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Fulvia

Tópico em 'Os Entusiastas do Portal' iniciado por Miguel Prata, 3 Dez 2013.

Tópico em 'Os Entusiastas do Portal' iniciado por Miguel Prata, 3 Dez 2013.

  1. Tenho saudades da beleza dos carros dos anos 60 e 70 e nunca tive oportunidade de ter um como 2º carro, nem mesmo quando apanhei a febre do "Fulvia" ao cruzar-me com um.
    Hoje em dia não tenho carro e estou a tentar comprar um clássico de utilização diária o que adia o sonho dos exóticos italianos.
    Já fiz duas tentativas, um neo-clássico (Renault Clio 1.4 Baccara de 93) e um Volvo 343 GL de 82, em ambos negociei tanto que os perdi.
    Por enquanto vou ter que continuar a ir de transportes aos vossos encontros.
    Até breve, um abraço.
     
  2. Caro amigo,

    Antes de mais, bem vindo ao Portal.

    Porquê adiar o sonho dos italianos? Pode sempre optar por algo ligeiramente menos exótico, mas cheio de brio como só eles sabem fazer... e há muitos que são perfeitamente capazes de uso frequente ou mesmo diário. Eu circulo diariamente em clássicos destes, e o principal deles todos é um Fiat 124 Spider de 1967 (o mais antigo em Portugal, e um dos primeiros fabricados). Confio plenamente nele, e dá-me um gozo incomensurável.

    Desde que compre um bom exemplar (o que nem sempre é fácil porque vemos muita coisa com bom aspecto à venda, e por preços algo abusivos, que está longe de ser tão boa como apregoam), com alguns cuidados básicos pode ser um carro de uso regular sem quaisquer problemas.

    Se está disposto a avançar, agora é uma excelente altura para se lançar no mundo dos clássicos, há muita oferta e pouca procura, o que põe a vantagem do lado de quem quer comprar. E está no sítio certo para se aconselhar sobre estes assuntos...wink.png

    Um abraço!
     
    Helio Fernando gostou disto.
  3. Bem vindo Miguel.
     
  4. Bem-vindo ao Portal dos Clássicos!

    Leia o que o Eduardo escreveu. A experiência conta muito mais do que qualquer teoria...
     
  5. Obrigado a todos.
    Eduardo, é mesmo esse receio dos preços abusivos aliado à falta de experiência que me levou a ser ultrapassado por outros compradores.
    Quanto aos FIAT de 70 não fazia ideia que podia apostar na fiabilidade deles, esteve um 124 Special T Berlina de 74 e um RITMO de 79 à venda que deixei passar.
     
  6. Um Ritmo de 1979 à venda? Lembras-te onde o viste? Qual era? De que cor era?

    O 124 ST e o Ritmo são bem diferentes...

    Eu tenho um Ritmo 60 de 1980 que foi durante quase 2 anos carro de dia a dia. É fiável, espaçoso, despacha-se bem... E tens a vantagem de dificilmente ver outro igual na rua.
    Neste momento espera por m€lhores dias ou por quem o possa estimar m€lhor do que eu.

    Do 124 ST, deixo o Eduardo falar.
     
  7. Boa tarde João,

    O Ritmo estava à venda no olx anunciado por um particular de Braga, era branco.
    Já não me lembro bem mas, penso que tinha cerca de 60.000 km e custava 1800€.
     
  8. Já sei qual é!
    Está em bem melhor estado que o meu (também é bem mais caro), e é da mesma versão.
     
  9. Bem vindo!

    Tenho um amigo que tem um Ritmo fase II para venda.
     
  10. O meu, tal como todos os da 1ª série, é mais bonito!tongue.png
     
  11. Sem dúvida ;)
     
  12. Ui..."apostar na fiabilidade deles"... isso dá para escrever uma nova bíblia... :) :) :)

    Tou a brincar. O que interessa é ter "olho" nas decisões e boa informação. E o Portal é o sítio indicado.
     
  13. Também sou da opinião que o Ritmo 1ª série é muito mais bonito.
    Regra geral acho que todos os desenhos originais são mais bem conseguidos em comparação com os restyling.
    No caso dos Ritmo, o desenho dos para-choques envolvendo as ópticas e os farolins traseiros é fantástico.
     
  14. Hoje em dia qualquer carro destes bem mantido, e com uma ou outra modificação a nível técnico é perfeitamente fiável e utilizável no dia-a-dia. Temos o benefício não só do progresso tecnológico como também da retrospectiva, que dá muito jeito para identificar e sanar algum problema que na época assombrasse algum carro em particular.

