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Crónicas De Histórias De Ralis

Tópico em 'Património Histórico Português' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 28 Out 2012.

Tópico em 'Património Histórico Português' iniciado por Francisco Lemos Ferreira, 28 Out 2012.

  1. [​IMG]

    PEDRO CORTÊS

    O 2ª Rali PCCR proporcionou-me novas amizades e muito conhecimento, falei pouco, comi bem e principalmente bebi muito líquido e muita história. Cheguei à Mealhada às 09.31 a penalizar um minuto. Saí com o Silva Rumo a Coimbra, onde apanhámos o Pedro Cortês e seguidamente o José Manuel Tavares e o Joaquim Teixeira. Aí começou um manancial de história a ser debitada dentro “Cherokee” at
    é Lisboa. O Pedro Cortês diz que as amizades também se medem em Kilómetros e graças a Deus já tenho 600 Km de amizade dele. Não resisto a contar duas excepcionais histórias para memória futura. Vou falar na 1ª pessoa pois é discurso direcTo do grande PEDRO CORTÊS:

    RALI DE PORTUGAL "NOW ATTACK!"
    Depois de uma ligação conturbada, tínhamos combinado com o João Nabais, uma mudança para pneus de terra em determinado local, quando chega-mos não estava lá, esperámos, esperámos, e já a pensar arrancar assim com os pneus em estado lastimável, chegou com o tempo a queimar, mudámos os pneus num ápice com a ajuda do publico que levantou o carro com uma rapidez impressionante. Arrancámos fizemos a ligação e chegámos ao controle cerca das 2 da manhã. Estava atrasada a partida para o troço de terra, não estavam reunidas as condições de segurança, as ambulâncias ainda não tinham chegado, etc. Na minha frente tinha o Fiat 124 do Markku Alen.
    Ficámos no carro a dormir cansados. Normalmente eu só abria os olhos nos últimos segundos da partida quando o navegador começava a cantar a contagem decrescente.
    Ao raiar do dia os controladores batem nos vidros a avisar que íamos arrancar, Para meu espanto sai de dentro do Fiat o Markku Allen que devia ter estado bem encolhido no Fiat, dado o seu tamanho, com um ar feliz e satisfeito, com um sorriso rasgado esperguiça-se vira-se para nós e grita: “NOW ATTACK!!!”.
    Só pensei: Mas o que é que estou aqui a fazer, só me apetece ir para casa e este gajo tá todo satisfeito de ir descer aquele troço da Lousã em terra a esta hora. Definitivamente este gajo não é do meu campeonato. Mas aquilo picou-me. Fiz a descida com raiva mas sempre com a sensação que estava lento, naquela hora precisava era de um avião. Fizemos o troço sempre a dar mas menos rápidos do que eu pretendia. O Navegador tinha a mania de no fim dos troços perguntar os tempos dos outros, dizia-lhe para estar calado, mas perguntou na mesma: tínhamos dado 6 segundos no Markku Alen!
    Acabámos esse Rali de Portugal nas ultimas classificativas a poupar pneus pois já tínhamos derretido 24 pneus que tínhamos comprado a 50% do preço mas que deveriam ter sido gratuitos, com o pessoal a gritar “Melhor Português”, quero lá saber disso estes gajos sabem lá o que nós vamos aqui a passar, não me serviu de consolação nem tem lógica enumerar “melhor Português” que é sintoma de pequenez.

