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Ford RS200

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Carlos Alberto Macedo, 7 Jun 2010.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Carlos Alberto Macedo, 7 Jun 2010.

  1. Ver anexo 173314







    O Ford RS200 é um carro de motor central de tracção às 4 rodas produzido pela Ford entre 1984 e 1986. A versão de estrada era baseada na versão de rally de Grupo B do RS200 e foi construído para obedecer com as regras de homologação da FIA, que requeria que fossem construídas 200 unidades de estrada. Ao contrário de muitos rumores o RS200 não foi baseado na versão europeia do Escort.



    HistóriaVer anexo 173315



    A Seguir à introdução do Escort MKIII em 1980 a Ford partiu para o desenvolvimento de um carro de tracção às 4 rodas e turbo que seria para competir no rally de Grupo B e fazendo dupla com o Escort RS1700T. um problema relacionado com o desenvolvimento fez com que a Ford abandonasse o projecto em 1983, levando-a a deixar sem um único modelo para participar no Grupo B. não querendo abandonar o Grupo B ou simplesmente cortando com os custos de desenvolvimento do RS1700T os executivos da marca decidiram tirar lições do desenvolvimento do RS1700T e partiram para a produção de um novo modelo propositadamente para o Grupo B. em suma os executivos da Ford tornaram-se inflexíveis para que o novo modelo fosse de tracção às 4 rodas, e concluíram que seria necessário que fosse capaz de competir com os Peugoet e Audi.

    Ver anexo 173316


    O novo modelo tinha um design único, com uma carroçaria de plástico/fibra de vidro desenhada pela Ghia, um motor central com tracção integral. Os carro seriam construídos em nome da Ford por uma companhia de renome na construção de carroçarias de fibra de vidro – Reliant. Para ajudar à distribuição de pesos, os designers montaram a transmissão na parte da frente do carro, mas isso requeria que a potência do motor central passa-se primeiro pelas rodas da frente e só depois fossem para as rodas de trás, criando um complexo diferencial. O chassis foi desenhado pelo reformado da formula 1 o designer Tony Southgate e pelo homem da Ford John Wheeler, um antigo engenheiro da formula 1 ajudando no desenvolvimento inicial. Suspensão de triângulos sobrepostos com duplo amortecedor nas quatro rodas ajudava o andamento e ajudava o carro a ter o que seria considerado o melhor carro com distribuição de pesos. Com a pressa para completar o RS200 as secção de peças da Ford foi invadida, o pára-brisas e as luzes traseiras eram idênticas às das primeiras versões do Sierra, por exemplo as janelas laterais eram itens do Sierra.


    Ver anexo 173318



    A potência vinha de um motor 1.8 turbo, um Ford/Cosworth “BDT” que produzia 250cv na configuração de estrada e entre 350cv e 450cv na configuração de rally. Existia kit’s de potência para galopar a potência para mais de 300cv nas versões de estrada. No inicio o RS200 tinha um balanço e veneno perfeito para competir, mas tinha uma má relação de peso potência e o motor tinha um atraso a baixas rotações fazendo com que fosse difícil de conduzir e tornando-o pouco competitivo. O piloto de fábrica kalle Grundel’s, terceiro classificado não no rally de 1986 da Suécia representando o melhor resultado no rally de Grupo B, contudo o modelo viu um sucesso limitado pela ultra competitividade do Grupo B, contudo após um ano o RS200 viu-se envolvido num dos mais dramáticos acidentes do WRC no Rally de Portugal ceifando a vida a 3 espectadores e aleijando uns quantos. Outro Ford RS200 conduzido pelo piloto de formula 1 Marc Surer teve um acidente contra uma arvore no rally Hessen na Alemanha, matando o seu co-piloto e amigo Michel Wyder.


    Ver anexo 173320


    O acidente do RS200 no rally de Portugal criou uma reacção em cadeia e o RS200 tornou-se obsoleto após um ano de competição no Grupo B. a Fia aboliu o Grupo B no final da temporada de 1986. Para 1987 a Ford planeou introduzir uma evolução da variante do RS200 com uma variante do motor BDT, chamando-se BDT-E com uma cilindrada de 2137cc desenvolvido pelo britânico Brian Hart. A potência do motor variava de fonte para fonte, mas a potência mínima seria de 550cv e a máxima de 815cv. Existia rumores de que as versões mais potentes dos Evolution podia acelerar dos 0-100km/h em 2 segundos, dependendo das configurações da caixa de velocidades. Actualizações para os travões e suspensão fazia parte do pacote de extras. O fim do Grupo B fez com que o nascimento do E2 Do RS200 fosse morta à nascença, contudo mais de uma dúzia foram construídas de Agosto de 1986 até Outubro de 1992 nos eventos do Europeu de Rally Cross por toda a Europa, e o norueguês Mertin Schanche conquistou em 1991 o titulo de campeão europeu de rally cross com o RS200 E2 com uma potência de 650cv.