    O Ritmo é um caso curioso pois apesar do ar exótico (e concordo que o estilo mais funky é mesmo o da primeira série), é baseado num carro de grande produção (o 128), e se for um carro estimado, com uma boa revisão é perfeitamente utilizável com frequência e divertido de conduzir. Infelizmente a maioria foi muito pouco estimada, e é raro encontrar hoje um verdadeiramente bom.

    O 124 Special T é um clássico com bastante apreciação no nosso país pela performance, e combina um andamento desportivo com uma carroçaria de carro familiar, espaçoso e confortável. Além disso, a mecânica, embora algo exótica na concepção, é estupidamente fiável e perfeitamente capaz de uso frequente, desde que a manutenção seja a correcta... é basicamente o mesmo trem mecânico do meu Spider, mas com um 1600 (nos mais comuns, embora haja alguns 1400). Além do soberbo motor e caixa (nos 1600 normalmente já com caixa de 5), tem um chassis do melhor que se fazia na altura, com suspensões bem desenhadas, travões de disco às 4 rodas com servo-freio, o que tudo somado dá um bom comportamento em estrada e uma segurança bastante acima da média para um carro com 40 anos.

    O grande inconveniente de qualquer um deles é que basicamente ter alguém que saiba mexer neles como deve ser hoje em dia não é fácil. A maioria dos mecânicos está-se nas tintas, e fazem-lhes aberrações do pior. O material ainda é fácil de encontrar e acessível.

    Obviamente também há a questão do consumo, já que nenhum deles é particularmente económico... mas à partida quem escolhe um clássico desportivo italiano nunca é a pensar nos litros aos 100...wink.png

    Como digo, e apesar dos reticentes (sim, esta é pra ti, Hugo!laugh.png ), o importante é mesmo encontrar um carro verdadeiramente mantido em condições, e não apenas um sobrevivente. Mas se a base for boa, tudo se arranja, desde que o preço seja o certo.

    Se quiseres conselhos sobre algum modelo em particular, é só dizer.

    Um abraço!
     
  15. Mais uma vez obrigado a todos.

    O Eduardo falou nos consumos, um ponto que me estava a escapar e a que vou passar a dar a maior importância.
    O que gosto nestes carros é da estética, inclusivé dos interiores. Quanto a motores, não tenho nem aptidões nem gosto por conduzir depressa e os meus problemas auditivos não me permitem usufruir a 100% do belo som que fazem.

    Abraços.
     
  16. Obrigado, mas Ritmo só mesmo a 1ª série.
     
    Jorge Viegas gostou disto.
  17. Eu faço muitos km exclusivamente em clássicos (o único carro moderno cá de casa é da patroa), e os consumos não são por aí além muito elevados, mas obviamente para quem hoje em dia está habituado a TDI's que bebericam gasóleo, é um choque.

    O meu Spider faz médias de 9 litros aos 100 nos meus trajectos do dia-a-dia, o que se tivermos em conta que é um desportivo dos anos 60, é bastante razoável. Em estrada já me fez 7,5 várias vezes.

    Curiosamente, o meu 128 (mesma plataforma do Ritmo 60) consumia mais... é o resultado de ter um motor com muito pouco binário, que obriga a puxar sempre mais pela rotação.

    Um modelo que tem potencial para ser muito económico é o 127, e é um carrinho muito bom para a cidade. No entanto, os preços para um bom exemplar já começam a ser puxadotes.

    Regra geral, convém não apostar em modelos com motores muito pequenos, porque acaba por se ter de puxar mais e o consumo sofre com isso. No caso do Ritmo, pelo menos um 70 seria melhor compromisso que o 60.

    Eu pessoalmente vejo isto de outra forma... são carros que me custam pouco a manter (sou eu que faço quase tudo), o seguro é barato, e por isso não me importo de os alimentar... além disso, dão muito mais gozo de conduzir, não só pela banda sonora (mas também, óbvio) mas por tudo. É uma experiência sem a qual já não me imagino a viver.

    Um abraço!
     
  18. Consumos abaixo dos 10 litros são perfeitamente aceitáveis e concordo que o prazer não tem preço.
    Obrigado pela dica do Ritmo 70, o 127 infelizmente está ligado a más recordações (que nada têm a ver com o carro).

    Abraço!
     
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