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Ainda há compras de clássicos...?

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Duarte Monteiro, 6 Mai 2016.

Tópico em 'O nosso hobby: Clássicos' iniciado por Duarte Monteiro, 6 Mai 2016.

  1. Ontem, em conversa com um amigo que tem um Mini Clubman de 74 para venda há mais de ano e meio, dizia-me ele (que tem mais experiência do que eu nestas coisas) que apesar de haver mais feiras, exposições, encontros, passeios etc de viaturas clássicas, tal não parece corresponder a um aumento de interessados em adquirir carros clássicos e que nestes eventos, basicamente são sempre os mesmos. No caso dele, como complemento à actividade principal (pneus e derivados) faz o restauro de viaturas, com qualidade e cuidado (não será da A a Z mas de A a U...), sendo que o carro ficará com vida nova. Talvez por vantagem da profissão, consegue adquirir viaturas a um preço baixo, que não exigem restauros morosos e todos os anos conseguia vender pelo menos 1 carro, com um lucro simpático.
    Porém, este Mini parece que está embruxado, não há meio de sair...apesar de já ter baixado de preço por 2 vezes e agora ter o preço que cobre apenas as despesas.

    Por curiosidade, fui ver quantos carros clássicos (até 1980) estão para venda nos principais sites...
    Custo Justo regista 1500 carros. No OLX, tirando os repetidos do Custo Justo, serão talvez mais uns 750..e faltam todos aqueles que aparecem noutros sites ou que nem sequer são anunciados na net.

    Da vossa experiência, há compradores que justifique esta oferta? Quanto dos membros deste forum compraram carro clássico nos últimos 24 meses ? Será que foi uma moda, o entusiasmo pelos Mini, os Renault 4, os 2 CV, os Carocha ,etc, etc e que se esgotou?
     
  2. Bom tópico.
    Eu vendi um clássico nos últimos 6 meses, e consequentemente alguém o comprou. Se há compradores para os dois mil carros velhos anunciados na net? Parece-me que não. Se há compradores para os clássicos aos preços anunciados? Também me parece que não. No entanto um carro anunciado a um preço realista desaparece rapidamente.
     
    Abílio Teixeira Gomes gostou disto.
  3. Eu comprei um que não estava anunciado, e nem eu sabia que o queria comprar... :lol:
     
  4. Esses são os melhores... Às vezes! Mas a minha ideia é que o mercado se encontra açambarcado por acumuladores compulsivos. Sempre que vou ver um carro há pelo menos mais uma dúzia na garagem, a acumular pó.
     
  5. Acho haver mais vendedores que compradores e julgo ter a "troika" muita culpa no cartório. Vou dar o meu exemplo:
    Tenho a minha carrinha (avatar) que a uso diariamente e não quero outro carro para uso diário, minha esposa usa um Ibiza 2008 (revelou-se péssimo negócio pois para um 1.2cc é alcoólico), agora vem o dilema ter um clássico na garagem ou não ????? tento convencer minha Maria a adquirir um, mas como diz ela e com razão "temos mesmo necessidade de ter mais um carro, mais um imposto, mais um seguro, mais uma manutenção?", a resposta é não e realmente isto não está para "ginásticas financeiras", existem prioridades e um clássico certamente não será uma, pura e simplesmente um capricho ou melhor uma paixão (minha).
    De tanto falar no assunto ela me diz: "Ok, queres um carro "velho" compra mas tem de ser baratinho e acima de tudo pequeno para ficar na garagem e não atrapalhar", mas aqui nasce o problema é que quanto mais pesquiso mais certo fico que o carro quanto mais pequeno mais caro. Um mini em razoáveis condições no Funchal ronda os 4 mil €uros, mais alguma intervenção que seja necessária ultrapassa os 5 mil €uros.
    Basta de lenga-lenga e vou concluir, para um comum dos trabalhadores dispensar 80% (ou mais) do seu rendimento anual para adquirir um clássico em razoáveis condições, é completamente impensável. Que existem boas oportunidades existem, mas quando aparecem desaparecem com a mesma rapidez.
    Descobri ontem que um vizinho aqui mesmo ao lado de onde trabalho teve um mini em excelente estado à venda durante mais de um ano por 300€uros, lá fui com o amigo que me tinha falado do carro, mas havia sido vendido 2 dias antes......afinal sempre existe excepções à regra.
    Agora ando de olho num Toyota corolla ke30 de 1977 station por 250€uros, foi todo reparado apenas falta montar todo o interior ........... mas para a esposa é muito grande e diz haver gato, pois "ninguém repara e pinta um carro daquele tamanho e meia dúzia de meses depois vende-o barato"........
    A única certeza que tenho é que gostaria de ter um clássico........que "coubesse" na minha carteira.
    Desculpem o testamento.
     