    Um RS200 encontrou o seu caminho nos circuitos, ao inicio como versão de estrada e mais tarde foi convertido para as especificações da IMSA GTO com uma potência de 750cv com um motor 2.0 BDTE Cosworth Evolution. Competindo com as inúmeras equipas de fábrica como a Mazda, Mercury e Nissan, com os seus novos chassis especiais, apesar de ser um privado o carro nunca conseguiu atingir uma competitividade para ser competitivo e foi mantido pelo dono original. Foi construído um carro a partir de peças e mais tarde participou nas Pikes Peak onde foi conduzido pelo Sueco Stig Blomqvist em 2001, 2002 e 2004 e em 2009 pelo antigo campeão de Rally Cross Mark Rennison.

    Produção


    Ver anexo 173319



    As regras de homologação da FIA requeria que fossem construídas 200 unidades de estrada, a Ford consentiu e construiu as 200 unidades necessárias e com peças suplentes para mais 20 unidades postas de lado para as equipas de competição. Esses chassis e peças suplentes foram mais tarde usadas para construir um par de modelos não genuínos chamados de Bitsa.

    Ver anexo 173322


    Um total de 24 carros de 200 foram convertidas para a Evolução 2, a maioria com as siglas de E ou E2. As intenções da Ford de marcar as 20 unidades da FIA com o numero de série de 201 a 220 foi abandonado por não cumprir com as regras da FIA e mantiveram os números de série (201=012; 202=146; 203=174, etc.)

    As ferramentas originais para a produção da carroçaria foi mais tarde adquirida por Branham Conversions, que usou para fazer um kit-car com base no Austin Maestro. Como consistia numa transformação da carroçaria do Maestro, os acessórios do Austin-Rover eram encontrados na frente do veículo.
    Motor

    -Motor central montado longitudinal com tracção integral
    -cabeça do motor e bloco do motor em alumínio.
    -4 cilindro em linha com camisas secas Nikasil.
    -5 rolamentos principais, arrefecido a agua e com ventoinha eléctrica.
    -diametro: 86.0mm
    -curso: 77.6mm
    -capacidade: 1803cc
    -engrenagem das vávulas: dupla arvores de cames à cabeça, 4 valvulas por cilindro com polia accionada por correia dentada.

    Taxa de compressão: 7.2:1 com centralina Bosch Motronic e injecção de combustível da mesma. Turbo Garrett T3, pressão de 23psi.

    -potência máxima: 450cv às 8.000rpm
    Binário máximo:489Nm às 5.500rpm

    Caixa de velocidades – 5 velocidades manual com embraiagem de disco duplo com revestimento de cerâmica.


    Suspensão:
    Frente: independente de triângulos sobrepostos com mola dupla e amortecedores telescópios e barra de torção.
    Traseira: independente de triângulos sobrepostos com mola dupla e amortecedores telescópios e barra de torção.

    Direcção: pinhão e cremalheira, uma pequena quantidade de carros tinham direcção assistida hidráulica. Diâmetro da direcção 1.8 voltas.
    Travões:
    Circuito duplo para frente e traseira com discos de 300mm e ventilados sem servo por vácuo. Travão de mão mecânico e com uma alavanca central a actuar em separado. Calibradores traseiros mecânicos.

    Pneus:
    Jantes de liga de magnésio com pneus dependendo das condições (Pirelli Monte Carlo, intermédios com medida de 245/60 R16 no carro de teste).
    Dimensões e Pesos:
    Comprimento: 4.000mm
    Largura: 1.750mm
    Altura: variável
    Distância entre eixos: 2.530mm
    Peso: 1.050kg
    Performance
    Para o carro de produção normal a aceleração mais rápida em testes numa versão de estrada em 1993 quando um RS200 Evolution foi dos 0-100km/h em 3.275 segundos. 2 RS200 em separado registaram uma aceleração em 2.1 segundos
     

    Ficheiros Anexados:

  2. ninguém gosta deste modelo?
     
  3. Eu amo o carro por acaso. O motor é que tem fama de durar em média menos de 15h (os de rallys).
     
  4. Na semana passada vi um em cima de um reboque na VCI não tinha forma de lhe tirar uma foto :wacko: bem ou mal amado esse carro ficará para sempre nas memórias dos amantes do desporto automovel portugueses,infelizmente pela negativa
     
  5. Mal amado não, mas tão raro que...

    Esse que falas deve ser o da SportClasse.
     
  6. adoro este modelo
    e pena nunca ter visto nenhum ao vivo
    mas sim este carro pelo que tenho visto em videos
    e poderosisimo
     
  7. O Miguel Oliveira (Patrão da Diabolique) e ex co-piloto de Joaquim Santos tem ainda o RS200 na sua posse. Pelo menos foi o que me disse o próprio Joaquim Santos em 2008 na Automobília de Aveiro.
     
  8. Sim,espero que não,pelo menos eu adoro o carro ;) mas não temos os gostos iguais
     
  9. Bom dia,

    Os dois Ford's RS 200 Da Diabolique, já não se encontram na posse do Miguel Oliveira, foram adquiridos por um cliente meu e um deles está aqui na minha oficina.
     
  10. Ficheiros Anexados:

  11. Lindo. B) Amigo, bem-vindo. Faça-nos lá a sua apresentação na secção dos Entusiastas, e boa estadia... Pois parece-me que têm muitas boas historias para contar. B)
     
  12. Belas voltas que dei num branquinho do meu amigo João Girão - Forportil Portimão -, e que nunca me quis vender. Acabou por me vender um Faulvia rallye 1600HF, mas o Ford...um Senhor carro...
     
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