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Andamos todos com pressa?

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por HugoSilva, 10 Mar 2016.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por HugoSilva, 10 Mar 2016.

  1. Serei só eu que fica com a sensação que nisto do pessoal que gosta de clássicos, anda tudo com muita pressa?
    A minha namorada já me disse "Não gosto nada de andar contigo quando vamos de clássico, parece que deixas de saber conduzir!".

    O que se passa?
    Vocês também têm tendência a ter uma condução "à estúpido" quando conduzem o(s) vosso(s) clássico(s)?...

    fiat-1318.jpg
     
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  2. Com o alfa 75 ando sempre devagar, mas é defeito do carro, já com o escort ando mais um bocadinho...:lol:
     
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  3. Eu acho que é do barulho do escape.
     
  4. Admito que no CX tenho alguma dificuldade em andar devagar :blush:
     
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  5. Hugo, eu tenho um Panda 750 de 34 cv. Por isso o depressa é relativo...

    Mais a sério, costumo andar quase sempre dentro dos limites porque ando maioritariamente em cidade e porque tenho consciência das consequências para todos.

    Quando andamos de carro temos de pensar na nossa segurança. Nos modernos há airbags, abs e toda uma parafernália de sistemas de segurança.
    Quando andamos de clássico, o cuidado tem de ser redobrado e a condução deve ser mais preventiva.

    Mas, como é evidente, também tenho os meus momentos... De vez em quando lá vou à N108 para dar largas ao pequeno Nuvolari que sonho ser.
     
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  6. Fiz na última semana cerca de 1000 kms de Alfa GTV. Julgo que nunca ultrapassei os 140kms/h mesmo nos curtos kms que fiz em auto-estrada. A família estava comigo e quando assim é, tomo todas as precauções possíveis e estou atento a practicamente tudo o que se passa na estrada.

    Também sei que o GTV passa a barreira dos 240kms/h quando estou sozinho.;))
    No entanto, tento sempre ser um "gentleman" quando estão outros carros na estrada, seja de clássico ou de "tupperware". É essencial e um dever civico manter uma postura de segurança para com os outros. Connosco, fica ao critério de cada um se quer chegar a casa com o mesmo carro.

    A noção de "pressa" é muito relativa num carro velho, cuja segurança activa e passiva é imaginação nossa, sendo praticamente inexistente. Os travões são abrandadores, a direcção necessita de muito músculo, a suspensão é pior que o colchão de molas da avó, os pneus são mais "fininhos" que as rodas da bicicleta, etc., etc..
    Em comparação com os carros modernos, às vezes parece que estamos a conduzir uma carroça.
    Os limites chegam cedo, a nossa consciência nem por isso. Temos de conduzir por antecipação e ter percepção que estamos em 2016, que o trânsito actual flui de outra forma, mais rápido e agressivo e os nossos carros velhos não estão 100% á vontade neste meio.

    Obviamente que também faço parvoíces, mas cada vez menos e cada vez mais em ambiente controlado, como trackdays e umas voltas em estradas que conheço em horário nocturno. Conheço os meus limites como condutor e por norma dos carros que conduzo (menos do 75 TS, estou a demorar a fazer-me ao raio do Alfa).

    O que realmente se poderá estar a passar, e daí a tua dúvida, é que tens visto o pessoal a conduzir carros velhos como se fossem os carros novos de hoje e isso, meu caro, ou temos dotes de piloto ou um dia destes o inevitável acontece.
     
  7. Eu não estava a falar forçosamente dos vossos hábitos mas sim do que se lê em português ou em estrangeiro, em fóruns ou em revistas, seja aqui no fórum ou na Petrolicious. Fica-se sempre com a sensação de que nisto dos clássicos andamos (ou queremos andar) todos a abrir porque na esmagadora maioria das conversas ouvem-se/lêem-se coisas como:

    "(...) epa aquilo é uma ganda máquina..."
    "(...) aquele 4 cilindros com dupla árvore de cames à cabeça é qualquer coisa de extraordinário, anda que se farta!"
    "(...) é um demónio a fazer rotundas, até ficam de olhos em bico!!!"

    E depois há o mundo da competição onde ao que parece é comum pegar-se em "carros velhos", despi-los por dentro e por fora e conduzir como se os tivéssemos roubado mas pronto aí tudo ok.

    A verdade é que aparentemente toda a parafernália de sensações a que sou exposto quando conduzo um clássico, seja o cheiro, seja a sonoridade do escape, o peso pluma ou a direção muito direta, acabam por me comunicar algo que também me faz conduzir de forma diferente do que faço com um carro moderno...

    Expressões como heel and toe, rev matching ou double clutch são o prato do dia em qualquer conversa de clássicos Alfa Romeo.

    Identificam-se com isto? Será que fazemos todos jus à expressão "é mais divertido conduzir um carro lento de forma rápida que um rápido de forma lenta"? É que para quem sabe conduzir de forma mais espirituosa o pináculo do prazer está no atingir dos limites para o qual o carro foi desenhado e esses são bem mais fáceis de atingir no Panda do @João Luís Soares que no GTV do @Camacho Cêrcas que à partida até foi pensado para uma condução mais agressiva...
     
    #7 HugoSilva, 11 Mar 2016
    Última edição: 11 Mar 2016
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  8. Bom, eu até tive algum pudor em participar nesta discussão, pois tenho a noção de que sou uma ave rara.
    Eu gosto de carros lentos... A sério, nada para mim tem mais graça do que um 2CV ou um Fiat 126 bicilíndrico. Acho um piadão a carros lentos, normais, pacatos. Carros que eram "carros do povo".
    Talvez por isso goste mais de um Citroën GS do que de um DS... É a versão de pobre de um hidropneumático, com um lento motor de 60 cv. Um carro de família normal...
    Enfim, perdoem-me a parvoeira, mas há malucos para tudo! ;)
     
  9. Desconfio que o panda do João é mais rápido que o meu 75...:(
     
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  10. Maltrato sempre que posso o Ford, dá-me especial gosto andar a 145/150 km/h na auto-estrada (não dá mais), deixando muitas bocas abertas para trás... Claro está tudo durante relativamente curtos períodos de tempo...
     