  6. Eu acho que a Troika tem as costas largas. Porque é que, mesmo num mercado deprimido como o nosso, os clássicos se vendem cá por valores muito superiores a "lá fora"? Exemplo, há anos que quero comprar um Fiat 850 Coupé. Qualquer tabela de valores de mercado me diz que o carro não vale nada, os anúncios internacionais dizem-me que o carro não vale nada, mas no nosso mini-mercado há meia dúzia de carros à venda há anos por valores acima de 10.000€. Têm uma pintura catita, mas quanto vale uma pintura catita?
     
  7. O seu post responde à própria pergunta.

    Há alguns anos creio que havia a febre de um Mini e ninguém queria saber da originalidade. Se o seu amigo só dá um jeito é natural que os carros hoje não tenham mercado. Hoje não interessa só ter um Mini que ande, há coisas como matching numbers, cor de origem e outras exigências de quem procura e está super informado sobretudo devido esta magia que é a internet.

    O mercado hoje continua a ter saída:

    - Não restaurado e bem conservado.
    - Projecto de restauro a preço justo.
    - Restaurado ao pormenor mesmo que caro. Aqui não se encaixam facilmente os carros populares.~
    - Raros ou peças altamente coleccionáveis.

    Restaurar para ter lucro hoje é quase impossível. :) E concordo que o entusiasmo se tenha esgotado um pouco por coisas tipo carochas cortados de noite, 4 L Safari e Mini com buzinas de 8 sons. :p

    Nos últimos 24 meses comprei 4 carros e vendi 1. :) Entrei na compra de outro para um amigo, no meu circulo de amigos vendeu-se muito carro e até se chorou por anúncios perdidos no OLX. :)
     
  8. Não podes usar como referência o preço a que são anunciados, mas sim o preço a que são transacionados.

    Talvez por isso estejam à venda há anos
     
    João Pegadas gostou disto.
  9. A questão fundamental é mesmo o preço... vocês já viram quantos alucinados usam regularmente o olx e o custo justo?

    Eu já desisti de frequentar tópicos como o dos bons negócios, porque as verdadeiras oportunidades raramente chegam a público. O que mais se vê são carros duvidosos a preços de concurso... e o restauro, onde fica? Nem sequer estou a falar de apinocar o aspecto, a maioria nem rola decentemente! É um carro, serve para quê se não o posso conduzir?!?

    Como exemplo do contrário, há uns anos vendi (em menos de um mês) um Fiat 128 que era dos exemplares mais imaculados e originais que já vi, totalmente revisto e a trabalhar na perfeição. O preço era justo, e menos do que muitos em pior estado que ainda continuam nos classificados... quem é que tem razão?
     
  10. Sim, o preço é tudo. Mas a questão é que toda a gente acha normal comprar um carro novo e vendê-lo passados 5 anos por metade do preço, mas se for um "clássico" esperam vendê-lo passados 5 anos pelo dobro do que gastaram enquanto o tiveram na sua posse. É irracional.
     
    Nelson C. Santos e Duarte Monteiro gostaram disto.
  11. O mercado está cada vez mais espevitado, muita procura e... pouca oferta. Os preços estão a subir loucamente e não sei onde poderá parar. Obviamente que estou a falar dos Alfa Romeo antigos, existem muito poucos á venda e muitos interessados na compra. O mercado está bem vivo e de boa saúde. Nos últimos 24 meses comprei uma data de carros 6 ou 7 ou 8, já nem sei, e vendi... apenas 1, não porque não tenha conseguido vender mais, mas porque o comprador quase que me ía batendo se eu não lhe vendesse!
     