    DAKAR
    No Dakar a orientação era feita com bússola e cartas militares, nunca conseguia provar que aquele ponto era onde eu estava, não havia pontos de referência. Estávamos em Terra de “Et Moi? Et Moi?” Convém recordar que o Pedro Cortês é o Senhor UMM, que o desenvolveu .
    Andávamos com 5 mil contos em cada carro incluindo os carros de assistência, ali pagava-se tudo com nota à vista e um gajo não sabe se ficava sozinho ou em qualquer lado e se tem de desenrascar. Cada um tinha de ser autónomo, pneus, serviços, fronteiras, gasolina. Se podias e tinhas capacidade de ajudar muito bem senão cada um que se desenrasque. Havia sítios onde a gasolina era uma verdadeira vigarice, cerca de 7, 8 vezes mais do preço normal era só esta a diferença. Dentro do Parque vigiado, bidons de 200 litros, não chegava eram precisos 240 e tínhamos de comprar 3 e rachar com outra equipa. Quem vendia eram nativos contratados pela organização. A nós nunca nos aconteceu mas muito bom concorrente, outras equipas compravam aquela mistela tipo melaço, andavam 500 metros sistema de gasolina, injecções fosse o que fosse acabou-se o carro e acabavam ali! Avariava ali e ali ficava, fogo à peça e o seguro que pague! Megre era Aventureiro mas seguro, não facilitava nada, falhava muito pouco compreendia perfeitamente a mentalidade negra da zona, uma pessoa muito prática, o que valia a pena ou não discutir, vamos fazer isto mas há limites para isto, não vamos brincar em serviço porque isto não é para brincar em serviço, o sistema logístico montado raramente falhava nalgum pormenor.
    O Megre era uma pessoa muito pratica, abordava aquilo como uma competição mas mais aventura que competição, parava fotografada parava para mijar e curtia, você não para para mijar pois não? Eu não é sempre a dar fogo e quero acabar aquilo o mais rápido possível!
    É bestial pá eu tenho de parar!
    Uma tempestade de areia é uma coisa para se ter um respeito do caraças. Numa etapa errámos o azimute, sem ver nada, numa duna não fui parar la baixo por um milímetro apanhei um cagaço, a areia começou a ceder, vim para trás, dá-me o azimute para trás, foi a minha sorte lá agarrámos o azimute certo e ainda acabámos em 4º
    Pedro Cortês é um Campeão e a sua simplicidade e amizade mostram o que um Senhor deve ser.
     

    Ficheiros Anexados:

    Mário Macedo gostou disto.
  2. [​IMG]

    JOAQUIM SANTOS

    TABERNA GREGA

    Mais um PCCR desta vez quase relâmpago na Mealhada. Cheguei a penalizar pois a Justiça é lenta neste país. Sento-me, à mesa com nomes incontornáveis deste desporto que nos une.
    Atacámos a primeira classificativa de leitão com alma, e começam a surgir as histórias que com a ajuda dos volantes do Silva se tornam quase contemporâneas.
    Começa a alternância dos lugares: à minha frente te
    nho o Artur Lemos e o Joaquim Santos!
    Discurso directo dos dois para memória futura: Tema Grécia
    AL: Olha lá lembras-te daqueles tempos na Grécia? O Dr. Miguel Oliveira não tinha tempo para os treinos e fui eu contigo? Eu treinava com o Rafael Cid quando tu entraste treinei contigo! Vê lá se tenho de ir aos álbuns buscar as fotos!!! Para aí 1982.
    JS: Tu? Não me lembro de nada! Conta lá!
    AL: Ai não Polos foram 5! No primeiro dia que chegámos fomos de polo contigo sempre a varrer as bermas esse durou 2 dias! Voltávamos de táxi. Num desse dias o Polo parou lá no meio do nada . Estávamos num Hotel 5 estrelas, com vista para o mar um verdadeiro luxo com iates soberbos na água chamado Porto Carras. Andávamos 5 km para dentro e era uma dureza estrema, sítios áridos e sem gente. Num desse dias o Polo parou lá no meio do nada andámos e encontrámos uma taberna…cujos clientes e patrão estavam na sua totalidade bêbados com aspecto campónio do interior grego décadas atrás. Ali não havia táxis!!! Fomos tentar falar com o gajo da taberna e conseguimos compreender que a 15 km havia táxis. Após momentos de alguma apreensão surge da mesa do fundo da taberna a notícia que vem aí um gajo que tem uma mota!!! Tudo bem vou de mota até à próxima localidade a 15km buscar um Taxi! Quando chega a mota olho para o gajo tira o capacete e tem um ar esgaziado e sujo com a característica de ter um olho para cada lado !!! Para ir fazer estradas de terra de mota com precipícios para o mar…vá lá safa-se bem! O problema é que na outra localidade não havia táxis. Convencemos com dinheiro o dono da taberna a levar-nos ao hotel…o que era o carro dele? Uma Renault 4F de 2 lugares, o Joaquim quis ir a conduzir mas o homem não deixou! Fui à frente e este gajo atrás agarradinho Aso bancos da frente.
    JS: fui 2 vezes à Grécia… parti a suspensão outra parti a suspensão!!! Com um sorrido mordaz ajeitando o copo de espumante. Um gajo ia para lá para o meio do monte e ninguém falava inglês…tínhamos de abrir as tampas das panelas para ver o que era a comida!!! Mas o Hotel com vista para a marina, um quarto para cada um. Nunca liguei muito a isso mas aquele lugar era fantástico.
    AL: Este gajo gosta de experimentar coisas a treinar…e tinham uma mania de ir espeitar se a erva estava cortada nas bermas e ia ver com o carro.. . Depois era eu que ia entregar o carro naquele estado e buscar outro… não podia ir o gajo que estava na lista de inscritos! Até partir este gajo chegou a andar em primeiro….
    JS: Eu ia devagar…
    Al: Como não havia auto-estradas nem coisa nenhuma este gajo treinava à noite…de dia íamos para a praia, um dia fomos num barco e adormecemos…quando acordámos parecíamos lagostas nem nos conseguíamos mexer. Treinávamos à noite e de 2 em 2 dias voltávamos ao hotel de táxi…no ultimo dia foi sozinho…e voltou de táxi às 6 da manhã! O Dr. Quando chegou disse: “ Epá…4 carros???”
    JS: Era …acabava a gasolina…e já estava treinado!
    É um previlegio estar com vocês.
    PCCR SEMPRE!
     
