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Ford Cortina - História de um Mito

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Paulo Vitor, 1 Mar 2009.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Paulo Vitor, 1 Mar 2009.

  1. Ford Cortina Mk1 1962-66
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    A Ford percebeu que havia uma lacuna no mercado, entre os grandes e os pequenos carros familiares. A chave para preenchê-lo, foi o super secreto projecto “Arcebispo”, lançado em 21 de Setembro de 1962 e após os Jogos Olímpicos de Inverno 1960 em Cortina d’ampezzo, Itália.
    O carro esteve para chamar-se “Caprino”, até que foi descoberto que significava “cabra” em italiano, tendo a opção de nome recaído em Cortina, em honra da famosa estância de ski alpina.
    O Cortina Mk1 foi um grande sucesso, sendo maior e mais barato que os seus principais rivais, como o Austin / Morris 1100.
    No primeiro ano, a Ford fabricou mais de 250.000 carros ( um recorde para um carro britânico ).
    Inicialmente o Cortina Mk1 estava disponível apenas com duas portas, mas foi seguido por um modelo de quatro portas, e pelo mais emocionante de todos, o Lotus Cortina em 1963. A carroçaria era enviada para uma fábrica da Lotus onde o motor Lotus twin-cam, suspensão desportiva e os paineis de alumínio das portas, capô e tampa da mala, eram montados.
    Para aqueles que não podiam pagar um Lotus Cortina, o Cortina GT foi a segunda opção. Os modelos Estate, significavam mais versatilidade e, a versão Deluxe, melhores materiais nos acabamentos. O Cortina MK1 foi crucial para a Ford. Não só foi o maior sucesso de vendas da marca, mas também pelo sucesso em competição.
    Foram produzidos 1,013,391 Ford Cortinas MK1.


