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FIVA pede à UE uma definição de clássico e causa pânico

Tópico em 'Legislação' iniciado por HugoSilva, 3 Mar 2016.

Tópico em 'Legislação' iniciado por HugoSilva, 3 Mar 2016.

  1. "A Federação Internacional dos Veículos Antigos (FIVA), ao pedir um consenso generalizado à Europa na distinção do que constitui um veículo antigo de um veículo velho, lançou o pânico generalizado em todos os entusiastas do meio - com muitos dos nossos clássicos à beira de serem excluídos com base na idade, uso e condição de preservação."

    De facto, se pensarmos na definição de clássico como veículo com mais de 30 anos, 100% original e em condições de conservação exemplares, quantos de nós é que deixam de poder dizer que têm um clássico?...

    FIVA_logo_small.png

    Estamos tramados!

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    nuno granja e Vitor Dinis Reis gostaram disto.
  2. Raramente usados?? A sério que isso é um ponto em consideração para a definição de um clássico?
    Há coisas que me ultrapassam, de facto. Juro que não percebo como é que a frequência de utilização de um carro modifica ou sequer influencia o respectivo interesse histórico...
     
    nuno granja gostou disto.
  3. Acho que o argumento aí é mais a questão ambiental, "andem lá com os carros pros manter na estrada mas só aos fim-de-semana que poluem muito e o planeta 'tá a aquecer!" ...
     
  4. Essa definição para mim já foi preocupante.
    Actualmente limito-me a desfrutar dos carros quando muito bem me apetece.
    Só me lembro que existe a FIVA quando leio algumas coisas cá no Portal ou nas revistas. E enquanto apenas existir, estou-me a marimbar.
     
    Hugo Viana da Silva e Afonso Brito gostaram disto.
  5. O cerco aperta-se.
     
  6. Esta situação da FIVA está a provocar um terramoto e uma onda de protestos aqui no Reino Unido no meio Classico. Aqui o movimento de Classicos é um grande contribuinte para a economia e grande adesão. Esta atitude da FIVA, pura e simplesmente retira a uma larga maioria a definição de Classico e favorecendo os clássicos em "bolas de naftalina" que estão em muitas colecções e raramente vem a luz do dia. A federação britânica já protestou e pediu explicações á FIVA. Contudo, e dadas algumas facilidades do actual governo conservador em relação a Classicos (isenção de taxa de circulação para veículos com mais de 40 anos e de inspecção para veículos fabricados até 1960) não se vê grande impacto nas medidas. A ver vamos... Mas isto cada vez da mais razões aos governos para incentivar á compra de carros novos (com a desculpa de redução de gases na atmosfera)
     
  7. Em meu ver o grande problema continua a ser o facto de ser muito complicado definir o que é um "veículo clássico", e provavelmente vamos todos morrer antes disso acontecer. Sem essa definição será muito complicado convencer, quem tem o poder, que é efetivamente importante e de interesse cultural incentivar a preservação destes veículos.

    Vamos escutar o seguinte diálogo entre o Zé e o João, vamos...

    - Zé: "Um veículo clássico ou de interesse histórico é aquele que teve uma preponderância na sociedade em que se encontrava inserido! O teu avô teve um lembras-te?"
    - João: "Mas oh Zé nesse caso o teu Mercedes 190SL não é clássico, é que em Portugal não teve qualquer relevância na sociedade e muito poucos avôs portugueses tiveram um... Já o meu Renault 5... upa, upa!"
    - Zé: "Ok, então... é aquele veículo com 30 ou mais anos que respeita a originalidade e apenas pode ter alterações da época!"
    - João: "Zé, estamos em 2016, aquele teu desinteressante e banal daily driver com o combustível proibido, o BMW 524 TD, faz 1985, tem 31 anos, é um clássico?"
    - Zé: "Pronto, então um carro clássico é aquele desportivo de produção limitada que a maior parte de nós nunca viu em carne e osso!"
    - João: "Certo... a semana passada fizeste-me uma oferta pelo meu Cooper S de 67, se calhar é melhor tirares daí a ideia não te quero vender uma das milhares de unidades fabricadas..."

