, já aqui o disse, conceptualmente sou um admirador do trabalho deles (justamente na matéria em que tu não és), quanto á realização final, no caso especifico do tratamento das carroçarias não o conheço, portanto tenho que tomar como certa a tua opinião. A unica experiencia que tive com eles foi a compra de algum material para o meu ex 1750 e o que comprei era de qualidade.

    Tenho cá para mim que a minha permanencia neste portal vai ser muito interessante.
     
    David Silva gostou disto.
  19. Têm um Gta, mas esse também não é verdadeiro, é uma réplica. Gtas em Portugal há apenas dois verdadeiros.

    É interessante sim senhor Carlos, nem que seja pelo real interesse que o Sérgio tem nos Alfa, pelo que eu digo para o puxar para o outro lado :) , pelas fotos do Camacho a mostrar o lado oposto, pela tua hesitação em pensar como sempre pensaste. Enfim, opiniões são sempre interessantes de ouvir quando existe real vontade das pessoas em certo projecto ou em certa marca.

    É um excelente tópico!
     
  20. De um modo geral, sem dúvida que o ideal é manter sempre a originalidade dos carros, contudo, pessoalmente reservo uma pequena margem para um pormenor aqui ou ali, desde que a essência do carro se mantenha e dentro dos limites do bom gosto, que no meu entendimento, seria aquilo que eventualmente pensaria fazer, ...também não quero dizer com isto, passo a expressão, que "vinho bom é aquele que eu gosto", porque isso, banaliza neste caso aquele vinho que é na verdade bom,...

    Em relação à alfholics, se por um lado acaba por ajudar ou potenciar a fama dos alfas romeo enquanto carros únicos de corrida, por outro lado nem sempre o faz da melhora maneira, principalmente quando olho para o Spider que o Camacho "postou" ...mas que raio de interior é aquele?...isso já vai muito para além da minha tolerância.

    Agora só um pequeno apontamento, na questão da originalidade dos alfas, queria apenas lembrar ao Pedro que em dada época, perto do final da produção dos 1600 e 2000, estes eram vendidos com peças misturadas de uns para os outros devido à falta de peças e acessórios que tardavam em chegar. Vêm-se muitos 1600 gt junior com grelhas do 2000, assim como várias peças do interior. Foram todos vendidos no stand como sendo originais, obviamente.

    Cumprimentos!
     
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