    Ford Cortina Mk2 1966-70
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    Apresentado no início do ano no Earls Court Motor Show, a Ford lança em Outubro de 1966, a segunda geração do Cortina.
    A Inglaterra ganha á Alemanha or 4-2 na final do campeonato do mundo e cada jogador Inglês recebe como prémio o novo Cortina.
    O Cortina Mk2 foi uma evolução da fórmula vencedora do Mk1. Ao 4º mês de vendas atingiu um recorde de vendas no Reino Unido, com 100.000 unidades.
    O Cortina Mk2 partilhava o mesmo chassi que o modelo antigo, mas, de acordo com os slogans publicitários, os compradores tem 'Mais Cortina' pelo mesmo dinheiro.
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    Uma maior largura entre rodas significava que o carro tinha mais espaço no interior e melhor arrumação. A gama era composta pelo modelo base “De Luxe”, “Super” e GT e partilhava muitos componentes do MkI, incluindo o motor Kent com cilindradas entre 1298 e 1498cc.
    A suspensão dianteira tipo Macpherson foi mantida, apesar da distância frontal e traseira ter sido alargada para melhorar a estabilidade.
    Travões de disco dianteiros, passaram a equipar toda a gama de modelos.
    O topo da gama em 1966 era o GT.
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    Tratava-se de um modelo desportivo com eixo traseiro melhor colocado, rodas de aço mais largas com pneus radiais, um carburador de corpo duplo Weber e um colector de escape com quatro saídas a adornar os 1498cc do motor Kent. O tablier incorporava um impressionante conjunto de quatro manómetros, para além de um conta rotações ao lado do velocímetro. Travões de disco dianteiros de maiores dimensões, completavam o equipamento do GT, direccionado para quem aspirava ás sensações de um Mini Cooper, mas com necessidade de mais espaço.
    O mercado teve de esperar por fevereiro de 1967 para ver disponível uma versão carrinha “Estate”.
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    Foi produzido apenas para exportação, um modelo com 1098cc de cilindrada, para os países com alta tributação automóvel aplicada á cilindrada.
    A versão Lotus, chamada de Cortina Twin Cam só surgiu em 1967 e foi muito mais convencional do que a anterior. Desta vez montada na Ford, devido a algumas queixas na qualidade de montagem do Lotus Cortina Mk1, não foram aplicados painéis de aluminio, “apenas” uma suspensão desportiva rebaixada, barra anti-rolamento, rodas de mais largas e o motor Lotus de 115hp - 1558cc duas arvores de cams á cabeça, com dois carburadores Weber de corpo duplo.
    Como se isto não fosse suficiente, o Departamento de Competições de Boreham-Essex, ofereceram uma selecção de extras facultativos, desde escudos de protecção do cárter e depósito de combustível, a bielas e pistões de elevado desempenho.
    Isso fez do Cortina Lotus, uma excelente escolha para carro de competição de conceituados pilotos como Roger Clarke.
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    Enquanto o modelo original do Lotus Cortina Mk1 tinha sido disponibilizado na côr branco com uma lista verde, a 2ª geração chamada de Cortina Lotus, estava disponível numa gama completa de cores.
    Agosto 1967 viu a introdução do novo motor Kent conhecido como "cross-flow" ou "X-Flow", assim chamado porque moveu câmara de admissão e exaustão para lados opostos do motor, permitindo válvulas de admissão e válvulas de escape de maiores dimensões, posicionadas em ambos os lados da cabeça do motor, daí o termo "cross-flow". Isso melhorou o "respirar" do motor, aumentando a potência, binário e velocidade máxima, melhorando os consumos de combustível.
    Estes novos motores foram disponibilizados em 1297,4cc e 1598.8cc de cilindrada.
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    Em Setembro de 1967 surge o modelo 1600E ( executive ) com a mesma mecânica do modelo GT, mas com algum equipamento adicional. Suspensão do Cortina Lotus, jantes desportivas Rostyle, faróis dianteiros de grelha suplementares, volante desportivo, bancos reclináveis e painéis de madeira no interior das portas e tablier.
    Foram produzidas 58,852 unidades do 1600E entre Setembro de 1967 e Agosto de 1970, e destes apenas cerca de 2749 foram produzidos na variante de duas portas, essencialmente para exportação.
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    Em Novembro de 1968 aparece a 2ª serie do Mk2, com algumas alterações importantes. Os assentos dianteiros e traseiro foram alterados, muito semelhantes ao do novo Ford Capri. O tablier foi redesenhado, passando a integrar dentro da consola os quatro manómetros que sobressaíam na versão anterior.
    A consola central foi redesenhada e o compartimento que existia entre os bancos desapareceu para dar lugar ao novo travão de mão que substitui o antigo travão do tipo “bengala”. Foi também introduzido o servo-freio nos modelos de topo como o GT / 1600E.
    A Crayford engineering ( Kent – UK ) desenvolveu uma lindissima e exclusiva versão cabriolet do Cortina.
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    A Cortina ( Lotus ) Twin Cam cessou a sua produção em Julho de 1970 e o último 1600E chegou ao fim da linha de produção em agosto do mesmo ano.
    O Cortina Mk2 foi nº1 de vendas no Reino Unido.
    Foram produzidos 1,027,869 Ford Cortinas MK2.


    Ford Cortina Mk3 1970-76
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    A Cortina Mk3 continuou o sucesso dos seus antecessores, em oito anos foram vendidos mais de dois milhões.
    O MK3 teve a envolvência dos americanos, não sendo difícil perceber a sua influência, numa a carroçaria arredondada com uma grande frente e uma traseira levantada.
    O MK3 foi um modelo todo novo, tecnicamente muito mais avançado e apresentando uma nova gama de motores. As siglas X, XL, GT e GXL determinavam os níveis e as opções de motor eram 1300, 1600 e 2000. No total, havia 35 versões diferentes. Obviamente tornou-se de tal maneira confuso, que a Ford reduziu o número de combinações ao longo dos anos seguintes.
    Infelizmente não houve qualquer versão do Lotus MK3, de modo que o 2000GT fazia as honras da casa. O luxo veio na forma do 2000E, que substituiu o GXL.
    Jantes especiais, faróis suplementares, tejadilho de vinil e auto-rádio foram opções introduzidas para seduzir os clientes.
     
  2. O Cortina era o arcebispo, sabes que carro foi depois chamado Cardeal?
     
  3. O concorrente alemão, o Taunus 12M

    Peço desculpa pela resposta tardia, ando um bocado afastado disto!
     
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