    Nelson C. Santos gostou disto.
  12. Sou só eu ou isso não faz sentido?
     
  13. Penso que o principal problema do mercado de classicos é que a maior parte das pessoas em Portugal ve o classico como se fosse o "barril de ouro". Há vendedores que por um carro em más condiçoes pedem o preço do mesmo carro em bom estado, simplesmente porque é o mesmo modelo. ( o mercado dos escort MK1 por exemplo, é uma loucura o que pedem por carros que as vezes nem 1/4 do preço anunciado valem).
    É curioso que noutros paises europeus isso não acontece tanto. Dou o exemplo de França onde habito, no maior site de classificados daqui ja cheguei a ver por exemplo lancias Fulvias 1300 HF a 1500€ porque estavam em muito mau estado. Imagino por exemplo um carro destes do mesmo estado no mercado portugues, o que pediriam por ele....
     
  14. Pouco entendo do mercado de clássicos, mas posso talvez retratar a situação de comercialização deles aqui no Brasil, mais precisamente em Pernambuco (Nordeste Brasileiro).estado em que resido.
    No passado havia um bom movimento de venda, pelo bom momento da economia os preços aumentaram de forma descabida. O possuidor de um clássico antes de coloca-lo a venda consultava a internet e lá encontrando preços já elevados avaliava o dele, sempre a mais do que os anunciados e não conseguia vende-lo, porem o registro do valor elevado e fora da realidade ficava registrado, elevando cada vez mais os preços ofertados, criando um efeito cascata. Tornou-se comum o comentário de proprietários "Meu carro vale ......." Desta forma criou-se um volume absurdamente alto de clássicos a venda, sem sucesso.
    Existe uma diferença muito grande entre a afirmação "Meu carro vale ..." e o valor que efetivamente um comprador estaria disposto a pagar.
    Atualmente vende-se carros clássicos, porem em quantidades pequenas a preços justos e de boa qualidade, pois bons restauros tornam-se quase impraticáveis, pelos altos preços de peças e mão de obra de restauro.
    Dificilmente consegue-se vender um clássico depois de restaurado por valor que cubra o valor de compra mais os custos de reparo, a comentar também que poucos são os restauros bem feitos, baixando assim a qualidade das ofertas, ou seja, aumentamos os preços, aumentamos ofertas e baixamos a qualidade.
    Tenho dez carros, todos restaurados por mim, nenhum deles foi comprado através de anúncios ou eventos, e sim por indicação de outros colecionadores que os encontraram e que não mais se interessavam em restauros.
    Podemos concluir, então, que clássicos são de verdadeiros apaixonados e que os matem sem a preocupação de classifica-los como investimento e sim apenas pelo prazer de possui-los, admira-lo, dele cuidar, rodar, demonstrar em eventos, passeios, encontros, etc., enfim mostra-lo e receber elogios. Para mim, o mais importante, é poder aumentar sempre a grande quantidade de amigos que possuo adquiridos através de nossos clássicos velhinhos. Haja visto que hoje participo deste Portal e veja que estou em outro continente e isso me traz muita alegria.
    Abraços
     
  15. Na minha modesta opinião é mesmo o preço...qualquer carro, com mais de 20 anos, aparece anunciado como clássico com um valor a condizer, mesmo que seja um um "mono" qualquer que ninguém quer.
    Eu inseri recentemente à venda um Alfa com 16 anos (já um pré-clássico para as seguradoras :D: ) pelo preço certo...apenas num fórum mono marca...resultado? Venda record...ficou reservado em menos de 24 horas e já tem novo dono!!!
     