    JP Vasconcelos gostou disto.
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    O ATRASO

    Alguem andou a arranjar o 2Cv para ir á prova de Inglaterra de PopCross, arranca de Castelo Branco com a máquina e chega ao barco e acho estranho estava tudo a vir, pergunta lá a um Franciu, o que se passava se a prova era no fim de semana, Isto seria 4ª feira. Diz que lhe caiu tudo quando o gajo lhe disse: Mais Monsieur a prova foi no fim de semana, estamos de regresso
     

    Ficheiros Anexados:

  4. [​IMG]


    SEM CARRO PARA TREINAR

    Belo dia o Toy Borges lamenta-se junto de Jorge Cirne de Não ter carro para treinar. Este sem rodeios dispara “Não te preocupes que eu arranjo um carro!”
    Qual o espanto do Toy Borges quando chega de VW Carocha da namorada, que ingenuamente o cedeu para o Jorge ir tratar de uns assuntos!!!
    Os treinos na serra da estrela foram feitos de carocha cruzando-se várias vezes com o Carlos Torres com um Navegador mistério…
    Mais um extracto de conversas que só o PCCR proporciona.
     
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    O CONTROLE

    Esta não vou dizer quem foi o Piloto interveniente membro desta casa...pode ser que adivinhem:
    Uma vez, à entrada do troço da Cabeça Gorda, numa Volta aPortugal tínhamos feito uma ligação grande daquelas que ficas 1 hora à espera para controlar....havia uma parte do percurso, antes de ali chegarmos, que estava em obras e tínhamos de fazer um desvio, que estava assinalado com setas mas n
    ão tinha sido feito nenhum aditamento ao road book.
    A certa altura, juntam-se uns novatos, ao grupo.e eu começo a dizer que aquilo não devia ter acontecido...que era indecente, terem montado um CP (Controle de Passagem), na parte que não se passava....os gajos ficaram em pânico, porque não tinham passado em controle nenhum....e eu disse, que estavam lixados..tinham de voltar a trás e ir controlar!!! Os gajos arrancaram a correr, para dentro do carro e foram à procura do controle. Entretanto fomos para o troço, nunca mais soube nada dos gajos, porque eles não acabaram a prova...
     
  6. Devolveram o carocha inteiro? :lol:
     
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