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Diferença Fiat 600 E Fiat 600D

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Carlos Eduardo Ramos, 4 Nov 2013.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Carlos Eduardo Ramos, 4 Nov 2013.

  1. no outro dia estava a ler um tópico aqui no forum de um restauro de um Fiat 600D e depois de uma pesquisa surgiu-me uma questão:
    -qual a diferença entre o 600 e o 600D?

    os especialistas que se cheguem á frente.
    aguardo respostas



    Carlos R.
     
  2. Essa é fácil...
    O 600 é a gasolina e o 600D é a Diesel.wink.png
     
  3. Diferenças estéticas julgo não existirem, mas em termos mecânicos, basicamente este quadro não deixa grandes dúvidas:
    (aguardem só um pouco que não consigo clolocar aqui um quadro com as diferenças, estou a tentar...)
     
  4. Fonte wikipedia.it "600: (Marzo 1955-Febbraio 1957) motore 633 cc, carburatore Weber 22 DRA, 21,5 CV a 4600 giri/min, velocità massima circa 90 km/h. Portiere incernierate posteriormente (portes suicides), vetri scorrevoli, indicatori di direzione sui parafanghi come sulla Topolino, fregio anteriore "600" con i 6 baffi in alluminio, fanalini posteriori piccoli con base in alluminio, indicatore di direzione posteriore assente nei primi esemplari fino al febbraio del 1956. Nell'estate 1955 viene perfezionato l'indicatore del livello della benzina, eliminandone le oscillazioni durante la marcia.
    600 II serie: (Marzo 1957-Febbraio 1959) la cilindrata rimane invariata, ma la potenza diventa di 22 CV a 4600 giri/min, grazie al carburatore Weber 22 IM. Vengono adottati i cristalli delle porte discendenti con meccanismo a manovella, ma senza deflettore, fanalini posteriori con indicatore di direzione giallo e catarifrangente incorporato (successivamente la Fiat fornirà un catarifrangente rotondo adesivo da applicare a cura del cliente).
    600 III serie: (Marzo 1959-Settembre 1960) ulteriore incremento di potenza del motore, che con un carburatore Weber 26 IM e il rapporto di compressione aumentato da 7:1 a 7,5:1 raggiunge i 24,5 CV a 4900 giri/min, per una velocità massima di 100 km/h. Consumi invariati. Dinamo da 230 W anziché 180. I fanali posteriori diventano come quelli della 500D (più grandi con catadiottro quadrato), le frecce anteriori sui parafanghi vengono sostituite da ripetitori rotondi al termine della moulure di metà fiancata, e sul frontale vengono applicati fanalini rotondi (luci di posizione/frecce) tipo 500.
    600D I serie: (Settembre 1960-Aprile 1964) motore 767 cc, 29 CV a 4800 giri/min, velocità massima circa 110 km/h. Nonostante l'aumento di potenza, i consumi rimangono di 5,7 litri per 100 km. Sul cofano motore le griglie diventano da 30 a 36, deflettori alle portiere che erano ancora incernierate posteriormente.
    600D II serie: (Maggio 1964- Ottobre 1965) meccanica invariata. In concomitanza con il lancio della 850 passaggio alle portiere con cerniere all'anteriore.
    600D III serie: ("Fanalona") (Novembre 1965- Dicembre 1969) meccanica invariata, proiettori maggiorati (tipo 850), , abolite tutte le modanature eccetto quelle sui sottoporta. Nuovo fregio anteriore tipo 500 F. Serbatoio carburante di forma "a lingotto" da 31 litri. La 600D (familiarmente chiamata anche "750"), fu venduta sui mercati del nord-Europa come Fiat 770 (da non confondere con un modello omonimo prodotto in Argentina e derivato dalla 850)"

    abraço
     
  5. 600 600D
    Produção 822.00 1.560.107
    Peso 590kg 605kg
    Cilindrada 633cm3 767cm3
    Potência 21,5cv 29cv
    Depósito de comb. 27lt 27lt ou 32lt a partir de 1965
    Consumo 6.1lt/100km 5.8lt/100km
    Velocidade max. 95km/h 110km/h
     
  6. EU SOU TÃO BURRO!|

    como é que não me lembrei que o D era de dieselohmy.png
     
    Camacho Cêrcas gostou disto.
  7. obrigado pelos vistos a diferença não era só ser diesel
     
  8. só mais uma coisa na altura em que o Diesel começaram a ser produzidos eram também produzidos os a gasolina?
    ou foi um posterior do outro?
     