    Abílio Teixeira Gomes gostou disto.
  16. A mim parece-me que a crise fez com que muito boa gente aproveitasse o momento para tentar fazer algum dinheiro que potencialmente estaria empatado ou mesmo alguns já com a corda na garganta ou ainda por uma questão de prioridades como foi já referido.
    Obviamente que, isso levou a que aumentasse a oferta e baixasse ligeiramente os preços (os 2CV acho que são um bom exemplo).
    O problema é que a qualidade dessa oferta desceu imenso e, por outro lado, o fantástico sistema fiscal português permitiu que os preços continuassem lá em cima. Isso, a juntar à falta de realismo e noção do valor das coisas cá em Portugal, faz com que se continue a ver anúncios de pérolas que devem estar "ouroxidada"s (ou "euroxidadas" se preferirem) ou verdadeiras pechinchas (essas nem se chega a tempo de as ver - se calhar até os ex-donos quando refletem no que fizeram já foi...)

    Resumindo, há muita gente a querer ganhar dinheiro à custa de 'sucata' e muita gente com falta de pilim para os ter (refira-se, e eu por mim falo, que muitas vezes não é só o veículo propriamente dito, mas muito a sua manutenção - ativa e passiva - e afetação do espaço onde o ter).
     
  17. Como te compreendo. Aqui por casa foi o mesmo dilema, só com uma diferença, não tinha de ser pequeno B)
     
    Abílio Teixeira Gomes gostou disto.
  18. "O possuidor de um clássico antes de coloca-lo a venda consultava a internet e lá encontrando preços já elevados avaliava o dele, sempre a mais do que os anunciados e não conseguia vende-lo, porem o registro do valor elevado e fora da realidade ficava registrado, elevando cada vez mais os preços ofertados, criando um efeito cascata."
    De facto, isto acontece por cá também! Na minha área de interesses (Opel), tem-se assistido a alguns fenómenos curiosos; Carros que não são vendidos (alguns já andam nos anúncios desde 2014), mas como vão à inspecção anual, sobem mais 250 euritos de cada vez que lá vão. Quando aparece um vendedor novo, acaba por fixar um preço tendo em conta aqueles exemplos, sem ter a noção que são preços alucinados; e segue na esteira da asneira! Com os vendedores profissionais, a situação não é diferente. Eventualmente se houvesse uma revista, um forum, whatever, que, de forma credível e objectiva, indicasse ou servisse de guia de preços, talvez as coisas mudassem.
     
    Abílio Teixeira Gomes e Samuel gostaram disto.
  19. A verdade é que tudo varia muito com o tipo de carro!
    É claro que é tudo uma questão de preço mas na verdade os bons exemplares de certos modelos não param de subir... veja-se o valor de um 1750 Gtv 1ª série ou um 911 S... mesmo até carros mais recentes como um M3 e30 ou um Delta Integralle...

    Acabou foi o "espaço" para certos carros "populares" que na verdade nunca despertaram grande interesse até aos anos 90 em que toda a gente passou a ter algum poder aquisitivo.
    Neste momento as coisas alteraram-se e o mercado para estas carros simplesmente se reduziu imenso.
    Dá-se também a circunstancia de o nosso mercado ser tão pequeno que é quase inexistente... em determinados carros (com interesse) o facto do mercado interno ser pequeno não constitui problema pois acabam por ser vendidos para fora, no caso das renault 4 dos anos 80 (é apenas um exemplo) simplesmente ninguém já os quer... a não ser se forem "baratos" !
     
  20. Tudo o que dizem é verdade, mas cada vez torna-se mais difícil comprar um carro a bom preço.

    Existem preços de referência a nível internacional, e a meu ver nunca de deve comprar um carro acima desses preços de referência e para ser boa compra deve ser comprar abaixo desse valor (usar o preços de referencia no mercado Francês e Inglês são para mim boas opções).

    Eu tenho comprado os carrinhos para coleção própria e quero comprar mais, mas como tenho uma procura limitada ao que está publicitado tenho tido muita dificuldade em comprar mais carros.

    Ainda este fim de semana fui ver carros que pareciam estar a bom preço e nas fotos dos anúncios pareciam estar em bom estado, mas depois os carros estavam um desastre e não valiam nem metade do valor pedidos.

    Tive a oportunidade de levar um amigo, colecionador Francês, que conhecendo o valor dos carros no mercado internacional ficou horrorizado com a relação estado dos carros / valores reais / valores pedidos.

    Pelo andar da carruagem não vou conseguir encher a garagem, pois carros á venda há muitos, mas pelo preço que os anunciam não os devem querer vender.
     
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