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Audi Adquire O 3º Auto Union Tipo D 1939

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Alberto Silva, 5 Set 2012.

Tópico em 'História e Cultura' iniciado por Alberto Silva, 5 Set 2012.

  1. Audi adquire o 3º Auto Union Tipo D “Flecha de prata”, de 1939


    A Audi conseguiu, há algumas semanas, adquirir mais um dos Auto Union Tipo D “Flecha de prata” originais, que se julgava perdido após a Segunda Guerra Mundial. Trata-se de um modelo com duplo-compressor, localizado na antiga URSS pelo colecionador americano Paul Karassik e que já tinha sido mostrado – no Nürburgring, em 1994 e em eventos subsequentes –, a par com um outro Tipo D mas de compressor simples. Para Thomas Frank, responsável pelo departamento de Clássicos da Audi, a Audi Tradition, “este é um dos momentos mais emocionantes do nosso trabalho. Há 20 anos, nunca teria sonhado que tal coisa seria possível”. Como já tínhamos referido, este carro, já na plena posse do seu novo proprietário, será mostrado no Goodwood Revival, de 14 a 16 de Setembro, a par com outros modelos Tipo C e Tipo D seus contemporâneos.

    Um “Flecha de prata”…

    Os carros de grande prémio Tipo A, B, C, e D da Auto Union eram – a par com os Mercedes-Benz W25, W125, W154 e W165 – conhecidos como os “Silberpfeil”, ou “Flechas de prata”, graças ao seu domínio dos circuitos Europeus entre as épocas de 1934 e 1939.
    Pilotos como Bernd Rosemeyer, Tazio Nuvolari e Hans Stuck são os nomes míticos dos heróicos pilotos da Auto Union que se aventuravam a mais de 300 km/h em condições de segurança relativamente inexistentes. Nunca é demais lembrar que nas longas retas do desaparecido circuito de Avus, em Berlim, o malogrado Rosemeyer foi cronometrado a mais de 380 km/h, em 1937…
    Embora sem reconhecimento oficial, a designação “Flecha de prata” é atribuída à estória de como a tinta branca dos Mercedes alemães teria sido raspada das carrocerias (por sugestão do seu director de equipa Alfred Neubauer) para que os carros não ultrapassassem o limite de 750 kg imposto pelo regulamento, numa época em que – sem patrocínios – as equipas eram representados de acordo com as cores oficiais do país de origem: verde para Inglaterra, encarnado para Itália, branco para a Alemanha, etc.
    Concebidos por Ferdinand Porsche, os carros da marca dos quatro anéis – que representavam a aliança tecnológica dos quatro fabricantes Audi, DKW, Horch e Wanderer, para igualar a Mercedes-Benz – possuíam uma disposição ímpar na época: os seus enormes motores, de 16 cilindros em V, estavam colocados na posição central, atrás do condutor, uma característica que viria a ser recuperada muito anos mais tarde e que vigora ainda hoje nos carros de F1.
    Com o final da Segunda Guerra Mundial e com a divisão do território alemão entre os Aliados e a União Soviética, as instalações da Auto Union em Zwickau caem nas mãos do Exercito Vermelho. As fábricas são então encerradas, a marca desactivada, os carros – encontrados numa mina nas imediações – são levados para a União Soviética como parte de indemnizações de guerra, e o seu rasto é rapidamente perdido na vastidão do território Soviético.

    …atrás da “cortina de ferro”

    É no final dos anos 70 que Paul Karassik, de origem Sérvia, persegue os rumores que se referiam à possível localização na Rússia e na Ucrânia, de dois Auto Union de corrida anteriores à guerra.
    Karassik lembrava-se de ter visto correr estas gloriosas máquinas no último Grande Prémio de Belgrado, e foi esta experiência inesquecível que viria a tornar-se no principal impulso que o levaria áquela demanda. A sua persistência, conhecimentos e posses fariam com que, passados 10 anos, tivesse conseguido comprar o que restava dos chassis, motores e caixas de velocidades de um Tipo D e do Tipo D “Doppel Kompressor” em questão. Após repetidas viagens através da “cortina de ferro” – muitas delas, com ele próprio ao volante de uma carrinha de transporte – todas as peças encontradas foram então levadas para os Estados Unidos. No final de 1990 e início de 1991 Karassik contactou vários peritos, incluindo a Audi, para dar início ao restauro – confiado à empresa britânica Crosthwaite & Gardiner, devido à sua experiência neste tipo de reconstrução. Ambas as carrocerias tiveram que ser fabricadas de raíz. Em Agosto de 1993 o Tipo D de 1938 ficou pronto, para no ano seguinte ser a vez do modelo com duplo-compressor a ser terminado.
    Em reconhecimento ao seu papel preponderante na reconstrução dos carros, foi permitido à Audi exibir o carro em repetidas ocasiões, acabando o modelo de 1938 por ser adquirido pela marca de Ingolstadt em Julho de 1998. Em 1999 Paul Karassik acalentava ainda o sonho de voltar a ver o seu Tipo D correr em Belgrado, 60 anos passados sobre o último Grande Prémio realizado naquela cidade, mas a guerra nos Balcãs acabou por impedir a realização desse sonho.
    Para além dos Tipo D de 1938 e Tipo D com duplo-compressor recuperados por Karassik, a Audi possui também o Tipo C/D que Hans Stuck conduziu em provas de montanha.
    Mais informações em www.audi.com

    Texto: Jornald dos Clássicos
    Imagens: Audi
     

    Ficheiros Anexados:

    miguelcristovao e Rafael S Marques gostaram disto.
  2. Incrivel a coragem desses pilotos de levarem máquinas com 750Kgs sem segurança nenhuma a 380Km/h.
     
    Alberto Silva gostou disto.
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