    ;)
     
    afonsopatrao gostou disto.
  8. Não questiono que seja difícil definir! Julgo que será! O que não me parece que faça sentido nenhum é que a definição seja dependente de o dono o usar ou não...
     
  9. Esta é para mim a que não faz sentido nenhum, parece influenciada por razões politicas e não de defesa dos clássicos...
     
  10. Sobre este assunto vamos ouvir o que o Sr. James Elliott, cronista da revista "Classic & Sportscar", tem a dizer após um encontro com M. Rollet presidente da FIVA.

    Desculpem deixar no original, mas assim não há desculpa para más interpretações da tradução.

    Re-classifying classics? Time to meet with FIVA

    On the first day of Retro Classics in Stuttgart, I spent a very pleasant hour or two with Patrick Rollet, president of the Federation Internationale des Vehicules Anciens.

    He had asked to meet me following our news story and my blog on the problems likely to be caused by FIVA’s differentiation between an historic car and an old car, which it would like to be adopted across Europe.

    To recap, to be an historic vehicle the definition requires it to be more than 30 years old, well maintained in original condition and not a daily driver. Naturally as an owner of classics that are poorly maintained in unoriginal condition and driven daily, I saw this as a threat to what, before changing its slogan, the Federation of British Historic Vehicle Clubs used to call upholding my freedom to enjoy my classic car how, where and when I want. And I reacted accordingly.

    So, it was with a little trepidation that I met M Rollet, expecting to find myself confronted with an angry man. Truth be told he seemed a bit more bewildered, or perhaps slightly exasperated, than angry.

    When he started to explain I could see why and it is only fair that I report his side of the argument. You can read elsewhere about the misunderstanding and misinterpretations M Rollet feels have skewed the perception of FIVAs description, but his longer-term disappointment, in a sort of deep sigh of resignment kind of way, runs a bit deeper than that. To summarise, here are a few of the reasons why M Rollet and his FIVA colleagues are frustrated in (not quite) his own words.

    1)Classic owners always seem to jump to the conclusion that FIVA is working against them, when it actually only exists to represent them.

    2)Given that its power as a lobbying group is determined by its strength in numbers why would FIVA want to do anything to alienate or exclude most of them?

    3)Everyone seems to assume that FIVA is part of the EU’s Brussels administration dishing out edicts to enthusiasts when actually it is the opposite, its raison d’etre being to persuade the authorities to do what is best for classic owners.

    4)While we are on the subject (my words, not his, but I am warming to this) why does everyone assume that FIVA only deals with Europe? It does have its offices in Brussels, because that is where it does most of its work, but actually its role and reach is global, including the Americas.

    5)It reet sticks in ma craw (OK, those definitely weren’t the urbane Monsieur Rollet’s words) that people are always leveling accusations that FIVA just represents the elite. In fact M Rollet has an MGB, vice president of legislation Tiddo Bresters has three VW Beetles and a Type 3 stationwagon and they see FIVA’s job, like C&SC’s (so he said, quite correctly) as embracing and defending all enthusiasts whatever their means. Also see point 2).

    Difficult to argue with any of that, but does it allay my fears? Well yes and no. I definitely don’t think that FIVA is out to get us or would ever sell enthusiasts down the river, or promote legislation that is detrimental to us, but then I never did. FIVA’s hierachy are enthusiasts at heart just like me and as an organisation it would never seek to impose (nor should it for its own long-term survival) some sort of classic apartheid.

    On the other hand, I do still worry that, while I know its intentions are good, it could naively provoke a definition being enshrined in law that could be used against us (willfully or not) by those who do not have enthusiast’s best interests at heart. I put this to M Rollet and he sadly concedes that it is a very bleak view, but not absolutely impossible.

    So, what is the answer? Well it could be as simple as a tiny amendment to the definition to make it less finite. Just add “generally” or “on the whole” or “for the most part” at the start and I guess I would be happy that FIVA is describing rather than proscribing.

    Or we could come up with a whole new definition. I rather like simplifying it to a phrase coined by FIVA VP or external relations Gautam Sen when all this blew up: ‘Used because of the pleasure gained from driving them.’ Now just imagine the policy-makers and pen-pushes trying to get their heads around a truly “conceptual” definition such as that.

    James Elliott
     
    HugoSilva e afonsopatrao gostaram disto.
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