  9. Julgo que os anos de produção do 600 e do 600 D também diferem. Pelo menos em alguns mercados era assim. Também alguns pormenores como deflectores de vento dos vidros das portas, apareceram com o "D". Ainda assim parece-me que este tipo de extras variava de país para país.

    É sempre engraçado aprofundar este tipo de questões sobre modelos tão populares, descobrem-se coisas engraçadas.

    Cumprimentos,
     
  10. Mais infoormação sobre o 600 retirado do Clube Amigos do 600/500.

    Depois da Segunda Guerra Mundial, o conceito automóvel alterou-se. Alguns fabricantes pretendiam conceber produtos que chegassem a classes sociais menos favorecidas, obtendo assim mais lucro. Através da tecnologia oriunda do desenvolvimento provocado pela Guerra, os fabricantes lançaram veículos mais desenvolvidos tecnologicamente. A FIAT encontrava-se nesse grupo de fabricantes mas queria conceber um carro mais familiar e mais compacto do que o 500C, indo ao encontro da sociedade pós Guerra. Isto passava por um produto para o dia-a-dia com um mínimo de manutenção.
    Dante Giacosa foi nomeado o designer responsável para projecto e o resultado foi o FIAT 600, que em fase de desenvolvimento teve um protótipo com motor arrefecido a ar.
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    A apresentação do novo automóvel foi realizada no salão de Genebra no dia 10 de Março de 1955. Os espectadores do salão viram um 600 em que a carroçaria se dividia em duas, mostrando as partes mais “íntimas”. Assim estava lançado um veiculo que conseguia um bom espaço para as pernas, especialmente atrás, e uma engenhosa forma de colocação dos pedais, aplicados entre a coluna e direcção e por baixo da parte anterior que continha os depósitos de gasolina e óleo, a bateria, a roda de substituição, para além de um espaço para as bagagens. No que respeita a bagagem, o rebaixamento do encosto do banco traseiro, permitia obter um segundo espaço para bagagem.
    Para que o custo fosse mínimo, os acessórios foram reduzidos ao mínimo- De referir que o veículo era dotado de uma boa visibilidade devido à colocação de grandes janelas. O painel de instrumentos, para além do velocímetro, continha também um indicador de pressão de óleo, do nível de gasolina no depósito e reserva, luz indicadora de funcionamento do dínamo. Os bancos foram forrados de material simples e de fácil manutenção e chão foi coberto de borracha.
    Em estrada
    A suspensão independente com amortecedores telescópicos na frente e molas e amortecedores na traseira poupou espaço e também permitiu diminuir o custo final do carro. Tudo foi fixo ao chassis do carro através de borrachas e permitiu obter um carro muito fácil de manobrar, quer nas estradas sinuosas dos meios rurais, quer no trânsito citadino.
    O sistema de travagem era constituído por duplo circuito e por tambores perfurados.