  11. Tudo isto se aplica quando ando sozinho, companheiras, normalmente, são todas iguais no que toca a isso :)
     
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  12. Mas que se passa com o 75? Supostamente mesmo o 1.6 mexe-bastante bem...


    Pessoalmente velocidades de ponta não é a minha cena, no Coupé 20VT cheguei uma vez perto dos 190 (de ponteiro) e já me borrei todo, não era sequer AE portanto provavelmente não foi boa ideia mas o gajo do Audi picou-se e olha...
     
  13. Em estrada é muito bom, em altas responde bem e tem uma boa velocidade de ponta, já a desenvolver é que coitadinho, depois outro problema é que eu também estou mal habituado, é que praticamente todos os carros que tenho, inclusive os diesel, mexem-se muito bem!
    Mas atenção, mesmo sendo um preguiçoso de primeira, é um carro que me dá um prazer enorme conduzir.
     
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  14. Conduzir depressa e conduzir com pressa são coisas bem diferentes.

    Conduzir com pressa é aquilo que a esmagadora maioria dos Portugueses fazem quando se sentam ao volante de um carro, e isto porque é habito nacional andar atrasado.
    As pessoas andam atrasadas para o trabalho, para ir ás compras, para ir buscar os míudos... enfim.
    Logo isto resulta num sem numero de "azelhiçes" ao volante que têm repercussões nos números trágicos na sinistralidade das nossas estradas.

    É por isso que eu digo: "Vai de vagar se queres chegar depressa".

    Agora conduzir depressa é algo que adoro fazer, e atenção que para conduzir depressa não implica obrigatoriamente andar a altas velocidades.

    No meu caso, o "plástico" do dia-a-dia é um Mercedes de caixa automatica. É claro que quando pego num clássico retiro prazer da condução do mesmo pelo simples facto de meter e tirar mudanças.

    Deixo o exemplo das gincanas....onde é o "kit de unhas" que dita o melhor tempo e não ter o carro com mais potencia.

    Acelerar numa recta é algo que qualquer pessoa consegue fazer, agora fazer um "bom tempo" numa estrada de montanha é algo que já não é para todos.

    Por exemplo, de Beja para VRSA passando por Mértola e até Alcoutim é uma estrada cheia de curvas a qual conheço como as palmas das mãos.
    Este Verão vindo no Feroza, um tipo com uma MB novinha não me consegui passar. E atenção que bem tentou!
    Á uns anos na mesma estrada com um Smart disel não larguei a traseira de um SLK....excepto nas curvas.
    (É claro que em ambas as situações ia sozinho).

    Por isso, e principalmente nos clássicos, antes de carregar no pedal do acelerador é necessário conhecer o carro, saber o estado dele, conhecer a estrada e também estarmos cientes dos nossos limites ;)
     
  15. Em Portugal? Se são, não deveriam de ser. Os carros são italianos, somos portugueses, existem as expressões em português, para quê essa inglesice?

    Quanto ao tópico:
    Sim, sou daqueles que com um carro menos filtrado, tem tendência a explorá-lo mais, pois sai gozo disso...mas como o @João Paulo Ferreira disse, o barulho conta muito. Uma vez ia a subir uma ruela, em calçada, em segunda, e a minha mulher também "ralhou" (ia apenas 40km/h). :)
     
  16. Bom, eu tenho a dizer que com o meu Taunus é sempre devagar devagarinho :):
     
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  17. Está aqui tudo!
    É uma das razões pela qual o 106 me dá mais pica de conduzir que o Primera... e é por isso que ando muitas vezes neste em toada calma e no 106 isso é quase impossivel.

    Oh pah... ponta também não é a "minha praia" mas... Coupé 20VT e 190 de ponta!!!!!!! ?????
    Isso faz o Primera com alguma frequencia em 4ª!

    Não podes deixar criar carvão nisso... há que o desentupir!
     
    Hugo Viana da Silva e HugoSilva gostaram disto.
  18. Eu sou um menino, tenho um carro que corta aos 250 e com um "coração de 5 artérias" com uma sonoridade que só apetece ir ao redline e nunca o faço! Não é carro para mim e estará brevemente nos classificados.
     
  19. Gabo-te o auto-controlo.
    Da última vez que conduzi um Alfa com esse motor, mesmo acompanhado, não conseguia baixar dos 120km/h em estradas nacionais...andava tanto na faixa contrária como na minha, o restante tráfico parecia meros obstáculos que tinham de ser contornados...o V6 Turbo Benzina é mesmo canhão! :oo
     
    HugoSilva gostou disto.
  20. Tenho dois carros velhos onde tenho claramente modos de condução distintos!
    No Flecha passeio, no endiabrado conduzo:).
    Com os miúdos ando praticamente sempre calmo a minha velocidade de cruzeiro em AE chega no máximo aos 140, inclusive com o 106 Rallye e nos plásticos!
    Quanto à minha cara metade, não me posso queixar nada, mesmo quando exagero com ela ao lado não reclama absolutamente nada, apenas por vezes exclama; Não tens pena dos carros!
    Quando ando sozinho a velocidade é variável mas na grande maioria das situações considero-me calmo e sem velocidades proibitivas.
     
    HugoSilva gostou disto.
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