    O motor
    Foi encontrada uma engenhosa solução para colocar um motor de quatro cilindros arrefecido a água. O sistema de arrefecimento foi colocado ao lado do motor, existindo um fácil acesso de todo o compartimento, facilitando a manutenção.
    A caixa de velocidades era sincronizada nas três velocidades mais altas e estava suspensa em dois pontos através de um sistema de borrachas.
    Cronologia
    • 1955
    Apresentação em Genebra. Motor de quatro cilindros com 633 CC. 22 Cavalos de Potência às 4200 rpm. Deposito e combustível com 27 litros de capacidade. Aceleração dos 0-80km/h em 27 segundos e uma velocidade máxima 95 km/h. O peso era próximo dos 600 kg.
    • 1956
    Neste ano foram introduzidas novas janelas nas portas (deslocação na vertical), e mais cromados. Foram igualmente introduzidos novos tampões das rodas. Também neste ano é iniciada a produção do Fiat 600 na Alemanha (Heilbronn/ Weinsberg), sob o nome "NSU/FIAT Jagst". De referir que esta versão era descapotável.
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    • 1957
    Série 3. Neste ano existiu uma remodelação de design no interior, com a colocação de paneis em vinil no interior das portas. Ainda neste ano foi colocado um carburador Webber. Também é cedida autorização à SEAT para a produção do 600 em Espanha, a qual dura até 1973.
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    • 1958
    Colocação de um novo dínamo com 230 Watt (série 5). Também neste ano, a empresa de design GHIA produz muito limitadamente o modelo Jolly.
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    • 1959
    Um novo bloco juntamente com um novo carburador, permitiu ao 600 atingir os 100 km/h. Novos estofos.
    Em Novembro deste ano, o travão-de-mão passa a actuar nas rodas traseiras em vez da caixa de velocidades. Também alteraram o design do conjunto de luzes “piscas/luz de presença” retirando-os do cimo do guarda-lamas e colocando-os na frente destes, abaixo dos faróis.
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    • 1960
    A produção atinge o carro um milhão. Em Outubro foi apresentado o Fiat 600D. Este continha um motor com mais cilindrada (767 cc), um novo carburador Webber e uma nova e mais eficiente bomba de água. Também foram modificados os travões. Com tudo isto o novo carro atingia os 115 km/h. Na União Soviética é iniciada a produção de um veículo muito semelhante ao 600, o ZAZ-965 (Ilustração 2), em que especulou muito sobre a originalidade do design soviético.
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    Ilustração 2
    • 1961
    A colocação de uma nova bateria (36ah), na série 2 do Fiat 600D.
    • 1964
    Inversão da abertura das portas, retirando as portas suicida ou também denominadas “mostra a cueca”. Novo carburador Webber Começo de produção do 600 em Portugal na fábrica da Somave em Vendas Novas.
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    • 1965
    Atinge-se o Fiat 2 milhões. Novo deposito de combustível com 32 litros de capacidade, nova grelha frontal e ainda luzes dianteiras de maior dimensão.
    • 1966
    É retirado o filtro de óleo.
    • 1969
    Último Fiat 600 produzido em Itália. Todo o equipamento e maquinaria de fabrico vão para Espanha.
    • 1970
    Fiat/Seat 770 S começa a ser produzido. O mesmo carro mas com pequenas alterações e foi exportado para diversos países europeus, sul-americanos e africanos, entre os quais Angola, finalizando a produção em 1973.
    • 1971
    Inicia-se a produção na Jugoslávia do Fiat 600 (Zastava), que perdura até 1985, sob a designação 750/850. No mesmo ano saem os últimos Fiat 600 em Vendas Novas, montando aquela unidade um total 9576 unidades.
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    Diogo L. D. Santos gostou disto.
  11. Acho que o Camacho estava a brincar com a associação do lettering "D" a Diesel ... pelo menos nunca vi nenhum 600 com a tampa da mala "fumada"blink.png

    Cumprimentos,
     
    Camacho Cêrcas gostou disto.
  12. concordo contigo
    as vezes pensamos que sabemos quase tudo sobre certo modelo e depois vamos ler um tópico e descobrimos coisas novas
     
    Diogo L. D. Santos gostou disto.
  13. E já agora, a Multipla:

    FIAT 600 Múltipla
    Em 1956 é apresentado no Salão de Bruxelas o FIAT 600 Múltipla. Tratava-se do primeiro monovolume comercializado com mais de cinco lugares e de dimensões exteriores reduzidas. Sobre um chassis alongado 30 cm e sem variar a distância entre eixos, criaram um veiculo de quatro portas utilitário e com espaço para os assentos traseiros e também para transporte de carga. Esta ultima opção obtia-se com o rebatimento dos bancos, permitindo um espaço suficiente para se dormir dentro do automóvel.

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    A suspensão do FIAT 600 múltipla é independente com molas helicoidais tanto na dianteira como na traseira.
    Em termos de motorização, esta era igual ao FIAT 600 e tal como na versão carro, existiu a versão FIAT 600 múltipla entre 1956 e 1960 e a evolução FIAT 600 múltipla D entre 1960 e 1967. A múltipla teve um total de 76.871 unidades enquanto a versão múltipla D originou 83.389 unidades.


    Secalhar aprofundávamos o meu favorito: o 600 Zagato...
     
  14. 600 Zagato era qual?
    importava-se por umas fotos
    desconheço esse modelo, eu não encontro fotos na net
     
  15. Na América do Sul saíram mais variantes do 600. No caso, o "R" e o "S", verificando-se aumentos de cilindrada. Existiu ainda a versão "E".

    Cumprimentos,
     
  16. o 600S tinha 843cc de cilindrada
    mas os R e o E não faço a menor ideia de quais são as diferenças.
     
  17. depois de um pouco de pesquisadescubri que os 600R pelo que eu percebi tinha a mesma cilindrada mas tinha portas diferentes
    e o 600E tinha um pouco mais de potencia.

    acho eu...
     
  18. Mas pesquisem também sobre o Fiat 600 derivazione Abarth 750GT Zagato...wink.png
     
    Diogo L. D. Santos gostou disto.
  19. comecei agora a pesquisa do abarth 750GT Zagato
    e a primeira reaçao foi...ohmy.png
    um design bem mais desportivo
     
    Camacho Cêrcas gostou disto.
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